segunda-feira, 20 de julho de 2026

O proletariado do Oriente perante as guerras imperialistas

 


O proletariado do Oriente perante as guerras imperialistas

20 de Julho de 2026 Robert Bibeau



Por Robert Bibeau e Normand Bibeau.

Imperialismo, a fase final do capitalismo

O imperialismo moderno, também chamado de "globalização/mundialização ou Nova Ordem Mundial" (sic), é caracterizado pela unificação das diferenças entre clãs políticos (liberais, democratas, totalitários, fascistas, terceiro-mundistas) e as diferentes facções do grande capital mundial, cujas múltiplas guerras de mandatários revelam o estado de progresso ou maturação económica e política nacional, regional e mundial dentro da grande entidade imperial internacional. Cada aliança imperialista é articulada em torno de um polo hegemónico e cada uma das alianças e todas as facções imperiais em guerra disputam a partilha e o saque da riqueza comum.

Imperialismo, o estágio supremo do capitalismo segundo Lenine

1) Aconcentração da produção e do capital num grau de desenvolvimento tão elevado
que criou monopólios e holdings, que desempenham
um papel decisivo na vida económica nacional e mundial.

2) Fusão do capital bancário e do capital industrial, e criação, com base
neste "capital financeiro", de uma oligarquia financeira parasitária.

3) A exportação de capital, ao contrário da exportação de
bens, assume uma importância muito especial
[
não confundir com fuga de capitais e optimização fiscal
em paraísos fiscais].

4) Criação de uniões internacionais monopolistas de
capitalistas concorrentes que lutam pelo mundo, pelos seus recursos e mercados.

5) Divisão territorial do globo entre as grandes potências capitalistas.


O imperialismo é um capitalismo que atingiu uma fase de desenvolvimento
em que a dominação dos monopólios e do capital
financeiro foi afirmada, onde a exportação de capital adquiriu grande importância
onde começou a divisão do mundo entre
trusts internacionais [ou seja, onde os trusts estão acima dos estados e onde os
estados e os lacaios políticos que governam esses estados são os mandatários,
os cavalos dos trusts e monopólios], e onde foi concluída a divisão de todo o território do
globo entre as maiores potências capitalistas.

Fonte: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O imperialismo é o estádio supremo do modo de produção capitalista (MPC)

Capitalismo na sua fase imperialista máxima

O imperialismo capitalista moderno caracteriza-se por alguns princípios económicos. O imperialismo moderno é, antes de mais, a monopolização da posse dos meios de produção, intercâmbio e comunicação. Monopolização não significa a redução da concorrência, mas pelo contrário a sua exacerbação. Sob o imperialismo capitalista moderno, a guerra comercial continua a decorrer entre enormes fundos multi-nacionais, holdings e cartéis integrados através da bolsa de valores (o mercado financeiro) e dos mercados.

O imperialismo capitalista moderno é também a concentração de riqueza – de património social – de recursos e de "Capital" nas mãos de alguns milhares de capitalistas financeiros mundiais multibilionários e sem Estado.

É também a integração de todos os sectores industriais, comerciais e financeiros da cadeia de produção numa única economia política mundializada, integrada e interdependente. Esta integração torna muito difícil para potências imperiais concorrentes boicotar ou impor sanções económicas contra uma potência, como a Rússia, o Irão ou a China.

O imperialismo moderno é também a globalização/mundialização dos meios de produção (das forças produtivas humanas em particular) que o Capital move de um continente para outro como escravos assalariados ou refugiados económicos. O imperialismo capitalista gera a mundialização da economia e das relações sociais de produção. Esta característica conduz à desintegração cultural, ao caos social e à transferência de tecnologias de um mercado para outro, bem como à relocalização das unidades de produção em busca dos salários mais baixos e das piores condições de exploração do proletariado. (Fonte: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: DA INSURREIÇÃO POPULAR À REVOLUÇÃO PROLETÁRIA).

O imperialismo capitalista moderno é, em última análise, a financeirização das trocas e a terciarização dos empregos, por vezes precárias e parasitárias (não produtivas de mais-valia), daí a precariedade dos empregos e o empobrecimento das massas populares. (Fonte: Da Insurreição Popular à Revolução Proletária – Robert Bibeau, Khider Mesloub).

As condições e contradições que geram a revolução proletária

Esta homogeneização, esta integração mundial da cadeia de produção capitalista cria as condições e contradições para o surgimento da classe proletária revolucionária, unificada e internacionalista... Em cada uma das entidades nacionais chauvinistas burguesas, em cada um dos países (Estado-nação) dos quais o proletariado terá de se libertar completamente se quiser derrubar o poder político e económico do capital mundializado não só ao nível do Estado/nação, do país, mas também a nível regional, continental e internacional.

As Guerras do Capital contra o Trabalho

Teses marxistas modernas relativas a guerras imperialistas interligadas, seja na frente latino-americana (Cuba, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Argentina, etc.), ou na frente do Sudeste Asiático (Taiwan, Myanmar, Cambodja, Laos, Coreia, China, etc.), ou na frente do Cáucaso (Arménia, Azerbaijão, Geórgia, Rússia), na frente do Médio Oriente (Estado pária de Israel, Palestina, Irão, Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Omã, Iémen, EAU, etc.), na frente da Ásia Central (Índia, Paquistão, Afeganistão, Turquia, etc.), nas múltiplas frentes de procuração africanas, ou na frente europeia em torno do proxy ucraniano (Ucrânia, Rússia, Estados Unidos, União Europeia). Em todas estas frentes de guerra de classes, o grande capital imperial trava uma guerra de desgaste não para superar o capitalismo e propor uma alternativa sistémica a este sistema moribundo, mas para esmagar toda a resistência ao modo de produção capitalista, às resistências burguesas locais, nacionais e regionais e, acima de tudo, às resistências antagónicas e internacionalistas dos trabalhadores/proletários, e para identificar um novo hegemon mundial capaz de substituir o antigo Hegemon americano em declínio.

Algumas guerras de proxys em curso

O governo iraniano de Pezheskian é um governo ao serviço do grande capital iraniano, tal como os "Guardiões da Reacção Islâmica", Putin, Xi e associados que negoceiam com as próprias pessoas que massacram os povos do Oriente.

Assim, o governo iraniano vende petróleo aos chineses, que são os principais fornecedores de bens para o SIONAZI$; Putin vende petróleo aos chineses que fornecem aos UKRONAZI$ peças para drones FPV e assim por diante na pirâmide da exploração imperialista, como provado, com números a apoiar, pela natureza imperialista destas guerras de pilhagem e pilhagem através dos proxys e lacaios nacionais chauvinistas, racistas e burgueses.

Lenine demonstrou claramente a "competição" e "rivalidade" dos imperialistas, mas o imperialismo desde então "evoluiu" e atingiu o mais alto nível do imperialismo: a "globalização/mundialização" que, devido à própria interpenetração do capital financeiro e dos monopólios dentro das economias capitalistas, como demonstrado pelo complexo militar-industrial que beneficia TODOS os capitalistas, mesmo aqueles de um Estado não beligerante no campo de batalha militar (Suíça, França). A quadratura do círculo capitalista é alcançada e o paradoxo da "guerra/lucro" através dos monopólios financeiros mundiais concorrentes é realizado.

Incrível, não é? A economia russa fornece energia aos complexos militar-industriais chinês e europeu que fabricam drones e bombas que matam carne para canhão, soldados russos, com a bênção de Putin e do seu "amigo ilimitado" Xi Jinping, o auge do capitalismo monopolista estatal: "bu$$ine$$ como habitual" e "não há nada pessoal, estes são assuntos do grande capital imperial." É repugnante ouvir Putin dizer publicamente em São Petersburgo: "Estamos prontos para vender petróleo a todos"... até àqueles que armam os UKRONAZI$ que matam soldados russos na Ucrânia."


"PODIAM ESCOLHER ENTRE A GUERRA E A DESONRA;
ESCOLHERAM A DESONRA, TÊM A GUERRA".

Os oligarcas do governo iraniano pezeshkiano, o Corpo da Guarda da Reaccionária Islâmica ("IRGC"), Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Ansar Allah, OLP, Forças de Mobilização Popular do Iraque, milícias sírias, etc., o que a propaganda imperialista mundial chama: o "Eixo da Resistência Islâmica", que representa uma população mártir de mais de 195 milhões com um "exército" DEFENSIVO de 1.150.000 combatentes mobilizados e armados e uma reserva mobilizável de 5 milhões de combatentes que enfrentam um exército OFENSIVO de YANKEE$ de ocupação, de mercenários genocidas israelitas, sauditas, emiratis, jordanianos, kuwaitianos, bahreinitas, libaneses SIONAZI e toda a escória árabe traiçoeira de 730.000 mercenários mobilizados e uma reserva mobilizada de cerca de 1,5 milhões de soldados.

Em suma, uma guerra entre um exército DEFENSIVO de 1,5 milhões contra 730.000 mercenários ofensivos (sic), potencialmente seis milhões contra ~2,2 milhões de combatentes, PERSISTE na sua política de "desonra" ao abandonar traiçoeiramente a iniciativa da guerra aos agressores pérfidos "desta ralé israelita fascista reaccionária e racista" e à escumalha árabe submissa ao imperialismo mundial para " roubar, pilhar, saquearo OURO NEGRO dos povos árabe, palestiniano e iraniano, para os exterminar e enriquecer-se com os seus recursos, o seu sangue e a sua terra.

Como explicar isso senão como traição

A obstinação insana dos "líderes" das forças do "Eixo da Resistência Islâmica" e dos seus fanáticos a soldo para fazer os povos mártires acreditarem em "negociações", "Memorandos", "Tratados", "Acordos", "direito internacional humanitário", uma ONU degenerada e moribunda e outros disparates demagógicas enquanto TODA A HISTÓRIA destes "máquinas imperialistas pérfidas e traiçoeiras que vêm do Império Otomano e depois do Império Britânico" provaram claramente que o seu PROPÓSITO era enganar o "populo" (digamos o proletariado) para melhor o atacar, dominar, explorar.

A agressão imperialista remonta a mais de um século

Quem precisa honestamente da demonstração de que, desde a descoberta de petróleo em 1902 no Irão, o imperialismo ocidental, que ignorou o Império Otomano então no poder desde que os cruzados foram expulsos em 1303 com a queda de Ruad, se comprometeu a apropriá-lo para apropriar-se do OURO NEGRO, em benefício dos mestres capitalistas das multinacionais petrolíferas e gás?

DESDE essa data fatídica para os povos do Oriente, guerras, golpes palacianos, corrupção, subversão, a criação de estados fantoches, petromonarquias familiares medievais obscurantistas, massacres, "negociações", tratados, acordos, memorandos até ao actual genocídio dos povos palestiniano e libanês e guerras intermináveis, seguiram-se sem nunca parar. Os cancros do colonialismo, depois do imperialismo e do sionismo seguiram-se e nunca será de outra forma enquanto o proletariado mundial não derrubar a ditadura desumana do lucro.

Um alvo óbvio, uma vulnerabilidade marcada

Quem pode aceitar honestamente que os "líderes" do "Eixo da Resistência Islâmica" renunciarão ao golpe fatal às usinas de dessalinização de água das bases de ocupação YANKEE, ao estado racista e fascista ISRAELITA e aos estados fantoches petro-monárquicos, um golpe fatal que os tornará inabitáveis e incapazes de lutar e que só lhes aplicará a mesma política que infligem aos palestinianos, aos libaneses e iranianos.

Já os mercenários genocidas SIONAZI$ ISRAELITA$, os seus agentes árabes e os seus patrocinadores YANKEE$ U$/GLOBAL IMPERIALISTS, conscientes desta vulnerabilidade "existencial" destes estados/bases militares fantoches, comprometeram-se a tomar o rio Litani, no sul do Líbano, para completar o abastecimento natural de água potável ao Golã sírio ocupado, que abastece o rio Benias, um afluente do rio Jordão e do Mar da Galileia, duas fontes naturais vitais de água potável roubadas pelo estado genocida pária de Israel.

A burguesia iraniana, ao abandonar a iniciativa de ataques de mísseis, drones e invasão terrestre nas mãos dos IANQUEES IMPERIALISTAS e dos árabes, europeus, asiáticos, turcos, chineses, russos e todos os outros cúmplices imperialistas que prometeram "devolvê-los à Idade da Pedra", "apagá-los do mapa", "atomizá-los"e que os roubam, saqueiam, pilham, punem, deixam-nos à fome, criam sede e se abstêm de bombardear massivamente centrais de dessalinização, bases militares e estados fantoches árabes, condenam o povo iraniano e os povos árabes à "capitulação-submissão" fraudulentamente disfarçada de "vitória", porque a história da humanidade desde a divisão da sociedade em classes sociais antagónicas de exploração do homem por homem, os exploradores NUNCA vão desistir de "roubar, pilhar, saquear e escravizar" para se enriquecerem e perpetuarem a sua vida de riqueza e dominação.

O eixo da capitulação da burguesia árabe remonta a 1948

O que é que o "Eixo da Resistência Islâmica" não teria compreendido sobre a traição do "Acordo de Munique de 1938" e da Segunda Guerra Mundial; a NAKBA; os Acordos de Oslo (sic), violações constantes e ininterruptas de centenas de resoluções da Assembleia Geral da ONU e do Conselho de Segurança condenando Israel; das 55 guerras de agressão IMPERIALISTAS/SIONAZI$ desde 1948; o genocídio dos mártires palestinianos de Gaza; pogroms na Cisjordânia ocupada e Jerusalém Oriental; as agressões pérfidas de 13 de Junho de 2025, 28 de Fevereiro de 2026 no meio das "negociações"; violações constantes do memorando de 17 de Junho de 2026, etc.

Como podem ainda exigir "negociações" com aqueles que juraram subjugá-los ou exterminá-los?

