Enfermeiros do hospital NY Presbyterian
Lutam nos Seus
Próprios Termos!
Documento escrito para a
greve dos enfermeiros presbiterianos de Nova Iorque em Fevereiro de 2026.
Apesar de a NYSNA e os
hospitais parecerem prontos para encerrar, as enfermeiras do NY Presbyterian
continuam corajosamente a greve. Depois de o comité negocial de enfermeiros
presbiterianos rejeitar um acordo por não cobrir exigências-chave, a NYSNA
forçou uma votação para acabar com a greve, juntamente com as enfermeiras de
Montefiore e Mt. Sinai. Esta oferta da administração hospitalar recusou-se a
abordar as questões da segurança do pessoal e da segurança no emprego, e o
facto de o sindicato impor uma votação representa um ataque activo aos
trabalhadores. Apesar do sindicato ter pedido aos trabalhadores que cancelassem
o piquete antes da votação, as enfermeiras do Presbyterian continuaram a
aparecer na linha de piquete e, no fim, rejeitaram o acordo.
Esta experiência deixa
claro que o sindicato e o governo são falsos amigos dos enfermeiros e da classe
operária em geral. A NYSNA demonstrou ser capaz de sabotar activamente a greve,
minando as exigências dos enfermeiros por uma dotação segura, ao forçar uma
votação sobre o acordo provisório, tentando acabar com a linha de piquete que
só levaria à desmobilização da greve, e mantendo a divisão sectorial dos
trabalhadores. De facto, o papel dos sindicatos hoje é impor um acordo “menos
mau” aos trabalhadores em nome dos patrões. Cada derrota infligida aos
trabalhadores, os sindicatos reclamam como uma vitória histórica, como quando o
acordo provisório da NYSNA garantiu um aumento de 11% ao longo de três anos
(provavelmente abaixo da inflação) em vez do aumento de mais de 30%
inicialmente exigido.
Da mesma forma, o
governo é bipartidário quando chega a hora de reprimir as exigências dos
trabalhadores. Hochul não é a excepção, mas a regra, quando colude com o
hospital para continuar o estado de emergência, permitindo que enfermeiros de
fora do estado entrem nos hospitais durante a greve. Mesmo políticos
"pró-trabalhadores" como Mamdani dão o seu apoio à supressão dos
enfermeiros, ao endossar Hochul durante a sua oitava extensão do estado de
emergência. O papel do nosso governo é proteger os interesses dos patrões,
especialmente quando a classe operária afirma o seu direito de defender o seu
padrão de vida.
A solução para os
enfermeiros e a classe operária em geral, que nunca podem contar com o
sindicato ou o governo para os representar, é tomar a luta nas suas próprias
mãos. As enfermeiras do Presbyterian já fizeram isto quando rejeitaram a
exigência da NYSNA para parar os piquetes, expulsaram o sindicato do grupo de
chat e depois organizaram a greve até o acordo ser rejeitado, chegando mesmo a
criar a sua própria rede de ajuda mútua para os colegas em dificuldades. As
enfermeiras conseguiram renovar as suas exigências por um melhor contrato
através da auto-organização da luta. Em vez de devolver a tarefa de terminar as
negociações ao sindicato, que se mostrou incapaz de lutar por uma equipa
segura, as enfermeiras presbiterianas de Nova Iorque deveriam usar a sua
auto-organização e força para assumir a liderança real da greve, formando um
comité de greve fora do sindicato.
No entanto, não basta
que apenas uma parte dos trabalhadores assuma esta luta por si própria. O
ataque capitalista às condições de trabalho e de vida é universalmente sentido
pela classe operária. As coisas pelas quais as enfermeiras em greve lutam –
melhores salários, falta de pessoal – são todas reivindicações partilhadas pela
classe operária como um todo, por todos os seus sectores. Os operários já não
podem lutar por estas exigências de forma isolada e separada quando os patrões
estão unidos. Se estes sectores separados da classe operária se unissem nas
suas actividades, teriam muito mais hipóteses de sucesso em garantir as suas
reivindicações para TODOS os sectores. Assim, a classe operária unida poderá
lutar não só por um padrão de vida digno, mas por uma nova sociedade que já não
se baseie naqueles que possuem capital versus aqueles que têm de vender o seu
trabalho por um salário. Esta luta terá de ser política, e a maior arma da
classe operária será o seu partido político, capaz de direccionar cada luta
individual para o objectivo mais amplo da revolução.
Internationalist Workers’ Group
Fevereiro de 2026
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2026
Fonte: NY
Presbyterian Nurses Fight on their Own Terms! | Leftcom
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis
Júdice
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