A revolta estudantil em França
5 de Outubro de 2026 Robert Bibeau
Por Normand Bibeau & Robert Bibeau.
« NEM UM CÊNTIMO PARA O
ARMAMENTO, TUDO PARA A EDUCAÇÃO!"
Desde 21 de Setembro de 2026, estudantes franceses do ensino secundário,
têm estado nas barricadas para combater e derrotar a austeridade imposta pela
ditadura 'democrática' dos ricos ao sistema educativo, com vista ao rearmamento
de França sob a bota YANKEE-NATO para o seu LEBENSRAUM NEONAZI 2.0 contra a
Rússia e os seus aliados.
Assim, a 1 de outubro de 2026, 45 escolas secundárias foram bloqueadas e 338 afectadas pelo enorme movimento insurreccional de jovens estudantes do ensino secundário ferozmente reprimidos pelos polícias de capacete e caluniados pelos escritores a soldo da burguesia e, apesar desta repressão fascista bárbara, o movimento está a espalhar-se como fogo nas universidades onde cerca de trinta docentes saíram sob os slogans reformistas unificados:
– NÃO a cortes de pessoal (professores, enfermeiros, assistentes, AESH para alunos em dificuldades, DEA);
– NÃO às aulas sobrelotadas;
– NÃO a edifícios em ruínas;
– NÃO à precariedade;
– NÃO à deterioração das condições materiais dos jovens;
– NÃO ao aumento dos preços nas cantinas escolares;
– SIM à abolição do orçamento de austeridade do governo!
– ABAIXO O GOVERNO MACRON.
– TODOS NA MANIFESTAÇÃO NACIONAL DA JUVENTUDE, A 6 DE
OUTUBRO (RE: Union Étudiante (UE) e Union Syndicale Étudiante (USL) em union-etudiante.fr, 29/09/2026; lemonde.fr, 19/1/2026; poitiers.snes.edu, 10/01/2026; rts.ch, 19/01/2026 e 9 outras fontes)
A burguesia capitalista, tanto de
direita como de esquerda, está encurralada e, depois de uma vasta campanha de
propaganda de desinformação dos media tradicionais contra as manifestações
legítimas dos estudantes, eis que, na sua barbárie de classe fascista, a grande
burguesia bilionária lança a sua polícia de capacete e armada para agredir a
juventude francesa desarmada, assim como apoiou os seus cúmplices IANQUES,
SIONAZIS-ISRAELITAS, RUSSOTSARISTAS e UKRONAZIS para massacrar os jovens
ucranianos, russos, palestinianos e iranianos em nome do mundialismo
capitalista.
Assim, a 1 de Outubro de 2026, mais de 1.065 jovens foram "presos" (leia-se espancados); 119 insurgentes feridos, incluindo 85 estudantes menores de idade e 34 membros do pessoal; o uso bárbaro de gás lacrimogéneo, particularmente em Lille, Estrasburgo e Marselha, e uma campanha de propaganda dos meios de comunicação tradicionais de bilionários contra jovens (alunos, estudantes do ensino secundário, universidades) e a favor da repressão fascista (re: information.tv5monde.com,1/10/2026; lemonde.fr,1/10/2026; contre-attaque.net, 10/1/2026 e outras 17 fontes).
Lenine escreveu em 1901, após a bárbara repressão czarista de 183
estudantes na Universidade de Kiev:
"A repressão dos estudantes leva-os a pensar não só sobre os seus
problemas académicos, mas também sobre o sistema político que os enquadra"
(re:marxists.org,01/1901)
Em 1908, Lenine acrescentou:
"Uma greve universitária pode ser a primeira experiência de um
conflito político revolucionário, mesmo que os estudantes ainda não se
considerem revolucionários. […] Uma grande greve estudantil [...] marca o
início do conflito político, estejam eles conscientes dele ou não"
(re:marcists.org, "O Movimento Político e a Situação Política Actual",
1908, Oeuvres, Paris-Moscovo, vol. 15, pp. 228-234)
O movimento estudantil
é um foco natural de conscientização e politização e um poderoso indicador da
crise política geral do sistema capitalista, mesmo que comece com
reivindicações estudantis corporativistas, porque essa revolta estudantil – e
da juventude em geral – reflecte o estado da distribuição dos recursos
materiais que a classe dominante reserva à sua futura elite e ao proletariado
em formação.
