«Preparem-se para a guerra contra a Rússia»: isto é
pura ficção! (Emmanuel Todd)
4 de Novembro de
2026 Robert Bibeau
Dois jornalistas recorrem ao capítulo 3 do livro «La
Dislocation», de Emmanuel Todd, para reflectir sobre a revolta da juventude. As
ideias de Todd enriquecem o debate sobre a demografia em França… afirmam os
apresentadores. A entrevista consolida o
mito da gerontocracia e da democracia liberal patriarcal numa sociedade
ocidental decadente. É interessante que os militantes proletários se confrontem
com estes postulados pequeno-burgueses que marginalizam os conceitos da luta de
classes. A segunda parte da entrevista centra-se na propaganda militarista em
França e nos preparativos para a guerra.
Robert Bibeau
Num texto recente, EMMANUEL TODD expõe o objectivo das suas investigações – não é a DEMOGRAFIA, é o PATRIOTISMO – O NACIONALISMO CHAUVINISTA
Ele escreve:
O espírito
da época está a mudar: sinto que a necessidade e o amor pela França estão a
regressar. Aproxima-se uma viragem ideológica: após a rejeição da nação, a inevitável
reapropriação. Este Verão, assistiu-se ao sucesso de dois filmes sobre De
Gaulle. Há, nestes dias, a publicação de um livro formidável de Baptiste Touverey,
*Le Pays miraculeux*, uma nova história de França (Albin Michel, 784 páginas),
que virá a fazer parte dos alicerces da reconstrução.
Com o
Baptiste, que conheço bem, permitimo-nos uma discussão interminável sobre o seu
livro. Mas da França, nunca nos cansamos.
Foto:
Matthieu Rochette
Encontro-me
com Baptiste Touverey no Select, no boulevard Montparnasse, seguindo uma
tradição que remonta a 2018. Na altura, era ele quem me entrevistava
regularmente nesse local para a revista *Books*. Desta vez, fui eu quem fui
falar com ele sobre o seu prodigioso *Le Pays miraculeux*, um livro de 784
páginas que se lê como um romance. Mas comentá-lo não é apenas, para mim, um
exercício difícil, é como um meta-exercício. O Baptiste e eu trabalhámos muito
juntos. Ele ajudou-me a escrever os meus três penúltimos livros e, em
particular, *La Défaite de l’Occident*, para o qual ele tinha definido o meu
esboço e me ordenou que espalhasse as minhas reflexões sobre as estruturas
familiares ao longo da narrativa. Não me queixo disso, escrevi um enorme
best-seller mundial. E, por isso, sou obrigado a levar o meu interlocutor muito
a sério.
Fonte: https://emmanueltodd.substack.com/
Introdução
ao vídeo traduzida para Língua Portuguesa por Luis Júdice



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