quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Trump contra Zelensky — O fim da Ucrânia, da OTAN e da UE (Scott Ritter)

 


Trump contra Zelensky — O fim da Ucrânia, da OTAN e da UE (Scott Ritter)

21 Outubro de 2026 Robert Bibeau

 


 

Fonte: Trump contre Zelensky — La fin de l’Ukraine, de l’OTAN et de l’UE (Scott Ritter) – les 7 du quebec

Título introdutório ao vídeo traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Economia asfixiada e juventude revoltada: a França que dá lições está a definhar

 


Economia asfixiada e juventude revoltada: a França que dá lições está a definhar

21 de Outubro de 2026 Robert Bibeau

Por Idir Amokrane


Não é para falar sobre os 98 000 hectares de florestas que se foram em fumo, nem sobre os mais de 8000 mortos ligados à vaga de calor deste Verão, que viemos desnudar a política criminosa de um regime profundamente colonial, mas sim sobre a alegria exibida pelos seus cães de guarda nos «merdias» hexagonais, perante os castigos de guerra infligidos às crianças do país, por uma milícia política oficial encapuzada e armada até aos dentes por Laurent Marie Joseph Nuñez-Belda, o descendente dos colonos de Orão.

Laurent Marie Joseph Nuñez-Belda, o "sinistro" arrancador de olhos da parte inferior e superior da coligação "FranckEpstiine" de Jeffrey, declarou que a sua milícia da ordem petainista "não reprime a juventude" mas "protege" alunos e estudantes, ao reunir mais de 7.100 crianças pequenas, ferir mais de 119 crianças e mutilar pelo menos quatro crianças (uma criança com os olhos cegos, outra criança com o braço despedaçado por uma granada, uma arma de guerra, uma terceira criança sem dentes, com a mandíbula arrancada por uma granada militar, e outra criança que escapou à morte por afogamento, levada pela mão de um pai da milícia do sistema).Maurice Papon está sempre lá, ou então os seus herdeiros retomaram a pia de água benta para estrangular ao vivo uma jovem adolescente, mesmo na ausência do arruaceiro Alexandre Benalla? É a lógica implacável da formação das forças da desordem hexagonal pelo regime dos generais genocidas de Telavive, e dos laços estreitos de treino em Krav maga das milícias supremacistas da LDJ (Liga de Defesa Judaica) e do Betard, num edifício muito oficial, a dois passos dos Champs-Elysées, sob protecção policial. É a Isra-Heilização da doce França!

Para tranquilizar o povo, mas sobretudo a sua milícia encapuzada e os membros da sua coligação de pedocriminais de «FranckEpstiiine», Laurent Marie Joseph Nuñez-Belda especifica: «Não há qualquer orientação de contenção e nenhuma instrução para não usar todo o armamento disponível das forças de segurança interna». «Compreenda quem quiser» de Paul Eluard (1944) sobre o que esta ditadura criminosa prepara para o povo desprezado, os pescadores reprimidos, os reformados espoliados, os profissionais de saúde gaseados e despedidos, os criadores de gado extorquidos, os agricultores castigados economicamente e levados ao suicídio, as mulheres violadas pela livre coligação de Patrick Bruel e de Sydney Ohana (o cirurgião franco-marroquino das estrelas), os bombeiros espancados pela coorte oficial do sistema, os antigos E-tat Naziés (inscritos sob uma designação humanitária de «ajuda a morrer», ...etc.

Perante este know-how da polícia francesa, proposto por Alliot-Marie à Tunísia em Janeiro de 2011, a ONU não votou uma resolução para salvar essas populações civis dos massacres organizados pelo regime de Manu-militar. Limitou-se apenas a expressar uma «preocupação com os incidentes ligados às manifestações estudantis e aos bloqueios de liceus em França, alguns dos quais degeneraram em violência», declarou Shabia Mantoo, porta-voz do Alto Comissariado da ONU em Genebra, na sexta-feira, 9 de Outubro de 2026. É verdade que BHL, o defensor do bastão revolucionário e da «regra do jogo» do caos, não estava presente para advogar a «Resposta Internacional» do fascista-berberista Ali Ait Djoudi, aliado dos socialistas sionistas.

