ALTER-MUNDIALIZAÇÃO – A ALTERNATIVA DOS BRICS "MULTIPOLARES-NÃO ALINHADOS" – PERANTE O CAPITAL HEGEMÓNICO
23 de Setembro de 2026
Robert Bibeau
Por Normand Bibeau e Robert Bibeau.
O Les 7 du Québec publicou recentemente
um artigo muito revelador, intitulado: "Os BRICS estão a tornar-se um novo bloco imperialista?" do
analista político Peter Koenig, antigo economista do
Banco Mundial e responsável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), duas
instituições sob domínio imperial do grande capital. Veja Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Estarão os BRICS simplesmente a tornar-se
mais um bloco imperialista? (Peter Koenig)
A declaração das potências emergentes na
18ª Cimeira dos BRICS
Em resumo, o autor "analisa" a
mais recente "Declaração" de "Construção para a Resiliência, Inovação, Cooperação e Sustentabilidade" (sic) da 18.ª Cimeira dos BRICS que se realizaram no Bharat Mandapam em Nova Deli, na
Índia, nos dias 12 e 13 de Setembro de 2026, organizados pelo renegado
«nacionalista» hindu, feudalista, o insuportável Narendra Modi, «o vizir
que quer ser califa no lugar do califa», o «Iznogood» dos BRICS, aquele que diz
ao «filho do céu», o imperador
Xi: «Sai da frente para eu tomar o teu lugar
como oficina mal-paga do mundo imperialista».
O malvado vizir Modi oferece 940 milhões de camponeses, agricultores, meeiros, pobres, analfabetos e trabalhadores "rurais" ultrapassados como promessa ao grande capital mundial para o enriquecer; enquanto o Mandarim Xi da China detém apenas 480 milhões; os brasileiros têm apenas ~26 milhões; os sul-africanos detêm apenas ~18 milhões e os etíopes ~30 milhões... Em suma, do «proxeneta/lacaio» Modi aos chulos YANKEE do Ocidente colectivo, é Modi quem tem, de longe, mais «carne para patrões» para oferecer à exploração das multinacionais e transnacionais apátridas para substituir os escravo-assalariados chineses «da oficina do mundo mais mal pagos» e assim vai a galera do imperialismo alternativo mundializado não-alinhado. (sic)
Análises comparativas – em números – da guerra económica imperialista
Nas páginas da revista web Les 7 du
Québec.net, propusemo-nos a realizar uma análise das economias chinesas (Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O que distingue o «socialismo à
chinesa» do capitalismo à americana? (2/2)) e russo (Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O que distingue o "socialismo
com características chinesas" do capitalismo com características
americanas? (3/4)) comparado com o da Meca do imperialismo mundial: os Estados Unidos a
compreender a diferença essencial (Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O que distingue o "socialismo
com características chinesas" do capitalismo com características
americanas?) e demonstrámos, com números que o sustentam e protegidos dos
insultos goebelianos da burguesia mundial sobre a pseudo "democracia dos ricos", que cada uma destas economias,
quer se proclame: "capitalista liberal", "alternativa-anti-mundialista", "nacionalista chauvinista" ou "nacional-socialista ao estilo chinês", é da mesma natureza da classe
burguesa e capitalista.
Mesma estrutura social, mesma natureza
de classe, mesmo modo de produção
Um pequeno punhado de bilionários, em colaboração com os seus
"kapos" da alta pequena burguesia e os seus mensageiros políticos e
sindicais (~10% da população destes estados sociais contra ~75% dos proletários
e 15% da pequena burguesia inferior), detém a grande maioria da riqueza (~5% da
riqueza dos 50% mais pobres) e apropriam-se da "parte do leão" do
rendimento (~47%) para se permitirem um "estilo de vida" de
desperdício e enriquecimento à custa dos mais pobres do mundo. através de
exploração ilimitada e guerras intermináveis de "roubo, pilhagem e bandidagem".
Para tomar consciência deste quadro revoltante de acumulação de riqueza de
um lado e de pobreza do outro, onde os BRICS ampliados não são senão um lado
falsamente 'esquerdista' da moeda da economia imperialista mundial
'direitista', que só a revolução proletária mudará realmente em benefício do
proletariado e das massas trabalhadoras. A Índia, a África do Sul, a Etiópia, a
Arábia Saudita e todos os regimes membros dos BRICS são Estados capitalistas e
formam uma 'nova aliança imperialista' ao serviço do capital mundial na sua
guerra de classes contra o proletariado internacionalista.
Continua.
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice

Sem comentários:
Enviar um comentário