terça-feira, 27 de outubro de 2026

Comunicado sobre a situação em França – 26 de Outubro de 2026

 


Comunicado sobre a situação em França – 26 de Outubro de 2026

 

« Cuidado com a raiva das pessoas racionais. Ao longo da manifestação parisiense, aliás, ouvem-se poucas palavras de ordem sobre o poder de compra ou o forte aumento do preço dos combustíveis, mas uma fúria poderosa expressa-se contra o Estado, contra o governo, e sobretudo contra as forças de ordem, com o universal “ACAB” (“All cops are bastards”, ou seja, “todos os polícias são uns bastardos”), mil vezes cantado, seguido de “E toda a gente odeia a polícia”. » (Le Monde, 25 de Outubro de 2026[1], artigo sobre a manifestação parisiense de 24 de Outubro de 2026)

O repórter do jornal Le Monde faz um relato bastante fiel tanto do ponto de vista do desenrolar da manifestação parisiense de 24 de Outubro quanto do seu significado político. Oficialmente, participaram 250 000 manifestantes, apesar das proibições e das mudanças de última hora no percurso feitas pela polícia. De facto, esta política de proibição total ou parcial das manifestações, sob a ameaça de uma repressão cada vez mais violenta, não conseguiu impedir que centenas de milhar de pessoas – quase tantas quanto em 17 de Outubro – se manifestassem por todo o país, incluindo locais como Lyon, onde qualquer manifestação era proibida. É ainda mais notável considerando que, após as violentas manifestações do dia 17 e ao longo da semana que levou ao dia 24, a saturação diária, sistemática e renovada em todos os media, jornais e canais de notícias em directo sobre as violências, os saques e os vândalos não cessou de crescer ao longo dos dias e isso até ao sábado da manifestação.

No entanto, a semana de bombardeamento mediático sobre as violências foi muito mais eficaz em termos ideológicos e políticos. O resultado foi que os lemas das manifestações de sábado já não eram um «todos juntos» contra o custo de vida, condições de trabalho e de estudo escandalosas e miseráveis, e a favor do aumento dos salários ou outros; mas sim em defesa do direito de manifestar, da democracia, no terreno do anti-racismo e contra a repressão policial. Este fenómeno foi acentuado pela organização de uma manifestação em Orleães contra a realização do congresso do Rassemblement national da extrema-direita nessa mesma cidade. Depois, pelo aproveitamento mediático do ataque assassino de um racista[2] contra imigrantes de «cor», que matou uma pessoa e feriu várias num subúrbio parisiense, em Trappes. Qual foi o lema mais repetido nas manifestações de 24? Siamo tutti antifascisti. O anti-fascismo tomou o lugar da luta de classes proletária. A deslocação da confrontação do terreno da defesa das condições de vida e de trabalho de 17 de Outubro para o da ameaça racista, xenófoba e repressiva tornou-se então dominante, com na rectaguarda a perspectiva da vitória de Marine Le Pen nas eleições presidenciais de 2027. Enquanto todos os meios de comunicação burgueses se admiravam na semana anterior ao dia 17 pelo facto de uma mobilização de massas acontecer em plena campanha eleitoral presidencial, a semana de 17 a 24 também conseguiu reverter a mobilização em curso e transformá-la num momento da campanha presidencial.

A grande combatividade e raiva que se manifestaram novamente nas manifestações massivas e determinadas deste sábado, dia 24, deslizaram então do terreno de classe para o terreno burguês da democracia. A linha de polarização já não era contra o Estado, mas em defesa do Estado contra a extrema-direita e a repressão policial. Como diz o jornalista do Monde, «ouvem-se poucas palavras de ordem sobre o poder de compra ou o forte aumento do preço dos combustíveis, mas uma fúria poderosa manifesta-se contra o Estado.»

Muitos, incluindo dentro do campo revolucionário, verão na raiva anti-polícia e contra o Estado um sinal positivo tanto do ponto de vista da mobilização actual como do ponto de vista histórico. Verão nisso um enfraquecimento considerável da mistificação democrática, ou mesmo as primeiras tentativas de disputar à burguesia o seu poder político. Tal como lhes será tentador ver na vontade dos coletes amarelos de se dirigir ao Eliseu e aos locais de poder durante a manifestação do dia 17, ou mesmo nos incêndios nas câmaras municipais, uma vontade e uma consciência crescentes de colocar a questão do poder político. Nós, pelo contrário, pensamos que esta aparente radicalidade marca um retrocesso político da mobilização e o sucesso da manobra ideológica e política conduzida por todo o aparelho de Estado desde 17 de Outubro. Cada um, governo, partidos de direita e extrema-direita, partidos de esquerda, extrema-esquerda, sindicatos e sindicalismo de base, joga o seu papel de prender os trabalhadores e os futuros trabalhadores hoje estudantes ou liceais que estão nas ruas numa falsa alternativa: iliberalismo-democracia, fascismo-anti-fascismo, racismo-anti-racismo, direito de manifestação-proibição e repressão, etc. « A fúria contra o Estado » que o nosso jornalista destaca não é contra o Estado, mas em defesa do Estado democrático burguês, da República, quaisquer que sejam as consciências individuais das “pessoas sensatas” e por muito revoltadas que estejam, ou até por mais radical que seja a sua postura.

