sábado, 11 de abril de 2026

Proletários do mundo inteiro, deveis derrubar a "Fortaleza América"!

 


Proletários do mundo inteiro, deveis derrubar a "Fortaleza América"!

11 de Abril de 2026 Robert Bibeau


Por Normand Bibeau . (Fonte:  https://les7duquebec.net/archives/304799 )

«O mundo não será destruído por aqueles que praticam o mal, mas por aqueles que sabem e nada fazem».

(Albert Einstein, cientista ateu, anti-sionista e socialista).

O nosso camarada Mesloub ( Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: IRÃO: UMA FALSA GUERRA, UM VERDADEIRO TERRORISMO DE ESTADO ) está absolutamente certo e expõe toda a ignomínia da propaganda goebeliana da burguesia mundial, que tem a audácia de chamar de "guerra" o que nada mais é do que TERRORISMO DE ESTADO, a fim de obscurecer o OBJECTIVO CAPITALISTA de destruir para se enriquecer; o que, na realidade, é apenas uma extensão TERRORISTA armada da economia capitalista.

Para se convencer disso, basta examinar os lucros estratosféricos e a capitalização do complexo militar-industrial mundial e das empresas capitalistas de "roubo, pilhagem e furto" (LENINE) com as quais ele está associado. (ref.: 7duquebec de ontem: "CONSTRUINDO A FORTALEZA AMÉRICA/MAGA inc./UNIPOLAR entre os fossos oceânicos", que pode ser encontrado aqui:  Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Construir a FORTALEZA AMÉRICA/MAGA/UNIPOLAR entre os fossos oceânicos )

Basta ouvir os discursos odiosos, bárbaros e desumanos dos líderes belicistas e do louco genocida que está em casa…

 

– «A guerra na Ucrânia cria empregos lucrativos (leia-se lucros colossais) no Texas», segundo Joe Biden, o criminoso de guerra genocida ianque;

 

- o propagandista neo-nazi, racista e supremacista à Goebbels, Lindsey Graham: «O investimento na guerra na Ucrânia é o nosso melhor investimento, vai render 100 mil milhões de dólares em riquezas naturais ucranianas sem nos custar um único “rapaz”»;

 

-Putin, que se oferece para fornecer petróleo e gás precisamente àqueles que massacram os soldados russos na frente ucraniana, em nome de «somos fornecedores capitalistas de confiança» e «bu$$ine$$ as usual»;

 

-Xi, cujo país é o segundo maior fornecedor de bens ao Estado SIONAZI ISRAELITA dessa «multidão de mercenários» que massacra os seus «amigos sem limites» iranianos;

 

O que poderia ser mais abjecto, imundo e desumano?

Esta retórica capitalista fascista/socialista à chinesa/civilizacional militarista é a mesma em todos os lugares onde o imperialismo, tanto ocidental como oriental, unipolar ou multipolar, seja ele o U$/SIONAZI ISRAELITA/UKRONAZI DE KIEV BANDERISTA ou o BRICS + ou – chinês/russo/iraniano/norte-coreano:

 

1- transformar a «carne para patrões» em «carne para canhões» para enriquecer;

2- destruir os excedentes de mercadorias dos escravos assalariados e de materiais;

3- apoderar-se dos mercados e dos recursos naturais dos seus concorrentes;

4- destruí-los para os subjugar e reconstruí-los em seu benefício.

Nada de novo, apenas uma intensificação, uma aceleração, numa sociedade dividida em classes antagónicas, já MARX, ENGELS e LENINE tinham demonstrado que a «guerra», sob todas as suas formas e denominações rebuscadas, não passava da «extensão da economia de todas as sociedades divididas em classes, onde aqueles que sofrem a «guerra» nunca são aqueles que dela se enriquecem.»

Com a COMUNA DE PARIS e a REVOLUÇÃO DE OUTUBRO, a burguesia percebeu que armar todo um povo para a guerra era perigoso para a sua ditadura mortífera e genocida, pelo que decidiu reservar essa tarefa à sua guarda nacional de «assassinos em massa» alados, uma ralé aristocrática de pilotos de caça sobrevalorizados, supertreinados e, acima de tudo, supercondicionados para massacrar sem remorsos, psicopatas voadores que lançam a morte e a devastação do alto dos céus como deuses descidos do Olimpo para impor a lei dos seus senhores.

Que aqueles que duvidam saiam da sua ignorância e vão ler ou ouvir as fanfarronices dos pilotos dos aviões ianques que lançaram as bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki; perceberão que esses seres abomináveis não têm um pingo de humanidade, são os equivalentes voadores

dos genocidas nazis que alegaram criminosamente: «obedecer às ordens» nos campos de extermínio falsamente chamados de campos de concentração nazis: monstros mal dignos da forca. 

O proletariado mundial encontra-se numa encruzilhada: TRANSFORMAR AS GUERRAS IMPERIALISTAS

EM REVOLUÇÃO PROLETÁRIA OU PERECER, eis a questão.

PROLETARIADOS DE TODO O MUNDO, DERRUBEM A DITADURA DA BURGUESIA.

 

Fonte: Prolétaires du monde entier, vous devez abattre la « Forteresse America »! – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




sexta-feira, 10 de abril de 2026

Irão – O regime está a usar a crise do Estreito de Ormuz como ferramenta de propaganda para o seu programa nuclear! Vídeo 3'06

 


Irão – O regime está a usar a crise do Estreito de Ormuz como ferramenta de propaganda para o seu programa nuclear! Vídeo 3'06

10 de Abril de 2026 do 

https://mai68.org/spip3/spip.php?article6587

 


Gravado no canal franceinfo em 9 de Abril de 2026 às 11h44.

Clique no link para assistir ao vídeo.

https://mai68.org/spip3/IMG/mp4/Ormuz_nucleaire_FI_9avr2026_11h44.mp4 

É evidente que a energia solar é apenas uma desculpa para justificar a energia nuclear. É "lavagem verde".

Quanto à independência energética da França, ela não é garantida nem pela energia nuclear nem pela solar. A energia nuclear depende de países estrangeiros, principalmente da Rússia; e a energia solar depende da China para os seus painéis. (As turbinas eólicas também!)

Não vou abordar novamente os perigos da energia nuclear aqui , nem o poder do seu lobby. Direi apenas que a única solução viável é, de facto, a energia renovável. Mas isso não é viável agora, porque somos muitos na França. Precisaríamos implementar uma política de filho único por algumas gerações para reduzir a população, de modo que pudéssemos tornar-nos auto-suficientes em energia graças aos bio-combustíveis produzidos internamente.

A consciência ecológica é um sintoma da sobrepopulação.

16 de Janeiro de 2006: http://mai68.org/spip/spip.php?article1164

Extracto:

Na França, para substituir a energia nuclear que consumimos por bio-combustíveis, precisaríamos, por exemplo, cultivar colza em toda a superfície do nosso território, o que é obviamente inconcebível. Se a nossa população fosse dez vezes menor, precisaríamos cobrir apenas um décimo da sua área com colza; e aí sim começaria a ser realmente viável.

Além disso, na França, também consumimos combustíveis derivados do petróleo. E, dada a quantidade que consumimos actualmente, se quiséssemos substituí-los por bio-combustíveis, precisaríamos cobrir pelo menos toda a superfície da França com colza. Aplicando o mesmo raciocínio do parágrafo anterior sobre energia nuclear, percebemos que, também nesse caso, somos dez vezes mais numerosos do que o necessário para substituir o petróleo consumido na França por bio-combustíveis cultivados no país.

Vamos fazer as contas: somos dez vezes mais do que o necessário para substituir o petróleo por bio-combustíveis e, para substituir a energia nuclear por bio-combustíveis, somos mais dez vezes mais do que o necessário! 10 + 10 = 20.

Conclusão: Na França, só poderíamos considerar a substituição simultânea da energia nuclear e do petróleo por bio-combustíveis se a nossa população fosse pelo menos 20 vezes menor do que é actualmente. Noutras palavras, na França, somos 20 vezes mais numerosos; e, como a densidade populacional é, em média, maior na França do que no resto do mundo, eu diria que, mundialmente, somos pelo menos dez vezes mais numerosos.

É claro que, para países "desenvolvidos", como a França, a auto-suficiência energética DEVE ser considerada e nada mais, a menos que aceitemos o inaceitável: matar de fome populações inteiras do terceiro mundo, no sentido literal da expressão, substituindo à força e de forma manipuladora as suas plantações de alimentos por plantações destinadas a suprir as nossas necessidades energéticas.

Num futuro próximo

Vamos parar imediatamente de financiar a Ucrânia e dar todo esse dinheiro ao povo francês. Para financiar serviços públicos, aumentar pensões e salários, etc. Há muito dinheiro disponível, porquê desperdiçá-lo na Ucrânia?

A Rússia tem tanto petróleo e gás quanto quisermos! Vamos comprar o que precisamos. Portanto, devemos usar o gasoduto Nord Stream que não foi destruído pelos americanos e consertar os outros três.

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Naomi Klein – A Doutrina do Choque (Vídeo 7′)

https://mai68.org/spip/spip.php?article1938

Naomi Klein – 9 de Fevereiro de 2009 – A Doutrina do Choque (vídeo 78'50):

https://mai68.org/spip/spip.php?article4196

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A soberania nuclear francesa não existe sem a Rússia.

Laure Noualhat, Reporterre, 26 de Março de 2026:

Enquanto todos os olhares se voltam para o Estreito de Ormuz e para a subida vertiginosa dos preços do petróleo e do gás, outra frota de navios prossegue tranquilamente o seu comércio de combustível: o do urânio.

Artigo completo: https://mai68.org/spip3/spip.php?article6422

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Quantas pessoas morreram em Chernobyl?

Em 26 de Abril de 1986, às 1h23min45s, o reactor número 4 da Central Nuclear de Chernobyl explodiu.

Só nos Estados Unidos, e apenas nos três meses de Verão que se seguiram a Chernobyl, houve 40.000 mortes devido à infame nuvem radioactiva. E Chernobyl continuou a matar durante anos, e provavelmente ainda mata.

Isso foi avaliado da seguinte forma:

Observou-se que, naquele Verão nos EUA, houve 40.000 mortes a mais do que o normal. Chernobyl era uma das suspeitas, mas era necessária a confirmação. O processo foi o seguinte: os EUA são divididos em 50 estados. Choveu sobre alguns estados enquanto a nuvem passava, e não choveu em outros. Constatou-se que o excesso de mortes estava concentrado justamente nos estados onde choveu durante a passagem da nuvem de Chernobyl.

Artigo completo: https://mai68.org/spip2/spip.php?article5679

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Os EUA propuseram ao Irão que compartilhem os lucros de uma portagem no Estreito de Ormuz! (vídeo 6:02)

https://mai68.org/spip3/spip.php?article6586

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Tudo de bom para vós,

do

http://mai68.org/spip3

 

Fonte: Iran – Le pouvoir profite de la crise d’Ormuz pour faire de la propagande pour le nucléaire ! vidéo 3’06 – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Cessar-fogo no Médio Oriente… será a sério? (Les Patriots de France/Os Patriotas de França declaram: «Não ao confinamento energético!»)

 


Cessar-fogo no Médio Oriente… será a sério? (Les Patriots de France/Os Patriotas de França declaram: «Não ao confinamento energético!»)

10 de Abril de 2026 Robert Bibeau

Florian Philippot analisa em pormenor os acontecimentos militares, políticos e diplomáticos mais recentes no Médio Oriente.

 


PARA VISUALIZAR O VÍDEO: https://www.youtube.com/embed/Oc9pa9SKlkA

 

Fonte: Cessez-le-feu au Moyen-Orient…est-ce sérieux ? (Les Patriots de France déclarent « Pas de confinement énergétique! ») – les 7 du quebec

Título e introdução ao vídeo traduzidos para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Entidade fascista israelita: a pena de morte concebida para decapitar palestinianos.

 


Entidade fascista israelita: a pena de morte concebida para decapitar palestinianos.

10 de Abril de 2026 Robert Bibeau


Por Khider Mesloub .

O Parlamento israelita aprovou, na segunda-feira, 30 de Março, uma lei que institui a pena de morte, legislação concebida especificamente para se aplicar apenas aos palestinianos. De acordo com esta lei, «quem quer que cause, intencionalmente ou por indiferença, a morte de um cidadão israelita por motivos de racismo ou hostilidade para com uma comunidade, e com o objectivo de prejudicar o Estado de Israel e o renascimento do povo judeu na sua terra, será passível de pena de morte».

Esta lei racial já tem as suas vítimas condenadas: os palestinianos

Sob uma aparente neutralidade jurídica, o mecanismo é cristalino. A lei não se limita a definir um acto, ela enquadra a vítima, politiza a intenção e, ao fazê-lo, designa implicitamente o culpado, desde logo identificado com base na etnia: o árabe palestiniano. Esta lei israelita supremacista não se contenta em punir um crime, ela designa antecipadamente os seus autores: os palestinianos.

Assim definida, a pena de morte só pode ser aplicada segundo uma única lógica: uma lógica étnico-religiosa. Um palestiniano que mata um israelita enquadra-se plenamente neste quadro. Um israelita que mata um palestiniano, por sua vez, nunca se enquadra nele.

Pior ainda: ao qualificar a motivação do crime de «racismo ou ódio contra a comunidade judaica ou o Estado de Israel», o texto da lei opera uma inversão semântica radical. A luta palestiniana, que se reivindica como anti-colonial e independentista, é reclassificada como acto de ódio racial. O palestiniano colonizado torna-se o racista, o israelita judeu a vítima. O quadro colonial desaparece do direito. A vítima estrutural palestiniana é transformada em culpada. É julgada, condenada à morte, enquanto o sistema colonial israelita é assim absolvido.

A consequência é clara: o apagamento jurídico da Palestina enquanto sujeito político. Se matar um colono em território ocupado é juridicamente qualificado como crime de ódio racial, então já não há ocupação: há apenas uma comunidade judaica vítima de ódio. Já não há resistência palestiniana: há apenas criminosos racistas. Já não há um povo palestiniano colonizado: há apenas palestinianos culpados de ódio contra os judeus por terem resistido à colonização.

Esta deslocação não é uma simples qualificação: é uma operação política. A luta do povo palestiniano é transformada numa falta moral, agravada pelo ódio contra os judeus. A resistência torna-se crime. O conflito desaparece por trás da acusação moral, levada ao extremo de «judeocídio». Os palestinianos envolvidos na resistência contra a ocupação já não são combatentes anti-sionistas: são agora equiparados a «judeocidas».

Já não se discute a questão palestiniana: desqualifica-se. Já não se refuta o palestiniano resistente: condena-lo à morte. Esta lei racial já não julga actos, mas designa vidas a eliminar. Com esta lei sionista mortífera, já não é a justiça que decide: é a morte dos palestinianos resistentes que se inscreve com letras de sangue no direito israelita.

A história esclarece este mecanismo. Se o regime nazi tivesse conseguido impor a ideia de que qualquer crítica ao nazismo se traduzia em ódio ao povo alemão, então o próprio anti-nazismo teria sido reclassificado como racismo. Se a França colonial tivesse conseguido fazer com que a luta pela independência da Argélia fosse reconhecida como uma forma de anti-francesismo odioso, os combatentes argelinos já não seriam resistentes, mas inimigos do povo francês. Em ambos os casos, a mesma operação: apagar o conflito, dissolver a política, proibir a contestação. O mecanismo fecha-se. A crítica torna-se suspeita. A oposição ilegítima. A resistência impensável. Já não é apenas um povo colonizado que é julgado: é a própria possibilidade da sua luta que é abolida.

Uma lei racista para matar palestinianos, um direito de absolver israelitas.

Esta lógica etno-religiosa supremacista encontra a sua tradução directa no direito israelita. O dispositivo é duplo: nos territórios ocupados, nomeadamente na Cisjordânia, a pena de morte pode ser aplicada por tribunais militares, inclusive por actos que tenham causado a morte sem intenção homicida. Em Israel e em Jerusalém Oriental, a pena de morte é regida pelo direito penal, mas apenas quando a vítima é um cidadão ou residente israelita. Dois regimes, uma mesma lógica: uma justiça racial diferenciada consoante as pessoas e os territórios.

Mais ainda, a lei prevê tornar a condenação à morte quase automática, sem margem de apreciação real para os juízes. Uma vez proferida, a sentença, por enforcamento, pode ser executada no prazo de 90 dias, sem possibilidade de indulto. Além disso, esta lei autoriza os tribunais a proferir a pena de morte sem requerimento do Ministério Público nem exigência de unanimidade, sendo a decisão tomada por maioria simples. Os tribunais militares na Cisjordânia ocupada também estão habilitados a proferir sentenças de morte.

Neste Estado colonial israelita, baseado na supremacia e numa interpretação religiosa essencialista, já não é uma justiça imparcial que julga os actos: é uma justiça racial segregacionista que tem como alvo o povo palestiniano indígena em luta pela sua independência. Esta lei não pune um crime. Ela organiza a decapitação nacional do povo palestiniano sob o pretexto de "racismo ou hostilidade contra os judeus", enquanto os palestinianos são as verdadeiras vítimas: vítimas do regime de apartheid que a colonização sionista estabeleceu desde 1948.

Autorização para decapitar palestinianos, consagrada na lei fascista israelita

Esta lei israelita, que funciona como uma guilhotina, não se limita a criminalizar a resistência palestiniana: visa aniquilá-la. Com a sua aprovação, a resistência palestiniana deixa de ser um fenómeno político a combater, passando a ser uma infracção capital, um crime a erradicar. Neste contexto, qualquer palestiniano envolvido na luta pela independência torna-se um culpado designado. E a sanção que lhe é prometida não é uma pena entre outras: é a pena de morte.

Este direito racial diferenciado não tem nada de inédito. A América segregacionista das leis Jim Crow e a África do Sul do apartheid já fizeram do direito um instrumento de dominação, organizando a separação das populações, a hierarquização das vidas e a selectividade da repressão. Nos Estados Unidos, os afro-americanos eram condenados com penas mais pesadas, enquanto os crimes cometidos contra eles permaneciam em grande parte impunes. Na África do Sul, as leis de circulação, residência e segurança interna transformavam toda a população negra em suspeita permanente, passível de detenção e repressão ao menor desvio.

Mas aqui, em Israel, dá-se mais um passo: o que esses regimes produziam através da aplicação desigual da lei está agora inscrito na própria letra da lei. A desigualdade já não é um efeito do sistema, torna-se o princípio explícito do Estado israelita supremacista.

Até mesmo o regime nazi procurava revestir as suas discriminações mortíferas de uma aparência jurídica e ética. Em Israel, estas já não são dissimuladas: são assumidas, reivindicadas, institucionalizadas. A lei israelita grava agora, com letras de sangue, a autorização para decapitar os palestinianos que lutam contra o Estado colonial.

A própria Autoridade Palestiniana denuncia uma lei destinada a «legitimar execuções extra-judiciais, conferindo-lhes uma aparência legal». O direito israelita legaliza a morte de palestinianos e absolve os homicídios cometidos contra eles por israelitas.

Na realidade, a política levada a cabo pelo Estado israelita não esperou por esta lei para matar palestinianos com total impunidade: agora consagra o ritual macabro. Esta lei não introduz nada de novo: limita-se a oficializar uma prática já em vigor. Desde 1948, os palestinianos são mortos sem qualquer forma de julgamento. O genocídio em curso em Gaza constitui a ilustração mais evidente disso: desde Outubro de 2023, o exército israelita executou ali, com total impunidade, 70 000 palestinianos, dos quais a maioria são mulheres e crianças.

Israel, vestígio de uma ordem colonial ocidental, inscreve-se, através das suas execuções extra-judiciais contra as populações indígenas, na continuidade da Alemanha nazi, da América segregacionista, da Argélia colonial e da África do Sul do apartheid.

 

Khider MESLOUB

 

Fonte: Entité fasciste israélienne: la peine de mort conçue pour décapiter les Palestiniens – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice