segunda-feira, 26 de outubro de 2026

A QUESTÃO PARLAMENTAR NA INTERNACIONAL COMUNISTA



A QUESTÃO PARLAMENTAR NA INTERNACIONAL COMUNISTA


Ridha Klouche

 

A QUESTÃO PARLAMENTAR NA INTERNACIONAL

COMUNISTA, edições « Programme Communiste », Marselha, 1967.

 

Na altura em que somos convidados, mais uma vez, a participar no circo eleitoral e, desta vez, ao nível europeu, é oportuno revisitar os debates dentro da I.C., sobre esta questão do tempo em que ainda era uma organização revolucionária viva (II congresso, 1920). Mais de um século depois, a questão está amplamente resolvida pelas experiências desastrosas dos operários e pelo espectáculo completo de indecência e de inutilidade evidente da participação, mesmo crítica, neste jogo de enganos para toda a classe operária. Apenas o abstencionismo e a crítica radical da democracia estão em conformidade com o programa revolucionário.

Além disso, os resultados dessa farsa já são conhecidos de forma geral e não farão mais do que confirmar a tendência histórica da burguesia para a guerra e para a ascensão dos nacionalismos (grandes ou pequenos) liderados pelos «populistas» e outros proto-fascistas. O terreno do parlamentarismo e das eleições é exclusivamente o terreno do capital e dos seus próprios protectores, mesmo e sobretudo aqueles com «boas» intenções reformistas ou activistas. «É necessário quebrar a mentira burguesa que quer que todo conflito entre os partidos adversários, toda luta pelo poder, aconteça dentro do mecanismo democrático, através de eleições e debates parlamentares, e que se possa fazê-lo sem romper com o método tradicional que consiste em chamar os operários a votar – lado a lado com os membros da classe adversária – sem pôr fim ao espetáculo de delegados do proletariado a trabalhar no mesmo terreno parlamentar que os seus exploradores.» A. Bordiga, Fracção abstencionista Italiana, p.24. A democracia é a arte de dividir; o comunismo é a de se unificar!

Rasgar as máscaras intercambiáveis não basta para acabar 

com todos os estados bem como com todos os SACRIFÍCIOS económicos, políticos, militares, jurídicos, filosóficos e religiosos 

A relação de todos os estados e das formações sociais é determinada pelo modo de produção capitalista mundial e não por máscaras intercambiáveis 

Para que as máscaras intercambiáveis deixem de poder personificar qualquer coisa  é absolutamente necessário que os SEM-RESERVAS fraternizem e lutem como classe, ou seja, como partido comunista que, pela sua função, é planetário de forma a dissolver à escala planetária:

Todos os estados

Depois

O processo de produção

O processo de circulação

O processo de reprodução de todo o lixo

Dissolução também

De todos os SUPERDÉFICES económicos, políticos, militares, jurídicos, filosóficos e religiosos

Quem tem ferro

Tem pão

 

Fonte: página do Facebook de Ridha Klouche

Este texto foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice



China-Rússia: a batalha pela influência na Ásia


China-Rússia: a batalha pela influência na Ásia

26 de Outubro de 2026 Robert Bibeau

 


 

Fonte: Chine-Russie: la bataille d’influence en Asie – les 7 du quebec

Título introdutório ao vídeo traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Segundo a IA do Google, 17 de outubro de 2026 quase foi um novo 14 de julho de 1789


Segundo a IA do Google, 17 de outubro de 2026 quase foi um novo 14 de julho de 1789

25 de Outubro de 2026 do

https://mai68.org/spip3/spip.php?article8364

Na imagem: à esquerda, faculdade de letras de Rouen, à direita câmara municipal de Limoges

Uma provocação policial é quando agentes ao serviço do Estado cometem actos ilícitos com o objectivo de culpar inocentes.

Tentei fazer a IA do Google admitir que o incendio da faculdade de letras de Rouen  na noite anterior a 17 de Outubro de 2026 tinha sido uma provocação policial destinada a impedir que o 17 de Outubro se tornasse o 17 de Outubro. Que, como isso falhou, para apagar este movimento que quase se transformou num 14 de Julho de 1789, houve a provocação policial do incêndio na câmara municipal de Limoges.

Na verdade, mais tarde continuei a conversa para entender como a IA funcionava, pedindo a sua opinião. Porque eu me questionava se o seu funcionamento poderia forçá-la a ter uma opinião em vez de outra.

Depois, perguntei-lhe se tinha consciência.

Aqui está a conversa:https://mai68.org/spip3/spip.php?article8364

Tudo de bom para vós,
do
https://mai68.org/spip3

 

Fonte: D’après l’IA de Google, le 17 octobre 2026 a failli être un nouveau 14 juillet 1789 – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




domingo, 25 de outubro de 2026

A luta de classes é o motor mais decisivo da história!

 



A luta de classes é o motor mais decisivo da história!


Ridha Klouche

 


« Quando se afasta a luta de classes como um fenómeno penoso e «vulgar», ao socialismo não lhe resta mais nada a não ser fundamentar-se no «verdadeiro amor pela humanidade» e nas frases ocas sobre a «justiça». 

É um fenómeno inevitável, inerente ao progresso e à evolução, que indivíduos da classe dominante venham juntar-se ao proletariado em luta e lhe tragam elementos constitutivos. Já o dissemos no Manifesto Comunista, mas aqui há duas observações a fazer:

 

Primeiro: esses indivíduos, para serem úteis ao movimento proletário, devem realmente trazer-lhe elementos constitutivos de um valor real. No entanto, esse não é o caso da grande maioria dos convertidos burgueses alemães. Nem o Avenir nem a Société Nouvelle (1) trouxeram algo que tivesse feito avançar de um passo o nosso movimento. Os elementos constitutivos de um verdadeiro valor prático ou teórico estão totalmente em falta. Em vez disso, as tentativas de harmonizar as ideias socialistas superficialmente assimiladas com as opiniões teóricas mais diversas que estes senhores trouxeram da universidade ou de outro lugar, e das quais uma é mais confusa do que a outra, graças ao processo de decomposição que actualmente atravessa o que resta da filosofia alemã. Em vez de estudar seriamente a nova ciência, cada um prefere ajustá-la para que concilie com as suas opiniões aprendidas, fabricando-se sem cerimónia uma ciência própria e exibindo imediatamente a pretensão de o ensinar aos outros. É por isso que entre esses senhores há quase tantos pontos de vista quantas cabeças...

Em segundo lugar: quando esses indivíduos vindos de outras classes se juntam ao movimento proletário, a primeira coisa a exigir é que não tragam consigo os resquícios dos seus preconceitos burgueses, pequeno-burgueses, etc., mas que adoptem, sem reservas, as concepções proletárias... 

Quanto a nós, com base em todo o nosso passado, só nos resta um caminho. Há quase quarenta anos que apontamos a luta de classes como o motor mais decisivo da história e, em particular, destacámos a luta social entre a burguesia e o proletariado como a grande alavanca da revolução social moderna. Portanto, de forma nenhuma podemos associar-nos a pessoas que queiram eliminar do movimento esta luta de classes. Quando da criação da Internacional, formulámos o lema do nosso combate: a emancipação da classe operária será obra da própria classe operária. Por conseguinte, não podemos seguir o mesmo caminho de pessoas que declaram abertamente que os operários são demasiado incultos para se libertarem sozinhos, e que devem ser libertados por cima, ou seja, por grandes e pequenos burgueses filantrópicos...

Rascunho da carta-circular de Marx e Engels a Bebel, Liebknecht, Bracke e outros, Setembro de 1879. A relação de todos os estados e das formações sociais é determinada pelo modo de produção bifurcado, que é mundial, problemático, ingovernável e criminoso: 2 carnificinas mundiais, depois mais de 700 guerras, e isso continua.

«Quando se rejeita a luta de classes como um fenómeno penoso e “vulgar”, ao socialismo não resta mais nada a não ser basear-se no “verdadeiro amor à humanidade” e nas frases feitas sobre a “justiça”. «A fraternidade das classes antagonistas, em que uma explora a outra, essa fraternidade proclamada em Fevereiro, inscrita a grandes letras na frente de Paris, em cada prisão, em cada quartel, - a sua expressão verdadeira, autêntica, prosaica, é a guerra civil, a guerra civil na sua forma mais terrível, a guerra entre o trabalho e o Capital. Essa fraternidade ardia em todas as janelas de Paris, na noite de 25 de Junho, quando Paris... da burguesia iluminava, enquanto o Paris do proletariado queimava, sangrava, gemia. » Nova Gazeta Renana, 29 de Junho de 1848

« Não só a igualdade e a liberdade são respeitadas na troca baseada em valores, como a troca de valores é a base produtiva e real de todas as liberdades e da igualdade. (...) Como o dinheiro não é nada mais do que a concretização do valor de troca, e que o sistema monetário deve ser desenvolvido para que se realize o sistema dos valores de troca (ou vice-versa), o sistema monetário significa a realização do reino da liberdade e da igualdade.

