O "Escudo de Aquiles" da entidade fascista
israelita (Scott Ritter)
1 de Setembro de 2026
Robert Bibeau
Por Scott Ritter a 1 de Setembro de 2026
Israel está a tentar
encurralar a Turquia sob ameaça militar. Mas não terá sucesso.
O "Escudo de Aquiles" complica
uma situação já muito complexa. Longe de conter Ancara, irá desencadear uma
resposta turca e aumentar o risco de conflito directo entre a Turquia, a Grécia
e Israel.
O "Escudo de Aquiles" (Ασπίδα του Αχιλλέα) é o nome dado pela
Grécia a um sistema de defesa nacional multicamada, resultado de um acordo
assinado em Telavive a 31 de Agosto de 2026. É um sistema de defesa aérea, anti-mísseis
e anti-drones fabricado em Israel, com um custo de cerca de 3,5 mil milhões de
dólares, o que representa uma das maiores exportações de equipamento de defesa
alguma vez produzidas por Israel.
Mas este "escudo" é muito mais do que um simples projecto de
defesa grego.
É uma extensão das actuais hostilidades entre Israel e a Turquia, uma
estratégia israelita destinada a integrar a Grécia na sua estratégia global de
contenção em relação à Turquia.
O "Escudo de
Aquiles" não satisfaz as necessidades de segurança da Grécia no Mar Egeu.
Faz parte da abordagem multifacetada de Israel para desestabilizar a
Turquia perante o projecto de renascimento pan-otomano do presidente turco
Recep Erdogan.
O projecto deve o seu nome à Ilíada: depois de Heitor assumir a armadura de Aquiles, Hefesto forja um novo
escudo composto por cinco placas sobrepostas.
"Cinco grandes placas compõem este escudo, e
obras divinas florescem na sua superfície. A imagem do génio criativo brilhava
ali com a terra, o céu e o oceano que ele desenhara, o sol incansável, a lua
perfeitamente redonda e os brilhos estrelados que coroam a alta abóbada
celestial."
Reconstituição por Quatremère de Quincy
O Ministro da Defesa grego, Nikos
Dendias, afirma ter escolhido esta ilustração específica para descrever uma
arquitectura de cinco domínios — mar, terra, ar, ciberespaço e espaço —
composta não por uma única arma, mas sim por um "sistema de dissuasão holístico" em rede que
funde sensores e meios de fogo, libertando a Marinha e a Força Aérea gregas da
sua actual vigilância estática do Mar Egeu. e permitindo que novas fragatas e
aeronaves de quinta geração como o F-35 projectassem o seu poder mais para o
Mediterrâneo oriental.
Onde podem desafiar a Turquia.
Este tem sido, desde o início, o projecto e objectivo de Israel.
O dispositivo israelita combina cinco elementos (novamente, pense na imagem
de Hefesto e compreenda que é uma construcção israelita), incluindo o seguinte:
· A funda de David (Rafael / Organização de Defesa de Mísseis de Israel) para mísseis balísticos tácticos, mísseis de cruzeiro e foguetes de maior alcance (cerca de 40 a 300 km);
· Barak MX (Israel Aerospace Industries) para ameaças de médio alcance, incluindo aeronaves, mísseis de cruzeiro e balísticos, bem como drones (cerca de 35 a 150 km, vários tipos de interceptores);
· SPYDER (Rafael) para ameaças de curto alcance e baixa altitude: aeronaves, helicópteros, drones e munições guiadas;
· Radares multi-missão ELTA (IAI) e
· um novo sistema nacional de comando e controlo, também liderado por Rafael, destinava-se a usar inteligência artificial para classificar ameaças e atribuir o melhor interceptor.
Um contrato adicional menor é adicionar
a chamada cobertura "Drone Dome" de Rafael para
locais críticos, substituindo as agora obsoletas baterias anti-mísseis de curto
alcance da era soviética.
O "Escudo de
Aquiles" foi concebido para estar totalmente alinhado com a "Agenda 2030" da Grécia, um vasto projecto de modernização
de 30 mil milhões de dólares previsto para ser concluído em 2036 e que inclui
também F-35, novas fragatas, drones e activos espaciais (micro-satélites e um
satélite geo-estacionário planeado). O objectivo é conseguir contrariar um
ataque aéreo intensivo da Turquia — misturando mísseis balísticos e de
cruzeiro, bem como drones baratos. Os sistemas multicamadas de Israel, que se
mostraram eficazes em combate em recentes trocas com mísseis iranianos, visam
aumentar o custo de um ataque massivo e libertar a Grécia da sua actual
estratégia de defesa pontual ilha a ilha.
O "Escudo de
Aquiles" reforça um triângulo de segurança já bem estabelecido entre a Grécia,
Israel e Chipre. Críticos na Grécia e na Turquia veem-no mais como um
alinhamento político do que como uma simples aquisição de equipamento militar.
A Turquia há muito que se opõe à presença de sistemas israelitas semelhantes em
Chipre.
Como todas as iniciativas de segurança
regional israelitas, o "Escudo de Aquiles" só complica uma
situação já muito complexa. Longe de conter a Turquia, esta compra grega
desencadeará uma resposta turca e poderá, na verdade, aumentar o risco de um
conflito directo entre a Turquia e a Grécia ou Israel (ou ambos), tentando
atacar antes que o escudo esteja operacional.
Traduzido por Spirit
of Free Speech
Fonte: Le
“Bouclier d’Achille” de l’entité fasciste israélienne (Scott Ritter) – les 7 du
quebec
Este artigo foi traduzido para Língua
Portuguesa por Luis Júdice

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