Neste sentido, parece-nos que a compreensão da situação e a orientação que defendíamos com outros[3] depois do dia 17 foram globalmente confirmadas: «Para nós, este dia não podia senão marcar uma viragem: ou abria caminho para uma entrada mais ou menos rápida na luta de setores da classe operária, aproveitando a porta que os estudantes tinham aberto, e assim abria uma nova perspetiva para esta mobilização; ou os trabalhadores não iam além de simpatias e apoios individuais – sem dúvida numerosos, mas não coletivos – e esperavam pelo dia de ação dos sindicatos previsto para 5 de novembro, cujo objetivo, toda a gente sabe, não é mais do que controlar a mobilização, deixar escapar o vapor, voltar com todos ao âmbito sindical e assim apagar o incêndio. (...)

No momento em que escrevemos, após o dia 17 e o bombardeamento mediático e governamental sobre as violências e os saqueadores, por um lado, e a substituição de um dia de ação sindical no dia 5 de novembro em vez de uma entrada imediata dos trabalhadores na luta pelas suas reivindicações nas quais todos se reconhecem, parece pouco provável – esperemos que estejamos errados – que setores significativos do proletariado entrem numa luta imediata e massiva. Para isso, seria necessário não só que saíssem da atitude de espera e hesitação mostrada até agora, mas sobretudo que assumissem conscientemente a confrontação política com os sindicatos que se opõem, e se vão opor, a qualquer greve imediata sob o pretexto de preparar o dia 5 de novembro. Para já, resulta que as palavras de ordem e orientações do nosso folheto continuam sempre válidas no momento em que escrevemos.» (comunicado de 18 de outubro)

O dia 17 de facto marcou uma viragem, infelizmente não no sentido do desenvolvimento da luta no terreno proletário. Não houve qualquer entrada em luta por parte de sectores mais ou menos amplos da classe operária, o que teria permitido dar uma perspetiva de classe clara à mobilização[4]. Na sua ausência, o caminho ficou livre para a contra-ofensiva burguesa. Como já referimos, a campanha política dos media e dos partidos sobre as violências e o marco da jornada sindical de 5 de novembro são as duas mandíbulas da armadilha que se estão a fechar, impedindo qualquer alternativa de classe significativa. Não surgiu nenhuma luta operária para assumir o seu lugar, nem sequer entre os professores (certamente de férias) que, no entanto, têm as mesmas reivindicações que os estudantes do secundário, e a direcção da mobilização no terreno económico, ou seja, contra os ataques aos salários e às condições de trabalho. O resultado é que todo o aparelho político estatal da burguesia pôde ocupar todo o terreno durante toda a semana e assim desviar a atenção das reivindicações económicas para o terreno da defesa da ordem republicana de um lado e, do outro, da democracia e do direito de manifestar. A raiva de classe, que tendia a afirmar-se até 17 de outubro – mesmo que ainda muito confusa – desviou-se para o terreno burguês e tornou-se raiva cidadã.

Não há quase dúvidas de que a participação maciça e a raiva existente obrigam as forças burguesas a intercalar outros dias, pelo menos um, de manifestação ou outro para preencher o vazio que separa 24 de Outubro de 5 de Novembro – mais de dez dias. Não há quase dúvidas também, segundo nós, de que a já anunciada para o próximo sábado virá confirmar a mudança de uma linha de confrontação que se polariza em torno das reivindicações económicas, e portanto de confrontação entre classes sociais, para uma que polariza as forças “autoritárias” anti-democráticas contra as forças democráticas. Uma dúvida? “Para o acto III, no sábado, 31 de Outubro, apelamos a concentrações e a sit-in em frente à Assembleia Nacional e em todas as câmaras municipais de França, para a defesa das liberdades públicas. Nesse dia, manifestaremos pela liberdade de manifestar, e por todas as nossas liberdades,” afirma o principal site dos coletes amarelos cuja influência é significativa. (https://www.17octobregiletjaune.net/)

Nessas condições, é claro que as orientações de luta imediata e de agitação que ainda podíamos avançar na semana passada já não são adequadas à nova situação. A perspectiva e as palavras de ordem de extensão e generalização da luta a toda a classe operária, a possibilidade de entrada em luta de sectores operários, acabam por se encontrar de facto assimiladas ou associadas ao dia de acção sindical de 5 de Novembro. A atitude de esperar para ver, de hesitação, que apontávamos na semana passada e contra a qual alertávamos os operários, deixou toda a liberdade à burguesia para ocupar o terreno mediático e enfraquecer assim qualquer potencialidade, não só de emergência de luta operária significativa até ao dia 5, mas também de transformar esta luta num momento de generalização, de uma forma ou de outra, da mobilização operária sobre reivindicações de classe. Uma vez afastada (salvo acidente) a ameaça de uma extensão e  generalização aos sectores da classe operária, como em Maio de 1968, por exemplo, a burguesia intensificou o seu controlo sobre o curso dos acontecimentos. Ela quase os dita directamente. Basta-lhe, sobretudo através dos sindicatos e dos dias de acção, marcar o ritmo das manifestações de acordo com o nível de combatividade e manter-se na prancha para surfar na onda de combatividade e raiva agora direccionada principalmente contra… a polícia.

Vamos evitar um esquema absoluto. Embora nos pareça improvável que uma dinâmica proletária possa impor-se agora a partir desta mobilização, da sua própria dinâmica, não podemos excluir que aconteça um evento “fortuito”, fora da mobilização, que abra a porta a uma inversão do curso actual, num clima geral de raiva e descontentamento que, esse sim, não desapareceu e que só poderia favorecer isso. Pode ser uma greve ou luta operária surgindo aqui ou ali. Pode ser um excesso da repressão ou um acidente. Ou ainda, uma redistribuição das cartas devido a um desenvolvimento de mobilizações idênticas, ou da mesma natureza, que se exprimiram posteriormente na Bélgica, em Itália, em Portugal, em Espanha, na Albânia, mesmo na Alemanha.

Porque não deixa de ser verdade que o descontentamento e a vontade de lutar tendem a generalizar-se um pouco por todo o mundo. As manifestações “contra a vida cara” multiplicam-se na Europa e muitas vezes assumem as mesmas características de massa e de confronto com a repressão policial. O mesmo acontece em muitos outros países, como aconteceu recentemente na Bolívia. Para preparar a guerra imperialista generalizada imposta pelas contradições económicas do capitalismo mundial, todas as classes dominantes são forçadas a atacar a sua população e, em particular, a sua classe operária, o seu proletariado. Manifestações, revoltas, greves em massa, ou seja, confrontos de classes, haverá e já há.

A questão não é tanto se elas acontecem, mas como torná-las eficazes do ponto de vista das reivindicações. Ora, para que sejam «eficazes», ou seja, que façam recuar os ataques da burguesia, ou mesmo apenas os travem, é preciso impor a esta última uma relação de forças. Para que esta seja, no mínimo, favorável, toda luta deve tender a envolver todo o proletariado e as camadas sociais que o rodeiam na luta em massa, o «todos juntos». Para assumir esta orientação política de generalização da luta de classes, o proletariado e as suas minorias mais combativas não podem evitar enfrentar as forças políticas burguesas, e o conjunto do aparelho de Estado capitalista, como nos mostra, mais uma vez, a mobilização actual em França. A defesa das condições de vida e de trabalho e as reivindicações de classe trazem em si a confrontação real com o conjunto do aparelho de Estado capitalista – e não com tal ou qual fracção ou órgão específico deste. O seu esquecimento, provocado pela campanha mediática de 17 a 24, leva à impotência e ao fracasso.

Em vez de reafirmar as reivindicações e a dinâmica de classe iniciais do movimento que partiu dos liceus, a manifestação massiva e combativa de 24 de Outubro veio sancionar e validar a sua relegação para segundo plano, senão mesmo o seu esquecimento. Para os revolucionários, é da maior importância ter em conta esta inversão da dinâmica da luta, a abertura de um curso de recuo e de confusão, a fim de adaptar a sua intervenção em conformidade. Continuar a apelar à extensão desta mobilização, quando agora se situa no terreno burguês da defesa da República e da democracia, equivaleria objectivamente a reforçar a burguesia. De facto e muito provavelmente, o cariz agitador das orientações e palavras de ordem que prevaleciam até então, e que se pode resumir pela extensão e generalização da luta aos sectores operários, vai dar lugar às advertências e à denúncia das mistificações e armadilhas de ordem democrática.

No entanto, os grupos comunistas e os revolucionários devem manter-se atentos a qualquer expressão ou manutenção, mais ou menos ampla, mais ou menos localizada ou limitada, de reivindicações em defesa das condições de vida e de trabalho e apoiá-las ao máximo. Certamente, é pouco provável que tais expressões, se surgirem, consigam inverter a dinâmica actual. Mas podem ajudar a limitar o recuo e a confusão que se instalam e estabelecer uma linha de defesa mínima que permita às minorias mais claras do proletariado agrupar-se e preparar as lutas futuras. Neste caso, a responsabilidade dos revolucionários é precisamente adaptar a sua intervenção e as suas orientações em conformidade.

 

GIGC, 26 octobre 2026

 

 

[1]. Um dia de forte mobilização sem incidentes graves: «O direito de manifestar é tão importante quanto o direito de voto» (https://www.lemonde.fr/politique/article/2026/10/25/une-journee-de-forte-mobilisation-sans-incidents-majeurs-le-droit-de-manifester-est-aussi-important-que-le-droit-de-vote_6799929_823448.html ) .

2. Provavelmente desequilibrado, mas tanto mais influenciado pelo racismo anti-imigrante propagado pelo Rassemblement national e pelos partidos de direita tradicionais.

3. Os camaradas do Grupo revolucionário internacionalista da TCI em França e os simpatizantes próximos das nossas duas organizações, ou mesmo – uma vez não sendo costume – a Corrente comunista internacional.

4. Houve de facto alguns locais de trabalho, o tecnocentro SNCF de Châtillon, o pessoal do hospital Tenon, que se puseram em greve no dia 13 de Outubro. Mas se estas mobilizações muito raras dos sectores mais tradicionalmente combativos do proletariado só podem nos alegrar, também não devem criar ilusões. Na realidade, elas escondem uma situação muito mais apática. Isto é ainda mais importante porque muitas organizações esquerdistas, ao se agarrarem a estas lutas mais do que minoritárias, tendem a pintar um quadro de uma situação que está longe da dinâmica actual - alguns chegando mesmo a falar de situações pré-revolucionárias!…

 

Fonte : Revolução ou Guerra - Révolution ou Guerre

Este comunicado foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice






 

 

 

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Os restos da guerra fratricida de saque na Ucrânia

Os restos da guerra fratricida de saque na Ucrânia

26 de Outubro de 2026 Robert Bibeau



Por Normand Bibeau e Robert Bibeau.

Primeira parte: A guerra de roubo e pilhagem na Ucrânia

Desde o primeiro dia desta guerra fratricida imperialista «continental» de «roubo, saque e banditismo» dos recursos humanos e naturais ucranianos, e russos, para a redistribuição dos mercados europeus através do «conter» e do derrube do regime «putiniano pró-oriental» da Federação da Rússia, de modo a subvertê-la internamente através de uma rede de «agentes pró-ocidentais» sob a «pressão» de uma «guerra híbrida de confiscação de activos soberanos, sanções massivas, ataques de propaganda e militares, tanto internos como externos», para a sua «balcanização» em «6 ou 7 Estados étnicos e religiosos mais pequenos» (diz Kaja Kallas) e mais fáceis de «roubar, saquear, pilhar e escravizar» segundo os termos de um LEBENSRAUM HÍBRIDO 2.0, os especialistas militares credíveis e dignos de fé foram unânimes em concluir que em nenhuma circunstância:

«as forças armadas ucranianas não tinham os recursos humanos, materiais e militares necessários para reconquistar de forma duradoura os territórios da CRIMEIA, DO DONBASS e da NOVA RÚSSIA, e isso desde o início da “Operação Militar Especial” (“OME”) russa, a 22 de Fevereiro de 2022, e especialmente desde o fracasso da “contra-ofensiva” de 2023.»

As forças em presença

Nós próprios, sem pretensão militar de campo, após uma análise objectiva, exaustiva e rigorosa das «forças» em presença, particularmente em função:

1-      dos «recursos humanos» (146,7 milhões de russos + 7,5 milhões de ucranianos russófonos das Repúblicas do Donbass contra ~37,3 milhões de ucranianos ucranófonos);

2-      das capacidades industriais dos complexos militar-industriais russos de 400.000 obuses de 122 mm em 2022 contra «0» de 155 mm em 2022 para a Ucrânia; 7 milhões de obuses de obuseiros, tanques, morteiros e artilharia por ano em 2025 contra 2,5 milhões do lado ucraniano e «aliados» ocidentais;

3-      dos exércitos «activos» mobilizados (900.000 militares russos contra 196.000 militares ucranianos; 2.000.000 de reservas russas contra 900.000 ucranianos);

4-      5.980 canhões russos contra 2.856 ucranianos; 3.547 lançadores de foguetes russos contra 1.680 ucranianos; ~3.330 tanques de assalto russos contra ~900 ucranianos;

5-      forças aéreas e balísticas mobilizadas (1.391 aviões russos e milhares de mísseis balísticos contra 125 aviões ucranianos e nenhum míssil de cruzeiro e poucos mísseis balísticos ucranianos);

6-      forças terrestres mobilizáveis (5 a 7 milhões de russos contra 1 milhão de ucranianos);

7-      orçamento militar em 2021 de 45,8 mil milhões de dólares na Rússia contra 4,3 mil milhões de dólares na Ucrânia.

Tínhamos concluído, sem a menor hesitação, que «o David ucraniano mesmo sob esteróides ocidentais, nunca iria vencer o Golias russo» (re: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Da guerra americana na Ucrânia à tentativa de balcanização da Rússia, passando pelo cerco estratégico à China).

CONSIDERANDO:

1-      a evidência da derrota inevitável do exército ucraniano e dos seus ‘patrocinadores’ imperialistas ocultos, na impossibilidade militar de se envolverem ‘directamente’ nesta guerra por medo de represálias nucleares russas;

2-      que a Rússia está a travar uma guerra de ‘desgaste’ deliberada para desnazificar, desmilitarizar e neutralizar a Ucrânia, através da extermínio físico dos soldados ucranianos e mercenários estrangeiros, e da destruição das suas capacidades industriais, militares, energéticas e das suas infraestruturas de transporte;

3-      que ocupará os territórios ucranianos vizinhos necessários para lhe assegurar uma capacidade de intervenção suficiente no caso de uma agressão europeia do tipo ‘Operação nazi Barbarossa’, como fez Estaline em 1939 com o Tratado de não-agressão ‘Ribbentrop-Molotov’;

4-      que ao falhar lamentavelmente no seu LEBENSRAUM HÍBRIDO 2.0 OTANAZI, a aliança imperialista ocidental se condenou a recolher-se na FORTALEZA AMÉRICA GREAT AGAIN para obter os recursos energéticos necessários à sua militarização em preparação para a Terceira Guerra Mundial imperialista;

5-      que o imperialismo ocidental não podia ignorar a fraqueza crónica do seu ponto de apoio para derrubar a claque poutiniana pró-oriental: um exército ucraniano lilliputiano e os UKRONAZI$ BANDÉRISTAS KIEVIEN$ presididos por um «palhaço» cocaínómano e mitómano, patrocinado por um genocida enrugado (Biden), substituído por uma «panholeira laranja de cabelo oxigenado» para vencer militarmente o exército russo e a sua classe dirigente experiente em golpes de Estado palacianos.

 

Desde então, perguntamo-nos sobre as razões tácticas de uma estratégia tão aventureira e arriscada de provocar esta guerra imperialista nuclear.

 

«ENQUANTO O MARXISTA APONTA PARA A LUA, O CAPITALISTA OLHA PARA O DEDO».

Sem dúvida, a burguesia mundial: YANKEE, EURONAZI, OTANONAZI, RUSSA, CHINESA e todas as outras não podiam ignorar que o exército UKRONAZI BANDÉRISTA KIEVIANO, mesmo minúsculo, com a «assistência» oficiosa da OTAN, não tinha a capacidade militar «externa» de infligir ao exército russo a «derrota estratégica» anunciada.

Muito menos a de expulsar, apenas pela força das armas, do seu território anexado, um exército russo mais numeroso, com capacidades de mobilização infinitamente superiores e dotado do maior arsenal nuclear do mundo (~ 5.000 ogivas nucleares).

Portanto, é necessário procurar fora da propaganda goebeliana dos merdias de comunicação mainstream de bilionários e dos seus «peritos» a soldo «uma derrota da Rússia para salvar a Europa e a sua ‘democracia’ de pacotilha de uma iminente invasão russa» ou do papel «desregulado e debilitante» de um Trump delirante ou de um Zelensky inflexível ou de uma União Europeia ambígua ou de uma ou de todas essas explicações falsas, a verdadeira razão imperialista desta guerra «kamikaze para milhões de ucranianos» perdida desde o início no campo de batalha, da qual o Estado ucraniano sairia necessariamente enfraquecido, ou até aniquilado.

A guerra de propaganda revela os bastidores na «Ukronázia»

De facto, bastou acompanhar a guerra de propaganda histérica dos media mainstream dos bilionários e dos seus “peritos” certificados desde o primeiro dia da “Operação Militar Especial” (“OME”), a 24 de Fevereiro de 2022, e das suas explicações complicadas para perceber quão mentirosa, demagógica e insana ela era do ponto de vista militar.

Assim, enquanto o exército russo só mobilizou entre 150.000 e 190.000 "efectivos" para a OMS, sem "mobilização geral" nem "declaração de guerra", os media mainstream dos bilionários e os seus "peritos" patenteados acusam o "czar" Putin, com ambições imperiais, de querer "conquistar toda a Ucrânia", uma missão militar que teria exigido por si só pelo menos 880.000 soldados para conquistar e ocupar "toda" a Ucrânia, o que teria levado o exército russo a mobilizar quase todos os seus "efectivos activos" (900.000 soldados), deixando o resto do seu território sem "tropas", uma pretensão goebeliana concebida apenas para enganar a opinião pública e criar histeria popular (re: csis.org, 1/06/2022, segundo a proporção de 20 soldados por 1.000 habitantes ou 44 milhões de ucranianos = 880.000 soldados de ocupação).

A esta propaganda que atribui à Rússia objectivos militares que nunca teve, a fim de construir uma narrativa demagógica de uma «derrota permanente», é preciso acrescentar a cobertura diária delirante de «vitórias» ucranianas quiméricas totalmente refutadas pela situação no campo de batalha, como a «contra-ofensiva de 2023» visando reconquistar as margens do mar de Azov e dividir o exército russo em dois; assim foi com a operação de Kursk; com as de salvar Mariupol, Bakhmut, Soledar, Vuhledar, Avdiïvka, Tcassiv Iar, Kharkiv, Pokrovsk, Toretsk, Sumy, Kupiansk, etc., ocultando todas essas derrotas constantes sofridas pelo exército ucraniano para levantar o fervor guerreiro/militar no Ocidente

(re:aljazeera.com,24/02/2026;csis.org,27/01/2026;reuters.com,10/2026 et 17 outras fontes). Ver alguns artigos em : Résultats de recherche pour « ukraine » – les 7 du quebec).

Aonde é que esta «histeria popular» provocada pela propaganda levou os governos ocidentais? A mais propaganda à Goebbels e, acima de tudo, a implementar um programa de roubos e sanções «kamikaze» que só enriqueceram o complexo petrolífero e gasista YANKEE U$ e os fabricantes de armas, como demonstra o seguinte:

 

1-      23/02/2022: 1º pacote de sanções após o reconhecimento pelas autoridades russas da soberania das Repúblicas Populares de Donetsk e de Luhansk; (re:eur-lex.eurpa.eu,2022/262,23/02/2022);

2-      25/02/2022: 2º pacote de sanções contra Putin, Lavrov e restricções financeiras; (re:consilium.europea.eu,24/02/2022);

3-    3-+28/02/2023: 3º pacote de sanções levando ao "congelamento" de 210 mil milhões de € de activos soberanos russos nos bancos europeus; (re:consilium.europea.eu,03/2022)

 


Todo o dinheiro no armamento

A multiplicar por 1,75 e 1,78 vezes o seu orçamento militar, sendo que a Alemanha é 2 vezes; a Polónia, 2,17 vezes; a Rússia, 2,31 vezes, etc., ou seja, +78% para o conjunto da União Europeia a preços constantes, fazendo passar os seus orçamentos militares de ~468 mil milhões de dólares em 2021 para 817 mil milhões de dólares em 2025 para todos os Estados europeus registados pelo SIPRI, os aumentos de despesas mais significativos desde 1991.

(re:defensebudget.org, 2025; sipri.org, 2025; eda.europea.eu, 2024-2025);

E a multiplicar por ~2 vezes, os custos energéticos europeus, incluindo +20,9% para a electricidade; +48,6% para o gás; +82,6% para a electricidade industrial; com – ~50% para a importação de gás russo e um aumento de +55% do gás, +34% do petróleo e +26% dos produtos petrolíferos,

(re:eia.gouv, 2021-2025; usitc.gov, 2021-2025 e 21 outras fontes).

Após as sanções e o atentado terrorista contra o oleoduto NordStream no Mar Báltico. Veja estes artigos: Resultados da pesquisa por « nord stream » – os 7 do Quebec

Qualquer analista sensato, o que exclui de imediato os "analistas" pagos pela burguesia, sabe que esses "orçamentos faraónicos", essas "sanções" e esse "congelamento" não podem ter sido elaborados e redigidos a partir de 24 de Fevereiro, trata-se de legislações e regulamentos de aplicação que foram antecipados e concebidos muito antes do início da OMS, como mostram, entre outras coisas, o seu "anúncio" profético pelo senil genocida Biden, a 15 de Fevereiro de 2022, quando declarou: [A]s sanções e os controlos à exportação estão "prontos a serem aplicados assim que a Rússia passar à acção" (re: rollcall.com, 15/02/2022). 

O agente YANKEE U$, o chanceler neo-nazi Olaf Scholz, a 7 de Fevereiro de 2022, tinha confirmado durante um encontro com Biden em Washington, que as "medidas" estavam prontas a entrar em vigor caso "a Rússia passasse à acção" e "não se submetesse à sua regulamentação do conflito". (re: rollcall.com, 07/02/2022).

Em resumo e acrescentando:

1-      a adopção da Lei ucraniana de 25 de Abril de 2019 sobre o uso exclusivo do ucraniano como língua do Estado;

2-      a intensificação espectacular dos bombardeamentos UKRONAZI$ sobre o Donbass a partir de 18/02/2022; (re: osce.org, 18,19,21/02/2022);

3-      o destacamento de 150.000 soldados ucranianos ao longo da linha de fogo; (re: interfax.com, 3/02/2022);

4-      as declarações de Zelensky ao Washington Post de 21/01/2022 e a outros meios de comunicação mainstream de que «os territórios ocupados devem ser libertados e voltar para a Ucrânia»; (re: president.gov.ua, 21/01/2022; english.nv.ua, 22/02; ukinform.net, 27/03/2022);

5-      a disparidade estratosférica entre o poder militar russo e ucraniano; (re: análise da parte 1);

6-      as declarações repetidas de Putin e de Lavrov de que a Rússia usará “todos os meios à sua disposição” para defender o seu território e que “isto não é bluff”, e que, caso qualquer Estado “estrangeiro” intervenha nesta OMS, enfrentará consequências “como nunca conheceu na sua história” (re:russiancouncil.ru, 14/02/2025; reuters.com, 13/03/2025), o que Lavrov clarificou acrescentando que “[o] uso de armas nucleares é hoje a única resposta possível a certas ameaças externas à segurança do nosso país” (re:en.interaffairs.ru, 19/08/2023), o que Putin complementou com a sua declaração no fórum de Valdaí, a 5 de Outubro de 2023, nestes termos:

1- Um ataque nuclear contra a Rússia resultará numa retaliação nuclear;

2- Uma ameaça existencial contra o Estado russo também resultará numa retaliação nuclear de acordo com a doutrina russa de 2020; (re:russiamatters.org,29/10/2023);

 

7-      a explosão dos orçamentos militares em proporções sem precedentes desde 1991 e a transferência massiva de fundos dos programas sociais para os programas militares, do bolso dos bilionários do «social» para os bolsos dos bilionários do complexo militar-industrial. 

É forçoso concluir que todas as condições estavam reunidas para «provocar» esta guerra fratricida às portas da Federação Russa, sabendo perfeitamente que, militarmente, o exército ucraniano não poderia «infligir a derrota e lutaria até ao último ucraniano» contra o exército russo, e que a NATO, potência nuclear, não poderia ameaçar «militarmente» a existência da Rússia, que tinha claramente declarado que «qualquer ataque de um Estado nuclear que ameaçasse a existência de territórios do Estado russo, incluindo Kaliningrado, a Crimeia, as Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk e os Oblasts de Zaporijjia e de Kherson, receberia uma «resposta» nuclear.

 


NOTAS

(Fontes: Jacques Baud: ledialogue.fr,27/11/2023;hintergrund.de,27/05/2025 e os seus excelentes trabalhos sobre a guerra na Ucrânia;
Scott Ritter: therealnews.com,15/11/2022;voennoedelo.com,9/03/2026;
Larry Jonhson: voennoedelo.com,24/07/2026;
Douglas Mcgregor: buildingthebridge.eu,8/07/2022;
LawrenceWilkinson:radiofree.org,2/10/2023;activism.org,29/02/2024;jurist.org,5/12/2023;
Sylvain Ferreira:«Vers la victoire russe» (“Rumo à vitória russa”), frontpopulaire.fr,2/06/2022;
Hervé Caresse:vududroit,12/08/2025:«Guerre en Ukraine:stratégie d’attrition russe et défaite stratégique européenne»(“
Guerra na Ucrânia: estratégia de atrito russa e derrota estratégica europeia”);
Alexandre Robert d’HystoryLegends: youtubeur.com;communiques.info,6/09/2024).

 

Fonte: Les restes de la guerre fratricide de pillage en Ukraine – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




A situação em França: O estado das coisas é catastrófico (Jacob Cohen)

 


A situação em França: O estado das coisas é catastrófico (Jacob Cohen)

26 de Outubro de 2026 Robert Bibeau

Por  ALGERIE54.

Numa entrevista dada ao Algérie54, o autor, jornalista e especialista em geopolítica Jacob Cohen, fala sobre a repressão que acompanha os protestos sociais em França, as acusações falsas desta "elite" francesa contra certos países, as próximas eleições da entidade sionista e as de meio-mandato nos EUA, bem como a escalada militar no Médio Oriente.


Algérie54: a França vive ao ritmo da contestação social, da violência e do espectro do colapso da sua economia. Que retrato faz sobre a situação poucos meses antes das presidenciais de 2027?

Jacob Cohen: A situação é catastrófica em todos os níveis, mas não é por acaso. Os países ocidentais foram colocados sob o controle de diversos lobbies e multimilionários que exigem levar uma fatia maior da riqueza nacional, em detrimento dos trabalhadores e dos serviços públicos que lhes são dedicados. Além disso, essas forças, nem tão ocultas assim, exigiram desses países ocidentais que desembolsassem centenas de milhares de milhões para a Ucrânia sem esperança de recuperar, e que se cortassem das energias russas, correndo o risco de ver as suas economias colapsarem. Tudo isso só poderá terminar em conflitos devastadores ou em crises sociais que poderiam levar a violência interna e destruir o país.

Algérie54: Para muitos observadores, a persistência de uma narrativa neo-colonial transmitida por esta «elite» francesa levaria à queda da V República. O que pensa sobre isso?

Jacob Cohen: A França está longe das condições que viram nascer a V República e que a levaram ao auge praticamente em todos os domínios. Podemos ter as melhores instituições que um país possa sonhar, mas é preciso que existam políticos dignos de as fazer viver. Esta decadência e esta corrupção mostram até que ponto a classe política traiu os seus compromissos patrióticos. E cada governo é pior. O de Macron acabou de destruir a França e seriam necessários não sei que milagres ou sacrifícios para a restaurar. Começamos a perceber a dimensão do desastre, mas não sabemos por onde começar para o reparar.

Algérie54: Esta «elite» francesa acusou na semana passada países como a Argélia, a Rússia e o Irão de ingerência estrangeira, após as manifestações de 17 de Outubro. Macron considerava que Trump e Netanyahu estavam a usar a situação em França para fins eleitorais. O que acha disso?

Jacob Cohen: Recorrer ao estrangeiro, fonte de todos os males e de todas as perfídias, é uma técnica tão velha como o mundo para se livrar das culpas. Que outros pretextos poderia procurar esta «elite» francesa, da qual se pode dizer que falhou em todos os aspectos? É verdade que a pressão contra estes três países, com a Rússia no topo seguida do Irão, é de uma intensidade rara e totalmente constante, o que nos surpreende pelo seu efeito. Acrescentaram a Argélia para diversificar o quadro e para se conformar a uma histeria islamófoba que acompanha os meios de comunicação franceses.

Algérie54: As eleições gerais na Palestina ocupada, e as de meio de mandato nos EUA, estão a atrair cada vez mais atenção, dada a situação explosiva no Médio Oriente, o espectro de uma retoma da agressão contra o Irão, e a escalada militar entre os houthis e a Arábia Saudita. Que impacto terão estas eleições na situação a curto prazo?

Jacob Cohen: Estas eleições constituíram um factor importante na oportunidade deste ataque ao Irão – que a maioria dos observadores americanos considera mais do que provável – antes de ele acontecer, de forma a ganhar uma vantagem decisiva junto dos eleitores. Sim, mas, se o resultado não fosse convincente, isso poderia ter o efeito contrário. Parece que os governos americano e sionista adiaram este ataque para depois das eleições. A não ser que estas lhes trouxessem um desaire contundente. Enfim, como estes dois governos não podem admitir uma resolução que significasse a sua derrota, e como o regime sionista nunca permitirá que o Irão se desenvolva de forma independente, as hostilidades irão recomeçar de uma forma ou de outra, uma vez que é Telavive que dita as regras em Washington.

Algérie54: O preço do barril de petróleo atingiu na sexta-feira 117 dólares, suscitando cada vez mais preocupações sobre a progressão da inflação e a chegada do Inverno, que se anuncia rigoroso nos países ocidentais. Acha que a chegada de quantidades de gasóleo russo aos EUA poderia ser uma solução?

Jacob Cohen: Esta questão do gasóleo russo parece mais uma operação de propaganda. Ou melhor, uma operação para acalmar os mercados, manipulados com grande mestria por Trump, que, aliás, fez frutificar a sua fortuna e a da sua família, especulando com os preços do petróleo. Primeiro, a Rússia só pode fornecer pequenas quantidades. As quantidades mencionadas representavam alguns dias de consumo. E a Rússia tem compromissos com clientes importantes e fiáveis, como a China e a Índia. O problema é mais vasto. O gasóleo não é o único problema do bloqueio do estreito de Ormuz. Há também o gás, os fertilizantes, certos ácidos vitais… Temos de procurar uma solução global e razoável, e isso é algo que o Trump não quer.

Algérie54: Fontes ocidentais anunciam uma cimeira tripartida entre EUA, China e Rússia em meados de novembro. Seria uma nova Ialta?

Jacob Cohen: É provável que os três líderes se encontrem na China em Novembro. A princípio, para falar sobre a Ucrânia. Mas nada impede de pensar que vão abordar outros problemas. Agora, falar de uma nova Ialta é outra história, há uma grande distância. Em Ialta, as três potências que combatiam a Alemanha estavam unidas e planeavam as suas estratégias comuns. Hoje, Trump ataca a Rússia e a China através dos seus proxies. O líder americano ainda sonha em restaurar o império ianque, e nem sequer se esconde disso. Portanto, a China e a Rússia vão permanecer na defensiva. Há uma grande desconfiança em relação a Trump, incapaz de cumprir a palavra dada e vendo nos seus parceiros, incluindo os seus aliados, apenas potenciais vassalos. A China e a Rússia vão esperar a eleição de um novo presidente americano para considerar relações de confiança e de partilha.

Entrevista realizada por M. Messaoudi

Fonte: https://algerie54.dz/jacob-cohen-sur-la-situation-en-france-l-etat-des-lieux-est-catastrophique-sur-tous-les-plans

 

Fonte: La situation en France: L’état des lieux est catastrophique (Jacob Cohen) – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice