A Maldição de
Camp David
A 19 de Maio de 2011, o Presidente Barack Obama defendeu as linhas gerais
de um acordo para o conflito israelo-palestiniano com base em...
Por: René Naba - em: Israel Palestine
Politics - em 5 de Junho de 2011
A 19 de maio de 2011, o Presidente
Barack Obama defendeu as linhas gerais de um acordo para o conflito
israelo-palestiniano com base na criação de um Estado palestiniano e no
regresso às fronteiras de 1967.
A oferta de paz dos EUA, no entanto, vem
acompanhada de condições restrictivas draconianas: o Estado palestiniano terá
de ser desmilitarizado como resultado das negociações entre os dois lados e não
pode ser formado com base numa declaração unilateral de independência do lado
palestiniano.
renenaba.com regressa no momento ao tratado de paz egípcio-israelita, por
ocasião da comemoração do 44.º aniversário da guerra de Junho de 1967
Este artigo está associado a uma crónica
na Oumma.TV: «O povo árabe não é um povo de segunda», cuja transmissão está
prevista para o mesmo dia
Atrevamo-nos a afirmar: Camp David foi
um enorme engano e o tratado de paz egípcio-israelita, uma maldição para o Egipto,
o mundo árabe e provavelmente para a paz regional.
Maquiavélico na sua concepção, este
tratado foi mau nos seus efeitos, mau nas suas consequências, tanto para o Egipto,
como para o seu signatário egípcio e para o seu sucessor que o endossou.
Anwar Sadat, o negociador do tratado de
paz israelita-egípcio de Washington de 25 de Março de 1979, foi assassinado
dois anos depois, a 6 de Outubro de 1961. O seu sucessor, Hosni Mubarak, acabou,
por sua vez, queimado ao fim de trinta e dois anos de um reinado calamitoso
para si próprio e desonroso para a dignidade do seu país, que submeteu durante
todo esse tempo à lógica da vassalagem israelo-americana. O efeito estilístico
não é apropriado para um tema de grande gravidade. A declaração pode parecer
sacrílega, mas a observação não deixa de ser óbvia após trinta e dois anos de
paz egípcio-israelita.
O efeito de estilo não tem lugar num assunto
de grande gravidade. A afirmação pode parecer sacrilégio, mas a constatação
impõe-se não obstante após trinta e dois anos de paz egípcio-israelita.
Ignorando as regras elementares da
polémica, o tratado quebrou a unidade da frente dos «países do campo de
batalha» (Egipto, Síria, Jordânia, Palestina-OLP, Líbano), materializada na
guerra de 1948, assim como na expedição de Suez em 1956 e na guerra de Outubro
em 1973, e respondeu plenamente ao objectivo subjacente da diplomacia
israelo-americana.
Ao marginalizar o Egipto, libertou o
flanco Sul de Israel e levou a guerra para o Norte, prolongando-a contra o
Líbano e a Palestina, além de aliviar o orçamento militar israelita para o
dedicar à tecnologia de ponta.
Na sua corrida desenfreada pela paz,
Sadate recusou-se a ver a corda do laço da armadilha que a diplomacia ocidental
tinha armado em torno do pescoço do Egipto, iludido pela ideia de que estava a
moldar a história, deslumbrado pelos holofotes da fama, numa busca solitária
pela glória em partilha com um dos líderes da direita mais radical israelita, o
organizador da invasão do Líbano em 1982, Menahem Begin.
Assinado sem respeito pelo parceiro leal
da Síria, o tratado de 1979 foi seguido pela assinatura de um tratado
semelhante pela Jordânia, dois arranjos que deixariam a Síria tragicamente
isolada de Israel. Damasco quebrou o seu isolamento por uma aliança atrasada
com o Irão e pelo desejo de manter as cartas libanesas e palestinianas sob o
seu controlo, num contexto de manobras regionais de distracção que levaram à
guerra inter-faccional libanesa de 1975-1990. Em suma, "tratados de
paz" que desencadearam uma loucura assassina de quinze anos.
Ao executar um salto mortal, Sadate
expulsa, em Julho de 1972, quinze mil conselheiros soviéticos (os guardiões do
seu arsenal), para se lançar de cabeça nos braços dos americanos, entregando-se
a eles de mãos e pés atados, sem qualquer contra-prestação. Um ano depois, em Outubro
de 1973, enquanto os americanos organizavam uma ponte aérea para abastecer o
seu aliado israelita, Sadate só deve a sua salvação à intervenção expressa do
argelino Houri Boumediene, que desbloqueia mil milhões de dólares para o
fornecimento de material soviético na frente egípcia do Sinai.
Uma abordagem colectiva árabe teria
impedido Israel de jogar com as contradições árabes. Este jogo realizava-se
alternando ofertas de negociação ora à Síria, ora aos palestinianos, numa
estratégia dilatória destinada a consolidar o povoamento do planalto do Golan e
da Cisjordânia, assim como a judaização da cidade sagrada de Jerusalém. Mas o
Egipto não se importa nada com isso.
O tratado de paz, uma
noção enganadora
A Paz (pax em latim) geralmente
refere-se a um estado de calma ou tranquilidade, como a ausência de
perturbação, agitação ou conflito. Por vezes, é considerada um ideal. Sinónimo
de calma e concórdia, remete para uma forma de tranquilidade interior que reina
nos Estados, nas famílias, nas sociedades e sugere uma reconciliação, uma
tranquilidade da alma, do coração, uma situação tranquila de um Estado, de um
povo, de um reino, de uma família.
Se nos atermos a esta definição, a
palavra é enganosa quando aplicada à Paz entre o Egipto e Israel. De facto,
aqui equivale mais à submissão, pois é verdade que a paz de Camp David não
significou o fim das hostilidades, mas sim o seu deslocamento para outras
zonas, particularmente o Líbano, o Iraque, a Síria, a Tunísia, o Sudão e a
Palestina, com a aprovação mais ou menos tácita, por vezes a resignação do
maior Estado árabe.
Celebrado em todo o campo ocidental como
anunciador de uma nova era de paz e prosperidade na zona intermédia entre a
Ásia e a Europa, o tratado seria vivido ao nível da opinião árabe e muçulmana
como uma sucessão de rejeições e humilhações para o orgulho nacional do Egipto.
No plano estratégico, as provocações flagrantes de Israel foram percebidas como
um enfraquecimento da segurança do espaço nacional árabe.
Para se ter uma ideia: o tratado de
Washington de 21 de Março de 1979 foi seguido da anexação de Jerusalém como
«capital eterna e indivisível do Estado hebraico» a 30 de Julho de 1980; da
destruição da central nuclear iraquiana de Tammouz a 7 de Junho de 1981; depois
da anexação do planalto sírio do Golan a 14 de Dezembro de 1981; antes de culminar
com a invasão israelita do Líbano a 5 de Junho de 1982, o cerco de Beirute e a
destruição das infraestruturas da OLP no Líbano.
Observa-se uma pausa por ocasião do
processo de reintegração do Egipto no seio do campo árabe em 1984, favorecida
pela guerra Irão-Iraque, antes de recomeçar com intensidade através de uma
sucessão contínua de operações de assédio contra aqueles que eram justamente os
«irmãos de armas» dos egípcios: ataque à sede de Yasser Arafat, em Tunes, a 8
de Outubro de 1985; depois o assassinato do seu braço-direito, Abou Jihad
(também conhecido como Khalil Al Wazir); o responsável militar da central
palestiniana, ainda em Tunes a 15 de Abril de 1988; e o responsável do serviço
de informações palestiniano, Abou Iyad (também conhecido como Salah Khalaf),
novamente em Tunes a 14 de Janeiro de 1991; finalmente, os dois líderes do
Hamas, Cheikh Ahmad Yassine e Abdel Aziz Al-Rantissi, em assassinatos extra-judiciais,
esvaziando a liderança palestiniana dos seus dirigentes mais experientes e
representativos, abrindo caminho à promoção de uma personalidade sem destaque,
o burocrata Mahmoud Abbas.
Tal como uma longa ladainha, tal como um
longo lamento da impotência árabe, os golpes de punho israelitas suceder-se-ão
a um ritmo sustentado, sob o pretexto de «guerra contra o terrorismo»: segunda
guerra do Líbano em 2006, guerra contra o enclave palestiniano de Gaza em 2008,
ataque de destruição de uma central nuclear no norte da Síria a 6 de Setembro
de 2007, ataque aéreo ao Sudão em Janeiro de 2009, construcção do Muro do
apartheid, judaização crescente de Jerusalém. À sombra da paz egípcia, a
máquina de guerra israelita não conheceu nem trégua nem descanso, mas avançou
na colonização gradual de toda a Palestina. À sombra do tratado de paz, a
Palestina, nos seus dois segmentos, a Cisjordânia e Gaza, torna-se ao longo dos
anos, a maior prisão do mundo, o maior campo de concentração a céu aberto, com
um muro de separação em betão armado, que cerca e aprisiona perto de três
milhões de pessoas, dezenas de cidades e vilarejos. Um muro três vezes mais
longo do que o muro de Berlim e duas vezes mais alto, com uma altura de oito
metros e um comprimento de setecentos e cinquenta quilómetros.
Até mesmo Israel é afectado nos seus
fundamentos a ponto de viver uma situação «esquizotípica»: um Estado de
direito, certamente, mas exclusivamente em relação aos seus cidadãos de
religião judaica, um Estado de apartheid em relação à componente palestiniana
da sua população, uma zona de não-direito e de privilégios nas suas colónias e
na cena regional, a ponto de muitos observadores (não apenas árabes, não apenas
muçulmanos) tenderem a considerá-lo como o Estado fora da lei Nº1 na cena
internacional. Estas diatribes racistas anti-árabes são tão representativas que
transformaram o bestiário israelita numa marca de fábrica da linguagem
governamental israelita. O refúgio dos judeus, dos sobreviventes dos campos de
morte e dos perseguidos, o país do Kibutz socialista e da fertilização do
deserto, dos pensadores livres e dos anti-conformistas, tornou-se também, ao
longo dos anos, um bastião da religiosidade rigorista, dos iluminados e dos
falsos profetas, de Meir Kalhana (Liga da Defesa Judaica) a Baruch Goldstein (o
autor do massacre de Hebron, a 25 de Fevereiro de 2004), a gangues mafiosas e a
reincidentes, de Samuel Flatto-Sharon a Arcadi Gaydamak.
Um fenómeno amplificado pela
decomposição do espírito cívico, gangrenado pela ocupação e pela corrupção de
negócios nos círculos dirigentes, materializado pelo naufrágio do partido
trabalhista (o «partido dos pais fundadores»), e pela cascata de demissões no
mais alto nível do Estado, seja por assédio sexual ou por questões relacionadas
com dinheiro ilícito.
A promoção de Avigdor
Libermann, uma ilustração caricatural do «Direito de retorno»
A ascensão de Avigdor Libermann ao
centro do palco político israelita constitui, a este respeito, uma ilustração
caricatural do «Direito de retorno» na sua extravagância mais gritante, na
medida em que confere a um antigo segurança de discotecas em Moscovo – pelo único
facto de ser judeu, e em detrimento dos habitantes originais do país – uma
parte do destino do Médio Oriente. Constitui, assim, a marca da aberração do
projecto sionista nas suas manifestações mais extremas, o claro fracasso do
projecto ocidental. Quase cem anos após a sua fundação, o Lar Nacional Judeu
aparece, assim, retrospectivamente, como a primeira operação de relocação de
grande escala efectuada com base etno-religiosa, com o intuito de sub-contratar
ao mundo árabe o anti-semitismo recorrente da sociedade ocidental. A Palestina,
neste contexto, tornou-se um imenso desabafo de todas as frustrações acumuladas
desde os subúrbios de Kiev (Ucrânia) e de Tbilisi (Geórgia) até ao mais
profundo de Brooklyn (Estados Unidos).
Segundo um relatório da organização de
esquerda israelita «A Paz Agora», publicado a 29 de Janeiro de 2009 no jornal
Le Monde, as construcções nos colonatos aumentaram cinquenta e sete por cento
durante o ano de 2008. Sessenta e um por cento destas novas estruturas foram
erguidas dentro do perímetro da «barreira de segurança», e trinta e nove por
cento fora dela, ou seja, na Cisjordânia. Isto torna cada vez mais difícil a
criação de um Estado palestiniano viável e contínuo, nota «A Paz Agora».
O número total de colonos passou de
duzentos e setenta mil em 2007, para duzentos e oitenta e cinco mil em 2008,
sem contar com os colonatos na periferia de Jerusalém, que totalizam uma
população de quase duzentos mil habitantes. Em Abril de 2001, uma comissão
internacional presidida por Georges Mitchell havia recomendado a suspensão da
colonização.
Numa operação de falsificação talvez
única na história, as principais colónias de povoamento na Cisjordânia foram
construídas não em terras do Estado, como os israelitas quiseram fazer
acreditar aos seus patrocinadores americanos, mas em terras privadas, em
violação do sagrado princípio da propriedade privada, um dos princípios
fundamentais do liberalismo económico (1).
Quase setecentos e sessenta e três
bloqueios militares atravessam os territórios palestinianos ocupados. Desde a
Naksa (a guerra de 1967) e a ocupação dos territórios palestinianos, quarenta e
dois por cento dos homens palestinianos foram detidos pelo menos uma vez. Mais
de duzentas mesquitas foram profanadas e destruídas, sendo substituídas por
bares e discotecas.
Quase toda a Palestina está anexada, o
comando palestiniano dizimado, Gaza destruída, Beirute destruída duas vezes
(1982 e 2006), sem que o Egipto mexa um dedo. Nada retarda ou freia a
voracidade de Israel, nem o seu belicismo. O trabalho de minagem israelita foi
constante, a humilhação egípcia continua.
Da estupefacção à consternação e
indignação: os ataques israelitas a alvos árabes e palestinianos,
desrespeitando as leis internacionais, para satisfazer objectivos estratégicos
de expansão do sionismo em terra árabe, e ao mesmo tempo testar a credibilidade
egípcia, são sentidos como punhaladas do Egipto aos seus antigos irmãos de
armas. Anouar El Sadate pagou com a vida por esta traição. Hosni Mubarak sofre
o preço do generalizado repúdio do seu povo, fazendo uma saída lamentável da
cena política e da história.
Roda dentada da diplomacia americana,
negligenciando a emergência de duas novas potências regionais (a Turquia sunita
e o Irão xiita), por rejeição da sua aliança israelo-americana, Hosni Mubarak
participava com zelo numa política suicida para o mundo árabe: a «bunkerização»
de Israel e a «ostracização» do Irão, enquanto a prudência exigia procurar uma
paridade estratégica com Israel para criar as condições equitativas de uma
resolução final de todo o litígio israelo-árabe.
Curiosamente, em trinta e dois anos de
aplicação do tratado de paz egípcio-israelita, ninguém se atreveu a exigir de
Israel o respeito pelos seus compromissos, que previam num segundo ponto a
realização de uma paz completa entre israelitas e palestinianos. Uma exigência
confirmada pela Conferência de Annapolis, a 29 de Novembro de 2008.
A hecatombe dos
pilares do Ocidente
Não só Israel não cumpriu nenhuma das
obrigações deste tratado, como também neutralizou os efeitos dos acordos
provisórios previstos pelos Acordos de Oslo (Novembro de 1993), dos quais o
primeiro-ministro Benyamin Netanyahu esvaziou o conteúdo na sua primeira
passagem pelo governo em 1995, multiplicando as condições impeditivas.
Subordinando a resolução do problema, numa primeira fase, à resolução do
dossier nuclear iraniano, fingindo ignorar que o conflito palestiniano é
anterior em sessenta anos à questão nuclear iraniana, avança, numa segunda
fase, uma condição inverosímil e contrária à realidade histórica: o reconhecimento
de Israel como "o Estado do Povo Judeu", com vista a isentar o Estado
Hebreu de toda responsabilidade moral na tragédia palestiniana, de qualquer
prejuízo em relação ao povo palestiniano, de qualquer indemnização aos
refugiados palestinianos.
Ninguém também se espantou com os
procedimentos dilatórios postos em prática para impedir a proclamação da
independência da Palestina, enquanto países pequenos, com litígios mais
recentes (como o Kosovo e o Sudão do Sul), alcançaram a independência, com o
apoio ocidental, em muito menos tempo do que a Palestina (dez anos para o
Kosovo), mesmo tendo este Estado o reconhecimento de quase cem Estados membros
da Organização das Nações Unidas.
No final de trinta e dois anos de
Tratado de Paz, de uma década de «guerra contra o terrorismo», muitos líderes
pró-ocidentais do terceiro mundo árabe-muçulmano foram eliminados de forma
violenta da vida política, Anuar el Sadate do Egipto, o falangista Bachir
Gemayel, o bilionário saudo-libanês Rafic Hariri, a paquistanesa Benazir Bhutto,
outros foram forçados a deixar o poder, o egípcio Hosni Mubarak e o tunisino
Zine El Abidine Ben Ali; enquanto outros estavam sob a tutela americana: Hamid
Karzai (Afeganistão), Noury Al Malki (Iraque), Mahmoud Abbas (Palestina), até
mesmo a dinastia wahabita, e, naturalmente, o seu filho querido, Saad Hariri.
O tratado de paz israelo-egípcio de Março
de 1979 foi compensado pela queda da dinastia Pahlavi, a invasão americana do
Iraque com a expulsão de um poder sunita na antiga capital dos Abássidas provocou
um sismo duplicado pela eliminação do chefe do clã saudita-americano no Líbano
(Rafic Hariri) pelo desmembramento do Sudão, a queda do reduto do
fundamentalismo na África do Norte, a capitulação de Barack Obama perante o diktat
israelita nas negociações de paz israelo-palestinianas e a queda do governo
pró-americano de Saad Hariri no Líbano. Ao entronizar Rafic Hariri como «mártir
do Ocidente» e o seu herdeiro político como «o reduto da democracia em terra
árabe», espera-se que os líderes ocidentais não se venham a arrepender.
A servilidade em relação à América não
constitui de forma alguma, uma garantia absoluta de perduração. A paz dos
bravos foi a rendição de um vencido… A história é impiedosa com aqueles que a
insultam.
Notas
1 – Ilustração simbólica do desenraizamento
e da vontade dos israelitas de arrancar os palestinianos da sua terra
ancestral, só em 2006, os israelitas desenraizaram treze milhões quinhentos e
sessenta e dois mil oitocentos e noventa e seis árvores, destruíram setecentos
e oitenta e sete silos, setecentas e oitenta e oito quintas com os seus animais
(catorze mil oitocentas e vinte e quatro cabras e ovelhas, doze mil cento e
cinquenta e uma vacas, dezasseis mil quinhentas e quarenta e nove colmeias de
abelhas), destruindo quatrocentos e vinte e cinco poços, duzentas e sete casas,
sem falar nos assassinatos extra-judiciais e outras invenções jurídicas da
maravilhosa eficácia israelita tão celebrada em todo o mundo ocidental.
Fonte: La malédiction de
Camp David - En point de mire
Este artigo foi traduzido para Língua
Portuguesa por Luis Júdice
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