quinta-feira, 29 de outubro de 2026

[PANFLETO] BYA E BARBÁRIE – 11-N: CONTRA A INSTRUMENTALIZAÇÃO DAS NOSSAS NECESSIDADES E LUTAS

 


[PANFLETO] BYA E BARBÁRIE – 11-N: CONTRA A INSTRUMENTALIZAÇÃO DAS NOSSAS NECESSIDADES E LUTAS

 

De novo querem-nos enganar. Acham que somos idiotas. Os sindicatos, invocados pelos seus primos sindicais da habitação, convocaram uma greve geral de um dia para 11 de Novembro. O que poderá isso trazer às dezenas de milhares de pessoas em luta, às mobilizações pela habitação, às da educação em Madrid, às trabalhadoras de pré-escolar na sua greve prolongada, a tantos outros milhares de trabalhadores em luta que estão a defender as suas condições de vida deterioradas em conflitos laborais por toda a Espanha? Nada. 

A natureza desta convocatória não engana ninguém: mais uma manobra dos sindicatos e partidos de esquerda para favorecer o governo na próxima convocação eleitoral de 29 de Novembro. Assim sem vergonha. Sem mais. Ao toque de apito saíram para dar um passe de capote ao governo. Quem paga, manda.

O objectivo é manter a tensão das mobilizações contra as condições habitacionais para fagocitar a energia dos acampamentos. Com o aparecimento da primeira tenda na Praça do Sol, em Madrid, Sánchez e os seus assessores saltaram como um mola: «Esta é a nossa deixa. Eleições já. É agora ou nunca». E têm razão, é deles e é agora ou nunca. 

Proclamam aos quatro ventos o crescimento e a prosperidade económica, mas as desigualdades tornam-se cada vez mais evidentes e sangrentas. A maioria da classe operária não chega ao fim do mês. Os contratos precários, que dizimam as condições de vida dos mais jovens, multiplicaram-se desde que o «governo mais progressista da história» está no poder, sob o guarda-chuva da reforma laboral de Yolanda Díaz. Em contrapartida, os lucros empresariais vão de vento em popa.

Mostraram-se completamente incapazes e impotentes para aplicar medidas que resolvam o drama habitacional, mesmo onde tinham todas as alavancas do Estado, o governo autonómico e os municípios, como na Catalunha. Depois de oito anos no governo, voltam com a mesma ladainha. Mas não se lembram de como o presidente do governo convidava os grandes investidores internacionais a entrar no negócio em Espanha, para não falar das portas giratórias no sector imobiliário.

Repete-se insistentemente que estão no «lado certo da História», mas os factos dificilmente o confirmam. Se compararmos a política migratória de Sánchez com a de Meloni, não há diferenças, para não falar de ter ouvido recentemente em Ceuta diversos ministros a dizer que todos os imigrantes que entraram vão voltar a sair de Espanha. Quanto ao aumento do militarismo, o governo espanhol também não se distingue dos seus homólogos europeus. A tão anunciada oposição ao aumento de 5% do gasto militar exigido por Trump acabou por resultar em investimentos em armamento que bateram recordes.

CC.OO., UGT e os partidos parlamentares da esquerda do capital convocaram esta greve do dia 11 com o objectivo tácito de aquecer os ânimos e criar a ilusão de que a 29 de Novembro a esquerda pode ganhar as eleições, algo em que eles próprios não acreditam e de que não se preocupam. Quando se dissipou o som celestial das trombetas da Unidade… apareceu o mais prosaico «eu vim aqui para falar do meu assunto» e «eu para o Congresso e tu para o Senado». É assim que são estes sem-vergonha.

Por outro lado, as organizações da “extrema esquerda” afirmam que obrigaram essas a convocar a greve geral. Como de costume, auto-enganam-se, o que acima de tudo gera falsas expectativas. São as necessidades eleitorais que ditam o ritmo.

