OS DESERTORES DO VELHO MUNDO
Perante as guerras e outras catástrofes
Otto Dix : A guerra
«Recusem-se a obedecer,
Recusem-se a fazê-lo,
Não vão para a guerra,
Recusem-se a partir.
Se for preciso dar sangue,
Vão dar o vosso,
O senhor é um bom apóstolo, Senhor Presidente.
Se me perseguirem,
Avise os seus gendarmes
Que ando armado
E que sei disparar»
Boris Vian, 1954, O desertor (versão não censurada).
Desertores da frente de guerra, tal como desertores do trabalho, cada vez mais, a deserção afirma-se como a solução, primeiro individual e depois colectiva, face às tendências belicosas, tanto económicas como militares. Estas duas frentes complementam-se na perfeição e alimentam-se mutuamente. A economia de guerra¹
prepara material e fisicamente, graças às encomendas estatais, a produção e a venda de mercadorias do sector da indústria de armamento — sector que não conhece a crise —, ao mesmo tempo que proporciona uma solução estimulada e artificial para a estagnação económica. Além disso, o clima belicista e ansiogénico permite desviar a atenção dos proletários da inflação e de outras deteriorações das suas condições de vida e de trabalho.
A mobilização, e o surto nacionalista assim esperado, permitem a reconstituição de uma «unidade» que visa abafar qualquer indício de luta de classes. Se, além disso, o inimigo «externo» puder ter aliados ou ramificações políticas no interior do país, isso é uma dádiva (tal como os canhões) para as falsas polarizações, variações infinitas daquela, histórica, entre fascismo e anti-fascismo. No plano económico, a deserção confunde-se com a recusa do trabalho: desde a sabotagem activa até ao absentismo mais ou menos bem organizado.2 Perante esta recusa, cada vez mais requisições e imposições de trabalho forçado desenvolvem-se com a economia de guerra. Estas deserções complementares são, infelizmente, insuficientemente compreendidas como momentos de uma mesma reacção vital contra a morte e a exploração: uma na linha da frente e a outra na rectaguarda, complementar e solidária. Esta sinistra realidade surgiu com a Primeira Guerra Mundial, a primeira guerra moderna em que desapareceu a distinção, outrora essencial, entre civis e combatentes (Massacre de Tamines), levando-nos a um avanço forçado rumo a uma cultura de guerra generalizada, teorizada pelo conceito, derivado de Clausewitz, de guerra total. Esta guerra é designada «total» porque implica a união sagrada de todos os partidos políticos, uma propaganda intensa destinada a mobilizar toda a sociedade em apoio ao «seu» Estado, a fim de destruir na totalidade os recursos do adversário beligerante, combinando destruições civis e militares graças, nomeadamente, à possível utilização da arma nuclear (bombardeamentos das cidades de Hiroshima e Nagasaki).
«Uma guerra total é um conflito cujas consequências e implicações não se limitam aos campos de batalha, mas afectam todas as sociedades dos países mobilizados. A guerra de 1914-1918, em certa medida, e sobretudo a guerra de 1939-1945, são guerras totais. Caracterizam-se, evidentemente, por uma mobilização militar, mas também por uma mobilização completa das energias intelectuais, económicas e humanas.» François Cochet, «Acepções, evoluções e modalidades da “guerra total” na época contemporânea». Les Armées, Hermann, 2018. p. 149-160.3
Esta teoria da guerra total tornar-se-á uma das constantes do capitalismo maduro, com o desenvolvimento generalizado de um Estado intervencionista forte, que dirige e amplia os investimentos militar-industriais. Este Estado é frequentemente apoiado, graças a uma intensa propaganda, por uma mobilização de massas histéricas contra um inimigo — bode expiatório — impiedoso e dissimulado. À frente deste processo, torna-se então oportuno poder impor um homem providencial e carismático (de Mussolini a Eva Perón) que encarne a comunidade nacional purificada e unificada na mística de um novo destino grandioso. Em torno deste homem (ou mulher) excepcional organizar-se-á um culto da personalidade, próprio tanto dos regimes autoritários de «esquerda» como de «direita». Trata-se aqui de algumas características típicas dos fascismos históricos (Itália, Alemanha, Espanha).
«Pode-se definir o fascismo como uma forma de comportamento político marcada por uma preocupação obsessiva com o declínio da sociedade, com a sua humilhação e vitimização, e por cultos compensatórios da unidade, da energia e da pureza; os seus militantes, nacionalistas convencidos, liderados por um partido assente nas massas, colaboram de forma frequentemente rude, mas eficaz, com as elites tradicionais; o partido abandona as liberdades democráticas e persegue, através de uma política de violência redentora e na ausência de restricções éticas ou legais, um duplo objectivo de purga interna e expansão externa». Robert O. Paxton, O fascismo em acção, p. 373, Seuil, Paris, 2004.
Este conjunto de tendências centrípetas em torno de um Estado «totalitário» trabalha cada vez mais abertamente na preparação dos conflitos que se avizinham. É então toda a sociedade que é mobilizada, no medo e numa perspectiva marcial (kit de sobrevivência!).
«Já não existe nenhuma actividade (…) que não seja uma produção destinada, pelo menos indirectamente, ao esforço de guerra. Assim, a par dos exércitos que se enfrentam no campo de batalha, surgem exércitos de um novo tipo: o exército encarregado das comunicações, aquele responsável pelo abastecimento, aquele que se ocupa da indústria de equipamento — o exército do trabalho em geral. O empenho deste exército implica uma «requisitação radical» da sociedade, o que exige que se
organize, nesta perspectiva, até ao mercado mais interno e até ao nervo da atividade mais subtil; e é essa a tarefa da mobilização total (…) Ela liga a rede da vida moderna, já complexa e consideravelmente ramificada através de múltiplas ligações, a essa linha de alta tensão que é a actividade militar.» Ernst Jünger, A mobilização total 4, (1930).
Perante esta perspectiva apocalíptica, a deserção impõe-se como solução, primeiro como forma de sobrevivência individual e, depois, como organização colectiva de resistência e luta. É por isso que é importante destacar estas acções de desolidarização e de ruptura com a união sagrada e a peste nacionalista quando ocorrem, pois são, na maioria das vezes, minimizadas ou mesmo ignoradas. A guerra entre a Ucrânia e a Rússia registou um número significativo desses casos em ambos os campos. É também o caso da população de Gaza que, encurralada numa situação dramática entre numerosas forças burguesas antagónicas, manifestou-se, no entanto, corajosamente contra a guerra e contra todos os beligerantes, interiores e exteriores.
«Recusamo-nos a morrer por quem quer que seja, pela agenda de um partido ou pelos interesses de Estados estrangeiros... O Hamas deve retirar-se e ouvir a voz das pessoas em luto, a voz que se ergue por entre os escombros – essa é a voz mais honesta. (…) Os nossos filhos foram mortos. As nossas casas foram destruídas... (Somos) contra a guerra, contra o Hamas e as facções (políticas palestinianas), contra Israel e contra o silêncio do mundo. (…) Somos oprimidos pelo exército de ocupação (Israel) e pelo Hamas.»5
Da mesma forma, na actual guerra capitalista entre a Ucrânia e a Rússia, as deserções e os casos de insubordinação multiplicaram-se em ambos os campos e muitos recrutas emigraram com as suas famílias.
«Mais de 100 000 soldados foram acusados ao abrigo das leis ucranianas sobre a deserção desde a invasão em grande escala do país pela Rússia em 2022. Em 2024, a Ucrânia abriu 60 000 processos por deserção, ou seja, o dobro do que nos dois anos de guerra anteriores (…). Cerca de 12 pessoas fogem todos os meses dos exercícios militares na Polónia, afirmou um responsável polaco pela segurança sob condição de anonimato.»6
Segundo «Le Courrier International»: «Após três anos de guerra no seu território, a Ucrânia enfrenta, de facto, uma explosão no número de deserções. Segundo o meio de comunicação do Catar Al-Jazeera, pelo menos 30 000 soldados terão abandonado as fileiras só em 2024. É mais «do que nos dois primeiros anos de guerra», analisa o Financial Times.» 7
«A deserção em massa das tropas ucranianas treinadas pela França pôs em evidência os problemas de má gestão, num momento em que é mais importante do que nunca ganhar terreno na guerra contra a Rússia. A 5 de Janeiro de 2025, 1 700 soldados da 155.ª brigada, também conhecida como brigada Anne de Kiev, treinados em França, desertaram em massa. Uma investigação jornalística revelou que as tropas tinham abandonado a brigada antes mesmo de chegarem ao campo de batalha.»8
«Trata-se de um número
espantoso, uma vez que se estima em 300
000 o número de soldados ucranianos envolvidos nos combates antes do início
da campanha de mobilização. E o número real de desertores poderá ser muito
superior. Um legislador
versado em questões
militares estimou que esse número poderá ascender a 200 000. (…). Muitos desertores não regressam após terem
beneficiado de uma licença médica. Cansados da persistência da guerra, ficam marcados
psicológica e emocionalmente».9
Os relatos são múltiplos e dão conta da determinação e das artimanhas empregues para escapar à espiral mortal, bem como da perfídia das «autoridades» de cada lado, com o objectivo de enviar nova «carne para canhão» para o matadouro patriótico. (Rastreadas em discotecas, controlos inesperados na rua, …). O recurso a mercenários e a auxiliares (soldados norte-coreanos!) torna-se também cada vez mais comum. E, quando alguns conseguem finalmente desertar, mantêm no exílio um sentimento constante de medo, justificado pelo receio de serem apanhados ou executados.
«Ivan conseguiu escapar a uma ofensiva mortal, enfrentando drones e um atirador ucraniano», relata a revista New York Times. Depois, fez tudo para não voltar à frente de batalha, fingindo, nomeadamente, uma hérnia discal. Após várias idas e vindas a hospitais, Ivan consegue juntar-se a Anna e Sasha, na casa deles, na Rússia. Consegue recuperar o passaporte que lhe tinha sido confiscado no quartel através de um truque de prestidigitação; algumas peripécias mais tarde, Ivan consegue fugir da Rússia passando pela Bielorrússia e pela Turquia, antes de chegar a um destino final, não mencionado pelo New York Times. Hoje, a família e, sobretudo, Anna vivem com medo de serem descobertos: «as piores punições são reservadas aos desertores que morrem em circunstâncias misteriosas», escreve o jornal norte-americano, como no caso daquele piloto assassinado em Espanha, crivado de balas e depois atropelado por um carro. (…) Mediazona, «um meio de comunicação russo independente no exílio contabiliza pelo menos 7 400 casos de deserção do exército russo, mas este número está certamente subestimado, sublinha a revista New York Times.»10
Mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, apesar da intensa propaganda belicista polarizada, nomeadamente pelo anti-fascismo burguês, as deserções ocorreram em massa e em todos os campos. Durante a invasão da URSS pela Alemanha, registaram-se até 450 000 deserções entre Junho e Dezembro de 1941.
«Os soldados dos países bálticos alistados no Exército Vermelho desertaram em massa com a chegada da Wehrmacht, em Julho de 1941, aos seus países. Cerca de 1,3 milhões de desertores foram detidos (ou seja, 4 % dos mobilizados) desde o início de 1942 até ao fim da guerra.» Jean Lopez, *A Wehrmacht, o fim de um mito*, 178-179, Perrin, Paris, 2019.
Segundo Charles Glass, na sua obra: «Os Desertores: Uma História Oculta da Segunda Guerra Mundial», «cerca de 50 000 soldados americanos e 100 000 soldados britânicos desertaram das forças armadas durante a Segunda Guerra Mundial. »11
Por fim, convém recordar que «durante a Guerra do Vietname, ocorreram 503 926 deserções no seio do exército norte-americano. A maioria desertou nos Estados Unidos, mas alguns fugiram para outros países.»
Estes poucos exemplos, recolhidos de diversas fontes, infelizmente não permitem estimar a verdadeira dimensão do fenómeno da deserção, nem compreender plenamente as implicações (casos de corrupção) e as cumplicidades existentes em toda a sociedade. E isto, evidentemente, porque esta realidade massiva e recorrente opõe-se frontalmente aos discursos patrióticos e à necessidade cada vez maior de prosseguir, tanto a nível material como ideológico, a preparação para guerras generalizadas. Apenas o derrotismo revolucionário foi forjado para responder adequadamente a este cataclismo. É a «transformação da guerra imperialista em guerra civil»!
O derrotismo revolucionário é uma das posições mais importantes, bem como um contributo teórico crucial de Lenine. Trata-se da única resposta adequada, do ponto de vista proletário, face ao início das guerras capitalistas. E este é um elemento essencial. Este lema remonta à experiência da Comuna de Paris, que interrompeu violentamente a guerra franco-prussiana de 1870, e à revolução de 1905, que eclodiu para pôr fim à desastrosa guerra entre a Rússia e o Japão. Evidentemente, tornou-se o ponto de viragem revolucionário durante a Primeira Guerra Mundial, com base nas práticas de confraternização e nas deserções que ocorreram em massa nas diferentes frentes. Estas foram complementadas por recusas em ir para a frente de batalha, por mutilações voluntárias, por abandonos de postos, pela recusa de ordens e pelo confronto directo com os próprios oficiais… tudo isto indo até à confraternização com os soldados «do outro lado» e à deserção.
«Em diferentes graus, nenhum exército escapa a estes movimentos de revolta. Todos os soldados vivem o mesmo inferno e reagem da mesma forma perante o horror. Assim, o exército alemão teve de enfrentar um recrudescimento do número de motins nos últimos meses do conflito, no momento em que este lhe escapava.» Motins, desobediência e revoltas nas trincheiras da Grande Guerra12.
Estes movimentos culminaram em 1917 com os motins no exército francês, estendendo-se até à revolta dos marinheiros do Mar Negro em 191913, que se opuseram à tentativa contra-revolucionária de submeter a revolução na Rússia à disciplina militar — ela própria um produto directo da guerra. Este derrotismo constitui, além disso, a única alternativa face às traições do «defensismo» e da «união sagrada», que fizeram com que uma grande parte da Segunda Internacional se inclinasse totalmente para a contra-revolução. Consequentemente, todos os socialistas e anarquistas que tinham rejeitado, por pacifismo ou nacionalismo, esta fórmula que delimitava estritamente o campo operário do campo burguês, eram, portanto, em maior ou menor grau, culpados de traição e de compromisso com o social-patriotismo.
«A
questão colocada pela situação histórica do proletariado não consiste em
escolher entre a guerra e a paz, mas entre a guerra imperialista e a guerra
contra essa guerra, ou seja, a guerra civil.» G. Lukács, O Pensamento de
Lenine, p. 70, Denoël/Gonthier, Paris, 1972.
Este lema surge numa série de artigos publicados por Lenine e Zinoviev entre Setembro de 1914 e Fevereiro de 1917 e reunidos numa publicação intitulada «Contra a corrente». A sua posição resume-se assim:
«Transformar a guerra imperialista em guerra civil, tal foi o lema essencial que lançámos desde o início da guerra (...) . Foi para nós uma enorme satisfação receber, no final da primeira conferência de Zimmerwald, uma carta de Karl Liebknecht que terminava assim: “a guerra civil e não a paz civil, eis o nosso lema”» N. Lenine e G. Zinoviev, Contra a corrente, p. 10-11, Fac-símile, F. Maspero, Paris, 1970.
As deserções em massa são, assim, o principal terreno fértil do derrotismo revolucionário; constituem o seu impulso vital. Nem todas as épocas são, portanto, adequadas para lançar concretamente a palavra de ordem derrotista e, sobretudo, para organizar a implementação de práticas derrotistas na linha da frente e na produção. Para além da importância do aspecto propagandístico, tais práticas exigem uma organização experiente e bem enraizada no seio da vanguarda operária. Trata-se, portanto, de condições objectivas e subjectivas próprias de um período revolucionário, ou francamente pré-revolucionário. Estas condições não estão, de momento, de forma alguma reunidas; resta-nos, no entanto, o trabalho necessário de reexposição, clarificação e formação política.
«É preciso ter bem
presente que esse derrotismo só será possível quando o massacre já tiver gerado
um grande descontentamento e permitido o desenvolvimento de uma agitação
revolucionária, tendo o próprio trabalho revolucionário passado, durante um
período mais ou menos longo, para uma fase clandestina. Será, finalmente, no
momento em que o proletariado tiver adquirido consciência e força suficientes
para se confrontar abertamente com a burguesia, que os actos derrotistas
atingirão toda a sua amplitude; o governo ficará encurralado entre as ofensivas
inimigas e os ataques da classe operária; as derrotas militares do governo
somar-se-ão às derrotas do patronato e da polícia no domínio das greves e
manifestações. As paralisações provocadas na fabricação de armas, a sabotagem
dos transportes de mantimentos e munições provocarão a derrota e o pânico na
frente de batalha e na rectaguarda. A invasão de exércitos estrangeiros e a
necessidade de a burguesia implorar lamentavelmente pela paz ao Estado inimigo
acabarão por criar as condições mais favoráveis para a revolução proletária.
Quanto ao governo vencedor, não tardará a perceber que há um grande perigo em
deixar os seus soldados, durante demasiado tempo, em contacto com o movimento
derrotista e revolucionário do país invadido e derrotado.» Derrotismo
revolucionário, L’internationale, órgão da União Comunista, n.º 38, Junho de
1938.14
Abril 2025 : Fj, Eu, Ms & Mm.
Bibliografia
Obras:
- J. Chapoutot, Fascismo, nazismo e regimes autoritários na Europa (1918-1945), Puf, Paris, 2013.
-N. Lénine e G. Zinoviev, Contra a corrente, Fac-simile, F. Maspero, Paris, 1970.
-G. Lukacs, O pensamento de Lenine, Denoël/Gonthier, Paris, 1972.
-J. Lopez, La Wehrmacht, O fim de um mito, Perrin, Paris, 2019.
-A. Marty, A revolta do Mar Negro, Fac-simile, F. Maspero, Paris, 1970.
-R. O. Paxton, O fascismo em acção, Seuil, Paris, 2004. Sites web, Articles, revues :
-« Economia de guerra ou guerra à economia », Matériaux Critiques, N°10, assim como no site web : https://materiauxcritiques.wixsite.com/monsite/textes
-«Viva a sabotagem » Matériaux Critiques, N°10, assim como no site web : https://materiauxcritiques.wixsite.com/monsite/textes
-François Cochet, «Significados, evoluções e modalidades da “guerra total” na época contemporânea». Em: Les Armées, Hermann, 2018. p. 149-160: no site Cairn Info : https://shs.cairn.info/les-armees--9782705695859-page-149?lang=fr
-Tomada de posição internacionalista da « Communist Workers’ Organisation, » (T.C.I.) de 28 de Março de 2025 - no site web : Les Internationalistes : https://www.leftcom.org/fr/articles/2025-03-30/manifestations-contre-la-guerre-%C3%A0-gaza
-O exército ucraniano, face à pressão crescente dos Russos, está a sofrer deserções em massa, Novembro de 2024, no site da Euronews: https://fr.euronews.com/2024/11/30/larmee-ukrainienne-face-a-la-pression-croissante-des-russes-est-en-proie-aux-desertions-de#:~:text =Plus%20de%20100%20 000%20soldats,
- Acabar com as deserções, recrutar em grande número: a Ucrânia perante a «crise de efectivos», Fevereiro de 2025, no site do Courrier International: https://www.courrier international.com/vídeo/video-stopper-les-desertions-recruter-en-nombre-l-ukraine-face-a-la-crise-des-effectifs_228016
- A Ucrânia tenta resolver o problema das deserções em massa das suas tropas, no site Euractiv: https://www.euractiv.fr/section/ukraine/news/lukrainetente-de-resoudre-le-probleme-des-desertions-massivesde-ses-trou pes/
- Uma investigação sobre o elevado custo das deserções no exército russo, Setembro de 2024, no site Radio France : https://www.radiofrance.fr/franceculture/ podcasts/la-revue-de-presse-internationale/la-revue-de-presse-internationale-emission-du-mercredi-25-septembre-2024-2930782
- «Into the Lives of three deserters who did not have a good war», no site do New York Times: https://www.nytimes.com/2013/06/10/books/the-deserters-aworld-war-ii-history-by-charles-glass.html#:~:text =Nearly%2 050%2C000%20American%20and%20100%2C000,Some%20b
- Motins, desobediência e revoltas nas trincheiras da Grande Guerra. No site BUC : https://buclermont.hypotheses.org/2743
- Derrotismo revolucionário, «L’Internationale», órgão da União Comunista, n.º 38, Junho de 1938, no site: https://www.left-dis.nl/f/defaitisme .pdf
Notas:
1 Sobre a questão da economia de guerra, escrevemos um artigo intitulado «Economia de guerra ou guerra contra a economia» na nossa revista *Matériaux Critiques*, n.º 10, bem como no nosso site: https://materiauxcritiques.wixsite.com/monsite/textes
2 Também sobre esta questão publicámos um texto: «Viva a sabotagem», na nossa revista *Matériaux Critiques*, n.º 10, bem como no nosso site: https://materiauxcritiques.wixsite.com/monsite/textes
3 No site Cairn info: https://shs.cairn.info/les-armees--9782705695859-page-149?lang=fr
4 Citado por Johann Chapoutot, «Fascismo, nazismo e regimes autoritários na Europa (1918-1945)», p. 46, Quadrige, PUF, Paris, 2013.
5 Citado na declaração internacionalista da «Communist Workers’ Organisation» (T.C.I.) de 28 de Março de 2025. No site Les Internationalistes: https://www.leftcom.org/fr/articles/2025-03-30/manifestations-contre-la-guerre-%C3%A0-gaza
6 No site web Euronews : https://fr.euronews.com/2024/11/30/larmee-ukrainienne-face-a-la-pression-croissante-des-russes est-en-proie -aux-desertions-de#:~:text=Plus%20de%20100%20000%20soldats,
7 Acabar com as deserções, recrutar em grande número: a Ucrânia perante a «crise de efectivos», Fevereiro de 2025, no site do Courrier International: https://www.courrierinternational.com/video/video-stopper-les-desertions-recruter-en-nombre-l-ukraine-face-a -la-crise-des-effectifs_228016
8 A Ucrânia tenta resolver o problema das deserções em massa das suas tropas, no site EURACTIV: https://www.euractiv.fr/section/ukraine/news/lukraine-tente-de-resoudre-le-probleme-des-desertions-massivesde-ses-troupes/
9 O exército ucraniano, face à crescente pressão dos russos, está a sofrer deserções em massa, Novembro de 2024, no site da Euronews: https://fr.euronews.com/2024/11/30/larmee-ukrainienne-face-a-la-pression-croissante-des-russes-est-enproie-aux-desertions-de
10 Reportagem sobre o elevado custo das deserções no exército russo, Setembro de 2024, no site da Radio France: https://www.radiofrance.fr/franceculture/podcasts/la-revue-de-presse-internationale/la-revue-de-presse-internationaleemission-du-mercredi-25-septembre-2024-2930782
11 No site web : https://www.nytimes.com/2013/06/10/books/the-deserters-a-world-war-ii-history-by-charles-glass.html# : ~:text=Nearly%2050%2C000%20American%20and%20100%2C000,Some%20b
12 No site web Bibliothèque BCU: https://buclermont.hypotheses.org/2743
13 Leia mais sobre este assunto: A. Marty, A revolta do mar negro, Fac-simile, F. Maspero, Paris, 1970.
14 Esta análise muito interessante de um dos únicos grupos revolucionários desse período pode ser lida no site: https://www.left-dis.nl/f/defaitisme.pdf
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis
Júdice



