sábado, 16 de maio de 2026

Da Insurreição Popular à Revolução Social Segundo Lenine

 


Da Insurreição Popular à Revolução Social Segundo Lenine

16 de Maio de 2026 Robert Bibeau



Por Normand Bibeau e Robert Bibeau .

LENINE escreveu, durante o seu exílio forçado na Suíça, nas «Cartas de longe» de Março de 1917:

«A primeira revolução gerada pela guerra imperialista mundial eclodiu. Esta primeira revolução certamente não será a última.»

A primeira etapa desta primeira revolução, mais precisamente da revolução russa de 1 de Março de 1917 (…) esta primeira etapa (a revolução burguesa, NDÉ) certamente não será a última da nossa revolução  (comentário de LENINE anunciando a Revolução Bolchevique de Outubro de 1917 e a Revolução Espartaquista, provas do génio de LENINE, NDÉ)

(…)

Como foi possível que se produzisse este «milagre» de que, em apenas 8 dias -(…)-, se tenha desmoronado uma monarquia que durava há séculos e se tinha mantido contra ventos e marés durante os 3 anos de grandes batalhas de classes travadas por todo o povo entre 1905 e 1907?

Nem a natureza nem a história conhecem milagres; mas cada viragem brusca da história, e nomeadamente cada revolução, oferece uma riqueza de conteúdo tal, e envolve combinações tão inesperadas e originais de formas de luta e de relações entre as forças em jogo, que, para uma mente comum, muitas coisas devem parecer milagrosas.

(...)

Todos os políticos burgueses (e todos os ideólogos burgueses, nota do editor), em todas as revoluções burguesas, «alimentaram» o povo e enganaram os operários com promessas (…) TUDO o resto não passa de palavras e mentiras, cegueira voluntária dos políticos do campo liberal ou radical, manobras fraudulentas.» (marxism.org, obras, volume 23, pp. 325-336, Paris-Moscovo).

Assim, como explica cientificamente LENINE, os políticos e ideólogos burgueses, tanto da direita como da «esquerda», liberais e radicais, são mestres na arte de mentir e enganar o povo e a classe proletária sobre a verdadeira natureza dos fenómenos históricos e, em particular, das revoluções.

LENINE acrescentava em «O QUE FAZER?»: «É preciso julgar as pessoas não pelas etiquetas que elas próprias se colam, mas pelos seus actos reais e pela forma como resolvem efectivamente os problemas políticos (...) é preciso ver a que classe social servem na realidade».

Estes ensinamentos MARXISTAS de LENINE devem ser aplicados com sensatez à interpretação proletária dos acontecimentos históricos, em conformidade com o MATERIALISMO DIALÉCTICO e HISTÓRICO, a fim de transformar o mundo e não de especular sobre o seu futuro, para perpetuar a ditadura da burguesia mortífera, prestes a tornar-se genocida, como ilustrou o Holocausto nazi e ilustra hoje o Holocausto dos palestinianos e dos libaneses mártires pelas esquadras fascistas do Tsahal-Israel, pois «AS MESMAS CAUSAS GERAM SEMPRE OS MESMOS EFEITOS, EXCEPTO PARA OS LOUCOS».

O que o ideólogo burguês Francis Fukuyama (1952- …), licenciado pelas universidades burguesas de Cornell e Harvard, investigador da Rand Corporation, professor em Stanford e «investigador» principal do «Freeman Spogli Institute for International Studies» da empresa de investimentos capitalistas «Freeman Spogli & Co.», «teorizou» na sua obra polémica: « O Fim da História e o Último Homem » (1992) sobre o que descreve como «a queda do bloco soviético» e resumiu nestes termos apocalípticos:

"O que estamos a testemunhar pode ser não apenas o fim da Guerra Fria [...] mas o fim da história como um todo."

ou seja, que a sociedade humana teria atingido a fase «final» da sua evolução com:

«a democracia parlamentar;

a economia de mercado;

os direitos individuais;

o capitalismo mundializado»,

ilusões burguesas que se revelaram todas elas fraudes e charlatanices presunçosas do delírio de um «capitalismo “pacífico” hegemónico» de mil anos, que a realidade da «luta de classes» rapidamente ridicularizou com os 120 a 150 «conflitos armados» intermináveis ocorridos desde 1991.

Assim, desde a guerra de agressão dos EUA/OTAN contra a Jugoslávia (1991-2001) e os seus milhares de mortos, as guerras «pós-soviéticas» da Chechénia, da Geórgia, da Ossétia do Sul, do Nagorno-Karabakh, do Donbass, da Ucrânia, do Iraque, do Afeganistão, da Síria, da Palestina, do Líbano, do Iémen, do Ruanda, do Sudão, do Uganda, da Somália, da Líbia, da Etiópia, do Mali, da Nigéria, de Moçambique, da República Centro-Africana, do Sri Lanka, da Índia, do Paquistão, etc., etc., etc., a lista de guerras neste «jardim/selva» capitalista do «fim da história» é interminável, prova, se é que alguma prova era necessária, de que o capitalismo, quer seja «democrático-liberal» ou «totalitário-iliberal», nunca trará a paz à humanidade, por mais que digam os políticos e os ideólogos a soldo da burguesia mundial.


O que LENINE prognosticou sobre a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e as Revoluções que a acompanharam (1917-1923) como «a nuvem que antecede a tempestade», acontecerá inevitavelmente com a  Terceira Guerra Mundial que a burguesia mundial trama para superar a crise de sobreprodução sistémica do capitalismo com que se confronta o imperialismo mundial, estádio supremo do capitalismo para «o roubo, a pilhagem e o banditismo» do suor e do sangue dos proletários do mundo, transformados em «carne para os patrões» , «carne para canhão», a fim de acumular capital como objectivo estratégico deste modo de produção moribundo, enriquecendo os 3000 bilionários senhores do mundo capitalista.

MARX e ENGELS escreveram no MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA que «o proletariado não tem pátria», tal como a burguesia, e a obra histórica do capitalismo terá sido organizar a produção da vida material e espiritual da humanidade para além das fronteiras esclerosantes dos Estados-nação, berço original do capital, para criar uma humanidade sem fronteiras, sem raças, sem culturas hegemónicas, sem religiões, sem todas essas divisões que negam o carácter universal do ser humano e, em última instância, após a REVOLUÇÃO PROLETÁRIA UNIVERSAL, sem classes sociais, sem exploração do homem pelo homem numa sociedade INTERNACIONAL DA ESPÉCIE HUMANA.

As premissas desta sociedade UNIVERSAL já se manifestam nas suas formas «negativas» através do mercado mundial da exploração capitalista, das alianças capitalistas e das empresas capitalistas monopolistas mundiais como a AMAZON, ALIBABA, GOOGLE, etc., etc., etc., e das guerras capitalistas mundiais. Bastará ao proletariado  apropriar-se do controlo destas entidades mundiais, expropriando os bilionários capitalistas que as possuem em nome do Estado proletário (ver: «Crítica ao Programa de Gotha», MARX e ENGELS) antes de as transformar em entidades comunistas nas mãos da humanidade, quando as classes sociais tiverem desaparecido nos termos da ditadura do proletariado.

" O FUTURO É BRILHANTE, MAS OS CAMINHOS QUE NOS LEVAM ATÉ LÁ SÃO SINUOSOS."
(Mao Tsé-Tung) 

PROLETÁRIOS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS E COMBATEI O CAPITAL!

 

Fonte: De l’insurrection populaire à la Révolution sociale selon Lénine – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Sem comentários:

Enviar um comentário