Não se pode aqui mencionar todas as crueldades infligidas à infância que eles destroem em França, mas não é possível passar ao lado do estudo realizado em 2024 pela Santé publique France que revelou que 31% das estudantes e 17% dos estudantes já tiveram pensamentos suicidas nos últimos doze meses: « 13% dos estudantes já terão tentado tirar a própria vida ». Perante a ferocidade deste sistema, esta ditadura que já não esconde o seu nome isra-heilien, não encontrou melhor solução, para salvar os 400 adolescentes (com idades entre os 11 e os 17 anos) que morrem todos os anos por suicídio, do que implementar um número (3114) de emergência, que soa ao vazio, para a prevenção deste drama juvenil nacional. É Daniel Siad, o berbere-recrutador Makak, da coligação de Jeffrey FranckEpsteiiine, quem acompanha o sofrimento destes miúdos com ideias suicidas caídas do céu dos pedocriminais? Contra o esquecimento do jovem Nicolas, de 15 anos, que se suicidou por enforcamento em sua casa a 15 de Setembro de 2023, e cujos pais tinham sido ameaçados de processos judiciais pelo regime. Contra o esquecimento da jovem Camélia, de 17 anos, aluna do último ano no liceu Honoré-de-Balzac, em Mitry-Mory (Seine-et-Marne), que pôs fim à sua vida deitando-se sobre os carris da estação a 13 de Janeiro de 2026. Contra o esquecimento de todas essas crianças que o sistema "ajudou a morrer", num silêncio ensurdecedor das ONG "defensoras dos direitos humanos" cúmplices deste regime de violadores e pedocriminosos.

É preciso saber que estamos a falar aqui do regime que registou, por si mesmo, oficialmente 88 000 queixas abafadas, directamente relacionadas com a pedocriminalidade, após o monstruoso crime da jovem Lyhanna (de 11 anos), pelo reincidente Jérôme Barella, e o caso dos castigos corporais e dos abusos sexuais em «Beyt Harram» (152 queixas de vítimas dos monstros predadores que atacam crianças), envolvendo directamente «o Imortal Lou Bayrou», o primeiro dos sinistros intermediários. Para salvar a sua pele de primeiro da turma dos saqueadores do povo de baixo, ele declarou na Assembleia Nacional do sistema colonial que não sabia de nada, antes de recuperar um pouco da memória demasiado fragilizada pelo uso dos assistentes do seu partido «apanhados» UDF-MODEM, uma vez que o procurador pediu uma pena de dois anos de prisão com pena suspensa, uma multa de 50 000 euros e três anos de inelegibilidade contra o entusiasmado do Béarn, em recurso, na segunda-feira 28 de Setembro de 2026.

É preciso saber que estamos aqui a falar do regime que entrega mais de 20.000 menores (das 240.000 crianças muitas vezes arrancadas abusivamente às famílias) ao mercado da prostituição (associado ao narcotráfico) a partir das estruturas da Assistência Social à Infância – a ASE. Michel Amas, o advogado de Marselha, não poupa nas palavras e denuncia «uma pandemia de prostituição forçada de meninas colocadas» em lares que supostamente deviam protegê-las. Ele lembra incansavelmente que uma criança colocada é transformada em alguns meses em prostituta pelo Estado francês.

O que dizer dos 195 animadores de actividades extra-curriculares, só na cidade de Paris, que foram suspensos por violência sexual contra bebés em jardins de infância e creches desde o início do ano de 2026; é de notar que 230 investigações estão em curso nas escolas e creches da capital. Como é possível fazer melhor quando o sistema legisla até sobre o ensino das relações afectivas e sexuais das crianças? Ainda para mais, com os socialistas-sionistas, há uma «Lang» história de Jacques o Estripador das crianças de Marrakech, «sinistro» da Educação Nacional, e conselheiro de Hocine (Hend) Sadi (o irmão de Saïd Samedi o «Biskri»), o líder «indígena» da ideologia racialista berberista. Podemos contar com Kamel Amerouche, o conselheiro de comunicação encarregado de Gérald Moussa «Darmalin», desde 2022 até hoje, para embelezar o estrago da infância em «França».

A consciencialização sobre este sistema também se liga à corrente ideológica eléctrica do «sinistro» Jean-Michel Blanquer, o assassino do sistema educativo, protector de Boualem «Sent Sale» o fascismo, e descendente de Rolland Blanquer, o advogado-guerreiro da OAS que defendeu a pena de morte contra os militantes argelinos nos tribunais militares coloniais em Constantina e Argel. Jean-Michel «Apeuprès» da «caixa de ideias» fascistas no Reitorado de Créteil, promovido a «pai castigo» do ministério da Educação Nacional, não foi elogiado gratuitamente pelo Bleu «Marine» do torturador manco de Argel, a 8 de Dezembro de 2017. Ele «adoptava para si as ideias do RN sobre a escola», e os seus discursos são para a fachosfera «uma vitória ideológica e política».

Como se tudo isso não fosse suficiente, aquele que teve a «ousadia» de comprometer o futuro da juventude do país, endividando-o em mais de 1400 mil milhões de euros, no âmbito do mágico efeito de gotejamento económico via engorda forçada para cima das 500 maiores fortunas de França (1228 mil milhões de euros, 147 bilionários em 2024, os 53 bilionários franceses são agora mais ricos do que mais de 32 milhões de pessoas juntas), incumbiu Fabien Mandon, o chefe do Estado-Maior «Francês» do ataque, durante o seu discurso no Congresso dos prefeitos de França a 18 de Novembro de 2025, de transmitir às famílias dos pobres a mensagem dos mercadores de morte, que fazem ouro: «aceitar perder os seus filhos». É a reprodução dos lugares, em total harmonia com a reprodução das classes, que não precisa de qualquer demonstração da sua raça, para explicar a perfeita porosidade entre a carne para patrões e a carne para canhões.

Para aqueles que ainda acreditam na sua justiça por telefone, a nomeação (JORF n.º 0170 de 23 de Julho de 2026), pelo golpista do Eliseu, para o cargo de «Defensor dos Direitos» de François-Noël Buffet, amigo de Bruno Retaille-haut o fascismo (com o seu colega «Boualem Sent Sale»), veio desmentir a propaganda nauseabunda deste sistema profundamente colonial. A designação deste antigo ministro de Bruno Rocailleux, responsável pelos «indígenas» ultramarinos, está ligada (segundo Les Echos) a habilidosas negociações levadas a cabo entre o clã do ditador do Eliseu e o castelo dos velhos monárquicos do Luxemburgo. A contrapartida é abrir o caminho para instalar Richard Ferrand na presidência do Conselho Constitucional, Amélie de Montchalin à frente do Tribunal de Contas e Emmanuel Moulin no Banco de França.

Perante o desastre programado do futuro, que arrasta a classe juvenil, notamos o silêncio ensurdecedor da chamada «sociedade civil» deste regime, singularmente submissa a civilizar as populações «indígenas» do Sul colonizado. Aliás, os alegres representantes deste sistema da colónia isra-Heiliana de Satan-yahou, anunciam com júbilo e até com grande orgulho democrático, que essas crianças são «vândalas», ao contrário dos seus amigos fascistas turbanteados de El Joulani na Síria e noutros lugares, que são revolucionários. Em nome da «Liberdade-Igualdade-Fraternidade» com os generais genocidas de Telavive, todos sonham em bombardear estas crianças, como em Gaza, com os aviões que não «Trumpam» as iranianas da escola de raparigas de Minab, uma vez que as feministas «elas viverão» do bonito regime de ChaytanYahou batalham em filas cerradas com o sionista-socialista Jérôme Guedj. Este último, expulso e vaiado em manifestações populares em França, encontrou refúgio na mercearia política dos racialistas berberistas do Essonne (AFB: Associação Franco-Berbere) dirigida pela dançarina do ventre Ferroudja Debbi. Ele devia ter escolhido “a luz” do folclore político “Makak” de Poissy, Samira Tafat, aquela que se encarrega de encher o cérebro da juventude mutilada pelo seu regime, através da dança do traseiro.

A excepção cultural «francesa» do sistema não se mede apenas com o barómetro da dinastia mediática incestuosa «Duhamel», mas na estratégia implementada por este regime que explica que, para salvar o hospital, era preciso fechar camas; para salvar as pensões, era preciso despojar os reformados; para salvar a SNCF (empresa nacional de caminhos-de-ferro), era preciso suprimir linhas ferroviárias; para salvar a escola, era preciso cortar postos de professores; para salvar o clima, era preciso cegar os ecologistas; para salvar os criadores, era preciso abater os seus rebanhos. Numa continuidade, para proteger a infância dos pedocriminosos e as mulheres violadas por Hanouna, a Assembleia Nacional do sistema adoptou a lei integral contra as VSS (Violência sexista e sexual), a 13 de Outubro de 2026.

Este sistema, que nunca fica sem boas ideias, num julgamento à porta fechada, lançou Ritchy Thibault nas suas celas, porque ele apelou ao «dégagisme» do regime da coligação Manu-militar de Jeffrey Epstiiine.

Boa sorte à infância em «Fronce», e às 2 355 crianças (barómetro da UNICEF, Agosto de 2026) que decoram as ruas do regime, das quais 500 têm menos de 3 anos, segundo a contagem que só inclui as famílias que ligaram para o número de emergência (115).

Idir Amokrane

(proposto por A. Djerrad)

 

Fonte:  Économie asphyxiée et jeunesse révoltée: la France donneuse de leçons agonise – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




terça-feira, 20 de outubro de 2026

Seguindo o Movimento dos Estudantes do Ensino Secundário, Vamos Todos Lutar contra a Austeridade e os Sacrifícios Planeados para Preparar uma Guerra Generalizada!


Seguindo o Movimento dos Estudantes do Ensino Secundário, Vamos Todos Lutar contra a Austeridade e os Sacrifícios Planeados para Preparar uma Guerra Generalizada!

20 de Outubro de 2026 Robert Bibeau


Pelo  GIGC-Révolution ou guerre, 16 de Outubro de 2026, em  Révolution ou Guerre – Revolução ou Guerra

Seguindo o Movimento dos Estudantes do Ensino Secundário, Vamos Todos Lutar contra a Austeridade e os Sacrifícios Planeados para Preparar uma Guerra Generalizada!

Abaixo está o folheto que distribuímos durante os protestos de 17 de Outubro de 2026, em França, que reuniu quase um milhão de pessoas — oficialmente 800.000 — nas ruas de várias cidades, grandes e pequenas, bem como em rotundas, etc.

Muitos estudantes do secundário e universitários, bem como muitos operários — vindos directa ou indirectamente do movimento dos Coletes Amarelos ou agindo por conta própria — juntaram-se e protestaram lado a lado contra o elevado custo de vida e a deterioração geral das condições de vida e de trabalho para todos.

A violenta repressão policial durante a mobilização dos estudantes do secundário — com 9.000 estudantes detidos pela polícia e muitos feridos, alguns cegos ou mutilados — continuou ao longo destes protestos. Os leitores que não residem em França certamente ouviram falar disto através da imprensa, que centra toda a sua propaganda na violência e nos saques, para evitar destacar o verdadeiro significado desta mobilização: uma raiva de classe que está cada vez mais amplamente difundida em França e internacionalmente, como podemos ver na Bélgica, Itália, Portugal, Espanha, Alemanha e Albânia.

Em acordo sobre a dinâmica, potencial e limitações desta mobilização de estudantes do ensino secundário — e propondo as mesmas orientações e palavras de ordem imediatas — agimos em conjunto com o grupo ICT em França, o Grupo Revolucionário Internacionalista (GRI), e com simpatizantes dos nossos respectivos grupos [1]:

- nas assembleias gerais estudantis e nas delegações que as assembleias gerais decidiram enviar aos locais de trabalho para tentar convencer os operários a juntar-se também à luta;

- distribuindo e republicando o folheto que o GRI tinha elaborado para o dia de protesto de 13 de Outubro, cuja orientação e palavras de ordem partilhávamos.

Na sequência desse dia e à medida que a situação evoluiu, nós da IGCL achámos necessário ajustar a orientação proposta para o dia 13, que já não parecia abordar totalmente os desafios imediatos da situação como tinham sido desde 17 de Outubro em particular. Embora o folheto de 13 de Outubro estivesse ainda, de forma geral, correcto, ficava atrás do ritmo que se tinha criado a partir do dia 14 e do impacto que os acontecimentos do dia 13 tiveram tanto entre os estudantes como entre a classe operária.

O facto é que havia, e ainda há, muita raiva e preocupação entre a classe operária e a população em geral. Além disso, a classe operária, incluindo os seus sectores mais combativos, hesitou, e ainda hesita, em entrar em luta "aberta", ou seja, colectiva. Os operários, como indivíduos, apoiam a mobilização e as exigências dos estudantes, mas ainda não entraram em acção colectiva. O nosso folheto datado de 16 de Outubro, reproduzido abaixo, pretende abordar essa hesitação. A baixa probabilidade de que as nossas orientações fossem seguidas e concretamente adoptadas por partes da classe operária não elimina a necessidade de os grupos comunistas assumirem a tarefa de liderança política, avançando orientações necessárias para o desenvolvimento da luta e que tenham utilidade concreta nas lutas imediatas.

Para nós, este dia só podia marcar uma viragem: ou abria o caminho para uma entrada em luta mais ou menos rápida de sectores da classe operária, aproveitando a porta que os liceais tinham aberto, e assim abrir uma nova perspectiva para esta mobilização; ou então os operários não passariam de simpatias e apoios individuais – certamente numerosos, mas não colectivos – e esperariam pelo dia de acção dos sindicatos previsto para 5 de Novembro e cujo objectivo, toda a gente sabe, é apenas enquadrar a mobilização, deixar escapar o vapor, trazer toda a gente para o âmbito sindical e assim apagar o incêndio.

Era portanto necessário modificar ligeiramente a estratégia pensada para o dia 13 — que se dirigia a estudantes do ensino secundário e universitários mobilizados e que avançava a necessidade de procurarem a solidariedade activa da classe operária. Tornou-se então apropriado apelar a toda a classe operária para que corresse para a brecha. É por isso que, no último dia antes da mobilização do dia 17, decidimos produzir o folheto que reproduzimos e traduzimos abaixo.

No momento em que escrevemos, após o dia 17 e o bombardear mediático e governamental sobre as violências e os saqueadores, por um lado, e a substituição de um dia de acção sindical no dia 5 de Novembro em vez de uma entrada imediata em luta dos operários sobre as suas reivindicações, nas quais todos se reconhecem, parece pouco provável – esperamos estar enganados – que sectores significativos do proletariado entrem em luta imediata e massiva. Para isso, seria necessário não só que saíssem da atitude de espera e hesitação manifestada até agora, mas sobretudo que assumissem conscientemente o confronto político com os sindicatos que se opõem, e vão opor-se, a qualquer greve imediata sob o pretexto de preparar o dia 5 de Novembro. As palavras de ordem e orientações do nosso folheto continuam sempre válidas no momento em que escrevemos.

 IGCL, 18 de Outubro de 2026

 

A situação económica, social e política é crítica; o navio está a meter água por todos os lados, e à primeira vista, é difícil ver qualquer saída.

Por um lado, nos liceus e escolas secundárias, ratos correm pelas salas de aula, o aquecimento não funciona no inverno, e os edifícios não isolados transformam-se em fornos assim que a temperatura sobe. Os alunos, especialmente nos bairros operários, não têm professores porque as faltas não são cobertas. E quando tentam protestar, o Estado envia a polícia, que não hesita em cegar ou mutilar as pessoas.

Por outro lado, os salários não acompanham a inflação; orçamentos cada vez mais austeros estão a apertar o pescoço aos operários com força crescente, e enquanto a indústria bélica arrecada lucros, o orçamento da segurança social está a ser cortado. Os capitalistas parecem ter feito a sua escolha: preferem investir em máquinas de matar do que em saúde.

De facto, em todos os países, a pobreza e a exploração estão a disparar justamente no momento em que o capitalismo se prepara para uma guerra generalizada, correndo o risco de destruir a civilização industrial moderna e de devastar ainda mais o ambiente do qual depende a nossa sobrevivência. Em todos os países, a raiva e a revolta estão prestes a explodir. O futuro que o capitalismo, em crise, nos está a preparar é sombrio. Toda a gente está mais ou menos consciente disso.

A manifestação deste sábado, 17 de Outubro, pode marcar um ponto de viragem no impulso da mobilização que se tem desenrolado nas últimas semanas; pode sinalizar a emergência dos operários na linha da frente. Isto é vital para garantir que a porta aberta pelos estudantes do ensino secundário não se feche, mas sim se mantenha escancarada.

Não só precisamos todos de nos juntar e contribuir, mas, acima de tudo, é a classe produtora de riqueza como um todo – a classe operária, os assalariados, o proletariado – que deve avançar, liderar estas revoltas e dar-lhes uma perspectiva de luta tanto contra os ataques imediatos às nossas condições de vida como… contra o próprio capitalismo, com o objectivo final de o derrubar. Não existe outro caminho perante a pobreza primeiro e a guerra depois. (Ver: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: A INSURREIÇÃO POPULAR INTERPELA A VANGUARDA DO PROLETARIADO)

Neste sentido, as mobilizações em França e em todo o lado apelam ao proletariado como um todo: confrontam-no com a sua responsabilidade histórica. Esta observação não se limita a França; aplica-se também aos protestos contra o aumento exorbitante das rendas em Espanha, aos protestos de estudantes do ensino secundário e outros na Bélgica e Itália que estão a acontecer neste momento...

As mobilizações dos liceais e estudantes deixadas à sua sorte estão num impasse; só poderão ter uma saída segura através de uma acção massiva dos trabalhadores, que só poderá ocorrer no terreno da classe. Apenas simpatizar e apoiar os liceais e os estudantes não é suficiente. (Ver: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: As revoltas populares chamam a atenção do proletariado: elas colocam-no perante a sua responsabilidade histórica)

É preciso mobilizar-se e procurar entrar em luta e em greve de forma colectiva. As referências a Maio de 1968 são partilhadas por muitos. A força de Maio de 1968 foi precisamente devido ao facto de os trabalhadores terem entrado em luta massiva na sequência das manifestações estudantis e, convém precisarmos, apesar e, muitas vezes, contra a opinião dos sindicatos. Encorajamos todos aqueles que se reconhecem nesta constatação e desejam «fazer alguma coisa», a agruparem-se e formarem comités de luta, ou qualquer outra forma de agrupamento activo e militante, para poder:

- participar colectivamente em manifestações e assembleias; 

- preparar-se para agir e entrar em greve com base em reivindicações tão amplas e unificadas quanto possível; 

- e ir aos locais de trabalho e outros lugares para expandir e generalizar a luta.

O capitalismo prepara a guerra generalizada entre blocos imperialistas equipados com armas nucleares. Para isso, é preciso impor cada vez mais sacrifícios e miséria a todas as populações, e em primeiro lugar ao proletariado, e isso em todos os países. Perante esta perspectiva bárbara, só há um caminho: resistir coletivamente a todos os ataques às nossas condições de vida e de trabalho.

Contra a austeridade e os sacrifícios generalizados, contra a miséria que aumenta, operários, assalariados do público e do privado, reformados, estudantes, estudantes do ensino secundário, desempregados, trabalhadores «não-imigrantes» e imigrantes, mulheres e homens, todos em luta!


Le GIGC-Révolution ou guerre, 16 de Outubro de 2026.  (www.igcl.org, intleftcom@gmail.com)

 

[1]. Convém também salientar e mencionar que, ao nosso conhecimento, o PCI-O Proletário e o CCI intervieram nas assembleias estudantis defendendo, de forma geral, a mesma orientação. Noutras palavras, a Esquerda comunista como um todo interveio no mesmo sentido.

 

Fonte: Après le mouvement lycéen, tous en lutte contre l’austérité et les sacrifices visant à préparer la guerre généralisée ! – les 7 du quebec

Este panfleto foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




O Eixo do ciber-terror: como a entidade sionista e o Makhzen militarizam a Internet para perseguir e chantagear

O Eixo do ciber-terror: como a entidade sionista e o Makhzen militarizam a Internet para perseguir e chantagear

20 de Outubro de 2026 Robert Bibeau

Por Hanane Ben

Um simples banner publicitário numa aplicação de meteorologia ou num site de notícias já é suficiente para hackear um smartphone. Ao manipular o sistema mundial de leilões publicitários (RTB), a empresa sionista Discover-Tech desenvolveu uma arma cibernética invisível, usada de Madrid ao Pentágono, para hackear e vigiar em larga escala. Mas o uso deste mercenarismo digital não se limita às fronteiras da geo-política mundial. Na monarquia do Marrocos, essas mesmas tecnologias sionistas são desviadas pelo regime marroquino para conduzir uma guerra de intimidação e aniquilação contra vozes dissonantes.

Já não são apenas links suspeitos que se deve evitar clicar. Hoje em dia, basta abrir uma aplicação comum ou consultar um jornal online para a armadilha se fechar. Segundo as revelações conjuntas do Citizen Lab e da empresa de segurança Confiant, a firma sionista Discover-Tech militarizou a infraestrutura publicitária mundial para a transformar num vector de pirataria em grande escala. Ao injectar código malicioso em banners aparentemente inofensivos que promoviam telemóveis ou auscultadores, a empresa manipulou redes de gigantes como Google, Comcast ou Yandex para difundir até 10 milhões de anúncios armadilhados por dia. Esta operação de uma dimensão sem precedentes infectou ou monitorizou centenas de milhões de utilizadores em mais de 120 000 sites web e 75 000 aplicações.

Baptizada de « AdFection », esta metodologia desvia o sistema de leilões publicitários em tempo real (RTB) para analisar cada visitante num instante. Se o alvo corresponder ao perfil pretendido, o servidor injecta um script malicioso de forma completamente invisível; se for um utilizador comum ou um scanner de segurança, devolve uma resposta vazia para enganar os anti-vírus. Associada à controversa empresa Candiru, a Discover-Tech conseguiu assim piratear pelo menos 45 dispositivos da cadeia Al Jazeera e infiltrar-se nas redes de organizações importantes como a NATO, o Pentágono, o TPI ou a ONU.

Espanha e Gibraltar no ponto de mira israelita

Se a ameaça atingiu o planeta inteiro, a península Ibérica foi alvo de uma intensidade anormalmente elevada. Os fluxos de dados analisados pela investigação internacional revelam uma concentração massiva de operações sobre Espanha e a zona estratégica do estreito de Gibraltar.

Ainda mais grave para a segurança nacional espanhola, segundo os meios de comunicação espanhóis, o ataque conseguiu ultrapassar as portas do Estado. Scripts de ataque 'AdFection' foram identificados directamente em terminais ligados às redes do Ministério espanhol da Transformação Digital e da Função Pública — o próprio órgão responsável por gerir a política tecnológica e a cibersegurança do país. Nada mau, não é?

Rabat-Telavive: a sinistra aliança da ciberespionagem e da repressão

Tecnologias concebidas em Telavive, aplicadas em Rabat. O eixo israelo-marroquino impõe-se hoje como o modelo mais avançado de tirania digital. Combinando hacking de ponta, intimidação e campanhas de difamação, os dois gangsters partilham os mesmos métodos tóxicos para vigiar, assediar e silenciar qualquer voz dissidente. 

Esta experiência israelita em mercenariado digital encontra no Reino do Marrocos o seu terreno de aplicação mais implacável. Num relatório chocante intitulado «Começamos pelo veredicto», a Amnistia Internacional revela as engrenagens do vasto sistema de espionagem orquestrado pela Direcção Geral da Vigilância do Território (DGST) marroquina.

Tal como a Discover-Tech e a Candiru visam instituições e meios de comunicação internacionais, os serviços secretos marroquinos apoiam-se no arsenal tecnológico israelita — nomeadamente o software Pegasus do NSO Group e as ferramentas de extração da Cellebrite — para impor um terror digital absoluto. Desde o historiador Maâti Monjib até aos jornalistas de investigação, ninguém escapa a este polvo tecnológico. 

O facto de entidades estatais, instituições internacionais, redes ministeriais e defensores dos direitos humanos terem sido expostos a estes vectores de intrusão militar demonstra a extrema fragilidade dos perímetros de segurança modernos. Perante uma arma cibernética que se camufla no tráfego publicitário geral ou que se infiltra remotamente nos smartphones, a segurança tradicional colapsa.

Diante da dimensão do escândalo, gigantes da tecnologia como o Google excluíram de forma urgente o Discover-Tech das suas plataformas publicitárias. Mas, apesar das provas acumuladas e dos apelos repetidos de ONG internacionais exigindo uma moratória, Rabat e Telavive continuam a avançar cegamente em total negação. 

Ao desviar redes de informação e tecnologias quotidianas para fins de espionagem e assédio, a entidade sionista e o seu aliado regional, o Makhzen, transformaram o espaço digital mundial e regional num terreno de caça ao homem, transformando a violação da privacidade e a supressão das liberdades fundamentais em verdadeiras doutrinas de Estado. 

Perante este ciclo mortal, os países da região, do Norte de África até ao Sahel, não têm hoje outra escolha senão construir a sua própria soberania digital para se protegerem contra as ofensivas coordenadas destes dois mal-intencionados.

Hanane Ben

Fonte: https://algerie54.dz/l-axe-de-la-cyber-terreur-comment-l-entite-sioniste-et-le-makhzen-militarisent-le-web-pour-traquer-et-faire-chanter

(Proposto por A. Djerrad)

 

Fonte: L’Axe de la cyber-terreur: comment l’entité sioniste et le Makhzen militarisent le Web pour traquer et faire chanter – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice



O crescimento exponencial das 500 maiores fortunas de França

 


O crescimento exponencial das 500 maiores fortunas de França

20 de Outubro de 2026 Robert Bibeau

O património acumulado pelos 500 maiores proprietários de empresas e suas famílias ultrapassa 1 000 mil milhões de euros. Este total multiplicou-se por 6,6 entre 2003 e 2025.

As 500 maiores fortunas profissionais de França pesam no total 1 128 mil milhões de euros em 2025, segundo a revista Challenges, contra 170 mil milhões de euros há 20 anos. O património acumulado pelos 500 maiores proprietários de empresas e suas famílias foi multiplicado por 6,6 entre 2005 e 2025. Um aumento de 564%, enquanto os preços ao consumidor aumentaram 38% no mesmo período.

Uma primeira fase de progressão destas grandes fortunas ocorreu entre 2003 e 2007, de 124 para 280 mil milhões de euros. As perdas significativas nos valores bolsistas devido à crise económica e financeira de 2008 foram depois rapidamente compensadas. Entre 2013 e 2023, o crescimento das 500 maiores fortunas disparou. O seu montante total ultrapassa os 1 000 mil milhões de euros desde 2022.

O ano de 2025 termina com um recuo, em parte devido à queda do valor bolsista da LVMH, cujo principal proprietário, Bernard Arnault, durante muito tempo esteve no topo da classificação. Isso não apaga o crescimento quase exponencial das grandes fortunas na última década. O nível da fiscalidade francesa, também, não deixa de ser irrelevante para as grandes fortunas.

Esta evolução pode ser resultado de desempenhos económicos excepcionais das empresas e da subida dos preços das acções na Bolsa [1], para aquelas que estão cotadas. Mas ultrapassa largamente a evolução dos preços na Bolsa de Paris e indica também um processo de concentração através da aquisição de outras empresas. Tal como aconteceu com o sector petrolífero no final do século XIX, ou com o sector mineiro algumas décadas antes, enormes impérios económicos estão a ser reconstruídos, sob a direcção de um número muito restrito de famílias.

 


Fonte :  La croissance démesurée des 500 plus grandes fortunes

Publicado a 4 de Junho de 2026

Revenus Patrimoine Riches

Actualité de l’Observatoire

Convosco, poderemos publicar o «Relatório sobre a pobreza em França»


Leitura : em 2025, O conjunto das 500 maiores fortunas profissionais em França representa 1 128 mil milhões de euros.

Fonte : magazine Challenges – © Observatoire des inégalités

 

Fonte: La croissance exponentielle des 500 plus grandes fortunes de France – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Homenagem a Tarek Mami

 


Homenagem a  Tarek Mami

20 de Outubro de 2026 Robert Bibeau



Por René Naba.  Sur Hommage à Tarek Mami – Madaniya


madaniya.info tem a tristeza de anunciar o falecimento de Tareq Mami, fundador da rádio France Maghreb e colaborador do madaniya.info  


O comunicado de : France Maghreb 2


Figura emblemática do panorama radiofónico franco-magrebino, Tarek Mami faleceu a 27 de Setembro de 2026, aos 71 anos, depois de uma longa doença. A sua partida deixa um vazio profundo entre os familiares, colegas e todos aqueles que cruzaram a sua voz e percurso ao longo dos anos.

 

Tarek Mami, era antes de tudo uma voz: livre, familiar, forte, daquelas que se reconhecem imediatamente e que acabam por fazer parte dos nossos hábitos.


Ele dizia-nos às vezes, com aquela mistura de orgulho e diversão que lhe era característica, que a sua voz o precedia. Tornara-se tão familiar que alguns o reconheciam mesmo antes de o ver. Durante anos, acompanhou várias gerações de ouvintes, dos mais jovens aos mais velhos.

Fundador apaixonado da France Maghreb 2, tinha feito desta rádio muito mais do que uma simples frequência. Era, ao mesmo tempo, o seu caminho e, para muitos de nós, uma aventura comum. Gostava de lembrar que era "uma rádio que fala aos 7 aos 77 anos e mais", uma rádio de viver juntos, mas sobretudo de fazer juntos.

Ele acreditava profundamente numa rádio próxima das pessoas, capaz de ouvir tanto quanto de se fazer ouvir, de reunir, de dar voz e de criar ligação. Um espaço onde cada um podia encontrar o seu lugar, ser ouvido e sentir-se legítimo.

O Tarek também foi um mentor para muitos jovens de origem imigrante. Ele incentivava-os a seguir em frente, a acreditar em si mesmos e a ocupar plenamente o seu espaço. Sabia estender a mão, dar um conselho, abrir uma porta, por vezes exactamente no momento em que mais se precisava.

Ele tinha as suas convicções e levava consigo duas causas às quais era profundamente ligado: a verdade e a paz para a Palestina. Quem o conheceu sabe também o quanto era dedicado à juventude, à transmissão de conhecimentos, à liberdade na rádio e a essa ideia simples que guiava o seu percurso: avança-se melhor quando se avança juntos.

Ele dedicou grande parte da sua vida à rádio e ao jornalismo. O seu compromisso levou-o também à Indés Radios, onde defendeu com constância as rádios independentes e o seu lugar no panorama audiovisual.

Mas hoje, para lá das funções, das responsabilidades e dos títulos, é o homem que lamentamos: o das conversas, dos encontros, das memórias, das viagens e dos conselhos; também o dos debates por vezes animados, sempre movidos pela mesma paixão pela rádio, pelos outros, pela transmissão de conhecimentos e pela paz.

O seu desaparecimento deixa um vazio imenso junto da sua família, dos seus próximos, dos seus colaboradores, dos seus colegas, de todos os antigos de France Maghreb 2, dos jovens que acompanhou e, mais amplamente, de todos aqueles que cruzaram o seu caminho.

A sua voz precedia-o. Hoje, ela permanece connosco, com tudo o que ela levava, tudo o que transmitiu e todos aqueles que acompanhou ao longo dos anos. 

Obrigado, Tarek. Obrigado por tudo.

Allah Yrahmek.

 


ListA DAS SUAS contribuiÇÕES

·                     https://www.francemaghreb2.fr/tarek-mami-la-voix-de-la-radio-franco-maghrebine-s-est-eteinte

·                     https://www.madaniya.info/author/tarek-mami/

 

Fonte: Hommage à Tarek Mami – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice