quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Carta Aberta aos jovens da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas

 


Carta Aberta aos jovens da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas

1.      A provar que o PCTP/MRPP é, definitivamente, um grupelho contra-revolucionário, oportunista e revisionista, atente-se no “mural” que foi colocado por detrás da mesa que presidiu ao Encontro Nacional da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas (FEML), encontro que se realizou no Anfiteatro 3 da Faculdade de Direito de Lisboa, no passado dia 4 de Setembro do corrente. Nele surgem as figuras de Marx, Engels, Lenine, Estaline e Mao Tse-tung.

 

2.      Nas laterais do supracitado “mural” foram colocadas imagens de dois mártires da luta pelo comunismo – Ribeiro Santos e Alexandrino Sousa -, o primeiro assassinado em 1973 pela PIDE/DGS, com a prestimosa colaboração dos revisionistas do PCP que lhes apontaram o alvo, e o segundo, logo após o 25 de Abril de 1974, pela mão da nova PIDE – a UDPide -, os neo-revisionistas que agora voltaram a dirigir esse destroço político oportunista e reaccionário que dá pelo nome de Bloco de “Esquerda”!

 

3.      Mas, vamos ao que interessa! A juventude representada na foto que se publica não se pode escudar atrás da sua falta de experiência histórica e na fragilidade do seu conhecimento ideológico, nem mesmo vir a escudar-se atrás do argumento de que terá sido iludida pelo Comité Central do PCTP/MRPP – partido que a FEML integra -, um coito de oportunistas, contra-revolucionários e revisionistas que trai, todos os dias, a memória do seu fundador e seu 1º Secretário-Geral, o nosso querido e saudoso camarada ARNALDO MATOS, um revolucionário comunista internacionalista, um revolucionário com dignidade e coragem para fazer da auto-crítica uma arma de transformação e acção revolucionárias. Auto-crítica do seu percurso político plasmada,entre outros documentos, na sua intervenção no 1º de Maio Vermelho de 2018 e nas “Teses da Urgeiriça”!

 

4.      Documentos que, pelos vistos, ou não serão do conhecimento destes jovens ou as sessões de estudo, como sempre foi apanágio dos oportunistas que hoje controlam a direcção do PCTP/MRPP, são boicotadas ou de tal forma acríticas e enfadonhas, que não os deixam perceber o que neles se transmite e propõe. Porque se tivessem estudado, debatido, compreendido as teses que o camarada defendeu nesses dois documentos – e não foram os únicos -, teriam percebido que a única MATRIZ IDEOLÓGICA aceitável para os comunistas, internacionalistas e revolucionários, hoje como sempre, será o MARXISMO!

 

5.      É por isso que, na sua intervenção no 1º de Maio Vermelho de 2018 (existem 2 documentos, um da intervenção propriamente dita e outro do debate que se lhe seguiu, igualmente rico e dinâmico), o camarada Arnaldo Matos afirmava com grande vigor revolucionário – como foi sempre seu timbre – que “a nossa estratégia é o MARXISMO e a nossa táctica transformar a guerra imperialista em Guerra Cívil Revolucionária”!

 

6.      O legado que o camarada Arnaldo Matos nos deixou, sobretudo os plasmados nos dois documentos acima mencionados, são de uma importância determinante para se compreender os desvios que levaram à derrota da Revolução de Outubro de 1917 e à Revolução da Primavera Chinesa de 1949, e porque é que o “mural” que representava Marx, Engels, Lenine, Estaline e Mao contraria, em absoluto, o que o camarada Arnaldo Matos defendia.

 

7.      São determinantes para se perceber a traição de Estaline – não de Lenine – quando defendia a tese do “socialismo num só país” ou a degeneração da III Internacional quando tentou impor ao movimento comunista internacional a “Frente Unida” com as burguesias nacionais de cada país para enfrentar o fascismo, ou ainda quando Mao, com a sua “teoria das 3 contradições”, advogava que os comunistas deviam apoiar as lutas pela “independência nacional” que, na prática, resultaram em atribuir à classe operária o papel de “carne para canhão” da luta entre facções burguesas ( a colonial e imperialista e a que pretendia “autonomizar-se”).

 

8.      Se estes jovens confiassem mais no marxismo, se envolvessem mais na luta de classes, perceberiam que a actual direcção do PCTP/MRPP, para além de não perceber nada do que o camarada Arnaldo Matos nos legou ou, pior ainda, trairem o seu legado, boicotam – como sempre o fizeram no passado – o estudo criterioso do marxismo, das “TESES DA URGEIRIÇA”, da sua “Intervenção no 1º de Maio de 2018” que esteve na origem do PLANO DE ACÇÃO, amplamente discutido, debatido e aprovado por unanimidade no I CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DO PCTP/MRPP, que teve lugar no Hotel Mundial, em Lisboa, entre os dias 18 e 19 de Setembro, congresso que essa camarilha tentou – sem sucesso - denodadamente boicotar. Este foi o último evento onde ainda se vislumbrava a possibilidade da corrente marxista, internacionalista, preponderar no seio do Partido.

 

9.      Como diria o camarada Arnaldo Matos:

“REVOLTEM-SE PORRA!”

               E corram com a canalha oportunista e contra-revolucionária que usurpou a  

                 Direcção do PCTP/MRPP!

Sejam dignos herdeiros dos camaradas Ribeiro Santos e Alexandrino Sousa!

 

Luis Júdice

Setembro de 2026

 

Nota de rodapé : Qualquer jovem camarada ao qual não seja dado acesso aos documentos que acima menciono poderão solicitar-me o envio dos mesmos por mensagem interna do meu FB – Luis Júdice


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