Assim como ensinou Mao Tsé-Tung, à luz da sua experiência de «tentativa de negociações com o Kuomintang» (1945: «Negociações de Chongqing») após a vitória contra o imperialismo japonês e os colaboracionistas chineses: «uma vez que a burguesia chinesa se submetera aos imperialistas contra os interesses do povo chinês, SOMENTE UMA GUERRA TOTAL PODERÁ PERMITIR AO POVO CHINÊS ADQUIRIR A SUA SOBERANIA, e o Exército Popular de Libertação, ajudado pelo seu aliado soviético, travou uma guerra civil TOTAL vitoriosa e expulsou TODOS os imperialistas da China continental, a 1 de Outubro de 1949.»

(fonte: "The Prolonged War" (1938); "Problemas de Guerra e Estratégia" (1938); "Servir o Povo" (1944).

Conclusões

Os povos iraniano e árabe devem saber que, ao promoverem «ameaçar e replicar» e ao renunciar à GUERRA TOTAL por «negociações falsas» e um «acordo» igualmente falso, os traidores burgueses que os dominam não querem libertá-los da sua opressão, da sua exploração, proteger a sua SOBERANIA, mas obter as migalhas da mesa do banquete que os imperialistas mundiais conspiram, massacrando-os, escravizando-os e «roubando, pilhando e saqueando» o OURO NEGRO e isso, ao embolsar alguns milhares de milhões de dólares roubados e uma quota mínima dos lucros que os imperialistas irão realizar ao pilhar o OURO NEGRO do Médio Oriente.

 

Fonte: Le prolétariat d’Orient face aux guerres impérialistes – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




domingo, 19 de julho de 2026

Relatos da vida de um imigrante em Portugal

 


Relatos da vida de um imigrante em Portugal

Permitam-me atribuir um rosto humano à imigração que procura em Portugal um espaço de acolhimento, trabalho, segurança e estabilidade – financeira e securitária, entre outras.

E esse rosto, no caso presente, tem um nome: IBRAHIM JALLOH, vulgarmente conhecido por TISCO (como, aliás, o passarei a tratar a partir de agora). O Tisco, que nasceu em 1967 na Serra Leoa, em África, decidiu imigrar para a Jamaica onde viveu durante alguns anos e onde aderiu à filosofia e modo de vida rasta. É um ser humano bondoso, honesto, solidário, amigo, trabalhador, criativo, que, apesar do que a seguir se relata, continua a acreditar de que todo o homem ou mulher é intrinsecamente bondoso.

Encantado com os relatos de amigos que lhe referiam que Portugal era um país que acolhia muito bem os imigrantes, decidiu vir para o nosso país, faz agora 27 ANOS!!!, Instalou-se em Lisboa à procura de trabalho, estabilidade e segurança, um paradigma para a esmagadora maioria dos imigrantes que escolhem o nosso país para viver e trabalhar.

Começou a trabalhar na construção civil, um trabalho que não exigia grande qualificação. Aforrou o suficiente para seguir o seu sonho: ser estilista. Inscreveu-se na prestigiada escola MODATEX, onde adquiriu, com excelência, as competências para vir a estabelecer-se, por conta própria, como aquilo que o próprio qualifica de artesão da moda aficana, na capital portuguesa.

O seu trabalho é largamente apreciado pela comunidade africana, como o comprova a sua vasta carteira de clientes. Para alcançar esse sucesso e, pelo caminho, assegurar os rendimentos necessários a provir as suas necessidades e, mais tarde, as da sua família, alugou, há mais de 13 anos,no mesmo edifício, sito na Rua dos Anjos, nº 47 e 47-A, uma loja e um pequeno apartamento.

A loja não tem o clássico conceito de porta aberta ao público. Funciona à porta fechada como atelier onde recebe a sua clientela – mulheres, homens e crianças -, propõe os seus modelos conceptuais, retira as medidas para as várias peças de roupa que confecciona – casacos, calças, saias, blusas, camisas, etc. – que seguem para a mesa de corte, depois para a costura e finalmente para a prova e consequente aprovação dos clientes.

Um verdadeiro artesão! Que, como seria de esperar de qualquer criativo, ainda por cima com uma filosofia rasta, não se sente confortável para lidar com tarefas mecânicas e administrativas, como a contabilidade. Para isso, contratou uma contabilista que dá pelo nome de TINA (o seu nome real é outro mas, por motivos legais, não o mencionarei neste espaço).

A dita senhora, como qualquer personagem especializada na “arte” da manipulação, conseguiu aperceber-se das fragilidades do TISCO em matéria de questões de contabilidade e gestão financeira e “tomou de assalto” o acesso às plataformas digitais em que o TISCO estava inscrito, mormente na Segurança Social Directa e na AT (Autoridade Tributária, vulgo Finanças). Com uma frequência estonteante, solicitava ao TISCO transferências bancárias, em montantes variáveis, alegando que se destinavam a pagamentos devidos àquelas entidades.

Entretanto, volvidos alguns anos, e quando começou a ser pressionada para explicitar melhor ao que se destinavam as verbas que exigia, a dita TINA entrou em modo de desaparecida em combate”. E, hoje, só se sabem duas coisas: que ela vive em Braga e que ainda se encontra registada como contabilista na respectiva Ordem.

Depois de complexas diligências para retomar o controlo dos acessos aos sites da Segurança Social e das Finanças, e com a ajuda de um profissional muito conceituado – que tem estado a colaborar com ele pro bono – eis que o TISCO é confrontado com a dura realidade, que desconhecia até então. Estava devedor à Segurança Social de 50  Mil Euros !!! – entre dívida e juros de mora, e a dívida às Finanças ascendia a quase 2 mil euros.

Contactadas de urgência, conseguiu-se estabelecer com ambas as entidades PLANOS PRESTACIONAIS. Só o da Segurança Social – o de mais elevado montante – deverá ser pago em 12 anos. O relativo às Finanças deverá acabar dentro de 4 a 6 mêses e é de um montante infinitamente inferior. Como poderão facilmente imaginar, o esforço financeiro exigido para assumir estes compromissos, a que temos de juntar, rendas da casa e da loja, alimentação e outras despesas comuns – água, luz, comunicações, despesas escolares com os filhos, etc. – é enorme e fragiliza extraordinariamente a programação financeira de qualquer pessoa, sobretudo quando essa pessoa vive, exclusivamente, do seu trabalho.

Pois bem, como um mal parece nunca vir só, desde o início dos anos 20 deste século, emergiu uma nova frente da luta do TISCO. Os herdeiros do prédio onde se insere a sua loja e a sua residência, de forma absolutamente ilegal, decidiram comunicar-lhe que não pretendiam renovar esses contratos. De forma soez e traiçoeira, e perante a reacção do TISCO que procurou apoio jurídico na Junta de Freguesia de Arroios, em Lisboa, “fecharam-se em copas” e não revelaram mais qualquer presumível acção futura. O TISCO foi depositando, a conselho do advogado, as rendas que o senhorio recusava, numa conta aberta na CGD para esse fim.

Foi com grande espanto e consternação, portanto, que no passado dia 16 de Julho de 2026, se deu conta da chegada de uma carrinha de caixa aberta que estacionou, com metade do rodado em cima do passeio, frente à sua loja, o 47A da Rua dos Anjos, em Lisboa. Da carrinha saíram o alegadamente o “novo inquilino” e três operários que este arregimentou para forçarem as grades de protecção da loja, arrombarem e extraírem (com recurso a serra eléctrica) as duas fechaduras da porta de entrada e, depois de assegurado o acesso à loja, começassem a despejar dezenas de grandes sacos com toneladas de entulho para impedirem o acesso à loja e ao seu recheio (que se estima terem entre stock de tecidos, maquinaria diversa e outros equipamentos, uma valor de várias dezenas de milhar de euros). Não fora a exigência do TISCO em que colocassem a corrente e o cadeado que podem ver numa das fotos publicadas e o acesso à loja teria sido altamente facilitado a qualquer “amigo do alheio

Como moro na mesma rua e tenho, por razões humanitárias, ajudado o TISCO a organizar-se e a dar maior coesão e foco à sua vida, este telefonou-me de imediato a alertar-me para o que se estava a passar. Imediatamente, desloquei-me ao local da “invasão” e confrontei os alegados invasores. Um gorila, certamente praticante de ginásio, revelando elevados níveis de testosterona, quando eu pretendia entrar na loja, já com demasiados sacos de entulho na sua entrada, barrou-me o caminho. Perguntei-lhe se, para conseguir esse objectivo, se dispunha a espancar um idoso de 76 anos de idade, como é o meu caso. Em tom ameaçador, e enquanto, com o seu corpo continuava a barrar a minha entrada, limitou-se a dizer, em tom arrogante e sobranceiro, que não tinha intenções de o fazer mas, que para isso, era necessário que eu não “tentasse passar por cima de um jovem de 29 anos!!!”.

Face a esta desigualdade de forças, decidi, então, chamar a PSP que enviou 2 agentes da sua Esquadra do Martim Moniz. Qual não foi o meu espanto quando, perante a situação, e mesmo tendo as duas partes apresentado “provas” da sua legitimidade quanto ao espaço em causa – o TISCO apresentado o contrato de arrendamento com o, sabe-se agora, antigo proprietário, e o gorila apresentando um contrato de arrendamento com um novo proprietário cuja existência era desconhecida (por nunca lhe ter sido comunicada) do TISCO -, os dois agentes, numa manifesta ausência de imparcialidade, decidiram permitir que a “invasão” se consumasse, porque, alegaram, como o caso era de natureza cível e não criminal, teria de ser o Tribunal a decidir sobre qual das partes tinha realmente legitimidade para se reclamar como inquilina do dito espaço, já que a PSP é uma força policial de âmbito criminal e, portanto, nada podia fazer para impedir aquela acção de alegada invasão.

E isto apesar de eu, quer na altura junto aos mencionados agentes, quer posteriormente junto do graduado e chefe, durante a nossa deslocação à Esquadra do Martim Moniz, na parte da tarde do mesmo dia, ter tentado que a PSP entendesse que, na prática, o que estava a acontecer é que a PSP, ao facilitar a prossecução da alegada invasão, estava a decidir – ILEGALMENTE – pelo Tribunal, única entidade que terá legitimidade para decidir sobre quem tem razão neste caso. No mínimo, o que se esperaria da PSP é que ordenasse a suspensão da acção de despejo até que o Tribunal decidisse qual das partes tinha legitimidade para ocupar aquele espaço.

No dia seguinte, 17 de Julho de 2027, deslocámo-nos ao Ministério Público no Campus da Justiça, em Lisboa, e apresentámos queixa. Entretanto, no meio de toda esta tormenta maquiavélica, este sábado recebemos um ofício da Ordem dos Advogados a comunicar ao TISCO o nome da advogada que tinha sido nomeada – no âmbito do processo contra a TINA, mas que também tomará conta deste caso – para defender o TISCO.

Neste sábado, 18 de Julho de 2026, o TISCO foi, também, confrontado, com o corte da água na sua residência. Alguém (vá-se lá saber quem???!!!) escavacou a parede das escadas que dão acesso à sua residência e, provavelmente com a mesma picareta, furou o tubo onde corre a água, impedindo que esta fluísse para a casa do TISCO, onde este reside com a esposa e dois filhos menores, um de ano e meio e outro de 5 anos. É o que faz a ganância de obter lucros nem que, para isso, se tenha de esmagar, humilhar e privar de habitação e espaço de trabalho, terceiros.

Este caso é mais um, entre muitos, revelador de qual a lei que protege os inquilinos e, sobretudo,  (não) proteje os imigrantes. Um caso que não devia merecer o vosso silêncio ou distanciamento. O TISCO precisa da vossa ajuda e solidariedade. Uma das formas de solidariedade passa por lhe garantir os meios financeiros que o habilitem a procurar soluções para o curto e médio prazo, mormente para cobrir as despesas para eventuais novos contratos de arrendamento, noutras localizações, e quer para o espaço loja/atelier, quer para o espaço residencial.

Com esse propósito decidiu o TISCO solicitar a solidariedade de TODOS e TODAS, divulgando a sua conta bancária onde poderão fazer chegar os seus donativos. Ele agradece, desde já, todo o apoio e solidariedade que espera de vós.

 


A derrota do império americano vai mudar as condições do confronto inter-imperialista

 


A derrota do império americano vai mudar as condições do confronto inter-imperialista

19 de Julho de 2026 Robert Bibeau

 


 

Fonte: La défaite de l’empire américain va changer les conditions de la confrontation inter-impérialiste – les 7 du quebec

Título introdutório ao vídeo traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




sábado, 18 de julho de 2026

« ELES » dizem tudo sobre a DÍVIDA, menos a verdade! vídeo 25’57

 


« ELES » dizem tudo sobre a DÍVIDA, menos a verdade! vídeo 25’57

18 de Julho de  2026 do

https://mai68.org/spip3/spip.php?article7433

 


Gravado na LCI a 16 de julho de 2026 às 19h15

Clique no link para ver o vídeo

"ILS" disent tout sur la DETTE sauf la vérité ! vidéo 25'57 - VIVE LA RÉVOLUTION

A verdade é que a dívida se deve apenas à lei Rothschild de 1973. Para explicações breves e fáceis, clique abaixo:

https://mai68.org/spip3/spip.php?article7433

Tudo de bom para vós,
do
https://mai68.org/spip3

 

E, claro, o genocídio da Palestina por Israel continua em total silêncio por parte dos « nossos » governantes:

https://europalestine.com/

Se ainda não tinha percebido como é que, na altura, se tinha realizado o genocídio dos judeus; só tem de assistir ao genocídio dos palestinianos que está acontecer diante dos seus olhos, hoje!

 

Fonte: « ILS » disent tout sur la DETTE sauf la vérité ! vidéo 25’57 – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




«DEVEMOS COMBATER TUDO O QUE O NOSSO INIMIGO APOIA E APOIAR TUDO O QUE O NOSSO INIMIGO COMBATE» (Mao Tsé-Tung)

 


«DEVEMOS COMBATER TUDO O QUE O NOSSO INIMIGO APOIA E APOIAR TUDO O QUE O NOSSO INIMIGO COMBATE» (Mao Tsé-Tung)

18 de Julho de 2026 Robert Bibeau


Por Normand Bibeau & Robert Bibeau.

Os renegados burgueses russos da clique imperialista putinista, se realmente quisessem pôr fim à guerra UKRONAZI BANDERISTA DE KIEV/ YANKEE U$/EURONAZIS e aos massacres de soldados russos, começariam por deixar de fornecer hidrocarbonetos a TODOS aqueles que armam e financiam os seus inimigos.

Assim, em vez de fornecer 38 mil milhões de m³ por ano de gás natural e cerca de 2,2 milhões de barris de petróleo por dia à China, que fabrica todas as peças sobressalentes dos drones FPV UKRONAZIS que servem para massacrar os soldados russos, e pior ainda, a esses falsos 'amigos sem limites' que têm a ignomínia de entregar 1,8 milhões de barris por dia de produtos petrolíferos refinados a partir do petróleo bruto russo para alimentar a economia da União Europeia em guerra com a Rússia;

~ 1,7 milhões de barris de petróleo por dia para a Índia, que o vende como produto refinado à União Europeia, que financia e arma o exército ucraniano com mísseis, drones e armas;

~ 18 mil milhões de m3 de gás natural e 300.000 barris por dia de produtos refinados, desde petróleo russo refinado (querosene, gasóleo, gasolina, etc.), num total de apenas 100 milhões de barris para o ano de guerra de 2025, para estados ocidentais "co-beligerantes" que massacram soldados russos com estes produtos russos.

Até onde pode descer a perfídia da claque dos capitalistas putinianos que se enriquecem a «tirar o couro ao boi duas vezes»: enriquecendo os capitalistas russos que vendem hidrocarbonetos aos «seus» inimigos e enriquecendo os capitalistas do complexo militar-industrial russo ao vender armas aos «seus» soldados russos kamikaze?

Até onde pode descer a ganância capitalista pérfida da burguesia mundial que se enriquece de forma desumana com o sofrimento, a carne e o sangue dos povos do mundo?


QUESTÃO PARA OS AUTORES

Como é que imaginam um «mundo perfeito»? Sem «renegados» russos e outros, sem trocas entre aliados, sem venda de energia? Porque, bem, criticar é uma coisa, mas o que é que propõem em alternativa? 

Relativamente aos drones chineses, há muito tempo que essa fonte (que era aliás indireCta devido aos muitos revendedores pelo meio) foi substituída, porque esta guerra tecnológica evolui muito rapidamente. Os chineses não comercializam drones a jacto e, no entanto, são estes os mais perigosos, sendo introduzidos pela NATO. Os drones FPV vêm de drones turcos que passaram por uma evolução local, até mesmo inglesa. Os drones navais são uma revolução recente liderada pela NATO. Já não estamos em 2022, quando a guerra ainda era aérea. Depois do completo esmagamento da frota ucraniana, a táctica da NATO mudou: defesa anti-míssil e aeronaves sem piloto. E os fabricantes tornaram-se muito numerosos no mercado… e em ambos os lados! O Irão derrota Israel (que também fornece à Ucrânia nazificada) e a Rússia substituiu os seus drones turcos por cópias iranianas que estão sempre a evoluir.


RESPOSTA DOS AUTORES

Agradeço este comentário, contudo, segundo Sylvain Ferreira, um historiador militar francês de grande credibilidade e com «um amplo consenso entre os especialistas militares», os drones FPV («First Person View»), fabricados com peças chinesas e carregando bombas de 2 kg, são, de longe, as armas que causam o maior número de vítimas entre a infantaria e a cavalaria mecanizada russas no campo de batalha ucraniano. 

Existem algumas fontes especializadas que mencionam que «70 a 80%» das perdas russas são causadas, devido ao facto de o exército UKRONAZI/U$/OTAN já não ter artilharia de campanha, pelos drones FPV fabricados com peças chinesas avulsas, como eu já demonstrei anteriormente, e cujos números ainda se mantêm válidos neste momento, e isso, o que é do conhecimento das autoridades chinesas imperialistas para quem «o lucro é tudo».

A isso, há que acrescentar que estes drones FPV de baixo custo permitem uma vigilância do campo de batalha em tempo real que impede a concentração de tropas no solo, dificultando as manobras de assalto e cerco. Com as bombas planantes e a artilharia, os drones FPV tornaram-se os «assassinos em massa» do campo de batalha.

(FONTES: rusi.org, 4/08/2025; armyupress.mil, 2026; csis.org, 2025-2026; iiss.org, 2026; «veille stratégique» com Sylvain Ferreira e 5 outras fontes).

