Greves e guerras reaccionárias contra lutas de classe
revolucionárias!
23 de Setembro de 2026
Robert Bibeau
Por Normand Bibeau e Robert Bibeau.
Os camaradas da IGCL, como todos os revolucionários
proletários, enfrentam toda a força da militarização das economias capitalistas
e o enorme desvio de impostos extorquidos aos proletários, dos "programas
sociais burgueses" para o complexo militar-industrial e energético, em
preparação para a única solução capitalista para as crises da sobreprodução:
a guerra
intercapitalista generalizada. Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Realidade e limites das actuais lutas
operárias.
Quando cita Leo Georetti, (Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Realidade e limites das actuais lutas
operárias), um notório analista burguês, no sentido de que não será
possível impor ao proletariado este desvio de fundos públicos dos programas sociais capitalistas para o armamento, com
todo o respeito por eles, é apenas um desejo piedoso que este analista burguês
lança à cara dos revolucionários para os embalar e desviá-los da luta
revolucionária proletária contra a inexorável guerra capitalista, como
demonstrado pelas duas guerras mundiais anteriores e por todas as guerras
intermináveis que ocorrem em todas as sociedades divididas em classes sociais
antagónicas, onde quem enriquece com as guerras nunca é quem as sofre.
Para se convencer da veracidade
implacável desta realidade detestável, basta analisar a guerra na Ucrânia, enquanto o
proletariado ucraniano e russo está mobilizado “em massa” atrás da sua
burguesia “nacionalista reaccionária chauvinista” para se entregarem a uma
guerra fratricida mortal em nome do “nacionalismo civilizacional reaccionário
religioso”, a mesma fórmula de propaganda goebbeliana que foi usada para
conduzir a Primeira, depois a Segunda, e todas as guerras capitalistas
(imperialistas) ao longo da história da humanidade: “pão e manteiga” para os
“vencedores”; morte ou submissão para os “derrotados”.
Se o exemplo da Ucrânia não fosse
suficiente para convencer os revolucionários proletários mais "optimistas"
do carácter EM ÚLTIMA ANÁLISE reaccionário destas guerras pelo chamado
"pão de cada dia", "melhores salários e condições de trabalho,
contra a inflação, pela igualdade de exploração entre homens e mulheres na
exploração, etc., até à exaustão amém", por vezes sindicatos, por vezes militar, em nome do qual se
travam greves e guerras, basta examinar o processo pelo qual a burguesia
mobiliza o proletariado no seu modo de produção da escravatura assalariada e a
favor das guerras imperiais para se convencer disso.
Assim, para analisar o exemplo recente
da guerra Ucrânia-NATO-Rússia para se apoderar, a menor custo, dos recursos
naturais e energéticos da Federação Russa por ocasião de um lebensraum americano/euronazi/ucraniano 2.0
para decapitar o Estado russo e "balcanizá-lo" em "5 a 7 estados
capitalistas étnicos e religiosos" mais fáceis de explorar (segundo Kaja
Kallas), recordemos os discursos dos desprezíveis e abjectos genocidas,
criminoso de guerra, o político capitalista acamado e mensageiro, Jos Killer
Biden, quando teve a abominável sinceridade de declarar odiosamente perante o
mundo a verdade:
"Ser o arsenal da democracia também significa empregos bem remunerados
para os trabalhadores americanos no Alabama e nos estados por toda a América
onde ocorre o fabrico de defesa." (re: ge.usembassy.gov, 05/03/2022
durante uma visita à fábrica da Lockheed Martin em Troy, Alabama, onde os
mísseis Patriot são produzidos, sob aplausos de
"aristocratas sindicalizados" bem pagos).
O genocida Killer Jos voltou a fazê-lo em 2023, no seu discurso promovendo
"créditos militares à Ucrânia", quando declarou:
"o dinheiro enviado para a Ucrânia não é
simplesmente 'enviado para o estrangeiro': uma parte substancial é gasta nos
Estados Unidos para produzir as armas e reabastecer os stocks americanos,
criando "empregos sindicais remunerados" no Texas e por todo o país
(18/04/wsj.com/2024; forbes.com, 18/04/2024).
O igualmente ignóbil, desprezível, genocida e criminoso de guerra, o
falecido senador Lindsey Graham, acrescentou que "a ajuda militar à
Ucrânia é um investimento extremamente benéfico para os Estados Unidos que não
custa rapazes e "cria empregos sindicais bem remunerados."
Finalmente, o imundo líder republicano no Senado, Mitch McConnell, para não
ficar atrás, fez a sua repugnante declaração de verdade:
"Estar ao lado dos nossos aliados contra Vladimir Putin fortalece directa
e de forma mensurável as forças armadas dos EUA, expande a base industrial dos
EUA e apoia milhares de empregos americanos bem remunerados
(sindicalizados)." (re:globalnews.ca, 09/2023).
O que responderão os camaradas da IGCL quando aqueles "trabalhadores
bem pagos" do complexo militar-industrial YANKEE U$ que fabricam armas
para assassinar proletários ucranianos, russos, palestinianos, libaneses,
iranianos e árabes "atacarem" para receber uma maior percentagem dos
lucros destes crimes de guerra genocidas?
Vamos arriscar a pergunta assassina:
PORQUE É QUE O PROLETARIADO
"SINDICAL" MUNDIAL NÃO
SE LEVANTA CONTRA ESTAS GUERRAS CAPITALISTAS FRATRICIDAS E DESUMANAS?
É certo que o argumento de que "o proletariado não sabe" invocado para justificar a sua passividade perante o genocídio de comunistas, ciganos e judeus durante a Segunda Guerra Mundial ou durante o genocídio actualmente em curso na mártir GAZA já não se sustenta: os meios alternativos reduzem a nada este argumento cansado transmitindo "em directo", "segundo a segundo", em tempo real e com fotos e vídeos a apoiar, a monstruosidade desumana do genocídio dos palestinianos, libaneses, iranianos, iemenitas, mártires sudaneses; a guerra implacável travada pelos proletariados ucraniano e russo, todos armados da cabeça aos pés por estes "trabalhadores bem pagos e sindicalizados" dos complexos militar-industriais imperialistas de todos os estados do mundo capitalista.
Pior ainda, enquanto estes povos devastados pela guerra sofrem o horror
destes massacres desumanos que alimentam, vestem, transportam, entretêm os
agressores e matam nestas guerras injustas?
Os proletários de todos os estados capitalistas "aliaram-se" a uma
ou outra burguesia que confronta os seus "patrões" que se tornaram
durante algum tempo "carne para canhão".
Os proletários "Nacional-Socialistas com Características Chinesas" (Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O que distingue o "socialismo com características chinesas" do capitalismo com características americanas?) são os mesmos que produzem os drones FPV que massacram impiedosamente os seus "amigos sem limites" russos (Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O que distingue o "socialismo com características chinesas" do capitalismo com características americanas? (3/4)); os seus "aliados" palestinianos, libaneses, iranianos, sírios, iraquianos, líbios e árabes por "empregos bem pagos e sindicalizados" em nome do lucro a todo o custo nesta falsa economia "socialista" dominada por 649 bilionários e seus "aliados", os aparatchiks do falso partido comunista chinês e os sindicatos corporativos, uma versão 2.0 do aparelho estatal imperial do "filho do céu", Imperador Xi (Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O que distingue o «socialismo à chinesa» do capitalismo à americana? (2/2)).
São os "proletários russos bem
pagos dos campos de petróleo e gás" do neo-czar Vlad I que fornecem
aos proletários chineses a energia necessária para produzir estes drones FPV
usados para massacrar proletários russos transformados em "carne para
canhão" no campo de batalha ucraniano.
Os proletários americanos e europeus "bem pagos e sindicalizados"
financiam e armam os proletários IANQUES, ucranianos e genocidas
sionazi-israelitas para massacrar proletários russos, palestinianos, libaneses,
iranianos, árabes e outros.
Até que ponto pode ser rebaixada a consciência dos proletários por "salários bem pagos" e pseudo-democracia? (Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: DEMOCRACIA OU FASCISMO: O FALSO DILEMA IMPOSTO AO PROLETARIADO PELO CAPITAL)
Ele "faz greve" por melhores salários, melhores condições de
trabalho, para combater a inflação que corrói o seu "poder de compra"
como trabalhador aristocrata, para poder ter um estilo de vida agradável, livre
de privações: exige "pão e jogos", quer ver e ouvir cantar enquanto
produz as armas da sua própria destruição militar e ambiental.
Lenine em "O Que Fazer" (cap. III e IV), tal como Marx e Engels,
tinham, graças ao materialismo dialéctico e histórico, antecipado claramente
esta natureza reaccionária das lutas económicas: "sindicalista" por
"melhores salários", quando escreveu:
"A história de todos os países mostra que, deixada à sua própria
força, a classe operária só pode chegar a uma consciência sindicalista, ou
seja, a convicção de que é necessário agrupar-se em sindicatos, lutar contra os
patrões e esforçar-se para obter do governo as medidas legislativas necessárias
para os operários, etc. […] Ainda não poderia haver consciência
social-democrata (leia-se "comunista" agora que a burguesia abusou da
social-democracia para seu próprio benefício) entre os operários. SÓ PODERIA
SER TRAZIDO ATÉ ELES DE FORA" (re: marxists.org, cap. II: A Espontaneidade
das Massas e a Consciência dos Social-Democratas").
Assim, os "escravos
assalariados" que são os proletários percebem que são "empregados
individualmente" pelos seus patrões, os donos dos seus meios de
subsistência e reprodução, para gerar "lucros" (de "mais valia":
a diferença entre o custo de produção e o preço de venda) e que, neste
"equilíbrio de poder" que é o sistema salarial, devem organizar-se
para obter melhores salários e condições de exploração, perpetuando-o.
Estas "lutas sindicalistas"
por "pão e manteiga" são, na melhor das hipóteses, apenas uma
"luta de classes em formação", pois harmonizam-se com a própria
"escravatura assalariada" ao transferir uma parte relativa dos lucros
do patrão para os assalariados, que os usarão para enriquecer outros
capitalistas "para baixo" no processo económico (Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Guerras e vagas de calor do Verão de
2026: a catástrofe que se aproxima).
Assim, um "aumento" nos salários permite aos capitalistas
fornecer comida, alojamento, vestuário, lazer, contrabando, etc. para receber
"lucros" do "produtor" proletário que se tornou o
"consumidor" proletário: a burguesia esfola o boi proletário duas
vezes.
Esta realidade económica do proletário "produtor" versus
"consumidor" alimenta rivalidades intercapitalistas que a esquerda
sindical explora particularmente para oferecer os seus serviços de colaboração
de classe aos capitalistas do "consumo" contra os capitalistas da
"produção", criando uma falsa alternativa à ditadura da burguesia.
Lenine aprofundou a sua análise marxista ao escrever:
"O movimento operário espontâneo é o sindicalismo [...] e sindicalismo
significa a SUBJUGAÇÃO ideológica dos operários pela burguesia"
(re:marxist.org, James O'Toole, Irish Marxists Review, 2025),
É isto que o sindicato luta por "melhores salários, melhores condições
de trabalho, para combater a inflação, etc.", por "empregos bem
remunerados" em armamento, no exército, na polícia, em todas as áreas da
economia capitalista, ilustra e demonstra por todo o mundo e em todos os
momentos.
"A NOSSA TAREFA, a da Social-Democracia, é combater a espontaneidade,
desviar o movimento operário desta tendência espontaneamente sindicalista de se
colocar sob a ala da burguesia e colocá-lo sob a ala da social-democracia
revolucionária." Lenine acrescentou numa Resolução da Terceira Conferência
do POSDR: "A insuficiência da luta sindical sozinha [imperativamente]
exige uma luta política e revolucionária directa das massas para derrubar o
governo czarista por meio da insurreição popular."
Só um partido proletário revolucionário armado com uma ideologia
resolutamente revolucionária, o marxismo, pode conduzir à vitória, pois embora
"a classe operária seja instintivamente, espontaneamente
social-democrata", "nunca poderá adquirir espontaneamente uma consciência
resolutamente revolucionária."
Os camaradas da IGCL, como todos os camaradas revolucionários proletários, devem analisar as "lutas de classes em germinação" que são as greves sindicalistas à luz do MARXISMO e apoiar e popularizar apenas aquelas que são revolucionárias e ignorar as que são reaccionárias, aquelas que "são por salários bem pagos" em armamento e por salários generosos no exército. a polícia, os tribunais e a propaganda, os instrumentos privilegiados dos capitalistas em tempos de guerra contra o trabalho para enriquecer o capital.
PROLETÁRIOS DO MUNDO INTEIRO, UNÍ-VOS
PARA DESTRUIR A ESCRAVATURA SALARIAL, NÃO PARA A MELHORAR.
Fonte: Grèves
et guerres réactionnaires versus luttes révolutionnaires de classe ! – les 7 du
quebec
Este artigo
foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice

