sábado, 17 de outubro de 2026

NEM UM CÊNTIMO PARA O ARMAMENTO, TODO O DINHEIRO PARA A EDUCAÇÃO!

 


NEM UM CÊNTIMO PARA O ARMAMENTO, TODO O DINHEIRO PARA A EDUCAÇÃO!

17 de Outubro de 2026 Robert Bibeau



Por Normand Bibeau.

«NEM UM CÊNTIMO PARA O ARMAMENTO, TODO O DINHEIRO PARA A  EDUCAÇÃO

BALANÇO PARCIAL DO DIA DE MOBILIZAÇÃO DOS ESTUDANTES, TRABALHADORES E COLETE AMARELOS.

Hoje, 17 de Outubro de 2026, a insurreição dos liceus e universidades atingiu um novo objetivo:

MOBILIZAR TODOS OS OPRIMIDOS NA LUTA CONTRA O ESTADO BURGUÊS e A SUA POLÍTICA DE MILITARIZAÇÃO DA SOCIEDADE.

 

Com os objetivos de combater através da mobilização e contra a capitulação e a colaboração de classes, o sub-financiamento da educação para financiar a militarização da sociedade francesa, desviando o dinheiro dos impostos e taxas dos trabalhadores (aumento de +78% do orçamento da guerra contra 5% para a educação), CAUSA a falta de professores, a degradação das infraestruturas escolares e o endurecimento do Parcoursup para forçar os jovens a entrar no exército como único futuro. A revolta dos liceus e universidades, já na sua 4ª semana de lutas contra o Estado burguês e a sua polícia e magistratura terrorista, organiza a mobilização de todos para combater a queda do poder de compra, dos salários, das reformas e dos serviços públicos devido à inflação provocada pelo desvio de fundos públicos para a militarização da economia e para a guerra na Ucrânia e no Médio Oriente para enriquecer os bilionários genocidas do complexo militar-industrial e os seus mensageiros mediáticos e políticos. (re:les7duquebec.net; unef.fr; cgt.fr,12/10/2026;snjgt.fr,17/10/2026).

♦ 140 concentrações e desfiles estão organizados por toda a França: Paris, Marselha, Lyon, Bordéus, Toulouse, Rennes, Niort, La Rochelle, toda a França é convocada para a luta de resistência popular;

♦ Espera-se 150.000 manifestantes fora da região parisiense e 50.000 em Paris. 

Os 140 encontros convocados marcam a convergência entre estudantes do liceu, universitários, trabalhadores, reformados e coletes amarelos, segundo os próprios meios de comunicação mainstream dos bilionários, mobilizados para atacar o movimento e desacreditá-lo, difamando-o e mostrando a violência da polícia terrorista contra os manifestantes para os acusar e aterrorizar. (re: lemonde.fr, 17/10/2026).

À PARIS

Após as traiçoeiras agressões da polícia de capacete, armada e autorizada a usar armas letais, granadas de gás lacrimogéneo e bombas sónicas (ordem do fascista Nūnez) e uma resistência heroica de grupos de jovens determinados a manifestar-se apesar da repressão e da difamação, um grande e poderoso cortejo «proteiforme» de várias dezenas de milhares de manifestantes — estudantes do secundário, universitários, trabalhadores, reformados e coletes amarelos — começou a avançar desde a Place de la République em direcção à Place de Clichy (cortejo sindical e coletes amarelos) e Place de la Nation (cortejo estudantil, de secundários e Interfac Îles-de-France);

Na maioria das cidades de França, logo nas primeiras horas da manhã, a polícia fascista lançou-se por todo lado em cargas e ataques com gás contra os protestos, mas sem sucesso. Por toda a parte, os manifestantes, longe de fugirem, enfrentaram corajosamente os fascistas em uniforme e infligiram-lhes derrotas significativas:

Vandalizando uma esquadra em Marselha; entrando no átrio da câmara municipal; instalando barricadas em Lyon, na intersecção Gambetta e boulevard dos Tchecoslovacos; na tradição dos Coletes Amarelos, ocupando rotundas em Rennes; bloqueando comboios e rotundas em Toulouse; manifestando em Guéret, Valenciennes, La Rochelle, Niort, Rouen, Langon, Marmande, Angers…

A França POPULAR e PROLETÁRIA está em toda a parte em protesto contra o «custo de vida» e a degradação dos serviços sociais: educação, saúde, pensões e apoios sociais, causados pelo desvio de fundos públicos para o armamento e a repressão mediática, política e policial gerada pelo capitalismo e pela ditadura da burguesia para militarizar a sociedade em preparação da sua 3.ª Guerra Mundial termonuclear apocalíptica.

Os proletários franceses devem juntar-se ao movimento insurreccional e ensiná-lo sobre a ÚNICA SOLUÇÃO HISTÓRICA para as crises sistémicas do capitalismo que já conduziu a humanidade a duas guerras mundiais genocidas e a centenas de confrontos e crises mortíferas sem fim: a REVOLUÇÃO PROLETÁRIA que abolirá a propriedade privada dos meios de produção, de financeirização, de comercialização e de comunicação, fundamentos da exploração do homem pelo homem.

 

PROLETÁRIOS e ESTUDANTES, UNÍ-VOS E DERRUBEM A DITADURA DA BURGUESIA.

NEM UM CÊNTIMO PARA O ARMAMENTO, TODO O    DINHEIRO PARA A EDUCAÇÃO

 

Fonte: PAS UN CENTIME POUR L’ARMEMENT, TOUT L’ARGENT POUR L’ENSEIGNEMENT ! – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




A burguesia palestiniana denunciou o fascismo israelita à custa da aniquilação do povo de Gaza

 


A burguesia palestiniana denunciou o fascismo israelita à custa da aniquilação do povo de Gaza

17 de Outubro de 2026 Robert Bibeau

 


Por Normand Bibeau et Robert Bibeau.

Continuação do artigo de 15 de outubro de 2026 intitulado A burguesia palestiniana desmascarou… disponível no seguinte endereço:

Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: A burguesia palestiniana desmascarou o fascismo da entidade israelita à custa da sobrevivência do povo de Gaza

Com esta série de artigos, queremos colocar a chamada «Questão judaica» racista e colonial, assim como a chamada «Questão palestiniana» nacionalista e anti-colonial, no seu devido lugar numa perspectiva materialista histórica e dialéctica, numa perspectiva de luta de classes marxista.


Assim, a 7 de Outubro de 2023, o assalto do grupo islâmico Hamas a alguns colonatos de ocupantes israelitas na periferia da prisão a céu aberto de Gaza, onde mais de dois milhões de prisioneiros palestinianos estavam encurralados há anos, foi uma conspiração «kamikaze» imposta ao povo palestiniano sem o seu consentimento.

Compreendemos que a história do genocídio do povo palestiniano não começa a 7 de Outubro de 2023, mas sim em 1948 com a grande NAKBA. Pouco importa que o ataque do Hamas a 7 de Outubro seja uma resposta à opressão, à ocupação, às destruições de 78 anos de ocupação, ao aprisionamento e à eliminação de milhões de mulheres, crianças e homens palestinianos. A questão é antes, esta táctica kamikaze poderia permitir atingir os objectivos de emancipação popular na Palestina ocupada?

NÃO!

Assim como pouco importa para a grande história deste conflito que a resposta da entidade israelita fascista e racista tenha assumido proporções de crimes de guerra, de um genocídio horrível e de crimes contra a humanidade.

O que importa à classe proletária é constatar que este conflito inter-imperialista, que opõe o império americano hegemónico, o seu proxy israelita racista, fascista e explorador do proletariado supostamente «judeu» (sic); enfrentando o imperialismo árabe dos emires, dos visires e dos bilionários do petróleo, exploradores do proletariado da região… é constatar que esta guerra permanente tem espezinhado há anos os direitos inalienáveis de milhões de oprimidos.


O trabalhador do Próximo e Médio Oriente, seja qual for a sua língua, etnia, nacionalidade ou religião, é ora «carne para patrões» e ora «carne para canhão», o que não lhe convém. O interesse do proletariado desta região duramente atingida pelas guerras dos senhores do mundo capitalista é travar a guerra de classes anti-capitalista dentro da sua própria entidade «nacional», em coordenação com as lutas internacionalistas dos trabalhadores do mundo pela sua emancipação. Ver: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: As revoltas populares chamam a atenção do proletariado: elas colocam-no perante a sua responsabilidade histórica

O MUNDO NÃO SERÁ DESTRUÍDO APENAS POR AQUELES QUE FAZEM O MAL, MAS TAMBÉM POR AQUELES QUE SABEM E NÃO FAZEM NADA» (Albert Einstein)

 Mike Whiney escreveu que o objectivo procurado por Yhya Sinwar teria sido:

 «Dentro de alguns meses – […] obrigaremos o ocupante a enfrentar 2 opções: ou o forçamos a aplicar o direito internacional, a respeitar as resoluções internacionais, a retirar-se da Cisjordânia e de Jerusalém […] permitindo a criação de um Estado nos territórios ocupados em 1967, incluindo Jerusalém. OU COLOCAREMOS ESTA OCUPAÇÃO NUM ESTADO DE CONTRADIÇÃO OU DE CONFRONTO COM A ORDEM INTERNACIONAL NO SEU CONJUNTO, ISOLAREMO-LA DE FORMA EXTREMA E RADICAL, E POREMOS FIM À SUA INTEGRAÇÃO NA REGIÃO E NO MUNDO INTEIRO REMEDIANDO O COLAPSO QUE OCORREU EM TODAS AS FRENTES» (diz Yahya Sinwar, 14/12/2022, durante um discurso anunciando publicamente o programa do Hamas, 10 meses antes do início da Operação «Dilúvio de Al-AQSA» por Mohammed Deif, chefe do ramo militar do Hamas, seguida «imediatamente» da operação SIONAZI ISRAELITA: «Espada de Ferro», com as consequências que conhecemos).

Mike Whiney PROSSEGUE:

«Então o que significa a declaração de Sinwar? Em primeiro lugar, indica-nos que Sinwar é um REALISTA sem qualquer ilusão quanto à possibilidade de derrotar Israel militarmente. Isso nunca foi seriamente considerado. […] Depois, a sua intenção não era 'empurrar os judeus para o mar'.

Como é que se pode dizer que o Sinwar «é um REALISTA», quando o seu plano de operação militar kamikaze «Dilúvio de al Aqsa» ignorou completamente TODA A HISTÓRIA VIVIDA PELO POVO PALESTINIANO MÁRTIR DESDE A CRIAÇÃO DA PRIMEIRA COLÓNIA SIONISTA NA PALESTINA OCUPADA, E QUE SEMPRE TEVE COMO OBJECTIVO O GENOCÍDIO DOS ÁRABES AUTÓCTONES E A CUMPLICIDADE DO DIREITO INTERNACIONAL E DO IMPERIALISMO MUNDIAL?

Histórico do genocídio imperialista ocidental contra os povos do Médio Oriente

Assim, já em 1878, com o estabelecimento da 1.ª colónia de povoamento 'judaica' da Europa de Leste, em Petah Tikva, no 'sandjak de Jerusalém' da Palestina ocupada pelo império otomano, o projecto SIONISTA TEOCRÁTICO já era o de criar um Estado TEOCRÁTICO e racista 'judaico', excluindo 'muçulmanos, cristãos e todas as outras religiões', como 'lar nacional judeu' para aqueles que praticavam a religião judaica.

Entre 1881 e 1903, a 1.ª «Aliyah» («Conquista de Israel») na Palestina foi organizada entre os imigrantes «judeus» que fugiam dos pogroms czaristas na Rússia e na Roménia, para «colonizar» as terras agrícolas palestinianas exclusivamente com colonos «judeus» e com a expulsão dos praticantes de outras religiões presentes nas terras colonizadas (re: un.org, 1930; palquest.palestine-studies.org, «The Jewish National Fund», 22/92/2017; un.org, 1917-1947).

Em 1897 realiza-se o 1.º CONGRESSO SIONISTA em Basileia, na Suíça, sob a direcção de Theodor Herzl. Este movimento «teocrático», reaccionário, colonialista e racista proclama oficialmente ter como objectivo implantar «um lar nacional teocrático judaico na Palestina», à exclusão de todas as outras confissões religiosas, em particular islâmica e cristã.

Em 1901, é criado o «Fundo Nacional Judaico» (Keren Kayemeh Lelsrael), reservado exclusivamente aos «judeus», para angariar o dinheiro necessário à compra de terras na Palestina para a instalação de colónias «judaicas» (sic) de povoamento exclusivo, com vista à criação deste «lar nacional judeu» racista à custa da destruição do «moustassarifat de Jerusalém e dos sanjaks de Nablus e de Acre».

Em 1909, Telavive foi fundada com o nome de «Ahuzat Bayit» como «bairro comunitário e cultural exclusivamente hebraico e núcleo de uma entidade urbana judaica e SIONISTA à exclusão de todas as outras religiões, como um gueto judaico por 66 famílias judias, subúrbio de Jaffa, para se tornar a capital deste «lar nacional judeu» racista de colonização na Palestina ocupada (re: cambridge.org, 5/05/2022; nli.org.il, «The Second Aliyah», Zionism-history).

Em 1914, na alvorada da Primeira Guerra Mundial, que opôs a Alemanha, o império austro-húngaro e o Império Otomano aos impérios coloniais britânico, francês, russo e americano, os «judeus» representavam 6% do «governo otomano da Palestina» (re: france-palestine.org, cronologia 1878-1949)

Apesar dessa percentagem insignificante de «judeus» na Palestina de 1917, o ignóbil racista colonizador Arthur James Balfour, ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, escreveu ao líder sionista, o banqueiro bilionário Rothschild, que o seu império racista e colonizador: apoia «o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu» («national home for the Jewish people») embora esta «nação judaica» não exista em lado nenhum além da vontade dos sionistas e dos seus mentores, os imperialistas mundiais, para servir os seus desígnios de dominação regional.

A chamada «Questão Judaica» («Zur Judenfrage»), tal como MARX explicou, diz respeito essencialmente às relações sociais e políticas que fazem com que a religião, tal como a língua, a cultura, a raça, o sexo e todas as «diferenças» que distinguem os humanos entre si, em qualquer sociedade dividida em classes sociais antagónicas, se transformem em fontes de separação, desigualdade e conflitos, de modo a perpetuar a exploração do homem pelo homem em benefício das classes dominantes. A «nacionalidade judaica» baseada na religião «judaica» não passa de uma quimera da sociedade dividida em classes sociais antagónicas para «dividir as populações para reinar» e explorar esta minoria religiosa, onde «[O] judaísmo se conservou, não apesar da história, mas pela história», como todas as religiões, aliás, «fósseis» ideológicos que remontam às calendas gregas e repudiados pela ciência (re:classiques.uqam.ca, «La question juive», 1844)

Foi com esse objectivo «divisionista» de dominação que o imperialismo britânico, com a cumplicidade do imperialismo árabe e mundial, implantou no coração do mundo «árabe e islâmico» o «ponto divisor» mortal de um «lar nacional judaico» (sic), destinado a provocar e enfraquecer os árabes dominados e assegurar a dominação imperialista para «roubar, saquear, pilhar e explorar» os recursos naturais e os povos árabes, em particular o trigo, as rotas comerciais e o petróleo descoberto no Irão, os «acordos Sykes-Picot» de 1916 sobre a partilha do Médio Oriente e as promessas falsas feitas aos árabes, reveladas por LENINE em 1917; (larousse.fr;openwarstudies.org) (re: a Conferência de Paris de 1909).

Após a derrota otomana de 1918, os imperialistas britânicos assumem o controlo do «governo otomano da Palestina» e em 1920 impõem aí a sua administração, para depois obter um «mandato» de ocupação da Sociedade das Nações (1922 com entrada em vigor em 1923) para, ao abrigo do artigo 6 do mandato:

facilitar a imigração «judaica» na Palestina mandatária;

encorajar a fixação dos «judeus» nas terras palestinianas;

desenvolver instituições «judaicas» e tudo isso em detrimento dos árabes autóctones.

Desde essa data fatídica sucederam-se sem fim:

– os atentados terroristas (1922 – 1947);

– a ignóbil resolução 181 da Assembleia Geral da ONU que concedia 55% do território palestiniano aos «30% de judeus da Palestina possuindo 15% das terras» e 45% aos «66% de árabes possuindo 85% das terras», um roubo puro e simples das terras palestinianas e uma violação abominável dos direitos do povo palestiniano;

– a criação ilegal da entidade israelita racista e teocrática, a 14 de Maio de 1948;

– a guerra de agressão «SIONAZI» para expulsar mais de metade dos árabes das suas terras ancestrais;

– a NAKBA com a deportação manu militari de 760.000 palestinianos da Palestina;


- 1956, a guerra de agressão de Suez e a invasão do Sinai e de Gaza;

- 1967, a guerra de agressão dos 6 dias que começou com o bombardeamento do Egipto;

- 1967-1973, colonização dos territórios ocupados por mercenários «judeus» vindos do Ocidente;

- 1973, agressão do Yom Kippur e capitulação do Egipto e da Síria;

- 1978-1982, acordos renegados de «Camp David» e traição dos fascistas egípcios e agressão ao Líbano;

- 1981, anexação do Golan;

- 1987-1993, 1.ª Intifada e os «Acordos de Oslo»;

 

o    Em 2016, resolução falida 2334 do Conselho de Segurança da ONU reafirmando que os colonatos ‘judeus’ no território palestiniano ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental, não têm nenhum valor jurídico e constituem uma violação flagrante do DIREITO INTERNACIONAL. Esta resolução pérfida e perniciosa significa que a colonização dos territórios palestinianos anteriores a 1967 é ‘validada’ ao abrigo do ‘direito internacional’, alterando unilateral e ilegalmente a resolução 181 da Assembleia Geral de 1947 e reconhecendo o ESTADO SIONAZI ISRAELITA dentro das fronteiras anteriores a 1967, uma violação até do DIREITO INTERNACIONAL IMPERIALISTA. Pior ainda, nenhum dos Estados imperialistas do Conselho de Segurança, EUA, China, Rússia, França, Grã-Bretanha;

 

-2005 -2023, aceleração e intensificação da colonização com a CUMPLICIDADE da comunidade internacional: 166 colonatos reconhecidos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental com 737.332 colonos mercenários ilegais e 271 «postos avançados coloniais» na Cisjordânia ocupada com ~ 60.000 habitações ilegais autorizadas (re: Alto Comissariado da ONU, 4/02/2026);

– 7 de Outubro de 2023, Operação «Dilúvio de al Aqsa» da Resistência palestiniana;

– 8 de Outubro de 2023-2026, «Operação Espada de Ferro» dos mercenários genocidas SIONAZIS ISRAELITAS com 75.200 palestinianos assassinados; + de 175.000 feridos; ~ 2 milhões de deslocados; 81% da construção de Gaza destruída; 16.500 vítimas de fome, doenças e execuções sumárias sem julgamento. 


No momento de fazer o seu discurso em Dezembro de 2022 e de desencadear a Operação «Dilúvio de al Aqsa», em 7 de Outubro de 2023, Sinwar poderia honestamente:

1- IGNORAR que o imperialismo mundial através dos SIONISTAS «judeus», e depois a entidade racista israelita, desde 1878 ASSASSINOU, FERIU E EXPULSOU DAS SUAS TERRAS ANCESTRAIS:

~ 750.000 a 957.000 palestinianos foram expulsos de suas terras ancestrais, sob bombas, atentados terroristas e à baioneta durante a NAKBA;

~ 200.000 expulsos após a guerra de 1967;

~ 5,9 milhões de palestinianos inscritos e elegíveis aos serviços da UNRWA;

~ 154.000 palestinianos foram assassinados pelos «judeus israelitas» desde 1948;

~ 101.000 palestinianos feridos pelo exército israelita fascista entre 2009-2018;

provocou fomes, epidemias infecciosas, mortalidade infantil, malária, tuberculose, em suma, TODAS as técnicas de genocídio foram empregues em algum momento da guerra de extermínio conduzida pelos mercenários israelitas desde o seu mandato de implantar uma colónia «judaica» racista na Palestina como posto avançado do imperialismo

2- Ignorar que TODOS os líderes sionistas e os seus «patrocinadores» imperialistas sempre afirmaram publicamente que não recuariam perante qualquer crime, qualquer massacre, qualquer genocídio para criar e impor a sua colónia de mercenários «judeus» na Palestina, ou mesmo «do Nilo ao Eufrates» para servir o imperialismo mundial;

3- IGNORAR que a «comunidade internacional» dos imperialistas mundiais reunida na ONU sabe desde 1878 que o projecto SIONISTA consiste em exterminar ou expulsar os árabes do Estado teocrático racista «judeu» para construir um «ponto divisor» no coração do mundo árabe para o dominar e explorá-lo;

4- IGNORAR que o DIREITO INTERNACIONAL é uma farsa total inventada para impor a ditadura das potências imperialistas dominantes sobre os Estados dominados;

5- IGNORAR que os «líderes capitalistas» de todo o mundo sabem que o povo palestiniano e todos os povos árabes, iranianos e iemenitas são explorados e massacrados pelas burguesias locais em conluio com a burguesia compradora israelita em favor do imperialismo mundial para os «roubar, pilhar e saquear» e que esses ricos ocidentais ou árabes são os SEUS CÚMPLICES ACTIVOS, como prova o comércio que mantêm com a entidade sionista.

Sabendo de tudo isto, como é que Sinwar e os movimentos de resistência palestinianos conseguiram atirar os gazenses à boca do lobo americano-israelita e do imperialismo mundial sem pátria? Esta é a questão última à qual eles têm de responder aos gazenses, ao heroico povo palestiniano e aos revolucionários de todo o mundo.

Para nós, proletários revolucionários, não existe a “Questão Judaica”, não existe a “Questão Palestiniana”. Existe apenas uma “Questão Proletária” onde a classe proletária internacional, unida para lá das diferenças étnicas, linguísticas, religiosas ou nacionais, enfrenta a classe burguesa mundializada, desunida, caótica e decadente.

Proletários do mundo inteiro, uní-vos contra o Capital distópico!


Fonte: La bourgeoisie palestinienne a démasqué le fascisme israélien au prix de l’anéantissement du peuple gazaouï – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Contra a repressão, a austeridade e a guerra: pela união dos trabalhadores e dos estudantes na luta!

 


Contra a repressão, a austeridade e a guerra: pela união dos trabalhadores e dos estudantes na luta!


Pelo  Grupo Revolucionário Internacionalista (GRI). Em Contre la répression, l’austérité et la guerre : pour l’union des travailleurs (…) – Révolution ou Guerre

Publicamos abaixo o panfleto assinado pelo Grupo Revolucionário Internacionalista, uma organização afiliada à TCI, por ocasião das manifestações de rua em França a 13 de Outubro (cf. nosso comunicado de 10 de Outubro [1] e  aqui Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: As revoltas populares chamam a atenção do proletariado: elas colocam-no perante a sua responsabilidade histórica). Mais uma vez, como fizemos para o dia de acção sindical de 29 de Setembro, decidimos associar-nos a este panfleto e divulgá-lo com o GRI. Alguns podem estranhar ver-nos reproduzir panfletos publicados por outro grupo comunista. No entanto, não é a primeira vez. Já reproduzimos panfletos do PCI-O Proletário e até, embora mais raramente, do CCI. Só o fazemos desde que partilhemos as suas orientações gerais e as suas palavras de ordem de luta, mesmo que isso não seja necessariamente o caso para todas as formulações. O facto de a mesma orientação — neste caso, a expansão da luta e a entrada de sectores da classe operária nela — ser destacada, adoptada e difundida com uma só voz, ou pelo menos com uma voz comum, só pode ajudar a torná-la conhecida e a reforçar a sua ressonância dentro da classe — por mais pequena que ainda seja a minoria envolvida. Não é isso o essencial? Teremos oportunidade de voltar a esta questão e às condições que determinaram a nossa escolha. Contra a repressão, a austeridade e a guerra: pela união dos trabalhadores e estudantes na luta!

 

Contra a repressão, a austeridade e a guerra: pela união dos trabalhadores e dos estudantes na luta!

Há mais de duas semanas, os alunos do liceu e da universidade estão a lutar por condições de estudo decentes. Estas mobilizações, apesar de uma repressão de uma violência rara por parte do Estado e dos seus capangas, só podem ser saudadas com vigor. Enquanto o governo investe massivamente no exército à espera de uma próxima guerra geral que se desenha diante dos nossos olhos, a juventude proletarizada parece mostrar o caminho a seguir: face à militarização acelerada, nem um euro para o exército, a urgência está noutro lado! (Ver  este artigo Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Invistam o dinheiro na educação em vez de armamento!,  NDÉ).

Longe de serem só francesas, estas mobilizações acontecem em todos os países. Na Alemanha, em Itália ou na Bélgica, muitos seguem o exemplo francês; isso só pode reforçar a luta! Contra o veneno nacionalista, apoiemos, em todo o lado, os camaradas e jovens proletários que se estão a bater!

Mas as mobilizações de liceus e universidades ainda são insuficientes; os bloqueios e manifestações, mesmo massivos, não podem levar à vitória. O governo e os capitalistas pouco se importam se um liceu ou uma universidade estiver bloqueada: alguns até o fazem preventivamente! Para esperar ir mais longe e vencer esta luta, é preciso atacar o nervo da guerra nesta sociedade capitalista: o lucro.

É através da aliança com os trabalhadores que este movimento poderá alargar-se e mostrar toda a sua força real! Em vez de ficar sozinho à frente do liceu ou da faculdade, é preciso estender a luta ao mundo do trabalho, organizar-se em Assembleias Gerais, enviar delegações para o mundo operário nas fábricas e nos armazéns! Só com a extensão da luta é que o governo cederá, porque então serão os interesses dos capitalistas que estarão ameaçados!

Não nos enganemos: a missão da Escola não é permitir a todos a ascensão social através do conhecimento e da cultura. É fazer uma selecção entre uma minoria de privilegiados que ocupam os bons lugares e a maioria dos proletários destinados a ser explorados. Pela sua revolta, os estudantes do secundário mostram que não são ingénuos quanto à mentira republicana e que rejeitam esse futuro feito de miséria e guerra.

Os partidos de esquerda burgueses como o LFI fazem, no entanto, tudo para canalizar o movimento: muito mais do que uma oposição frontal ao Estado, eles actuam como mediadores, como conciliadores; e claro, no final, é sempre a burguesia que vence! A intersindical, por seu lado, adia as mobilizações várias semanas para sufocar melhor a luta! Perante esta realidade, uma coisa é certa: além de confrontar os capitalistas, protegidos pelo Estado, será também necessário atacar os sindicatos e os partidos de esquerda chamados 'reformistas'!

Estudantes do ensino secundário, universitários, juntem-se à classe operária, chamem-na a participar na luta, levem palavras de ordem unitárias: contra a austeridade e a degradação das condições de vida e de trabalho, contra um orçamento militarizado que vai atingir os mais precários!

Trabalhadores e trabalhadoras, juntem-se aos estudantes no seu movimento, lancem-se na luta! Solidariedade com os estudantes e secundaristas reprimidos!

Grupo  Revolucionário Internacionalista (GRI), grupo afiliado à Tendência Comunista Internacionalista

 

Nota:

[1] . https://igcl.org/Communique-international-sur-les

 

Fonte: Contre la répression, l’austérité et la guerre: pour l’union des travailleurs et des étudiants dans la lutte ! – les 7 du quebec

Comunicado traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Após o movimento dos liceus, todos em luta contra a austeridade e os sacrifícios destinados a preparar a guerra generalizada!

 


Após o movimento dos liceus, todos em luta contra a austeridade e os sacrifícios destinados a preparar a guerra generalizada!

A situação económica, social e política é crítica; o navio está a meter água por todo o lado, e à primeira vista, é difícil ver qualquer saída de emergência. 

Por um lado, nos liceus e colégios, os ratos correm nas salas de aula, o aquecimento não funciona no inverno e os edifícios sem isolamento transformam-se em fornos assim que a temperatura sobe. Os alunos, especialmente nos bairros operários, não têm professores porque não são substituídos em caso de ausência. E quando tentam opor-se, o Estado envia-lhes a sua milícia, sem hesitar em cegar ou mutilar.

Por outro lado, os salários não acompanham a inflação, os orçamentos cada vez mais austeros apertam cada vez mais violentamente o nó à garganta dos trabalhadores, e enquanto a indústria de armamento se farta, corta-se o orçamento da segurança social. Os capitalistas parecem ter feito a sua escolha: prefere-se investir em máquinas de matar do que em cuidados de saúde. 

Na verdade, é em todos os países que a miséria e a exploração explodem precisamente no momento em que o capitalismo prepara a guerra generalizada, correndo o risco de destruir a civilização industrial moderna e devastar ainda mais o ambiente do qual dependemos para sobreviver. É em todos os países que a raiva e a revolta tendem a explodir. O futuro que o capitalismo em crise nos prepara é sombrio. Toda a gente está mais ou menos consciente disso.

A manifestação deste sábado, 17 de Outubro, pode ser um ponto de viragem na dinâmica de mobilização que acontece há várias semanas; pode significar a entrada em cena dos trabalhadores e trabalhadoras. É uma necessidade vital para que a porta aberta pelos alunos do secundário não se feche, e, pelo contrário, se abra de par em par.

Não é apenas juntos que temos de nos envolver, mas sobretudo é a totalidade da classe que produz riquezas, a classe operária, os assalariados, o proletariado, que deve comprometer-se e tomar a direcção das revoltas, dando-lhes uma perspectiva de luta tanto contra os ataques imediatos às nossas condições de vida como… contra o capitalismo, para, no fim, o derrubar. Não há outro caminho perante a miséria primeiro e a guerra depois.

Neste sentido, as mobilizações em França e em todo o lado chamam a atenção do proletariado como um todo: colocam-no diante da sua responsabilidade histórica. Esta constatação não se limita a França; aplica-se também às manifestações contra a explosão das rendas em Espanha, às manifestações estudantis e outras na Bélgica, em Itália que estão a decorrer neste momento...

As mobilizações de liceais e estudantes deixadas por conta própria estão num beco sem saída; só poderão ter uma saída de emergência através de uma acção massiva dos trabalhadores, que só poderá ocorrer no terreno da classe. Simpatizar e apoiar os liceus e estudantes não basta. É preciso mobilizar-se e procurar entrar em luta e em greve colectivamente. As referências a Maio de 1968 são partilhadas por muitos. A força de Maio de 1968 deveu-se precisamente ao facto de os trabalhadores terem entrado em luta massiva na sequência das manifestações estudantis e, convém salientar, apesar e, muitas vezes, contra a opinião dos sindicatos. Encorajamos todos aqueles que se reconhecem nesta constatação e desejam «fazer algo», a agirem em conjunto e formar comités de luta, ou qualquer outra forma de agrupamento activo e militante, para poder:

- intervir coletivamente em manifestações e assembleias;

- preparar a entrada em luta e greve sobre as reivindicações mais amplas e unitárias possíveis;

- e ir aos locais de trabalho e outros para expandir e generalizar a luta.

O capitalismo prepara a guerra generalizada entre blocos imperialistas armados com armas nucleares. Para isso, tem de impor cada vez mais sacrifícios e miséria a todas as populações, principalmente ao proletariado, e isso em todos os países. Perante esta perspectiva bárbara, só existe um caminho: resistir colectivamente a todos os ataques às nossas condições de vida e de trabalho. Contra a austeridade e os sacrifícios generalizados, contra o aumento da miséria, trabalhadores, empregados do sector público e privado, reformados, estudantes, liceais, desempregados, trabalhadores «não-imigrantes» e imigrantes, mulheres e homens, todos em luta!

O GIGC-Révolution ou guerre, 16 de Outubro de 2026 (www.igcl.org, intleftcom@gmail.com )