Mas acreditamos que há motivos para uma greve real, não uma instrumentalizada pelos aparelhos sindicais e pelo governo para os seus próprios interesses. Temos motivos mais do que suficientes para isso, pelas misérias que padecemos hoje e pela ausência de perspectivas para o futuro da nossa classe, seja qual for a nossa idade, género ou origem. Mas uma greve real só se pode preparar a partir de um verdadeiro movimento de classe que construa assembleias autónomas, um local de tomada de decisões, de auto-organização, sem qualquer tipo de delegação, aberto ao debate e à participação de todos os trabalhadores e trabalhadoras, sem separações entre categorias ou funções.

Porque de uma coisa podemos ter a certeza: na luta não estamos sozinhos. Os nossos problemas são os problemas de toda a nossa classe, por isso não podem ser resolvidos através de nenhuma luta sectorial. As divisões que o capital nos impõe apenas nos enfraquecem. Perante elas, expandir a luta é uma necessidade vital.

Auto-organizarmo-nos. Expandir a luta. Na rua, nos locais de trabalho ou estudo, nos bairros; torná-la global: os problemas que nos afligem não podem ser separados uns dos outros. A habitação, as condições salariais, a precariedade, o mal-estar emocional, a crise climática ou a ascensão do militarismo são sintomas de uma mesma doença que só podemos enfrentar de forma global.

É o capitalismo ou nós. Não há meio-termo. E contra o capitalismo não podemos lutar com os seus próprios instrumentos de dominação, mas afirmando-nos com toda a força da nossa classe quando se ergue, quando luta unida e retoma as rédeas da sua luta para se libertar do sistema que a mantém na miséria.

 

Fonte: [Octavilla] ByA y Barbaria – 11-N: contra la instrumentalización de nuestras necesidades y luchas – Barbaria

Este panfleto foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Ucrânia. A CIA está a tornar-se mais agressiva. Starlink e os ataques às refinarias. Perdas ainda maiores para a Ucrânia.

 Ucrânia. A CIA está a tornar-se mais agressiva. Starlink e os ataques às refinarias. Perdas ainda maiores para a Ucrânia.

29 de Outubro de 2026 Robert Bibeau

Por Moon of Alabama – 24 de Outubro de 2026


A CIA na Ucrânia

A revista The Atlantic analisa o papel actual da CIA na guerra na Ucrânia.

Em 2014, imediatamente após a deposição do governo eleito da Ucrânia por um golpe de Estado de extrema-direita, a CIA estabeleceu mais de uma dúzia de postos avançados na Ucrânia para fomentar distúrbios e espionar a Rússia.

Como mencionado de passagem no artigo citado abaixo: “  A CIA ajudou a construir o moderno aparelho de inteligência da Ucrânia após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014.  ” Ela treinou uma nova geração de espiões ucranianos. O mais famoso deles é o actual chefe do gabinete presidencial, o general Kirill Budanov.

O papel da CIA no conflito só se intensificou desde então.

 

O homem no centro da política profundamente controversa de Trump para a Ucrânia ( arquivo ) – The Atlantic, 23 de outubro de 2026

Enquanto [Trump se desentendeu com Zelensky], a comunidade de inteligência americana não demonstrava qualquer intenção de diminuir o ritmo na luta para defender a Ucrânia da agressão russa. Munidas de informações fornecidas pelos Estados Unidos , as forças armadas ucranianas lançaram ataques em território russo. E os satélites espiões americanos fornecem alertas antecipados sobre mísseis e drones. Entre os militares americanos em solo ucraniano, "  a CIA está na vanguarda  " , disse-me um oficial superior aposentado que visita a Ucrânia com frequência. Pelo contrário, na visão de Trump, os ucranianos, com a ajuda da CIA, tornaram-se demasiado eficazes em prejudicar a Rússia.

A política do governo é profundamente conflituosa, e talvez ninguém entenda isso melhor do que John Ratcliffe, director da Agência Central de Inteligência (CIA). Ele tem um pé em cada mundo: assessora um presidente que está constantemente em desacordo com os líderes ucranianos e dirige uma agência crucial para a sobrevivência da Ucrânia . Um oficial de inteligência nos países bálticos, que trabalha em estreita colaboração com os americanos para combater a influência russa, disse-me que, embora você jamais imaginasse isso pela retórica de Trump, as operações da CIA agora são " muito mais agressivas " do que eram durante o governo Biden.

John Ratcliffe, CIA

Independentemente do que Trump diga sobre a Ucrânia, é a CIA que está a fazer o trabalho de base e a liderar o verdadeiro combate. Mas, como o próximo ponto demonstra, isso não significa que a CIA não esteja a seguir os desejos do presidente.


Starlink e ataques ucranianos a refinarias russas

Na semana passada, escrevi sobre como a Ucrânia lançou ataques provocatórios contra a infraestrutura petrolífera russa, contrariando os desejos expressos abertamente pelo presidente dos EUA. (Trump quer que a Rússia exporte petróleo e diesel para baixar os preços nos mercados mundiais.)

No dia seguinte, a Ucrânia enfrentou problemas repentinos no controle dos seus drones e mísseis através das conexões de satélite Starlink/Starshield fornecidas pelos EUA. Isso causou considerável confusão pública.

O Starshield é a versão militar criptografada especial do serviço de acesso à internet civil Starlink. O Pentágono fornece o Starshield à Ucrânia.

Pelo que sei, nenhum dos dois serviços pode ser usado actualmente para ataques na Rússia. No entanto, a Ucrânia já utilizou esses serviços para ataques com drones contra forças russas em território ucraniano.

A Ucrânia utilizou versões civis do Starlink com antenas menores para direccionar drones de alta velocidade contra alvos russos em território ucraniano. Os termos de serviço do Starlink proíbem o seu uso em velocidades superiores a 160 km/h (100 mph). (Velocidades mais altas exigem trocas de satélite mais frequentes e rápidas. Um serviço Starlink muito caro para aeronaves comerciais permite velocidades maiores.) No entanto, o limite de velocidade não foi aplicado.

Quando os ucranianos desafiaram o presidente, a Starlink de Elon Musk repentinamente limitou o serviço ao que seus termos de serviço permitiam. Os ucranianos perderam a conexão com os seus drones de alta velocidade.

Nem o presidente dos EUA, nem o Pentágono, nem a Starlink de Elon Musk fizeram nada de especial para desconectar a Ucrânia. Mas enviaram uma mensagem.

O jornal Strana informa que , desde o início da redução do serviço Starlink, os ataques ucranianos contra refinarias russas cessaram:

A Ucrânia não ataca refinarias de petróleo russas há mais de uma semana. O último ataque relatado à refinaria de Ryazan ocorreu na noite de 16 de Outubro.

Segundo relatos, Kiev retomou esses ataques em 14 de Outubro, no mesmo dia em que a Rússia, após um longo hiato, anunciou ataques contra duas refinarias de petróleo. Nesse mesmo dia, militares ucranianos começaram a notar uma queda acentuada na velocidade da sua conexão Starlink.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia declarado que os Estados Unidos exigiram que a Ucrânia se abstivesse de atacar refinarias russas como parte do acordo sobre o diesel entre Washington e Moscovo . Veículos de imprensa noticiaram que essas condições foram apresentadas à delegação ucraniana durante as negociações em Miami, em 10 de Outubro.

Durante vários dias depois disso, nenhum ataque contra refinarias foi realizado, apesar das críticas de Zelensky às exigências de Trump. Ele anunciou então que a Ucrânia retomaria os seus ataques contra refinarias de petróleo russas. No entanto, como se pode ver, dois dias depois, esses ataques foram suspensos novamente.

Autoridades ucranianas agora afirmam que os seus problemas com o Starlink foram resolvidos. Teremos que esperar para ver como isso afectará os ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa. Suspeito que não haverá mais nenhum.


vítimas de guerra

Houve longas discussões sobre as baixas de guerra tanto do lado ucraniano quanto do russo. Quantas pessoas foram e estão a ser mortas ou feridas em cada lado?

A minha intuição, desde o início da guerra, é que o lado ucraniano está a perder muito mais pessoas do que os russos. A propaganda ocidental afirma o contrário. Veículos de comunicação financiados pelos EUA, como o Mediazona, alegam fornecer números "  neutros ". Mas esses números ainda me parecem muito altos para o lado russo.

Em Fevereiro de 2026, a Universidade Nacional de Defesa da Finlândia publicou uma colectânea de estudos sobre a guerra na Ucrânia:

A Guerra da Rússia Contra a Ucrânia – O Futuro Desenvolvimento Militar da Rússia – Pentti Forsström (org.)

Um certo Alexander Grable escreveu o Capítulo 12 do relatório (página 149): PERDAS IRREMPTIVAS: ESTIMATIVA DE PERDAS NA GUERRA RUSSO-UCRÂNIA. (Há também uma apresentação em vídeo .)

A análise é bem fundamentada e bastante detalhada.

A sua conclusão:

As evidências apresentadas demonstram que as perdas de mortos/desaparecidos em combate russos são muito provavelmente menores do que as estimadas anteriormente pela maioria das fontes, e que as perdas ucranianas são muito provavelmente maiores do que as estimadas anteriormente pela maioria das fontes. Além disso, as evidências apresentadas neste artigo sugerem fortemente que as perdas de mortos/desaparecidos em combate ucranianos são maiores do que as perdas russas, tanto em termos relativos quanto absolutos.

As minhas análises ao longo da guerra são consistentes com essa posição.

Moon of Alabama

Traduzido por Wayan, revisto por Hervé, para o The Saker Francophone.  Ucrânia. A CIA está a tornar-se mais agressiva. Starlink e os ataques às refinarias. Perdas ainda maiores para a Ucrânia | The Saker Francophone

 

Fonte: Ukraine. La CIA devient plus agressive. Starlink et les frappes sur les raffineries. Pertes plus élevées pour l’Ukraine – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice


Lixo político, ou quando o partido "socialista" promove um neo-conservador, torturador, Raphaël Glücksmann.

 


Lixo político, ou quando o partido "socialista" promove um neo-conservador, torturador, Raphaël Glücksmann.

29 de Outubro de 2026 Robert Bibeau

Por FCI, VT e Resistência 71

 

O caso de Raphaël Glücksmann leva-nos às profundezas do circo político. Não estamos mais a testemunhar a farsa ridícula de palhaços a disputar o poder; mergulhamos na mais completa desgraça. O que está prestes a ler é desprezível, não há outra palavra para descrevê-lo, e revela a evolução criminosa e mafiosa das carreiras políticas a um nível talvez nunca antes visto. O caso Glücksmann é um exemplo clássico pós-moderno da decadência do mercado estatal... Certamente, há muito o que dizer sobre a corrupção política e sobre qual desses fantoches não tem esqueletos no armário, mas aqui, realmente chegamos ao fundo do poço... Este outro "filho da…", portanto, apresenta o perfil típico do psicopata que a oligarquia do sistema de mercado estatal quer implantar em todo o Ocidente imperialista decadente, na fase terminal da sua jornada, para melhor implementar a agenda da ditadura tecnotrónica.

Vamos resumir da forma mais concisa possível o cinismo da sua "jornada" até chegar ao ponto em que se encontra hoje: o candidato oficial do Partido Socialista francês neo-liberal e traidor, que só foi "socialista" no nome, usurpado há décadas, e, portanto, seu representante nas eleições presidenciais de 2027. Inacreditável! Um vilão de filme B... mas de verdade!

Ele é filho de André Glücksmann, figura proeminente daquela pequena e iníqua camarilha conhecida na época como “os novos filósofos”, ao lado de outro grande falsificador e sumo sacerdote do sionismo na França: Bernard-Henri Lévy , amigo da família, é claro. O próprio Glücksmann era “maoísta” em Maio de 1968 e, gradualmente, auxiliado pelo enriquecimento burguês corruptor, abraçou o neo-liberalismo e, finalmente, o neo-conservadorismo, um grande defensor do império anglo-americano-sionista, cuja ideologia dominante é essa. O jovem Glücksmann cresceu nesse meio de esquerdistas ao estilo ianque. Ele criou uma espécie de think tank à francesa, “Études sans frontières” (Estudos sem Fronteiras), com seu pai, Lévy, e outros agentes imperialistas. Essa entidade é financiada pela Fundação Soros, pela Prefeitura de Paris e pela região da Île-de-France — ou seja, por fundos privados de um bilionário conhecido por financiar “revoluções coloridas” (incluindo as da Geórgia e da Ucrânia, veja o artigo a seguir), ligado à CIA, e por fundos públicos franceses, ou seja, dos contribuintes franceses da região da Île-de-France. (Fonte: AFP, Julho de 2005). Ele usa o seu think tank para viajar aos Estados Unidos e visita Washington, D.C. O jovem Glücksmann menciona o seu “mentor” ianque, John McCain, um congressista republicano e um dos piores belicistas e sionistas que a América moderna já conheceu, juntamente com aquele outro oportunista, Lindsey Graham. Dois canalhas que agora estão mortos e enterrados.

Os seus círculos políticos são subservientes ao império anglo-americano-sionista. Raphaël Glücksmann também é membro do "Cercle de l'Oratoire", um grupo neo-conservador e fervorosamente pró-americano que promove agendas ianques e sionistas e é fundamental e visceralmente anti-russo. É nesse contexto que, em 2008 e nos anos seguintes, Glücksmann se viu numa missão ordenada pelos seus mestres na Geórgia, após um golpe de Estado/"revolução colorida", a chamada "revolução rosa" orquestrada pela CIA (Soros, NED, USAID), e como conselheiro do ditador recém-empossado, o altamente psicótico Saakashvili, o homem que come a própria gravata... O resto, horripilante e estarrecedor, segue abaixo, mas lembre-se de uma coisa... Um candidato "socialista", neo-conservador, belicista e torturador (veja abaixo) está a ser imposto ao povo francês na próxima eleição presidencial. Isto deixou de ser uma piada e tornou-se arte grotesca. Se isto não for mais do que uma farsa, mas sim uma descida completa à mais abjecta ignomínia, então nada é, nem jamais será, abjecto. Este é o nível de depravação a que este sistema de mercado estatal moribundo chegou. Retiremos o nosso consentimento a esta vasta e criminosa farsa. O circo político só coloca lacaios no poder; é ainda pior quando se consideram lacaios psicopatas como Glucksmann — o melhor que a oligarquia produziu desde "Sarkozy, o Americano".


Votar é abdicar, votar é validar o sistema que nos oprime, votar é consentir que idiotas e psicopatas descartem as nossas vidas como bem entenderem. Dizemos: Foda-se esses palhaços! E…

Abaixo o Estado! Abaixo as mercadorias! Abaixo o dinheiro! Abaixo o trabalho assalariado!

Viva a Comuna Universal das associações livres!

Leia e compartilhe sem qualquer moderação. Isso está totalmente dentro dos limites da saúde pública.

Resistência 71

VEJA o artigo completo em:   RESISTÊNCIA 71

https://resistance71.wordpress.com/2026/10/28/

 

Fonte: Fond de poubelle politique ou quand le parti «socialiste» promeut un néo-con, tortionnaire, Raphaël Glücksmann – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




A verdade por trás dos escombros: a media durante o genocídio em Gaza.

 


A verdade por trás dos escombros: a media durante o genocídio em Gaza.

29 de Outubro de 2026 Robert Bibeau



26 de Outubro: Francesca Albanese apresenta seu relatório mais recente na sessão plenária da Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU.

 

 

No dia 26 de outubro, às 15h, a Relatora Especial das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinianos ocupados desde 1967, Francesca Albanese , apresentará seu relatório mais recente, " A Verdade Sob os Escombros: A Media em Tempo de Genocídio" , durante a 28ª sessão plenária da Terceira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O relatório completo, em francês, está disponível aqui em formato PDF:
Relatório de Francesca Albanese (ONU) sobre a Palestina - N.º 2618720

Pode assistir a esta sessão ao vivo em francês aqui: https://webtv.un.org/fr . E pode encontrar a gravação no mesmo local caso perca a sessão ao vivo.

