Publicado em 01.11.2012
Como ratos em fuga perante a tempestade, os deputados anteciparam em várias horas a votação do orçamento terrorista da tróica e do seu governo, com medo dos trabalhadores e do povo que, no exterior do parlamento, cercavam aos milhares todo o edifício e, em particular, as portas por onde os lacaios do grande capital e do imperialismo germânico costumam sair.
Em pânico perante a força dos manifestantes, entre os quais se destacaram pela sua combatividade e firmeza os estivadores do porto de Lisboa, e temerosos das grandes massas que se iam concentrando no local, os deputados saíram por uma porta habitualmente reservada a representações presidenciais e afins, escoltados pelo maior contingente de polícia-de-choque até hoje concentrado no mesmo local em eventos desta natureza.
Apesar de oportunisticamente terem votado contra o OGE, os deputados do PS foram também, na sua esmagadora maioria, dos que preferiram a saída de emergência e a escolta policial, em lugar de enfrentarem cara a cara os trabalhadores e o povo.
O governo já não governa e o parlamento já não legisla. O presidente da República, amigo indefectível da tróica e do governo e apoiante de primeira linha do orçamento agora votado, não tem outra saída que não seja demitir imediatamente o executivo Coelho/Portas, dissolver o parlamento e convocar novas eleições. Não o fazer impõe a demissão imediata do próprio Cavaco. Qualquer demora na concretização destas exigências só serve para dar tempo a que a contra-revolução prepare uma qualquer manobra provocatória e terrorista que lhe permita tentar esmagar em sangue a presente ofensiva operária e popular.
A próxima greve geral tem assim uma importância redobrada. É preciso que o país pare no dia 14 de Novembro. A tróica, o governo e o parlamento têm de ir pela borda fora. Deve ser decretada a imediata suspensão do pagamento da dívida. O povo vencerá!
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