sábado, 5 de setembro de 2026

À margem da crise sanitária: Por uma crítica marxista da ciência

 


À margem da crise sanitária:

Por uma crítica marxista da ciência 

« Ai de nós se colocarmos (os factos reais, N.T.) como a ciência daqueles senhores burgueses os coloca; disso não sairá nenhum socialismo, mas sim a apologia da eternidade da sociedade burguesa. Então, vamos lançar o grito que deixa perplexos todos aqueles cegos pela força dos lugares-comuns podres: abaixo a ciência! » 1

« A idolatria da Ciência e da tecnologia não é senão um dos últimos paliativos miseráveis da era do Progresso na sobrevivência, do democratismo, dos pequenos homens todos iguais na mediocridade. »2

A chamada crise sanitária também se afirmou como um espectáculo integrado, com os seus vilões designados, os supostos "conluios", os seus segredos, as suas intrigas políticas bem reais e... as suas novas estrelas. Entre estas, os "peritos científicos", de todos os tipos, conquistaram um lugar de destaque nas diferentes polarizações. Isto acontece, na maioria das vezes, em nome da "CIÊNCIA" que traz a "VERDADE" como uma nova religião moderna. Como para nós, a "verdade" é em primeiro lugar uma questão de ponto de vista de classe e, além disso, não somos de forma alguma "cientistas", mas antes "doutores em nada", iremos argumentar este esboço de contribuição com recurso à dialéctica materialista e à experiência operária.

« A era do capitalismo está mais carregada de superstições do que todas as anteriores. A história revolucionária não a definirá como a era do racional, mas como a era da tralha. De todos os ídolos que o homem conheceu, é o do progresso moderno da tecnologia que cairá dos altares com mais barulho. » A. Bordiga : Politique et construction, Prometeo, 1952, in Espèce humaine et croûte terrestre, p.101.102 Payot, Paris, 1978.

1) CIÊNCIA E TECNOLOGIA SUBORDINADAS AO CAPITAL

Todas as categorias separadas do capital, a economia, a política, a ciência, a filosofia, a arte,… são completamente (realmente) subordinadas ao MPC (Modo de Produção Capitalista). Estas áreas separadas, cada vez mais especializadas e compartimentadas, não são apenas «usadas» pelo capital. Elas não têm existência própria, nem fins em si mesmas, indeterminados, independentes da história, como a versão vulgar «marxista» tem deturpado há dezenas de anos. Tal como a crítica à máquina feita por Marx 3, o comunismo não significa outro uso da mesma máquina por um «poder operário», mas a transformação/recriação total dessa máquina e das técnicas que a sustentam, nascidas e produzidas para e pelo capital.

Não existe tecnologia neutra, da mesma forma que as forças produtivas são forças produtivas de um modo de produção particular: o capitalismo. Tal como o trabalho, que também está incorporado no capital, a maquinaria, a ciência e as técnicas são produto das suas leis imanentes e da sua busca permanente por mais lucro. « A maquinaria só beneficia o capital na medida em que aumenta o tempo de trabalho excedente dos operários empregados nas máquinas. » K. Marx: Grundrisse T.2, Éditions sociales, p.319, Paris, 1980. Esta característica, acelerada pela subordinação real do trabalho sob o capital, implica a inclusão completa da ciência e da técnica no capital como um dos vectores essenciais do processo de valorização. Podemos assim falar, com Marx, da « penetração das forças científicas no processo de trabalho », da « cientificação » completa do processo de valorização do capital. É isso que Marx chama de modo de produção « especificamente capitalista ».

« É sobre esta base - e apenas a partir dela - que se desenvolvem relações de produção conformes ao processo de produção capitalista entre os diversos agentes da produção, nomeadamente entre capitalistas e assalariados. À medida que se desenvolvem, as forças produtivas da sociedade ou forças produtivas do trabalho socializam-se e tornam-se directamente sociais (colectivas) graças à cooperação. A divisão do trabalho dentro da oficina, o uso de maquinaria e, em geral, as transformações que o processo de produção sofre graças ao uso consciente das ciências naturais, da mecânica, da química, etc., aplicadas a fins tecnológicos determinados, e graças a tudo o que está ligado ao trabalho realizado em grande escala, etc.» K. Marx: Um capítulo inédito do Capital, 10/18, apresentado e traduzido por R. Dangeville, p.199-200, Paris, 1970.

É, portanto, um erro grave considerar a ciência e a técnica, por serem esferas separadas do conhecimento, como domínios trans-históricos que seriam obra do «progresso» contínuo da história humana. Não bastaria então apenas limpá-las das suas escórias capitalistas. Esta visão falsamente crítica é típica do carácter fetiche de todas as mercadorias e também tem os seus grandes defensores: cientistas, moralistas, médicos, peritos e engenheiros, obnubilados pelo carácter sagrado do seu próprio «domínio de especialização», capazes de resolver através de milagres todas as catástrofes produzidas pelo MPC.: ecológicas, económicas, demográficas, sanitárias, ...

« Não há parvoíce, por enorme que seja, que a técnica moderna não esteja pronta a aprovar e a cobrir com plástico virgem, quando isso corresponde à pressão irresistível do capital e aos seus apetites sinistros. » A. Bordiga: Política e construção, Prometeo, 1952, Espécie humana e crosta terrestre, p. 76 Payot, Paris, 1978.

Pelo contrário, como explica B. Coriat: «Se o M.P.C. é antes de mais uma actividade para a valorização do capital, é ao examinar a contribuição que os diferentes tipos de invenções trazem ao capital no seu processo de auto-valorização que se poderão revelar as causas sociais que determinam a incorporação ou rejeição das diferentes invenções disponíveis. É, portanto, no próprio processo de formação do valor e, mais precisamente, na contribuição das invenções para permitir (ou não) a extracção da mais-valia que é necessário procurar, examinando como, desse ponto de vista, intervêm os diferentes tipos de invenções que são as máquinas, as novas matérias-primas e os novos produtos que umas ou outras permitem fabricar.» B. Coriat: Ciência, Técnica e Capital, p.137, Seuil, Paris, 1976.

Além disso, é metodologicamente impossível dissociar a ciência da ideologia, porque não só a ciência está completamente impregnada por ela, como também a epistemologia (estudo crítico das ciências e do conhecimento científico) é, em última instância, determinada pelo modo de produção predominante, sem o qual nada poderia existir como produção e, portanto, também como produção de saberes. A crítica a esta impregnação ideológica é obra do marxismo vivo. Como indica de forma muito pertinente K.

Korsch: « A razão desta dificuldade insuperável para a epistemologia burguesa é que o marxismo não pode ser considerado uma “ciência”, mesmo que se dê a este termo o sentido burguês mais amplo, incluindo até a filosofia mais especulativa » K. Korsch: Marxismo e Filosofia, p.135/136, Les Éditions de Minuit, Paris, 1968.

Foi a tradição social-democrata (Kautsky, Bernstein, Plekhanov…) que acelerou e reforçou a desviação cientificista já largamente presente nos socialistas utópicos (Owen, Proudhon,…). A contra-revolução estalinista (marxismo-leninismo) construiu-se depois como uma «ciência proletária» ontologicamente superior e capaz de resolver todas as questões. É a negação mais evidente do método crítico de Marx; no que diz respeito à economia, ela sempre trabalhou na crítica da economia política sem nunca fundar uma nova economia «cientificamente superior». Esta interpretação/falsificação será obra do materialismo vulgar fundado parcialmente em certos aspectos do positivismo cientificista de obras nomeadamente de Engels (Dialética da Natureza), assim como em certas fórmulas mais que ambíguas (O «socialismo científico»).

Ao contrário do que poderia sugerir uma leitura superficial e popular do folheto: «Socialismo utópico e socialismo científico» (excerto de capítulos da obra crítica: O Anti-Dühring de F. Engels) não constitui de todo uma apologia da «ciência» contra o ideal utópico, mas sim uma oposição frontal de métodos. O dos utopistas, quaisquer que sejam as suas tendências e contributos distintos, visa elaborar um projecto de sociedade o mais positivo possível, depois divulgá-lo por todo o lado para fazer proselitismo e, por fim, incumbir os novos convertidos de realizar, custe o que custar, a concretização do seu modelo, como por exemplo os falanstérios nos fourieristas. Pelo contrário, o método de Marx e Engels é criticar a realidade tal como ela é, da forma mais rigorosa e impiedosa possível, sem necessariamente propor uma alternativa positiva, senão a negação 4 da totalidade do que se passa diante dos nossos olhos. Também é verdade que Marx e Engels se interessaram bastante por certas descobertas científicas da sua época e por autores como Darwin, Joule, Morgan, Justus von Liebig, Thomas Huxley…

É de notar que se trata de uma paixão pelo conhecimento e pela sua evolução, e que isso de forma alguma cai na apologia acrítica. « A história das ciências é a história da eliminação progressiva desse disparate ou da sua substituição por um novo disparate, mas cada vez menos absurdo. As pessoas que se ocupam disso pertencem por sua vez a esferas particulares da divisão do trabalho e imaginam que trabalham num terreno independente. » F. Engels: Carta a C. Schmidt, 27/10/1890 in Cartas sobre as ciências da natureza, Éditions Sociales, Paris, 1974.

Da mesma forma, Marx vai reavaliar a sua opinião sobre Darwin e criticar a visão antropomórfica presente na sua «Origem das Espécies» (1859): «É notável ver como Darwin reconhece nos animais e nas plantas a sua própria sociedade inglesa, com a sua divisão do trabalho, a sua concorrência, a abertura de novos mercados, as suas “invenções” e a “luta pela vida” malthusiana. É o bellum omnium contra omnes [a guerra de todos contra todos] de Hobbes, e isso lembra Hegel na Fenomenologia, onde a sociedade civil aparece como o “reino animal do espírito”, enquanto em Darwin, é o reino animal que aparece como sociedade civil.» 5 Karl Marx, carta a Friedrich Engels, 18 de Junho de 1862.

Com a multiplicação dos novos variantes (hoje, é o ómicron que está à frente) e das vagas na pandemia, quase todos os “especialistas” estão abertamente ultrapassados. (já se fala da sexta! 6). O futuro capitalista parece cada vez mais “incerto” e catastrófico. As suas “previsões” mostraram-se apenas como a expressão dos seus pressupostos ideológicos. As personificações desta “ciência da inexactidão” são então hoje os tão famosos “especialistas”, que se distribuem na sua posição ao longo de todo o espectro ideológico possível, desde a bufaria espetacular de D. Raoult (o Macron até foi cumprimentá-lo em Marselha, porque nunca se sabe, especialmente em período eleitoral) até ao conselho da ordem dos médicos (os médicos da Ordem?).  O professor microbiologista fez tantas declarações delirantes e de auto-promoção que poderia validar negativamente a existência de uma ciência não espetacular, racional e «honesta». No entanto, ele não representa senão a expressão caricatural máxima do discurso científico que, como um novo «Dr. Estranho Amor (Dr. Strangelover – NdT)»7, por ser «científico», pode dizer e fazer tudo e o seu contrário, até à destruição catastrófica do planeta.

Mais uma vez, neste terreno, a nossa crítica é ineficaz, mas, por outro lado, basta-nos ver o posicionamento político do « Professor em demagogia colete-amarelo » e o seu alinhamento oficial com a corrente eleitoral do « Front Popular » de Onfray, e dos seus amigos populistas de esquerda/direita à Jean-Claude Michéa, e outros Philippe de Villiers-Zemmour, para vermos a sua função de intermediário da “esquerda” popular e soberanista para a direita mais nacionalista e xenófoba. A referência recorrente de Onfray a Proudhon também não é neutra, pois sempre teve uma função muito particular na génese dos fascismos 8. Tal como nos cenários das séries, a próxima temporada deve ser emocionante para justificar o reforço do Estado e quem sabe, como já proclamava a série Os Arquivos Secretos (X-Files), antecipando todos os conspiracionismos: «A verdade está noutro lado».9

Longe dos delírios mediáticos do professor, os cientistas «honestos» continuam a promover uma ciência baseada em trabalhos mais sólidos. Colocam-se assim como representantes de uma ciência séria e autónoma. O mito de uma ciência independente, que se realizaria fora das restricções capitalistas, voltou a ser evidenciado por esta crise dita sanitária. No seu estudo sobre a crise, Mike Davis demonstrou que os estudos científicos, de facto, trouxeram conhecimento sobre os riscos de emergência dos diferentes coronavírus, riscos ligados aos incêndios nas florestas tropicais e ao desmatamento, à proliferação da pecuária industrial, à explosão das favelas… etc. Mais uma vez, com estas constatações estabelecidas, a ciência não teve qualquer capacidade para impulsionar alterações no sistema produtivo. A ciência capitalista, claro, tem os seus próprios sucessos e avanços. Mas é incapaz de se orientar noutro sentido que não seja a lógica do lucro. Neste caso específico, nada foi feito para combater a deterioração dos sistemas de saúde. Nenhuma acção foi tomada para antecipar e investir nas necessidades relacionadas com uma possível pandemia (produção de antivirais, antibióticos de nova geração e vacinas universais).

« Na reunião de Casale Monferrato, sobre a qual retomámos a crítica do desenvolvimento russo e da história dos modos de produção, falou-se desses fetiches que são a técnica e a ciência. Infelizmente, não existe um resumo detalhado. Condenou-se a falsa admiração por três séculos de ciência burguesa de que se alimentam os “comunistas” russófilos quando fazem um grande alarido à volta dos êxitos “espaciais”. Fez-se a crítica à especialização, essa mania do técnico moderno, que cria círculos fechados e fanáticos de operários vendidos, incapazes de qualquer visão do mundo natural e social real. Criticou-se o mito burguês do progresso, evocando civilizações antigas desaparecidas que, a esse respeito, eram superiores à civilização cristã e burguesa. Afirmámos que a ciência, para ser segura e «exacta», deve começar a partir da política histórica e não da física. Os especialistas e académicos de hoje estão dependentes da economia ligada às empresas, das suas especulações, dos seus saques. São pessoas que, hoje, no que toca a fanatismo, valem muito os padres de ontem, que aliás ainda vivem hoje, e cujos outros estão por aí. O farisaísmo académico e mercantil de hoje é mais ignóbil do que os obscurantismos do passado, ridicularizados em nome de um progresso que foi uma mentira. » Programa do comunismo integral e teoria marxista do conhecimento: Il Programma Comunista», n.º 20, 1962; http://www.sinistra. net/lib/pro/producoinf.html

2) VERDADE DE CLASSE OU « VERDADES CIENTÍFICAS »

A verdade é como a moral. É Trotski quem vai desenvolver esta questão interessante através do exemplo de um escravo e do seu dono. A verdade vivida pelo escravo é a sua legitimidade para fazer tudo para se revoltar e fugir, mesmo ao preço de métodos supostamente imorais. A do seu mestre, igualmente legítima aos olhos do modo de produção esclavagista, é fazer tudo para preservar a sua propriedade e até destruí-la, já que é a sua riqueza. Estes dois pontos de vista de classe são antagónicos e correspondem a duas verdades também antagónicas. Só o equilíbrio de forças entre as classes pode, em última instância, decidir qual destas verdades se tornará efectiva através da sua realização prática. O cientista, por sua vez, limitar-se-á a analisar rigorosamente as qualidades metálicas da cadeia presa ao escravo e o “progresso” na evolução das técnicas de aprisionamento.

« Que não venham ridículos eunucos alegar que o esclavagista que, pela astúcia e violência, acorrenta um escravo está moralmente no mesmo nível do escravo que, pela astúcia e violência, quebra as suas correntes! » L. Trotski: A sua moral e a nossa, p.73/74, Jean-Jacques Pauvert editor, Paris, 1972.

As "verdades", entre outras "científicas", são estritamente determinadas pelas relações sociais e de classes existentes. Estas encontram a sua realidade na prática e na consciência dessa prática. A questão já estava resolvida, desde 1845, na tese II sobre Feuerbach: "A questão de saber se há lugar para reconhecer à mente humana uma verdade objectiva não é uma questão teórica, mas uma questão prática. É na prática que o homem deve provar a verdade, ou seja, a realidade, e o poder do seu pensamento, neste mundo e para o nosso tempo. A discussão sobre a realidade ou irrealidade de um pensamento que se isola da prática é puramente escolástica. » K. Marx: Ad Feuerbach.11 A procura da verdade em si levanta ainda outro problema: ela implica, de facto, que a luta contra o capital, a ainda mais num período de contra-revolução, se reduziria a uma luta de ideias; a verdade contra todas as falsas consciências. Todas as religiões se fundaram e impuseram uma verdade eterna e sem história para perpetuar a superioridade das classes dominantes. Mas isso não significa que todas as verdades sejam relativas. Há um limite que distingue o materialismo dialéctico do relativismo.

« A dialética, como já explicava Hegel, integra como um dos seus momentos o relativismo, a negação, o cepticismo, mas não se reduz ao relativismo. A dialéctica materialista de Marx e Engels inclui, sem dúvida, o relativismo, mas não se limita a ele; quer dizer, admite a relatividade de todo o nosso conhecimento, não no sentido de negar a verdade objectiva, mas no sentido da relatividade histórica dos limites da apropriação do nosso conhecimento em relação a essa verdade. » Lenine: Materialismo e Empiriocriticismo, p.180, Edições do Progresso, Moscovo, 1970.

Esta diferenciação encontra-se também na afirmação relativista: «não existe nenhuma verdade absoluta», a qual contém a sua própria contradição, porque se for verdadeira, deve então aplicar-se a si mesma. Este é o limite do relativismo que não concebe, como o marxismo revolucionário faz, a determinação em última instância e a verificação pela práxis. Todas as lutas de ideias não validadas por factos objectivados caem assim no fideísmo, e este último já serviu amplamente a ideologia dominante, entre outros com os revisionistas e outros negacionistas. De facto, bastaria, segundo estes, revelar uma «mentira» de qualquer ordem, para fazer ruir a totalidade do sistema, como se este não fosse mais do que uma simples construcção do espírito. Foi, nomeadamente, este grave erro de método que os levou aos piores desvios políticos.12  Se estas pessoas tivessem permanecido no campo limitado da luta operária e das suas experiências históricas, talvez não tivessem caído tão baixo. No que nos diz respeito, a única verdade é a histórica da experiência vivida e da práxis revolucionária do proletariado. Essa verdade é a da classe operária enquanto classe explorada e revolucionária e terá também de desaparecer, em caso de vitória. Até lá, a verdade das nossas derrotas será também a derrota das nossas verdades.

« O nosso pesadelo, e o de todos aqueles que não se conformam em remediar indefinidamente para restaurar as aparências, durará enquanto prevalecerem as vozes consentidoras daqueles que suplicam repetidamente » Basta disso! » e rezam para se verem livres de males cujas causas teimam em querer » R. Riesel: Do progresso na domesticação, p.77, Éditions de l’Encyclopédie des Nuisances, Paris, 2003.

Fevereiro de 2022 : Fj & Mm.

Em anexo para ler no nosso site: https://materiauxcritiques.wixsite.com/monsite/nos-lecteurs

CORRESPONDÊNCIA COM UM CIENTISTA : J.

 

J-L Moinet : Fin de la science 7

 

Bibliografia

Obras :

-A. Bordiga : Politique et construction, Prometeo, 1952, in Espèce humaine et croûte terrestre, p.101.102 Payot, Paris, 1978.

-Collectif : Libertaires et « ultra-gauche » contre le négationnisme, Éditions Réflex, Paris, 1996.

-B. Coriat : Science, Technique et capital, Seuil, Paris 1976.

-F.Engels- Marx : Lettres sur les sciences de la nature, Éditions Sociales, Paris, 1974.

-K. Korsch : Marxisme et Philosophie, Les Éditions de Minuit, Paris, 1968.

-Lénine : Matérialisme et Empiriocriticisme, Éditions du progrès, Moscou, 1970.

-K. Marx : Grundrisse T.2, Éditions sociales, Paris ,1980.

-K. Marx : Un chapitre inédit du Capital, UGI ,10/18, présenté et traduit par R. Dangeville, Paris, 1970.

-K. Marx, F.Engels, Correspondance, tome 7 (1862-64), Éditions sociales, Paris, 1979.

-J-L Moinet : Fin de la science, Les joueurs de non-A, Paris, 1974.

-Lewis Mumford : Le Mythe de la machine ; Technique et développement humain, Éditions de L’Encyclopédie des Nuisances, Paris, 2019.

-R. Riesel : Du progrès dans la domestication, Éditions de l’Encyclopédie des Nuisances, Paris, 2003.

-Zeev Sternhell : La droite révolutionnaire ; Les origines françaises du fascisme, 1815-1914, Seuil, Paris, 1978.

-L. Trotski : Leur morale et la notre, Jean-Jacques Pauvert éditeur, Paris ,1972.

Sites web :

-No site : http://www.sinistra.net/lib/pro/producoinf.html  

-No site : https://www.marxists.org/francais/marx/works/1845/00/kmfe18450001.htm

-Sur le site : https://fr.news.yahoo.com/covid-19-sixieme-vague-les-signaux-qui-inquietent-15  3953770.html?guccounter=1&guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&guce_referrer_sig=AQAAAD2q6IrYubv0_f9mPkoEoRDEwh5-h-fEQLWTrqOdJzPRUkShTuy  

-No site : https://www.linternaute.com/television/serie-x-files-aux-frontieres-du-reel-p311 6031/la-veri te-est-ailleurs-e3404936/  

-No site : https://www.lemagducine.fr/cinema/films-classiques/docteur-folamour-film-stan ley-kubrick-critique-22807  

-No site : https://lignesdeforce.wordpress.com/2017/04/25/michel-onfray-se-rapproche-de-l extreme-droite-sous-le-patronage-de-proudhon/

 

Notas:

1 « Il Programma Comunista », n° 20, 1962 ; http://www.sinistra.net/lib/pro/producoinf.html

2  J-L Moinet : Fin de la science, p.122, Les joueurs de non-A, Paris, 1974 

3  Esta crítica foi, entre outros, seguida por Lewis Mumford: O Mito da Máquina; Técnica e desenvolvimento humano, Edições da Encyclopédie des Nuisances.Paris, 2019.

4 Na verdade, o aspecto «positivo» da dialéctica materialista corresponde à «negação da negação». Voltaremos em breve a estas questões «filosóficas».

5 Marx, Engels, Correspondência, volume 7 (1862-64), Éditions sociales, Paris, 1979, carta 24, p. 50-52.

6 No site web : https://fr.news.yahoo.com/covid-19-sixieme-vague-les-signaux-qui-inquietent-153953770.html?guccoun ter  =1&gucereferrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&guce_referrer_sig=AQAAAD2q6IrYubv0_f9mPkoEoRDEwh5-h-fEQL WTr-qOdJzPRUkShTuy    

7 No site web : https://www.lemagducine.fr/cinema/films-classiques/docteur-folamour-film-stanley-kubrick-critique-2280  

8 É assim com o « Círculo Proudhon », do início do século XX e proveniente da Acção Francesa de Maurras, tal como hoje com a clique do Onfray e Thibault Isabel: https://lignesdeforce.wordpress.com/2017/04/25/michel-onfray-se-rapproche-de-lextreme-droite-sous-le-patronage-de-proudhon/  O historiador Zeev Sternhell analisou essa deriva cuja matriz continua a ser o anti-semitismo e o patriotismo em: «A direita revolucionária; As origens francesas do fascismo, 1815-1914, Seuil, Paris, 1978.

9 No site web : https://www.linternaute.com/television/serie-x-files-aux-frontieres-du-reel-p3116031/la-verite-est-ailleurs-e 3404936/  

10  Mike Davis : Le monstre est parmi nous – Pandémies et autres fléaux du capitalisme, Éditions divergences, Paris, 2021.

11 No site web : https://www.marxists.org/francais/marx/works/1845/00/kmfe18450001.htm

12 Sobre esta questão, ler : Collectif : Libertaires et « ultragauche » contre le négationnisme, Éditions Réflex, Paris, 1996.

 

Fonte: https://81b6bb22-93ff-445e-9132-db9118c0c19f.filesusr.com/ugd/ca292a_940386225bb64304bf11b3e6836fc613.pdf

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Sem comentários:

Enviar um comentário