O "suicídio político" de Donald Trump: "Sem uma vitória rápida contra o Irão, Trump está acabado" (Scott Ritter)
8 de Março de 2026 Robert Bibeau
Scott Ritter discute o "suicídio
político" de Donald Trump: "Sem uma vitória rápida, Trump está
acabado".
Por Le Média em formação 4-4-2 , 1 de Março
de 2026
Convidado para o canal do
cientista político Glenn
Diesen no YouTube , o ex-analista
da CIA Scott
Ritter ofereceu
uma análise bastante crítica das consequências da agressão contra o Irão. Ao
longo da sua apresentação, ele reiterou uma ideia frequentemente enfatizada
por Vladimir
Putin em
relação aos conflitos: para evitar uma recaída, não basta simplesmente "parar" uma
guerra; as suas causas profundas devem
ser abordadas.
“Acabar com a guerra não basta”: Ritter
ecoa uma linha de raciocínio defendida por Putin.
Segundo Scott Ritter, a chave não é
simplesmente a cessação das hostilidades, mas sim como elas terminam. Ele
lembrou uma posição atribuída ao presidente russo Vladimir Putin a respeito do
conflito entre Rússia e Ucrânia: uma paz duradoura não seria sustentável se nos
contentássemos com uma pausa temporária nos combates, sem abordar os factores
subjacentes que alimentam o conflito. O objectivo, de acordo com essa
perspectiva, seria impedir que a crise reacendesse dentro de cinco ou dez anos.
Que estratégia adoptará Teerão em relação a Washington e Telavive?
Questionado sobre a possível resposta do Irão ao que descreveu como agressão dos Estados Unidos e de Israel, Ritter enfatizou um ponto crucial: a estabilidade do poder em Teerão. Na sua visão, se o Irão conseguir evitar uma mudança de regime, poderá reivindicar uma forma de vitória política e estratégica.
Dessa perspectiva, impedir um colapso interno ou uma transição imposta equivaleria, na sua visão, a provar que os objectivos de Washington e Telavive são inatingíveis. Noutras palavras, Teerão não precisa de uma vitória militar espectacular. Simplesmente manter-se no poder já seria um sinal.
“Suicídio político”: Scott Ritter critica Donald Trump e fala de um grande risco eleitoral.
Foi na frente política interna dos Estados Unidos que Ritter se mostrou mais incisivo. Ele afirma que Donald Trump estaria a correr um enorme risco se a operação não produzisse um resultado rápido. No seu cenário, isso implica a ausência de uma vitória do Império contra o governo iraniano.
Ritter vai ainda mais longe, sugerindo a possibilidade de uma derrota eleitoral seguida de longos processos políticos. Essa previsão permanece uma análise pessoal do palestrante, mas ele acredita que ilustra um risco clássico: uma operação estrangeira que se emperra acaba por revelar-se muito custosa internamente.
Segundo o analista, Netanyahu também está ameaçado.
Segundo a sua análise, Scott Ritter também não poupou críticas ao primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu .
Mais uma vez, a ideia apresentada é a seguinte: se a operação não produzir os efeitos anunciados — ou se desencadear uma escalada incontrolável — os líderes que a levaram ao poder poderão ver-se enfraquecidos ou até mesmo substituídos.
O comentário introdutório a este vídeo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice

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