O objectivo
estratégico da Guerra do Golfo Pérsico.
7 de Maio de 2026 Robert Bibeau
Por Normand Bibeau e Robert Bibeau .
Roubo,
pilhagem e banditismo de recursos do Golfo Pérsico
Larry Johnson, juntamente com o ex-coronel
Greg McGregor e o polemista Scott Ritter, é provavelmente um dos panfletários
mais competentes e honestos a comentar notícias militares mundiais.
Infelizmente, apesar de ser um
especialista militar experiente, Larry subestima o PROPÓSITO ECONÓMICO de TODAS
as guerras imperialistas. (Veja o artigo Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Siga o dinheiro e descobrirá quem são
os vencedores da guerra assimétrica.
Assim, no que diz respeito à guerra no
Golfo Pérsico, o Sr. Johnson nunca comentou sobre a tomada de controlo do
petróleo, gás natural, produtos petroquímicos e fertilizantes nitrogenados que
o encerramento do Estreito
de Ormuz proporcionou
às empresas capitalistas ianques através da violação do falso " cessar-fogo "
provocado pelo bloqueio dos portos iranianos, de acordo com a doutrina do
criminoso de guerra Henry Kissinger : " Quem controla o petróleo domina as nações; quem controla os alimentos
(fertilizantes nitrogenados) domina os povos " ("A
Saúde das Nações"), Kissinger, o pai do " petrodólar ".
(Veja Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O fim do sistema petrodólar explica o
cessar-fogo do Império. )
Na verdade, Johnson, como todos os outros comentadores
de guerra, ignora sistematicamente o facto de que, graças à guerra no Golfo
Pérsico, as companhias petrolíferas americanas se tornaram generosas doadoras
para as campanhas de políticos dissidentes. Esses cartéis enriqueceram
enormemente ao aumentarem a sua participação de mercado em 10%, roubando-a directamente
dos seus concorrentes ao desviarem a exportação de petróleo americano.
Antes de 28/02/2026 :
“EUA: exportações (2025) de aproximadamente 3,5 a 4,5
milhões de barris por dia de "petróleo bruto", totalizando
exportações (bruto + refinado) de aproximadamente 10 a 11 milhões de barris por
dia;
representando aproximadamente 10 a 12% do
mercado mundial e lucros de aproximadamente 11 mil milhões de dólares (ExxonMobil
aproximadamente 8,8 mil milhões e Chevron 2,2 mil milhões de dólares);
países do Golfo Pérsico via Ormuz (+
OPEP): aproximadamente 25 milhões de barris por dia, representando
aproximadamente 45 a 50% do mercado mundial;
Após 28/02/2026 :
“EUA : ~6,44 Mb/d (recorde histórico)
para exportações totais (recorde absoluto) de ~14,18 Mb/d e ganhos adicionais
(+2 Mb/d em exportações + aumento de ~US$ 40 no preço por barril) = +15 a +30
mil milhões de dólares (ExxonMobil, Chevron).
PAÍSES DO GOLFO : ~10-15 Mb/d (-~10 Mb/d ou -~60%
das exportações) para ~20% do mercado mundial (perda de 25% a 30% da
participação de mercado) e receitas reduzidas em ~30 mil milhões de dólares.
(IRÃO: queda de ~80% nas exportações)
Como podemos esquecer as palavras provocatórias
do genocida Trump: " Navios-tanque do mundo
todo estão a ir para o Texas comprar o nosso petróleo ", a versão
da Guerra do Golfo Pérsico das frases dos criminosos de guerra Biden e Lindsey
Graham sobre a guerra na Ucrânia: " A guerra na Ucrânia
cria empregos remunerados (leia-se: lucros faraónicos) no Texas " (disse
Biden) e " A guerra na Ucrânia trará 1 trilião de
dólares em matérias-primas e terras raras para os EUA sem custar um único rapaz,
o nosso melhor investimento " (disse Lindsey Graham). (Fonte: REUTERS
04/05/2036; WallStreetJournal, 04/05/2036; Oil Market Report, 04/2026;
kpler.com, 07/04/2026; Bakerinstitute.org , 08/04/2036;
WIKIPEDIA 04/05/2026; Axios.com ,
12/04/2026; theguardian.com , 01/05/2026; APNews.com , 01/05/2026; LES7DUQUEBEC.NET , 03/05/2026)
Ataques
repetidos por parte de ianques e sionistas israelitas.
Como comprovam estes
números convincentes, por mais que os analistas se esforcem por gritar, os
YANKEES e os seus mercenários genocidas SIONAZIS ISRAELITAS, ao desencadearem
esta guerra de agressão perfida, ilegal,
criminosa e mortífera que causou o assassinato de 170 alunas inocentes, de 3000
iranianos, de 40 líderes e devastações materiais no valor de 387 mil milhões de
dólares, talvez, na opinião deles, tenham: «perdido a guerra», mas, na verdade,
são as suas vítimas iranianas que estão a negociar com os seus carrascos,
renegados que nunca respeitaram NENHUM CESSAR-FOGO, NEM QUALQUER TRATADO
(segundo Jacques Baud) e que os agrediram em plena negociação do seu direito
inalienável ao enriquecimento de urânio
e a não serem atacados, enquanto os seus «aliados» palestinianos e libaneses sofrem as atrocidades dos SIONAZIS ISRAELITAS
com a cumplicidade dos imperialistas de todo o mundo.
Perdas
iranianas durante a guerra imperialista
“Como é que alguém se pode alegrar com as
perdas iranianas desde a agressão dos ianques americanos e seus mercenários
sionistas israelitas genocidas?
§ entre 3.400 e 6.000 mortes, incluindo 170 meninas de
6 a 12 anos, durante um crime de guerra desumano;
§ entre 15.000 e 26.000 feridos;
§ danos materiais estimados em 387 mil milhões
de dólares;
§ uma queda de 80% nas exportações de
petróleo (redução das exportações de 2,17 milhões de barris por dia (“Mb/d”)
para 0,5 mil barris por dia por oleoduto);
§ perdas de receita de aproximadamente 1,5
a 3,5 mil milhões de dólares por mês e um total (petróleo e derivados) de 12
mil milhões de dólares por mês;
§ perda de aproximadamente 15 a 20% da
participação de mercado em hidrocarbonetos;
§ perda no fornecimento de alimentos, produtos
médicos e peças de reposição para a indústria;
A lei
de ferro da guerra imperialista
Como já escrevemos: " O
objectivo estratégico da guerra imperialista não é 'mudar o regime' ou
satisfazer a paranoia de um presidente insano, mas sim acumular capital ."
Assim, Marx escreveu em O Capital (Livro
I): " Acumula, acumula! Essa é a lei do
capital! ",
e com razão: se o capitalista não investir a "mais-valia" (isto é, a
diferença entre o custo de subsistência e reprodução dos proletários
(assalariados) e o valor criado pelo seu trabalho, que o capitalista apropria
sem compensação), que ele acumula no desenvolvimento dos seus meios de produção
(capital fixo = máquinas) através de "inovações tecnológicas", ele
será arruinado pela concorrência que outros capitalistas inexoravelmente lhe
impõem no mercado, segundo a regra: " LUCRAR OU PERECER ".
A
tendência de queda da taxa de lucro
Esse aumento obrigatório de capital fixo
(máquinas) através de "inovações tecnológicas" para competir com os
rivais no mercado leva a uma tendência de queda da
taxa de lucro .
Ou seja, como a taxa de lucro resulta da diferença entre o capital investido
(máquinas + matérias-primas + salários) e a mais-valia (trabalho não
remunerado, a única fonte de lucro), quanto mais o capitalista investe em
máquinas e, consequentemente, reduz o número de assalariados, que são os únicos
criadores de mais-valia, mais a sua taxa de lucro cai, de acordo com a fórmula:
r = \frac {s}
– {c + v}
Onde r =
taxa de lucro; s = mais-valia; c =
capital constante (máquinas) e
v = capital variável (salários), o que significa
que quanto mais " c " aumenta e " v "
diminui, menor será a
redução de " r ". (Capital, Volume III)
A tendência de queda da taxa de lucro
reduz a acumulação de capital, o que impede a inovação tecnológica (aumento de
"c") e leva à estagnação do modo de produção.
Além disso, a inovação tecnológica
(aumento de " c "), que substitui o
proletariado por máquinas que não criam mais-valia, transmitindo o seu custo
integralmente para o preço, leva, por sua vez, ao despedimento dos proletários
(diminuição de "v " ), portanto, a uma diminuição do
poder de compra dos proletários/consumidores e, consequentemente, do consumo,
conduzindo a crises de sobreprodução .
