A farsa eleitoral de 2027 entusiasma os «bobos» da
França
4 de Agosto de 2026 Robert Bibeau
Por Normand Bibeau.
Um leitor, o senhor DENIS MEUNIER, escreveu este comentário a propósito das eleições na França capitalista:
«Existe um homem guiado pela defesa da soberania, dos interesses e da
grandeza da França, que quer livrar o país dos incompetentes, dos corruptos,
dos aproveitadores e dos vassalos, que sabe que é preciso cortar os laços com a
UE, a OTAN e o euro. A França tem de voltar ao trabalho (40 horas semanais,
quatro semanas de férias, reforma aos 65 anos). Por outro lado, basta de
reduções nas contribuições sociais e de subsídios ao emprego. Regimes de reforma
uniformizados, incluindo para os políticos. Supressão das isenções fiscais
(olá, jornalistas).»
Ele continua o seu sonho acordado:
«O Estado deve dedicar-se às suas funções soberanas (justiça, polícia, defesa), financiar os factores endógenos de crescimento (educação, formação, infraestruturas, energia disponível e a preços acessíveis, investigação e desenvolvimento, habitação, saúde), garantir a segurança das relações jurídicas (direito de propriedade, contratos e obrigações), distribuir os impostos e as contribuições sociais de acordo com a capacidade contributiva individual, inspirar confiança nos agentes económicos através de uma gestão equilibrada dos indicadores fundamentais (crescimento, inflação, desemprego, taxas de juro, comércio externo, endividamento, moeda) e a manutenção de um rumo a longo prazo conhecido e aceite pelos cidadãos, apoiar os mais desfavorecidos, sustentar a demografia do país, participar no desenvolvimento de relações internacionais multipolares, não invasivas e que respeitem a vida humana, nomeadamente.
Paralelamente, convém restringir ao máximo os 3D (desregulamentação, desintermediação, descompartimentação), libertar
o direito das restricções normativas que paralisam a acção, aliviar a
complexidade jurídica e administrativa, restabelecer as liberdades públicas
(pensamento e expressão), punir severamente todos os actos passados de alta
traição ao país, distribuir aos jornalistas e ao público o capital dos órgãos
de imprensa e outros meios de comunicação social…
Por fim, uma última série de votos… bem-intencionados:
«A política não deve ser uma profissão nem um cargo fácil:
1. Os votos em branco e nulos devem ser considerados no cálculo do resultado eleitoral;
2. O voto deve ser obrigatório, sob pena de multa de 5.ª classe;
3. Uma eleição só pode ser validada se a participação atingir, pelo menos, 75%;
4. Não é permitido o cúmulo de mandatos e cada tipo de mandato está limitado a dois por pessoa;
5. Qualquer mandato político não pode exceder quatro anos;
6. Supressão do Senado;
7. Liberalização da ordem do dia da Assembleia Nacional.
A lista não está completa, mas já é um bom começo.»
«Conclusão: dez anos de dificuldades, mas o futuro da França será depois restabelecido.
Quem se junta à marcha?»
COMENTÁRIOS DE NORMAND
BIBEAU
TODAS essas boas intenções, sem números concretos, são repetidas
solenemente, com a mão no coração e a boca em forma de bico de galinha, por
TODOS os políticos-papagaios burgueses desde sempre, e o mundo vai cada vez
pior para o «povo», pois mal são eleitos, TODOS assumem como um dever «cívico»
traí-las descaradamente, alegando que: «a situação é pior do que pensavam,
enganados pelos seus «antecessores», pelo que não podem cumprir as suas
PROMESSAS» e, com a aprovação fraudulenta dos meios de comunicação social
mainstream dos bilionários, deitam-nas pela janela para as substituir por uma
ditadura de austeridade para os pobres e de generosidade para os ricos, em nome
da «filtração»: «a riqueza no topo escorre para a base» e viva a transferência
dos orçamentos sociais para os do armamento: «Salvemos a pátria ameaçada por
“inimigos” declarados e imaginários e que a galera siga em frente».
Desde que o «rei» de saltos altos com tachas, Micron I, assumiu o poder, com a aprovação da maioria dos deputados renegados do RN + Renaissance + LR + socialistas «caviar» e dos meios de comunicação social mainstream dos bilionários, CONTRA os da LFI e dos «comunistas», os orçamentos militares praticamente duplicaram (+99%), passando de 32,2 mil milhões de euros em 2017 para 64 mil milhões de euros em 2027, o que representa cerca de 2% do PIB em vez de cerca de 1,8%. (fonte: euractiv.com, 8/04/2026; .fr, 13/07/2026; assemblée-nationale.fr, 19/05/2026).
Durante o mesmo período de ditadura do «cacique», Micron I, os orçamentos
«sociais» (educação, saúde, protecção social e combate à pobreza) aumentaram
cerca de 20%, mal conseguindo cobrir a inflação e reduzindo a sua percentagem
do PIB no que diz respeito à protecção social (-0,8%); aumentaram de forma
ridícula na saúde (+0,6%) e mantiveram-se estáveis na educação ( = 5%), muito
aquém dos orçamentos da defesa e sempre com os mesmos votos dos deputados e a
bênção dos meios de comunicação social mainstream dos bilionários: A FAVOR do
empobrecimento dos orçamentos «sociais» = RN + LR + Renaissance + socialistas
de luxo; CONTRA = LFI + «comunistas».
(ref.: insee.fr, 5/02/2026; budget.gouv.fr, 01/2025-2926).
Até onde os bilionários que dirigem o mundo capitalista conseguirão enganar
a «populaça» ao «desviar a atenção» através da proliferação de candidatos
falsos, todos «iguais como duas gotas de água» e uma propaganda goebeliana
delirante, com o objectivo de transformar a «carne para os patrões» em «carne
para os canhões», para que se enriqueçam em guerras sem fim? Eis que esta é a
VERDADEIRA questão eleitoral.
Registo, de passagem, que falta um aspecto verdadeiramente decisivo a esta lista de «boas intenções» que faria com que fosse menos «boas intenções» (Normand propõe-nos aqui um sonho dentro de um sonho, nota do editor): « OBRIGAÇÃO DE PRESTAR CONTAS aos seus eleitores durante todo o mandato e POSSIBILIDADE DE REVOGAÇÃO A QUALQUER MOMENTO DE QUALQUER ELEITO: («142. Todo o deputado é obrigado a prestar contas da sua actividade aos seus eleitores… PODE SER REVOGADO A QUALQUER MOMENTO, de acordo com o procedimento estabelecido pela lei, por decisão da maioria dos eleitores.» (Constituição de 1936 da URSS)).
ACABARAM-SE as ditaduras de 5 anos dos deputados e de 5 anos dos presidentes renegados: vocês renegam as vossas «promessas eleitorais»: PRESTEM CONTAS E VOLTEM ÀS URNAS SE A MAIORIA DOS VOSSOS ELEITORES ASSIM O EXIGIR, isso não passa do mínimo de DEMOCRACIA ELEITORAL; qualquer outra lei não é senão uma ditadura «temporária» disfarçada de democracia eleitoral falsa.
Tal como ensina a sabedoria popular: « JULGA-SE A
ÁRVORE PELOS SEUS FRUTOS E NÃO PELA SUA FOLHAGEM» e desejamos, humildemente,
aos nossos queridos «primos» franceses que saibam eleger aqueles cujos FRUTOS
provam que servem o povo, em vez de se basearem na sua FOLHAGEM pérfida e
traidora… (mais um desejo piedoso, NDÉ)..
Fonte: La
mascarade électorale édition 2027 passionne les Bobos de l’Hexagone – les 7 du
quebec
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis
Júdice
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