segunda-feira, 25 de agosto de 2025

O cérebro atrofiado de uma sociedade nazificada e anti-semita

 

CRIANÇAS ISRAELITAS CANTAM,
"ANIQUILAREMOS TODOS ELES" EM GAZA

O cérebro atrofiado de uma sociedade nazificada e anti-semita

25 de A gosto de 2025 Robert Bibeau


ironia suprema é que aqueles que exploram acusações  de "anti-semitismo " estão, eles próprios, comprometidos com a forma mais literal de anti-semitismo supremacista ariano contra os semitas árabes.

Sobre este assunto, veja dois artigos sobre a opressão antissemita no Ocidente: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: A Gestapo sionista de França ao serviço do regime fascista e genocida israelita  Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O anti-semitismo é utilizado de forma abusiva para justificar o genocídio dos semitas árabes no Médio Oriente.


Por Karim – 11 de Agosto de 2025 – Fonte: BettBeat Media

 

TikTokers israelitas gozam com palestinos. Israelitas asquenazes — os chamados "judeus" europeus com características arianas — usam provocações raciais ao estilo nazi contra palestinianos, visando a sua aparência semítica em cenas que lembram a Alemanha dos anos 1930.

As estatísticas são tão assustadoras quanto reveladoras. Quatro em cada cinco israelitas "judeus" não expressam preocupação com a catástrofe humanitária = genocídio = em Gaza. Imediatamente após o 7 de outubro, quando as bombas israelitas começaram a cair sobre civis palestinianos, o optimismo quanto ao futuro do país explodiu espectacularmente entre a população israelita. Esta não foi a resposta de um povo genuinamente a temer pela sua sobrevivência; foi a euforia de uma população "completamente reaccionária e fascista" finalmente autorizada a libertar os seus impulsos mais obscuros, sanguinários — o anti-semitismo árabe.

O que testemunhamos hoje em Israel é o ponto final lógico de um processo sobre o qual Hannah Arendt nos alertou décadas atrás: a transformação de pessoas comuns em participantes voluntários de uma brutalidade sistemática através da máquina de um Estado fascista . É isso que acontece quando uma sociedade se torna tão completamente "  nazificada — fascista " — para usar o termo austero, mas preciso, do excepcional apresentador de podcast americano Aaron Good — que o assassinato em massa se torna não apenas aceitável, mas também motivo de comemoração .

O extermínio do povo semita árabe/palestiniano

Isto não é um exagero. Cidadãos israelitas são regularmente filmados a montar cadeiras de jardim para admirar os bombardeamentos de Gaza como se fosse um entretenimento. Crianças criam videoclipes a gozar com mulheres árabes presas sob os escombros. Músicas que celebram a morte de "  Amalek  " — uma referência bíblica a inimigos marcados para destruição total — lideram as tabelas musicais israelitas. Estas não são acções de alguns extremistas; representam a resposta dominante de uma sociedade que foi sistematicamente condicionada a ver a vida palestiniana como inútil.

 


Crianças israelitas gritam "nós aniquilaremos todos" em Gaza. Fonte

O Direito Divino de Estuprar

Um processo de nazificação não acontece da noite para o dia. Requer anos, até décadas, de cuidadoso cultivo. Começa com a desumanização da população-alvo — palestinianos rotulados como "  animais humanos  " ou "  terroristas ", independentemente da sua idade ou situação. Continua com a criação de uma mitologia de vitimização perpétua que justifica qualquer atrocidade como "  auto-defesa ". Isso resulta numa população tão doutrinada que protesta pelo direito de estuprar prisioneiros palestinianos enquanto assiste crianças a morrerem de fome e não sente nada além de satisfação.

Essa transformação psicológica serve a um propósito político claro. Como revelam agora transcrições vazadas do gabinete , o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu escolheu deliberadamente "  quebrar o cessar-fogo e matar de fome o povo de Gaza  ", contra o conselho dos seus próprios militares e oficiais de segurança. Mas tal política requer apoio público, ou pelo menos indiferença pública. Uma sociedade normal recuaria diante da ideia de matar crianças de fome deliberadamente. Uma sociedade nazificada celebra isso.

Dados de pesquisas israelitas demonstram o sucesso desse condicionamento psicológico. Quando confrontados com a realidade do que o seu governo está a fazer — a destruição sistemática de hospitais, escolas e campos de refugiados; o bloqueio do fornecimento de alimentos, água e suprimentos médicos para uma população encarcerada; o bombardeamento de áreas civis com uma taxa de baixas que inclui milhares de crianças — a esmagadora maioria dos judeus israelitas responde com aprovação ou indiferença.

É isso que torna o caso israelita tão particularmente perturbador: a transparência do processo. Ao contrário de precedentes históricos em que populações alegavam desconhecer os crimes dos seus governos, os israelitas estão a assistir ao desenrolar do genocídio em tempo real nos seus ecrãs de televisão e nas redes sociais. Eles veem imagens de crianças mortas, imagens de lares destruídos, depoimentos de sobreviventes. E a sua resposta é exigir ainda mais.

 

Judeus arianos a gozar com os semitas.

O retorno da nazificação ao Ocidente

Os mecanismos psicológicos em acção aqui estão bem documentados. Os estudos de Stanley Milgram mostraram como pessoas comuns podem ser motivadas a infligir sofrimento terrível a outras através da manipulação da autoridade e da pressão social. A Experiência Prisional de Stanford revelou a rapidez com que as pessoas se podem adaptar a sistemas de brutalidade quando são incentivadas pelo poder institucional. O que vemos em Israel hoje são esses princípios psicológicos aplicados à escala nacional.

O processo de nazificação também exige a eliminação da dissidência e a marginalização da consciência. Activistas israelitas pela paz são submetidos a assédio, prisão e violência. Jornalistas que relatam com precisão o sofrimento palestiniano são tachados de traidores. O sistema educacional é reestruturado para promover a mitologia nacionalista em detrimento da verdade histórica. Vozes alternativas são sistematicamente silenciadas até que o único discurso aceitável seja aquele que justifique ou celebre o sofrimento palestiniano.

Ainda mais assustador, esse processo de nazificação espalhou-se para além das fronteiras de Israel, atingindo as sociedades ocidentais. Universidades que antes se orgulhavam da liberdade académica agora suprimem sistematicamente as vozes palestinianas e punem os estudantes pela sua solidariedade básica. Veículos de comunicação ocidentais demitem jornalistas por reportarem com precisão as mortes palestinianas ou simplesmente afirmarem que as crianças palestinianas são seres humanos que merecem viver. Políticos na Europa e na América do Norte competem para criminalizar símbolos palestinianos, proibir a expressão cultural palestiniana e redefinir o anti-semitismo para proteger os crimes de guerra israelitas de críticas.

As mesmas tácticas usadas para silenciar activistas pacifistas israelitas — assédio, doxxing (Doxing, ou doxxing, é a prática virtual de pesquisar e de transmitir dados privados sobre um indivíduo ou organização. Os métodos empregues para adquirir essas informações incluem a procura de bancos de dados disponíveis publicamente e medias sociais, hacking, e engenharia social – Wikipédia) , destruição de carreiras — agora estão a ser empregues contra cidadãos ocidentais que ousam demonstrar empatia pelo sofrimento palestiniano. O que começou como controle do pensamento israelita interno tornou-se um projecto autoritário transnacional, transformando sociedades supostamente livres em mecanismos para impor uma ideologia genocida.

Como mencionado anteriormente, talvez o mais assustador seja a participação entusiástica de crianças nessa cultura de crueldade. Circulam vídeos a mostrar jovens israelitas a cantar canções sobre a destruição de Gaza, crianças a celebrar a morte de palestinianos e adolescentes a posar com armas enquanto fazem piadas sobre "  caçar árabes ". Isso não é nacionalismo inocente — é o cultivo deliberado de uma geração que verá o assassinato em massa como normal, até mesmo louvável. De facto, Israel tornou-se a única sociedade onde os jovens são mais extremistas de direita e fascistas do que os mais velhos. E essa patologia está a espalhar-se para o Ocidente.

Os zio-(ashque)nazis

Um detalhe significativo é que a maioria desses vídeos apresenta judeus brancos asquenazes a gozar com  os traços semíticos dos palestinianos, de uma forma perturbadoramente semelhante à forma como os nazis retratavam as suas vítimas. A amarga ironia é que aqueles que instrumentalizam acusações de " anti-semitismo" estão, eles próprios, envolvidos na forma mais literal de zombaria racial anti-semita; uma ironia à qual os seus autores parecem completamente alheios.

Ou talvez, o que é mais preocupante, eles estejam plenamente cientes disso. A nazificação ter-se-ia então tornado completa; a semelhança com o nazismo não seria mais inconsciente, mas deliberada. "  Eu senti-me como um nazi ", admitiu um soldado israelita anónimo a um jornal israelita. O que estamos a testemunhar é o ápice de décadas de doutrinação do poder nazi, mascaradas pela linguagem de vítima, finalmente autorizadas a tornarem-se o que fingiam odiar: zio-(ashque)nazis.

 


«Quando sais de Israel para entrar em Gaza, tornas-te Deus». Na mente dos soldados israelitas que cometeram crimes de guerra. Fonte .

As implicações internacionais dessa transformação não podem ser ignoradas. Um Israel nazificado, munido de armas nucleares e apoiado pela ajuda militar americana, representa uma ameaça não apenas aos palestinianos, mas ao mundo inteiro. Uma sociedade que celebra a fome infantil não limitará a sua brutalidade a uma população ou região. A história mostra-nos que movimentos fascistas, uma vez desencadeados, tendem a expandir a sua lista de inimigos.

O mundo já viu isso antes. Sabemos como esta história termina. A questão é se a comunidade internacional — incluindo Rússia e China — agirá para impedir a consumação deste genocídio ou se ficará de braços cruzados a assistir à aniquilação de um povo inteiro enquanto os seus assassinos celebram. A história julgará não apenas os perpetradores, mas todos aqueles que teriam o poder de impedi-lo, mas optaram pelo silêncio.

Karim

Traduzido por Wayan, revisto por Hervé, para o Saker Francophone. Em https://lesakerfrancophone.fr/le-cerveau-rabougri-dune-societe-nazifiee

 

Fonte: Le cerveau rabougri d’une société nazifiée et antisémite – les 7 du quebec 

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




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