Os trabalhadores dos CTT vão fazer uma greve a nível nacional no próximo dia 7 de Junho, contra a privatização da empresa e "em defesa de um serviço público de qualidade", anunciou esta sexta-feira, em Coimbra, um dirigente sindical do SNTCT, salientando que os correios em Portugal e os trabalhadores “são considerados os melhores do mundo”.
A manifestação, durante a tarde da passada sexta-feira, coincidiu com o dia de greve dos trabalhadores do CPL de Taveiro, convocada por aquele sindicato, igualmente para protestar contra a intenção de deslocalização do centro para Lisboa e contra o cada vez maior número de encerramentos de estações e postos de correio por todo o país.
A greve no CPL de Taveiro e a manifestação de sexta-feira marcam o início da luta contra a privatização e contra a degradação dos serviços de distribuição dos CTT, sublinhou o dirigente sindical.
Reafirmamos que é preciso intensificar a luta das massas em todas as frentes e fazê-las confluir para uma nova greve geral nacional. Os trabalhadores dos CTT, como os demais trabalhadores, devem exigir que as suas direcções sindicais se empenhem na preparação e convocação da única forma de luta, a greve geral, que, nas presentes circunstâncias, pode garantir que os seus objectivos sejam alcançados.
Essas greves têm de ser preparadas de forma a considerar a necessidade de se terem de prolongar por mais de um dia de paralisação e, sempre, com ocupação do local de trabalho, devendo os trabalhadores aproveitar a ocasião para debater e apontar saídas para a situação política actual, nomeadamente a necessidade de derrubar este governo de traição nacional e constituir um governo democrático patriótico que defenda, entre outros objectivos, o não pagamento desta dívida odiosa e, aliás, impagável.
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