O efeito combinado dessas tendências
antagónicas no próprio cerne do capitalismo: inovação tecnológica > desemprego
cria ciclos sistémicos de crises económicas capitalistas; produção >
inovações tecnológicas > desemprego > sobreprodução = crise económica.
A lei
da acumulação de capital tem as seguintes consequências necessárias:
“1- a concentração e centralização do
capital nas mãos de capitalistas bilionários cada vez menos numerosos e mais
poderosos («o dinheiro atrai o dinheiro»);
2- a
crescente proletarização da população, com a pauperização das massas
trabalhadoras e o desaparecimento da pequena burguesia (bobo) artesanal,
comercial e profissional.
ENGELS
escreveu no «Anti-Dühring»: «A concorrência transforma as leis imanentes
da produção capitalista em leis coercivas para cada capitalista individual»,
o que significa que:
1- cada
capitalista individual é obrigado a aumentar a produtividade dos seus escravos
assalariados (aumentar a extracção de mais-valia através da redução dos
salários e da intensificação da sua exploração);
2-
realizar «melhorias» constantes no seu capital fixo (maquinaria) através de
«revoluções» nos meios de produção (máquinas a vapor, a explosão, eléctricas,
nucleares, cibernéticas, Inteligência Artificial, etc.) e, para tal, deve
acumular mais capital para investir em «investigação e desenvolvimento» de
inovações tecnológicas.
A composição orgânica do capital e a crise imperialista da sobreprodução.
Lenine prosseguiu o estudo marxista do capitalismo no seu estágio mais elevado, acrescentando: "[A] concentração da produção e do capital (...) atingiu um grau tão elevado que criou monopólios (...) A exportação de capital torna-se particularmente importante (...) O capital industrial fundiu-se com o capital bancário para criar o capital financeiro (...) O capitalismo atingiu o seu estágio mais elevado: o imperialismo."
Assim, para Lenine, a acumulação de
capital levou a monopólios capitalistas que transcendem as fronteiras nacionais
para se tornarem um sistema económico mundial sob o domínio do capital
financeiro, em constante busca por investimentos mais rentáveis para superar
a tendência de queda da taxa de lucro = imperialismo.
Devido à maior composição orgânica do capital (+ capital fixo/capital constante
(máquinas + matérias-primas) > – capital variável (salários) = menor lucro)
nas sociedades capitalistas avançadas, os capitalistas procuram lucros maiores
em sociedades onde essa composição orgânica é menor e a mais-valia é maior:
países sub-desenvolvidos com salários mais baixos e recursos naturais
inexplorados, daí as exportações de capital para esses países, a dominação
estrangeira e as rivalidades entre capitalistas à escala mundial pela
hegemonia.
LENINE, que testemunhou e analisou directamente
a Primeira Guerra Mundial, concluiu correctamente que se tratava de uma guerra
imperialista pela " acumulação de capital " através
da dominação de povos "derrotados" e "vitoriosos" e seus
recursos naturais, mercados e territórios, através de "roubo, pilhagem e
banditismo" por alianças capitalistas que competiam pela hegemonia
mundial.
LENINE demonstrou que toda a propaganda
demagógica de rivalidades entre os ditadores de uma potência beligerante ou
outra, de guerra "patriótica", "civilizacional", cultural,
linguística e todo o resto, ad nauseam amen, não passava de névoa de guerra,
fumo e espelhos para enganar, ludibriar e mobilizar a " carne de bode expiatório " de ambos os capitalistas,
transformando-os em " carne para canhão " de um
contra o outro, para único benefício dos capitalistas ávidos por se
enriquecerem com o sangue e a carne do proletariado, acumulando cada vez mais
capital.
LENINE demonstrou que o proletariado deve transformar a guerra imperialista numa guerra contra a sua própria burguesia e conduzir à revolução proletária, a única solução para as intermináveis e mortais guerras do capitalismo agonizante e a exploração do homem pelo homem.
PROLETÁRIOS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS PARA DERRUBAR O
CAPITAL DECADENTE E MORIBUNDO!
Fonte: L’objectif
stratégique de la guerre du Golfe Persique – les 7 du quebec
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis
Júdice