Aliás, acontece que alguns socialistas retomam essas tolices, nomeadamente em França. Eles pretendem demonstrar que o socialismo é a realização das ideias da sociedade burguesa enunciadas pela Revolução francesa. Eles afirmam, entre outras coisas, que, originalmente, a troca, o valor, etc..., representavam (sob uma forma adequada) o reino da liberdade e da igualdade para todos, mas que tudo isso foi corrompido pelo dinheiro, pelo capital, etc.

A história teria tentado em vão até hoje realizar essas ideias de acordo com a sua essência verdadeira (que Proudhon, por exemplo, tal como Jacob, descobriu): a história falsa dessas ideias pode, portanto, dar lugar agora à história verdadeira.

É preciso responder-lhes: o valor de troca, e melhor ainda o sistema monetário, constituem na verdade o fundamento da igualdade e da liberdade; as perturbações surgidas na evolução moderna não são senão distúrbios imanentes a este sistema; noutras palavras, a realização da igualdade e da liberdade provoca a desigualdade e o despotismo. Querer que o valor de troca não se desenvolva em capital, ou que o trabalho que produz valores de troca não conduza ao assalariamento, é um desejo tão piedoso quanto ingénuo.

Aqui está o que distingue estes senhores dos apologistas burgueses: por um lado, eles têm o sentimento das contradições internas do sistema social; e por outro, lançam-se em utopias, sem discernir a diferença que existe necessariamente entre a forma real e a forma ideal da sociedade burguesa, o que os leva a querer empreender tarefas vãs, como a implementação dos ideais desta sociedade, que na verdade não passam de uma imagem reflectida da realidade presente."

Karl Marx, "Grundrisse"

Os «direitos do homem» assumem a aparência de «direitos naturais», porque a actividade consciente se centra no acto político. O homem egoísta é o resultado passivo, simplesmente dado, da sociedade decomposta, objecto da certeza imediata, portanto objecto natural. A revolução política decompõe a vida burguesa nos seus elementos, sem revolucionar esses elementos em si mesmos e submetê-los à crítica. Ela está para a sociedade burguesa, para o mundo das necessidades, do trabalho, dos interesses privados, do direito privado, como para a base da sua existência, como para uma hipótese que não precisa ser fundamentada, portanto, como para a sua base natural. Finalmente, o homem tal como é, membro da sociedade burguesa, é considerado como o homem propriamente dito, o homem em oposição ao cidadão, porque é o homem na sua existência imediata, sensível e individual, enquanto o homem político não é senão o homem abstracto, artificial, o homem enquanto pessoa alegórica, moral. O homem verdadeiro,  só se reconhece primeiro sob a forma do indivíduo egoísta, e o homem real sob a forma do cidadão abstracto.

Karl Marx, A Questão Judaica, 1843

 

 

Fonte: Página do Facebook de Ridha Klouche

Este texto foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

SOBRE A MISTIFICAÇÃO DEMOCRÁTICA

 


SOBRE A MISTIFICAÇÃO DEMOCRÁTICA


Ridha Klouche
·

 Sobre a mistificação democrática:

Jacques Camatte a Bordiga

Paris, 18 de Junho de 1965

Caro Amadeo,

Aqui está uma primeira parte sobre as obras de juventude de Marx, ainda chamadas de obras filosóficas, embora aí se encontrem todos os elementos da obra da maturidade e, portanto, não existam um Marx jovem e um Marx velho.

É um resumo e um comentário da "Crítica à filosofia do Estado de Hegel". Isto tem interesse:

- Para mostrar que desde o início Marx tem a solução para todos os antagonismos, para todos os enigmas: é a comunidade (Gemeinwesen); que a sociedade burguesa é a última sociedade política; que a democracia é a última forma política. Isto quer dizer que é na sociedade burguesa que pela última vez se coloca o problema de organizar os homens.

 A democracia sendo a solução, "o enigma resolvido de todas as constituições" e portanto ao mesmo tempo o fim da política.

- Para evidenciar a crítica à vontade e à burocracia, encontrarás incluídas as cartas sobre este assunto que te tinha escrito no ano passado. Acho que este ponto é fundamental: todos aqueles que teorizam a vontade acabam por precisar da burocracia porque esta nasce no plano da transmissão de ordens e na hierarquia do conhecimento.

Por outro lado, Marx polemizando com Hegel declara: qual é o ser da constituição? Hegel responde: o povo.

É aí que se encontra a mistificação que Marx irá revelar em todos os seus trabalhos posteriores, mostrando que é o capital. Marx encontrou a solução na Gemeinwesen comunista. Ele vai demonstrar a génese do Estado, portanto a destruição da antiga comunidade e depois a reformação da comunidade. Pode-se demonstrar que esta foi a preocupação fundamental de Marx. De facto, ele abordou O Capital de quatro formas diferentes:


  1. Os Manuscritos de 1844: ele insiste sobretudo no trabalho alienado e assalariado na sociedade capitalista.
  2. A Contribuição para a Crítica da Economia Política: ele parte da relação material, a mercadoria, depois o capital. As conclusões são as mesmas. Apenas Marx queria por um lado demonstrar como o processo social se tinha efectivamente produzido e como se tinha apresentado no homem: as várias escolas económicas. Daí um plano duplo, por um lado os dados puramente teóricos, por outro as considerações históricas.
  3. As formas que precedem a forma de produção capitalista. Nos dois primeiros textos tentava-se ver como o trabalhador assalariado era produzido, como o capital se tinha constituído. A diferença entre as duas obras resulta do ponto colocado no centro: o trabalho assalariado ou o capital. Aqui, Marx explica que o capitalismo só pôde constituir-se destruindo a comunidade natural, depois a comunidade mediada pela terra, etc. O ponto central é a comunidade.
  4. O Urtext que não é senão um fragmento da versão primitiva da Contribuição à Crítica. Aqui Marx coloca a questão da autonomia do valor de troca e demonstra que o ouro não pode realizar isso, só o capital podia. No entanto, ele indica ainda que agora o capital pode ser a comunidade material. Só ele pode substituir a antiga comunidade que foi destruída ao longo das várias revoluções que representam os diversos tempos da expropriação, até ao homem totalmente rejeitado – mesmo do processo de produção e, portanto, do trabalho – o proletário. 

Isto é importante porque complementa a investigação das Formas e, por outro lado, permite unir toda a obra em torno da questão fundamental da comunidade, ou seja, do comunismo.

Marx percebeu que não conseguiria construir toda a obra integrando os diversos dados. Por outro lado, o fracasso da Contribuição mostrou-lhe que era necessário 'ser mais simples' (vamos dizer assim), razão pela qual, dado o carácter urgente de fornecer uma arma de luta ao proletariado, publicou o 1.º livro do Capital, que é um todo e é ao mesmo tempo o programa da classe revolucionária e a desmistificação de todas as relações sociais. É por isso que encontramos a mesma 'terminologia', o mesmo estilo no VI Capítulo, no Urtext, na Contribuição ou nas partes do Capital não publicadas em vida do autor. Quando não o é, a substância é a mesma, por exemplo: no VI Capítulo fala-se da mistificação da mercadoria e depois do capital (como na Contribuição), no I livro do Capital fala-se do 'carácter fetiche da mercadoria'. Vamos agora para a mistificação das relações sociais e, portanto, da democracia, aqui está uma das frases-chave que se encontra na Contribuição:

"É necessário que uma relação social de produção se apresente sob a forma de um objecto existente fora dos indivíduos e que as relações determinadas, nas quais eles entram no processo de produção da sua vida social, se apresentem como propriedades específicas de um objecto. É esta inversão, esta mistificação não imaginária, mas de uma realidade prosaica, que caracteriza todas as formas sociais do trabalho criador de valor de troca." 

Outra citação importante: "Como o dinheiro não é produto da reflexão ou da convenção, mas constitui-se instintivamente no processo de troca, mercadorias muito diversas, mais ou menos inadequadas, podem perfeitamente funcionar como dinheiro."

Portanto, a democracia não é um simples subterfúgio das classes dominantes para enganar as massas. Por outro lado, pode ter havido várias formas de democracia. A busca pela democracia ideal - a democracia renovada dos excrementos estalinistas - é tão inútil quanto a da moeda ideal..

Isto colocou-nos no caminho da compreensão – em profundidade – da mistificação democrática. O Roger vai escrever-te precisamente sobre o Capital de Marx e a democracia.

Mais tarde, vou enviar-te o trabalho sobre A Questão Judaica e A Contribuição para a Crítica da Filosofia do Direito de Hegel[1], sempre abordado com a mesma perspectiva. Estou a enviar-te tudo isto que é "matéria para trabalhar" e não um produto elaborado, para te manter a par do trabalho que estamos a fazer sobre a mistificação. É quase certo que num futuro próximo teremos chegado ao fim de tudo e poderemos sintetizar como pedes e submeter-te o texto.

https://www.facebook.com/share/p/14jj7RxyCfB/

Para que as máscaras intercambiáveis não possam mais personificar nada, é absolutamente necessário que os SEM-RESERVAS fraternizem e lutem como classe, ou seja, partido comunista que, por sua função, é planetário.

Para dissolver à escala planetária:

Todos os estados

Depois

O processo de produção

O processo de circulação

O processo de reprodução de todo o lixo

Dissolução também

De todos os SACRIFÍCIOS económicos, políticos, militares, jurídicos, filosóficos e religiosos

Quem tem ferro

Tem pão

https://www.facebook.com/share/p/17eG9qVB6h/ CfJutta Matzner: O conceito de máscara de caráter em Karl Marx

In: SOCIALE WELT : Revista de Ciências Sociais

Forschung und Praxis

JAHRGANG 15 1964 HEFT 2

https://www.facebook.com/share/p/1GP7P2FHqY/

Eu não pinto de cor-de-rosa, muito longe disso, a personagem do capitalista e do proprietário de terras. Mas essas pessoas aqui só aparecem como personificação de categorias económicas, como portadoras de relações de classe e de interesses determinados. Menos do que qualquer outra perspectiva, a minha, que consiste em compreender o desenvolvimento da formação económico-social como um processo histórico natural, não pode responsabilizar um indivíduo singular por relações e condições das quais é socialmente produto, mesmo que consiga elevar-se, subjetivamente, acima delas. Karl Marx: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10228120662755908&id=1655649564https://www.facebook.com/share/p/17eG9qVB6h/CfJuttahttps://www.facebook.com/share/p/18T1Yqv2xy/

« A mercadoria em si e para si está acima de qualquer barreira religiosa, política, nacional e linguística. A sua língua universal é o preço, e a sua comunidade, o dinheiro. Mas, com o desenvolvimento da moeda universal em oposição à moeda nacional, desenvolve-se o cosmopolitismo do possuidor de mercadorias sob a forma de religião da razão prática em oposição aos preconceitos hereditários religiosos, nacionais e outros, que impedem a troca de substância entre os homens » Karl Marx 1859, a América desencadeará a 3.ª guerra mundial quando o centro de gravidade se deslocar definitivamente para a Ásia, a América já implantou o cavalo de Troia em Marrocos.

A relação de todos os estados e de todas as formações sociais é determinada pelo modo de produção capitalista que é mundial, problemático, ingovernável e criminoso: 2 matanças mundiais, depois mais de 700 guerras, e continua. Os SEM-RESERVAS devem fraternizar e unir-se para lutar como classe, ou seja, partido comunista histórico que, pela sua função, é planetário. A fim de dissolver todos os estados, bem como o processo de produção, o processo de circulação, o processo de reprodução e a dissolução de todos os SUPRA-SACRIFÍCIOS económicos, políticos, militares, jurídicos, filosóficos e religiosos.

Para Rosa Luxemburgo, o modo de produção capitalista não pode ser mundial porque precisa ter à sua volta na sua periferia outros modos de produção, cuja destruição lhe daria o impulso que é fundamentalmente necessário. Portanto, para Rosa Luxemburgo, tal como para os maoístas, não deve desaparecer pelo efeito da contradição entre N e N-1, e não entre N e N+1. A China, tal como a Rússia, estava abaixo do modo de produção capitalista mundial e, portanto, não podia ir além. Mas estar abaixo do problema e querer ir além do problema é uma contradição in adjecto.

A dissolução de todos os N-1, 

Ou seja, os modos de produção pré-capitalistas, 

leva necessariamente   AO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA MUNDIAL. 

Se N se impõe uma vez, continuará a impor-se tantas vezes à escala planetária até à sua dissolução e ao nascimento de N+1. 

A DISSOLUÇÃO DE N   LEVA NECESSARIAMENTE  A N+1 A COMUNIDADE HUMANA PLANETÁRIA DO SER  PORQUE  N ESTÁ GRÁVIDO DE 18 MESES DE N+1,  OU SEJA,  DO PROLETARIADO MUNDIAL.

 

Fonte: Página do Facebook de Ridha Klouche

Este texto foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice