terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os ajustamentos da traição!


E ao sétimo dia deu-se o “milagre” da “refundação” da política do “bloco central”. Tantas “agruras”, tanta “oposição violenta…mas construtiva” e eis o PSD, com o cachorrinho amestrado Portas pela trela, aos beijos e abraços a Seguro e à sua “estratégia” de defender um “ajustamento credível” da dívida, uma renegociação pedindo mais tempo, mais dinheiro e juros mais baixos para fazer face a uma dívida ilegítima, ilegal e odiosa, um “ajustamento” que permita “voltar aos mercados”.

Seguro, todo ufano, lá vem afirmar que “ detesta ter razão”! E que ainda não está satisfeito! Quer mais, pois o desemprego é uma chaga que o preocupa e é necessário ainda mais dinheiro, veja-se lá, para criar economia e promover o emprego! E nem vislumbra que, se os “mercados” reagiram tão bem ao anúncio de Gaspar, e o directório europeu acolheu tão bem a proposta, é porque vêm nesta medida mais lucros a entrar, mais activos de que se apoderarão, mais trabalho baratinho, pouco qualificado e intensivo para lhes proporcionar a tão desejada “competitividade”.

Ou seja, destruído o nosso tecido produtivo, através dos calamitosos acordos que o seu partido e o PSD, com a cumplicidade do CDS, foi assinando com um directório europeu manipulado pelos interesses germânicos, esta gente persiste na mesma receita que levou a termos de importar mais de 80% daquilo que necessitamos para alimentar o povo e gerar economia, persiste na receita que leva a um endividamento incontrolável e IMPAGÁVEL, e pedincha ainda mais dinheiro, a pagar mais juros faraónicos, para engrossar ainda mais a “dívida soberana” e proporcionar a alegria maior para os grandes grupos financeiros e bancários – sobretudo os alemães – isto é, encher os cofres à custa do sangue, do suor e da miséria do povo português, à custa da perda da nossa soberania.

Chegámos a um ponto em que os campos estão cristalinamente definidos: de um lado, todos aqueles que, quer tenham assinado, quer não, o memorando de entendimento com a tróica germano-imperialista, aceitam o pagamento de uma dívida – no todo ou em parte é irrelevante – que não foi contraída pelo povo, nem o povo dela retirou qualquer benefício.Bem pelo contrário! No quadro da defesa do princípio de que “os portugueses estiveram a viver acima das suas possibilidades”, ao que estamos a assistir é a um brutal genocídio fiscal, a um inaudito roubo dos salários e do trabalho, à drástica limitação do acesso à saúde e à educação para os trabalhadores e para o povo, ao aumento inaudito dos transportes, da água, da luz, do gás, dos produtos mais básicos sobre os quais este governo de serventuários fizeram incidir a taxa máxima de IVA, enquanto para um desporto “popular” como o golf foram magnânimos.

Bem que pode vir agora Seguro dizer que, face ao pedido de renegociação agora anunciado pelo governo, através do Gaspar Dixit, o PS “sempre teve razão”. No mesmo trilho, aliás, podem estar muito satisfeitos o BE ( e a IAC), bem como o PCP, apesar de virem afirmar que não é  esta a “renegociação/reestruturação” que defendem.

Havendo uma tão vasta “coligação” em torno da “reestruturação/renegociação” da dívida – mais propriamente, com a anuência de todos os partidos do “arco parlamentar” – os trabalhadores, o povo, os intelectuais, os jovens estudantes e trabalhadores, os reformados e pensionistas, os desempregados e os precários, que em 15 de Setembro do ano passado vieram para as ruas dizer alto e bom som que, quanto a esta dívida, a sua posição era a de NÃO PAGAMOS!, devem agora confrontar todos estes traidores e oportunistas com uma simples pergunta:

Alargado o prazo para pagamento da dívida, renegociados juros mais baixos, sendo engrossado o montante do “empréstimo” solicitado à tróica, QUEM VAI PAGAR!? Quem beneficiou da dívida, os grandes grupos financeiros e bancários ou o povo que nada teve a ver com as condições que foram criadas pelos sucessivos governos PS e PSD, por vezes acolitados pelo CDS, para que ela se formasse, aumentasse de forma incontrolável e se tornasse IMPAGÁVEL?

A resposta a esta questão será a pedra de toque que distinguirá, sem qualquer margem para dúvidas, aqueles que admitem a subjugação do nosso povo e do nosso país aos interesses da tróica germano-imperialista - apesar de alguns, em palavras, se dizerem contra as políticas terroristas e fascistas que a tróica manda aplicar, através dos seus lacaios e serventuários Coelho, Portas e Cavaco - daqueles que, persistentemente têm defendido que esta dívida não passa de um instrumento através do qual o imperialismo germânico pretende fazer aquilo que nem Hitler conseguiu: invadir, dominar e subjugar os povos europeus!

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