A classe dominante
Destina a juventude nacional e transnacional ao matadouro sob os drones dos campos de batalha da Ucrânia, Europa de Leste e Médio Oriente, onde serão massacrados como "carne para canhão". A classe dominante recusa-se a dispensar, através das suas superestruturas de treino e recrutamento, conhecimentos que não sejam da vida militar, primeiros socorros, quartéis e militarismo como horizonte social. É por isso que afirmamos que a revolta de crianças, estudantes do ensino secundário e universitários e da juventude de França em geral é um magnífico movimento progressista de resistência vanguardista que pode abrir caminho à insurreição popular, a porta de entrada para a revolução proletária.
«Uma Revolução social é um movimento de classe pelo qual a classe dominante de um modo de produção obsoleto é derrubada, as suas infraestruturas e superestruturas destruídas e substituídas.
A
Revolução francesa foi uma verdadeira revolução social durante a qual a
burguesia derrubou a ordem feudal para construir o modo de produção capitalista.
Da mesma forma, a Revolução russa derrubou a aristocracia feudal czarista para
iniciar a construção da sociedade capitalista soviética… Será que assim será
também com a próxima revolução social?»
Da insurreição popular
à revolução proletária Robert Bibeau, Khider Mesloub da insurreição
popular à revolução proletária – Robert Bibeau, Khider Mesloub https://www.editions-harmattan.fr/catalogue/livre/de-l-insurrection-populaire-a-la-revolution-proletarienne/77706
Versão em Língua Portuguesa
Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: DA INSURREIÇÃO POPULAR À REVOLUÇÃO PROLETÁRIA
Lenine, já em 1914, compreendia este fenómeno e explicava esta realidade
económica capitalista aos revolucionários russos e, já em 1916, escreveu:
«Consequentemente, ‘nem um tostão e nem um homem’ não apenas para o
exército permanente, mas também para a milícia burguesa», mas «armamento do
proletariado para que possa vencer, expropriar e desarmar a burguesia»
(re:bibliomarxiste.net,12/1916, «Recueil du social-démocrate»)
E é esse «conflito político» que a burguesia, os seus representantes
políticos, de direita como de esquerda, os seus meios de comunicação
mainstream, a sua polícia fardada e os seus tribunais oficiais, querem «matar à
nascença», porque «esse conflito político», tal como foi a revolta dos «Coletes Amarelos», ameaça a hegemonia de
classe e, muito particularmente, os planos belicistas de militarização da
economia em preparação para a pérfida agressão contra os seus inimigos
imperialistas chineses, russos, iranianos e norte-coreanos para «o roubo, o
saque, a bandidagem e a exploração» imperialista do proletariado mundial.
(Veja
nesta revista web vários textos sobre o resultado da Pesquisa dos Coletes Amarelos para "colete
amarelo" – o 7 de Quebec)
Os revolucionários proletários
internacionalistas devem participar imperativamente activamente nesta
"resistência da juventude", assistindo-a e direccionando-a para uma
"insurreição popular" que deve conduzir à revolução proletária,
recrutando e formando os seus quadros entre a elite revolucionária deste
movimento de massas, o único caminho para a juventude, contra a apocalíptica
Terceira Guerra Imperialista a que a burguesia nos destina... a classe
dominante reaccionária sobrevalorizada e desclassificada.
Fonte: Le
soulèvement étudiant en France – les 7 du quebec
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice

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