O subterfúgio burguês da "Liberdade de
Comércio" é usado para explorar os proletários
2 de Setembro de 2026
Robert Bibeau
Por Normand Bibeau.
O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO EXIGE QUE NÃO SE FAÇA
INDIRECTAMENTE O QUE NÃO SE DEVE FAZER DIRECTAMENTE.
MARX e ENGELS, no «Manifesto do Partido Comunista» — a
síntese científica mais completa da história da humanidade —, escreveram:
«Os proletários não têm pátria» e «um povo que oprime
outro não pode ser livre», daí a sua conclusão: «PROLETÁRIOS DE TODOS OS
PAÍSES, UNI-VOS» para abolir a forma suprema de exploração do homem pelo homem:
o capitalismo.
Com base na doutrina materialista, dialéctica e histórica de MARX e ENGELS
e à luz da evolução do capitalismo, que no seu desenvolvimento atingiu o
«imperialismo, o seu estádio supremo», com o «mercado mundial» no seio do qual
os escravos assalariados (os proletários) circulam «livremente» entre os
Estados-nação, ao bel-prazer do capital, para produzir o bem indispensável ao
capitalismo: a mais-valia (ou «lucro»), LENINE escreveu:
«Só existe um único tipo de INTERNACIONALISMO
verdadeiro: trabalhar de todo o coração pelo desenvolvimento do movimento
revolucionário e da luta revolucionária no próprio país e apoiar (através da
propaganda, da solidariedade e da AJUDA MATERIAL) essa luta, essa linha, em
todos os países, sem excepção» (V. I. LENINE, «As Tarefas do Proletariado na
Nossa Revolução», marxists.org).
Assim se expressava LENINE, em 1917, relativamente à «Situação na Internacional Socialista» e à luta implacável dos revolucionários proletários contra os «social-chauvinistas» que, «em palavras», pretendiam perfidamente apoiar a luta dos proletários de todos os países, quando, na realidade, esses renegados burgueses, infiltrados no seio do movimento socialista para o trair, votavam a favor de dotações militares e de guerra e alistavam-se nos exércitos burgueses do seu Estado burguês capitalista para combater os proletários de outros países capitalistas em nome da «nação-pátria», um conceito burguês reaccionário concebido para negar a luta internacionalista de classes e subjugar os explorados aos seus exploradores, transformando-os de «carne para os patrões» nas suas fábricas em «carne para os canhões» nos seus campos de batalha, em nome do «roubo, da pilhagem e do banditismo».
É verdade que, perante a agressão pérfida de uma
burguesia «estrangeira» contra a burguesia do «seu» Estado «nacional», pode ser
complexo para o proletariado de cada um dos Estados que «se enfrentam»
orientar-se revolucionariamente neste pântano de lutas entre capitalistas
«nacionais-patriotas» pela dominação dos recursos humanos e materiais de toda a
humanidade em benefício exclusivo deles próprios, como os parasitas que são.
LENINE, à semelhança de MARX e ENGELS, resolveu esta questão complexa com a
única resposta válida: o INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO:
«TRANSFORMAR A GUERRA IMPERIALISTA NUMA GUERRA CIVIL»
[…] «A NOSSA TAREFA É TRANSFORMAR ESTA CRISE NUMA CRISE REVOLUCIONÁRIA CONTRA A
NOSSA PRÓPRIA BURGUESIA». («A Atitude do
Partido Social-Democrata Trabalhista Russo em Relação à Guerra»,
marxists.org; «O oportunismo e o colapso
da Segunda Internacional», 1915, marxists.org).
Concretamente, o que significa o VERDADEIRO INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO no actual contexto mundial de militarização acelerada dos ESTADOS capitalistas, em preparação para os seus confrontos pela partilha do «mercado mundial» de recursos humanos e naturais?
Quando lemos a análise da camarada
Hanane Ben sobre a infiltração e a subjugação dos Estados capitalistas
remanescentes africanos ao SIONAZISMO ISRAELITA através do «comércio» da
«segurança» (artigo aqui: Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: A entidade israelita proxy anda à
solta entre os capitalistas africanos chauvinistas), o que se percebe, em última
análise: a grande burguesia apátrida e predadora é uma e única, e enriquece-se
com cada uma das suas células «nacionais», sem distinção, a fim de perpetuar a
sua ditadura de classe sem partilha.
Será esta forma «directa» de cumplicidade entre burguesias a única forma de cumplicidade?
Não acreditamos nisso.
Assim, quando se analisam os meandros do rompimento das relações diplomáticas, do encerramento das fronteiras terrestres e da quase supressão das trocas económicas entre a Argélia e Marrocos, na sequência dos desentendimentos sobre o Saara Ocidental, em 2021, e não, sobre a questão «palestiniana» e a adesão do reino marroquino obscurantista e medieval aos «Acordos de Abraão», que lhe serviram de pretexto, o que é que se apreende?
Em primeiro lugar, as autoridades argelinas não impuseram, em caso algum, restricções comerciais nem «sanções secundárias» à Espanha no que diz respeito às suas exportações de produtos petrolíferos e de gás, importados pela Espanha, deixando-lhe assim total liberdade para os vender a Marrocos, ou pior ainda, ao Estado dos mercenários genocidas SIONAZI$ ISRAELITAS e UKRONAZI$ BANDERISTAS DE KIEV, o que, aliás, a Espanha faz.
Assim, a Espanha compensou, na totalidade, a cessação do abastecimento de
gás natural do Marrocos pela Argélia, na sequência do encerramento do gasoduto
Magrebe-Europa («MGE»), em Novembro de 2021, através do qual o gás transitava
da Argélia para a Espanha, passando pelo Marrocos, que o recebia para as suas
necessidades e recebia, de passagem, uma comissão.
Em 2024, a Espanha importou 5,081 mil
milhões de kg de gás argelino e exportou para Marrocos 5,347 mil milhões de kg
de gás, no valor de 206,6 milhões de dólares americanos, o que ilustra a
proporção de gás argelino no gás «espanhol» exportado para Marrocos. (fonte:
wits.worldbank.org, 2024; medgax.com; media.realinstitutoelcano.org)
A Sedigas apresenta os seguintes dados
relativos às importações espanholas provenientes da Argélia em 2022: 106,4 TWh;
em 2023: 116,282 TWh; em 2024: 131,202 TWh, um aumento de 23%, representando
38,6% de todo o abastecimento de gás espanhol (fonte: Sedigas.es, 2024;
cnnmc.es, 2024; europeapress.es, 2024).
Durante o mesmo período, os dados aduaneiros marroquinos indicam importações de gás «espanhol» em 2022: 1,882 mil milhões de kg; em 2023: 3,955 kg e em 2024: 5,347 kg, o que representa um aumento de +184% (fonte: wits.worldbank.org, 2022, 2023, 2024)
Estes números, com base na correlação de Pearson para o período de 2022 a 2024, demonstram uma correlação positiva entre o aumento das importações de gás argelino pela Espanha e as exportações de gás «espanhol» para Marrocos a partir do gás argelino, uma prova conclusiva de que os renegados argelinos fazem indirectamente aquilo que afirmam perfidamente não fazer directamente: apoiar financeiramente a ditadura reaccionária dos monarquistas fascistas marroquinos, «aliados» dos SIONAZI$ ISRAELITAS e dos seus senhores YANKEE$ dos EUA e dos EURONAZI$.
Esta prática de intercâmbios comerciais
«sem restricções» e «sem sanções secundárias», em nome da «liberdade de comércio» e da «melhoria das condições de vida da
população», não passa, na realidade, de um subterfúgio, de um engodo, de uma
farsa, iscas ignóbeis e pérfidas da burguesia «nacional» para se enriquecer,
colaborando com os seus «irmãos» de classe das outras burguesias na exploração
impiedosa do proletariado.
PROLETÁRIOS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS E DERRUBEM
O SISTEMA CAPITALISTA QUE VOS DIVIDE PARA VOS EXPLORAR
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis
Júdice

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