O «amigo sem limites» chinês (nas palavras de Xi Jinping), ao fornecer estas peças de drones FPV «assassinos de russos» aos «inimigos ocidentais sem limites» da Rússia em nome do lucro capitalista, prova a sua natureza de classe imperialista abjecta, imoral e desumana, para a qual a vida tem menos valor do que o lucro.

Ousemos fazer a pergunta que mata?

Por que é que os imperialistas IANQUES U$ e ocidentais podem «roubar» o dinheiro soberano de russos, iranianos, venezuelanos, cubanos e dos seus concorrentes; «sancionar» o seu comércio; «boicotar» os seus produtos; «taxar» as suas exportações, em suma, desferir-lhes uma guerra económica sem misericórdia para os «fazer sofrer» (diz Bruno Leclaire) e provocar uma «mudança de regime» e os RENEGADOS chineses, russos, venezuelanos, iranianos e todos os outros não podem fazer o mesmo e continuam a «comerciar» livremente com os carrascos do seu próprio povo e dos seus «amigos sem limites», esses genocidas impiedosos, assassinos em massa de palestinianos, libaneses, iranianos, sírios, russos, etc., pelo lucro que colocam acima da vida humana.

Quem ignora que a China "socialista ao estilo chinês" do Imperador Xi e os mil bilionários "nacionalistas chineses" que a dominam é o primeiro fornecedor de bens não militares ao estado genocida SIONAZI$ ISRAEL$ "assassino de árabes" e o primeiro fornecedor de peças de drones FPV "assassinos de russos e ucranianos"; considerando que a Rússia do Czar Putin I é o principal fornecedor chinês de hidrocarbonetos, que os utiliza para fabricar as peças dos drones FPV que matam soldados russos e ucranianos, de acordo com a sua lógica capitalista: 'o dinheiro não tem cheiro'; "não há nada de pessoal"; "Bu$$ine$$ como de costume": "A guerra não nos vai definir, mas o comércio capitalista vai" (disse o czar Vladimir Putin no Fórum Internacional de São Petersburgo, 5 de Junho de 2026), as mentiras de TODOS os capitalistas mundiais que fazem com que os idiotas úteis se matem uns aos outros "carne para patrões" e "carne para canhão" para o seu enriquecimento.

Spirit Of Freee Speech pergunta-me pertinentemente: o que é que eu proponho?

Simplesmente dizer "a verdade, a VERDADE INTEIRA e NADA ALÉM DA VERDADE" e não apenas aquela que parece "a menos pior".

Que os YANKEE$ U$, os seus mercenários genocidas SIONAZI$ ISRAEL$l e as petro-monarquias árabes obscurantistas e o seu mundo va$$alo estejam a atacar os "desafiantes orientais" chineses, russos, iranianos e norte-coreanos para impor a sua ditadura imperialista/capitalista mortal e genocida é indubitável e combatê-los é correcto, no entanto, ocultando o facto de que estes "desafiantes orientais" apenas pretendem substituir a ditadura imperialista/capitalista "Ocidental", por eles, não serve o verdadeiro interesse dos povos porque TODAS as ditaduras dos ricos: "burgueses democráticas, de direita ou de esquerda" inevitavelmente conduzem à exploração e à guerra.

A humanidade já viveu este cenário de «guerra quente» de uma clique imperialista/capitalista contra outra por ocasião das 2 últimas Guerras Mundiais, quando 2 impérios IMPERIALISTAS/CAPITALISTAS se enfrentaram pela hegemonia mundial, com desastre para os pequenos que serviram de carne para canhão em favor dos bilionários e dos seus kapos que se enriqueceram com isso. 

Desde então, a humanidade enfrenta uma «guerra fria» prestes a tornar-se uma «guerra quente», e sempre pela hegemonia mundial em benefício dos bilionários, mestres do mundo, e à custa dos pobres, organizados às vezes de livre vontade, às vezes à força, por «kapos» ideológicos, políticos, jornalistas, juízes, polícias e militares.

Para os «pobres», só há uma saída: espalhar a verdade, TODA A VERDADE e NADA MAIS QUE A VERDADE, porque a história ensinou que a primeira vítima das guerras é «a verdade» e o triunfo da VERDADE lhes dará a vitória.

Como ensinou Mao Tsé-Tung: «Devemos apoiar tudo o que o nosso inimigo combate e combater tudo o que ele apoia» (marxists.org, Citações de Mao Tse Tung), em primeiro lugar apoiar a VERDADE e combater a MENTIRA.

 

Fonte: «NOUS DEVONS COMBATTRE TOUT CE QUE NOTRE ENNEMI SOUTIENT ET SOUTENIR TOUT CE QUE NOTRE ENNEMI COMBAT» (Mao Tsé Toung) – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice