sexta-feira, 17 de julho de 2026

Qualquer guerra imperialista tem apenas um único objectivo estratégico e, por vezes, múltiplos objectivos tácticos

 


Qualquer guerra imperialista tem apenas um único objectivo estratégico e, por vezes, múltiplos objectivos tácticos

17 de Julho de  2026 Robert Bibeau


Por Normand Bibeau.

ALEA JACTA EST.

Tal como LENINE ensinou à luz da Primeira Guerra Mundial: «toda a guerra imperialista tem como único objectivo o roubo, a pilhagem, o banditismo e a exploração dos proletários em benefício da burguesia» («O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo») e a presente guerra: «UKRONAZISTAS$ BANDERISTAS$ DE KIEV$/ IANQUES$ DOS EUA$/ EURONAZISTAS$ DA OTAN$ contra os CZARISTAS ORTODOXOS RUSSOS/ NACIONAIS-SOCIALISTAS CHINESES E NORTE-COREANOS/ MOLAS ISLAMISTAS IRANIANOS» é uma prova irrefutável.

O Ocidente imperialista, que através de um «golpe de Estado fascista palaciano» derrubou o regime «nacional-soviético» e instaurou uma ditadura mafiosa ocidental na ex-URSS, no «Bloco de Leste» e no Pacto de Varsóvia, em seu próprio benefício para «roubo, pilhagem e banditismo», sem piedade, da sua «estação de serviço» russa, não podia tolerar que os seus agentes oligárquicos russos putinistas negociassem com o Império do Meio dos nacional-socialistas chineses, daí a implementação do vasto programa de «cerco» da Rússia pela NATO, o braço armado do Ocidente.

Este programa de «cerco» foi proclamado «oficialmente» pelo «Führer» 2.0, Georges W. Bush, por ocasião do Congresso da OTAN em Bucareste, de 2 a 4 de Abril de 2008, ao tornar um «Plano de Acção para a Adesão» (Membership Action Plan) da Geórgia e da Ucrânia à OTAN uma prioridade da política dos EUA e da expansão da OTAN, o que constituiu uma violação flagrante das Constituições destas duas ex-repúblicas soviéticas e dos termos «oficiosos» da dissolução do Pacto de Varsóvia e da reunificação da Alemanha.

A Declaração da cimeira, de 3 de Abril de 2008, no seu artigo 23.º, afirmava: «[N]ós concordámos hoje que estes países (Geórgia e Ucrânia) se tornarão membros da OTAN», o que significava que a OTAN iria instalar na fronteira «ocidental» da Federação Russa e a menos de 500 km de Moscovo o seu arsenal nuclear e as suas tropas de invasão, o «equivalente» aos acordos de Munique de 1938, quando, ao receberem os Sudetas, depois a Boémia-Morávia e a Ruténia Subcarpática, as potências do «Eixo de Ferro» nazi-fascista-colaboracionista se aproximaram a menos de 150 km das fronteiras da URSS.

Este programa de «expansão» da OTAN a partir do exterior traduziu-se IMEDIATAMENTE na implementação de uma vasta campanha de subversão e de «golpes de Estado palacianos» por parte dos serviços secretos ocidentais no seio de cada um desses Estados, através dos seus agentes disfarçados de «embaixadores», «diplomatas», «empresários», «académicos» e «jornalistas», toda a escória destacada para estas operações de «corrupção-infiltração-subversão» que, desde sempre, tem garantido o sucesso das campanhas de invasão «interna» dos imperialistas.

Logo na noite de 7 de Agosto de 2008, o agente georgiano a soldo dos YANKEE$ U$, o renegado Mikhail Saakashvili, o «Zelinsky» georgiano, após uma aproximação à OTAN, lançou uma vasta operação militar com bombardeamentos e um avanço terrestre maciço contra a região russófona da Ossétia do Sul, com o objectivo de a submeter ao seu domínio para a expulsão dos ossétios de nacionalidade russa — invasão essa que o exército russo fez fracassar miseravelmente, repelindo o exército georgiano e reconhecendo oficialmente a independência da Ossétia do Sul.

Os imperialistas ocidentais da OTAN, com os YANKEE$ U$ à cabeça, confrontados com esta derrota no campo de batalha georgiano, compreenderam que, se quisessem levar a bom termo o seu «programa» de expansão da OTAN com vista ao seu LEBENSRAUM EURONAZI 2.0 sobre a Federação Russa para «roubá-la, saquear e roubar», teriam de estar melhor preparados, pois a facção putinista da burguesia russa — que tinha testemunhado a ruína da URSS sob a abominável ditadura do FMI e da «sua» abjecta máfia YANKEE — tinha-se voltado para o seu vizinho alemão para enriquecer, transformando a Rússia na «estação de serviço» da indústria alemã.

Foi, portanto, fortalecida pela sua falência «georgiana» que a OTAN empreendeu a subversão do Estado ucraniano como futura «base» para o «cerco» à Rússia e para o derrube da camarilha burguesa putinista em benefício de uma camarilha mais pró-ocidental.

As manobras pérfidas de subversão do Estado ucraniano tiveram início já em 1994 com o «acordo de parceria com a União Europeia»; seguiram-se a «Revolução Laranja» de 2004-2005; a abertura oficial das negociações do «acordo de associação», em Março de 2007; das negociações de um «acordo de comércio livre abrangente e aprofundado» («DCFTA»), de 2008 a Dezembro de 2011, rubricado a 30 de Março de 2012, e da «suspensão» do acordo pela parte europeia com os seguintes motivos falaciosos: «incompatibilidade do DCFTA com a adesão da Ucrânia à União Económica Eurasiática», pelo que a Ucrânia teria de renunciar à sua «união comercial» com a Rússia para aderir ao DCFTA, algo que o presidente em exercício Viktor Yanukovych pretendia negociar, mas ao qual o Ocidente colectivo respondeu com o «golpe de Estado do Euromaidan», de 21 de Novembro de 2013 a 21 de Fevereiro de 2014, com centenas de mortos e feridos, orquestrado pela CIA, pelo MI-6, pelos serviços secretos ocidentais e pela embaixada dos EUA, dirigida por Victoria Nuland.

Na sequência deste «golpe de Estado», disfarçado pela propaganda ocidental como «Revolução Colorida», teve início uma guerra civil que ainda hoje se prolonga.

Tendo tido início com o massacre de 48 opositores ao «golpe de Estado» — dos quais 42 sindicalistas — na Casa dos Sindicatos de Odessa, a 2 de Maio de 2014, e com mais de 240 feridos às mãos dos UKRONAZIS, esta situação prolongou-se de 2014 até 2022, com cerca de 14 000 mortos, 30 000 feridos e 1 milhão de deportados, levando à preparação de uma vasta operação de invasão do Donbass ucraniano, à qual o exército russo se opôs através da sua, entre outras, «Operação Militar Especial» e da guerra que continua até hoje.

Como a camarilha burguesa putinista está infiltrada por agentes imperialistas ocidentais, sempre procurou um «compromisso» com o Ocidente colectivo, chegando ao ponto de abastecer com gás natural e petróleo a indústria europeia que fabrica os mísseis e as armas que massacram os seus soldados e a sua população civil, incluindo esses pobres universitários, revelando ao mundo a sua natureza imperialista renegada e imunda, algo que a burguesia nacional-socialista chinesa sabe perfeitamente, razão pela qual negoceia alegremente com os inimigos dos seus «amigos sem limites» russos; pois para qualquer burguesia que se enriquece com as guerras à custa do sangue e da carne da sua «carne para patrões», transformada em «carne para canhões», estas aberrações monstruosas não significam nada, uma vez que nunca é ela que morre e que «o dinheiro não tem cheiro», que «não há nada de pessoal», que «bu$$ine$$ has usual», mesmo que esse dinheiro provenha do ossuário do povo e que a propaganda goebeliana embruteça os idiotas úteis que não veem nada.

O problema é que os povos russo, ucraniano e de todo o mundo, apesar da propaganda mediática goebeliana, começam a perceber que o David UKRONAZI BANDERISTA DE KIEV e os seus 34 a 35 milhões de «carne para canhão», apesar das injecções de esteróides da OTAN, não conseguem derrotar o Golias russo e os seus 146 milhões de «carne para canhão», a menos que haja «algo de podre no reino de Putin», o que as eleições fraudulentas de Setembro de 2026 na Rússia poderiam alterar radicalmente com a eleição do Partido «Comunista do Caviar» russo («PKRF») e a sua política de «guerra total» ao estilo soviético da «Grande Guerra Patriótica» (re: themomosouwtimes.com, 2/07/2026; nestcentre.org, 1/02/2026; harici.com.tr, 17/11/2025; filia.fi; ridl.io, 23/03/2026).

A burguesia ocidental, liderada pelos YANKEE U$ e pela EURONAZIE, está plenamente consciente de que o seu tempo está a esgotar-se e que, a menos que consiga o seu «golpe de Estado palaciano» contra a camarilha pró-oriental de Putin até Setembro de 2026, corre o risco de se ver confrontada com o Partido «comunista-caviar» russo no poder na Duma Estatal russa e com a sua política de «guerra total» na Ucrânia, bem como com a esmagadora derrota, sob as bombas e as botas dos seus mercenários UKRONAZI$, por parte de um exército russo «renovado» com 500 000 a 1 milhão de soldados «recrutados», uma potência militar invencível para os próximos 5 anos, na opinião do Ocidente coletivo.

Uma única alternativa:

1- lançar-se «em massa» na subversão da «eleição burguesa», inundando as eleições russas com $ U$, com promessas fraudulentas de «negociação-falsa-vitória», com investimentos maciços, com a restituição dos 300 mil milhões de $ U$ roubados, com «alianças» económicas fantásticas, com «democracia», de «liberdade» e de todas as mentiras habituais utilizadas ontem na Argentina, na Moldávia, na Venezuela, no Peru, na Colômbia, no Irão e em todo o mundo onde opera a máquina de guerra eleitoral «democrática, liberal e burguesa» dos bilionários senhores do mundo capitalista, para fazer com que Putin seja «reeleito» como alguém mais conciliador com o Ocidente e mais «oposto» à China;

2- sofrer uma derrota «eleitoral» às mãos do PKRF, seguida de uma derrota militar no campo de batalha e do abandono forçado de Zelensky e dos seus mercenários UKRONAZIS; dividir os restos do Estado ucraniano entre polacos, húngaros e os «sobreviventes», para melhor recuperar daqui a 3 a 5 anos numa guerra com o governo fantoche polaco, sempre pronto a cometer harakiri na esperança de se tornar uma «grande» potência.

É inevitável concluir que os povos do mundo têm pela frente um futuro dos mais sombrios nas mãos da burguesia mundial, pois «as mesmas causas geram sempre os mesmos efeitos», como provaram as duas últimas Guerras Mundiais e como provará a terceira, se a humanidade não se libertar do capitalismo, onde aqueles que a guerra enriquece nunca são aqueles que morrem por causa dela. 

 

Fonte: Toute guerre impérialiste n’a qu’un seul objectif stratégique et parfois de multiples objectifs tactiques – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




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