Observe também que Francesca Albanese dará uma conferência de imprensa sobre o seu relatório amanhã, 27 de Outubro, às 14h, que também poderá assistir ao vivo no mesmo link: https://webtv.un.org/fr .

Para uma breve visão geral do relatório, pode consultar este comunicado de imprensa da Coligação Quebec URGENCE Palestina, da qual o Colectivo é membro.

 

Fonte: La vérité sous les décombres : les médias au temps du génocide à Gaza – les 7 du quebec

Este introito foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




quarta-feira, 28 de outubro de 2026

As guerras de Trump serão a gota d'água para a arquitectura financeira mundial.


As guerras de Trump serão a gota d'água para a arquitectura financeira mundial.

28 de Outubro de 2026 Robert Bibeau



Por Alastair Crooke. Sobre as guerras de Trump: podem ser a gota d'água para a arquitectura financeirizada do Ocidente | The Saker Francophone

Em quase todos os lugares, cresce a sensação de que o projecto económico liberal ocidental está à beira do colapso. Isso é evidente nas ruas de Paris. Mas também é visível nos Estados Unidos, onde o compromisso do presidente Trump com a guerra contra o Irão parece estar a prejudicar as chances dos republicanos nas eleições de meio de mandato do próximo mês. Ninguém pode prever como Trump escolherá governar se os eleitores se voltarem contra ele; no entanto, uma presidência marcada por raiva, frustração e instabilidade é altamente provável nos próximos dois anos.

Talvez a chave para entender a actual turbulência na França esteja em 2024: o ciclo eleitoral francês começou com uma votação no Parlamento Europeu, onde a Reunião Nacional (RN), de direita, liderada por Le Pen, obteve uma vitória decisiva. A RN conquistou 30 cadeiras (31,37% dos votos), enquanto o Ensemble (coligação do presidente Macron) obteve apenas 13 cadeiras (14,6% dos votos).

Após a retumbante derrota da sua coligação centrista, Macron dissolveu imediatamente a Assembleia Nacional Francesa e convocou eleições legislativas antecipadas. Essas eleições resultaram num parlamento suspenso sem precedentes, dividido em três blocos políticos principais, sem que nenhum grupo conseguisse os 289 assentos necessários para a maioria absoluta. Foi, e continua a ser, um impasse.

Embora o Rassemblement National de Le Pen tenha liderado a primeira volta das eleições legislativas, as desistências tácticas de candidatos centristas e de esquerda na segunda volta alteraram o cenário final graças a uma "manipulação" (legítima) da votação táctica, concebida para garantir que o RN não vencesse a segunda volta, apesar de estar na liderança na primeira volta.

Os recentes distúrbios violentos em Paris estão ligados aos resultados das eleições francesas de 2024. As eleições criaram um parlamento fragmentado e paralisado, que Macron esperava manipular. Isso alimentou a crescente indignação pública com a recusa da elite governante europeia em assumir a responsabilidade pelos seus erros — erros que desencadearam a crise económica europeia.

Os principais aspectos da crise francesa — imigração descontrolada, serviços públicos precários e aumento do custo de vida — são comuns a praticamente todas as principais economias liberais. Em suma, embora os problemas económicos associados aos países ocidentais possam parecer ter características nacionais próprias, todos eles têm raízes mais profundas na resposta ocidental à Grande Crise Financeira de 2008.

O facto é que essas contradições e tensões estão a atingir o seu auge com os conflitos interdependentes na Ucrânia, Irão e Iémen-Arábia Saudita, que agora ameaçam levar a crise económica a um nível totalmente novo, uma crise financeira que poderia conduzir a um colapso sistémico.

O facto de a crise ter atingido o seu auge agora decorre da procura simultânea de dois objectivos contraditórios: por um lado, a manutenção de um Estado de bem-estar social dispendioso e, por outro, a realização de guerras destinadas a manter a posição do Ocidente, segundo Marco Rubio , na "cabeça do mundo". São essas guerras que, previsivelmente, causaram o disparar do custo de vida e drenaram os orçamentos da maioria das economias liberais.

O erro de cálculo de Trump ao lançar a sua guerra contra o Irão aumentou significativamente a pressão sobre o custo de vida, através do disparar dos preços dos combustíveis e da energia, o que, por sua vez, exerceu uma pressão ascendente constante sobre as taxas de juros e o mercado de títulos. O facto de Trump (ainda que de forma inconsistente) continuar a apoiar a guerra na Ucrânia — apesar do ónus financeiro ter sido transferido para a Europa — simplesmente ultrapassou os limites orçamentários europeus.

As pressões orçamentárias são evidentes em todos os lugares, na Europa e além, exercendo forte pressão sobre outras formas de gastos públicos, como educação e saúde. Ao mesmo tempo, grandes áreas do coração industrial da Europa foram devastadas. O desemprego, particularmente entre os jovens, disparou. Só a Alemanha perdeu quase meio milhão de empregos industriais nos últimos seis anos. Nem a Europa nem os Estados Unidos são, em geral, competitivos em termos de preço actualmente. A inflação energética tornou muitos mercados mundiais de exportação inacessíveis.

A classe política no mundo ocidental atingiu índices de aprovação extremamente baixos. O desespero e a raiva populares estão em ascensão. O ressentimento está latente. Surgiu primeiro na França, mas outros países em breve vivenciarão o mesmo.

A crise irá agravar-se posteriormente. O Irão e o Ansar Allah armaram a sua armadilha energética contra Trump. Não existem soluções fáceis ou óbvias. Aliás, se a situação for mal administrada e prolongada por uma escalada militar dos EUA ou de Israel, ela agravará significativamente a crise económica ocidental, já que o Irão retaliará contra a infraestrutura energética do Golfo. E, considerando os longos atrasos envolvidos na reconstrução de uma infraestrutura petrolífera altamente complexa, uma escassez estrutural de combustível levará, sem dúvida, a danos crescentes nas linhas de suprimento mundiais. O mesmo se aplica aos ataques do Ansar Allah à infraestrutura energética saudita .

No caso da Ucrânia, a habitual interpretação errónea da Rússia por parte dos europeus prendeu a Europa numa armadilha na qual ela própria caiu. Em 2022, os líderes europeus acolheram a Ucrânia e Zelensky de braços abertos, encarando a Ucrânia como um projecto interessante, baseado em padrões e liberal, que poderia dar à Europa o sentido de propósito e direcção que tanto a NATO como a UE não possuíam. É claro que a perspectiva de que as sanções europeias pudessem eventualmente depor o Presidente Putin do poder — por mais equivocada que fosse — oferecia a tentadora perspectiva de disponibilizar o petróleo e os recursos naturais da Rússia para exploração europeia.

“O efeito material de tudo isso ” , escreve Aurélien, “foi que a Europa se tornou cada vez mais ávida por colonizar um espaço político que historicamente era controlado pela Rússia”, o qual seria integrado no crescente “espaço” liberal a oeste da Rússia. A hostilidade russa em relação a essas ambições europeias explícitas tem sido tendenciosamente atribuída à nostalgia russa pelo seu império…

Contudo, como observa Aurélien :

“Os russos não viam o período pós-meados da década de 1990 dessa forma. O que eles viam era a perda de controlo sobre o que antes era um valioso espaço estratégico, sem meios óbvios de recuperá-lo. É por isso que as ideias de um ‘ cessar-fogo’ e de algum tipo de divisão geográfica da Ucrânia não deram em nada e não darão. O jogo mudou e os riscos são muito maiores do que antes. Em 2022, os russos provavelmente teriam aceitado uma Ucrânia verdadeiramente neutra, sem forças estacionadas e com extremistas nacionalistas excluídos do governo.”


Não há qualquer chance disso acontecer agora, e interpreto o actual bombardeamento de Kiev como parte de uma estratégia operacional destinada a destruir o país como uma entidade viável — para que não possa mais ser usado no futuro como base para operações militares. Pontes, sistemas de comunicação, portos, produção e distribuição de electricidade, redes de transporte, instalações industriais e aeroportos, entre outras coisas, serão destruídos… Não há nenhum sinal de que o Ocidente entenda isso. Eles não entendem porque não percebem que a estratégia russa agora vai muito além da Ucrânia e visa banir o espectro de um potencial ataque do "espaço" ocidental da Rússia durante pelo menos uma geração, talvez mais.


Essa é a armadilha que liga todos esses conflitos aparentemente separados: a ambição do Ocidente de "manter a sua posição à frente do mundo" quando, na realidade, encontra-se numa fase de declínio e "implosão" dos orçamentos fiscais.

O projecto ucraniano chegou a um impasse; não apenas no campo de batalha, mas também porque a Europa está com dificuldades financeiras. É impossível para a Europa desembolsar mais 155 mil milhões de dólares .

Da mesma forma, é impossível para as economias liberais ocidentais sobreviverem a uma guerra prolongada contra o Irão e os houthis. Os europeus estão a encarar o abismo económico. Estaria o Ocidente preparado para aumentar o risco de uma revolução interna violenta simplesmente para evitar a capitulação diante do Irão ou da Rússia?

Alastair Crooke

Fonte: Conflicts Forum via Le Saker Francophone


Normand Bibeau

Um ditado popular ensina: «Diz-me quem o disse e o que disse, e eu dir-te-ei o que isso vale.» Quem é Alastair CROOKE, quem o disse? Um ex-agente do MI6 britânico; conselheiro de segurança de Javier Solana para a União Europeia no Médio Oriente (1997-2003); diplomata «negociador» de cessar-fogo falso entre os SIONAZI$ ISRAELITAS e o Hamas; fundador e director do «Conflicts Forum», uma ONG dedicada a «promover o diálogo entre as potências ocidentais opressoras e os movimentos islâmicos remanescentes», enfim, um currículo preocupante quanto ao valor do seu prognóstico.

Dito isto, o que é que ele diz?

«O projecto liberal ocidental está prestes a desmoronar» e atribui a responsabilidade à «resposta ocidental à Crise Financeira de 2008», que estaria a atingir o seu «apogeu com os conflitos interdependentes na Ucrânia, no Irão e no Iémen-Arábia (arriscando) levar a crise económica a um nível totalmente diferente, uma crise que poderia resultar num colapso sistémico (prosseguindo) «dois objetivos contraditórios seguidos simultaneamente: por um lado, manter o Estado social dispendioso e, por outro, envolver-se em guerras destinadas a manter o lugar ocidental, segundo Marco Rubio, ´à cabeça do mundo’».

O que é que "isso vale?" 

Não é preciso ter inventado os botões de 4 furos para diagnosticar que "o projecto liberal ocidental está prestes a desmoronar", mas estaremos a falar de um "projecto liberal ocidental" como ele escreve ou de um "projecto capitalista mundial"? 

Se se tratasse de um "projecto liberal ocidental prestes a desmoronar" devido à "crise da dívida", como explica que a "crise da dívida" que ameaça o mundo "ocidental" afecta tanto o mundo "oriental", enquanto o seu "desafiante" chinês, com a sua dívida soberana e privada estratosférica de 294% do seu PIB, é superior à dos EUA, que é de 246% do seu PIB?

Na realidade, para além da propaganda goebeliana, a «crise da dívida» capitalista é mundial, com uma «dívida soberana e privada mundial de 235% do PIB mundial, ou 251.000 mil milhões de dólares U$». (ref: Fundo Monetário Internacional, imf.org, 17/09/2025; Global Debt Monitor, 2024).

Crooke situa «o começo do início» do «colapso do projecto liberal ocidental» na «crise financeira de 2008», mas quais foram as consequências mundiais dessa «crise financeira»?

A SUIVRE.

Robert Bibeau

EM COMPLEMENTO: https://ssofidelis.substack.com/p/le-projet-ukraine-de-la-cia-le-conflit

 

Fonte: Les guerres de Trump seront la goutte qui fera déborder le vase de l’Architecture financiaire mondiale – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice