quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Não são alguns dias de acção que vão parar o rolo compressor capitalista!

 


Não são alguns dias de acção que vão parar o rolo compressor capitalista! 

1 de Outubro de 2026 Robert Bibeau


Pelo Grupo Revolucionário Internacionalista (GRI). Em    https://www.leftcom.org/fr/articles/2026-09-28/ce-ne-sont-pas-quelques-journ%C3%A9es-d%E2%80%99action-qui-vont-arr%C3%AAter-le-rouleau

 

Não são alguns dias de acção que vão parar o rolo compressor capitalista! 

A única resposta à degradação das nossas condições de vida é a luta autónoma e organizada do proletariado!


Aqui estamos prevenidos. A burguesia procura desesperadamente 54 mil milhões de euros de poupanças para fechar o seu orçamento para o ano de 2027. Foi o que anunciou em grande estilo o governo Lecornu no passado dia 17 de Setembro. Mas atenção, não se trata de um orçamento de “austeridade”, mas sim de “rigor” e de “justiça”, palavra de ministro!

A novilíngua da burguesia disfarça mal a dura realidade com que a classe operária se depara hoje, entre o aumento do custo de vida e a redução dos salários. O objectivo é claro: trata-se de a fazer pagar não só a redução do défice para satisfazer os mercados financeiros e as agências de notação, a fim de limitar a subida das taxas de juro da dívida, mas sobretudo de a fazer aceitar os seus próprios sacrifícios em nome do interesse nacional, o da burguesia, ou seja, o rearmamento e a remilitarização a todo o vapor. É neste contexto que o orçamento prevê um aumento de mais de seis mil milhões de euros nas despesas militares. A burguesia procura transformar a economia francesa numa economia de guerra, com o apoio de todos os partidos políticos da extrema-direita à extrema-esquerda, de modo a preparar-se para os próximos confrontos inter-imperialistas entre o bloco atlântico e o russo-chinês. Já vemos os primeiros sinais disso com os conflitos na Ucrânia ou no Irão, manifestações perigosas desta marcha para a guerra na qual todas as burguesias imperialistas se envolvem, visando repartir os lucros a seu favor.

Perante estas crises, a burguesia quer intensificar os ataques de austeridade contra os trabalhadores: congelamento salarial dos funcionários públicos, congelamento das ajudas à habitação e de várias prestações sociais, desindexação das reformas, redução dos períodos de doença e das rescisões por acordo, período de carência para o acesso de populações imigrantes a certas prestações. Segundo estes senhores, o capital já contribuiu demais para a solidariedade colectiva: agora é a nossa vez ser dispensados.

E eis que os sindicatos, como de costume, tentam travar o movimento. Ao propor dias de greve simbólicos apenas na função pública e algumas manifestações-passeio sem futuro, isoladas do resto da classe operária devido a palavras de ordem puramente corporativas, estas organizações dividem a luta e enfraquecem a classe. A luta deve acontecer fora destas instituições reaccionárias, organizando-se em Assembleias Gerais e comités de greve, procurando generalizá-la e expandi-la para todos os sectores em torno de palavras de ordem unitárias, abrangendo toda a classe operária, tanto do sector público como do privado.

Não devemos apenas defender-nos contra os ataques da burguesia às reformas, ao subsídio de saúde ou ao subsídio de desemprego, devemos sobretudo retomar o controlo das nossas lutas para lhes impor uma nova relação de força, conseguir a redução da duração do trabalho e o aumento dos salários.

Em todo o mundo, a guerra de classes lançada pela burguesia intensifica-se contra a classe operária. Na Alemanha, na Finlândia, nos Estados Unidos, na Argentina, no Canadá ou na Bélgica, todos os governos, de esquerda ou de direita, procuram relançar a economia sobre-explorando o proletariado até ao tutano, tendo como única bússola restaurar a rentabilidade do capital.

Mas não os vamos deixar fazer. Perante a degradação das nossas condições de vida e de trabalho, intrinsecamente ligada à crise estrutural do capital, teremos de resistir a estes ataques. Em Espanha, os trabalhadores da Airbus mostram o caminho enfrentando tanto o capital como os sindicatos colaboracionistas, tal como os trabalhadores da Bolívia e da Índia fizeram alguns meses antes. Embora esta recuperação ainda seja hesitante e não esteja isenta de limites, mostra, no entanto, que a classe operária, como classe revolucionária, é a única capaz de resistir à decadência do capitalismo e à sua queda na barbárie.

Para nos prepararmos para os futuros confrontos de classe decisivos, devemos desde já organizar-nos e participar na construção do partido internacional de amanhã, o partido de classe de que o proletariado precisará para levar as suas lutas até à vitória. É a esta tarefa que nos dedicamos, apesar das dificuldades, com a consciência da urgência da situação.



Guerra à guerra, guerra à burguesia!



Grupo Revolucionário Internacionalista (GRI),

grupo afiliado à Tendência Comunista Internacionalista (TCI)

http://www.leftcom.org/fr

contact : fr@leftcom.org

 

Fonte: Ce ne sont pas quelques journées d’action qui vont arrêter le rouleau compresseur capitaliste ! – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




O Ocidente em desagregação? (Emmanuel Todd)

 


O Ocidente em desagregação? (Emmanuel Todd)

1 de Outubro de 2026 Robert Bibeau


Um lacaio fascista do Figaro, jornal propriedade de um bilionário francês, supostamente especialista em geo-política, que repete algumas mentiras tiradas da narrativa ocidental convencional sobre as guerras mais recentes travadas pelas potências imperialistas através de diversos proxy. Frente a ele, um intelectual francês de centro-esquerda argumenta sobre o declínio do Ocidente paralisado pela sua «Desagregação» social, política e económica. Conversa para ouvir com cautela.

 





Fonte: L’Occident en dislocation ? (Emmanuel Todd) – les 7 du quebec

Título introdutório ao vídeo traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice