A administração da empresa justifica esta decisão, com o “decrescimento de cerca de 70%” das vendas de cimento, tendo no ano de 2012, de acordo com dados oficiais recentemente divulgados, “recuado 27%, para níveis de 1973”.
Esta empresa, detida maioritariamente pela brasileira Intercement, anunciou que nos próximos quatro meses tem a intenção de despedir 210 trabalhadores em Portugal, estando a preparar, no segredo dos deuses, o encerramento da unidade cimenteira situada na Figueira da Foz.
Para os comunistas esta situação é fundamentalmente consequência da perda da independência do país que tem deixado de controlar, paulatinamente, o seu tecido produtivo e a produção, vendendo ao desbarato o que resta dos nossos activos e empresas públicas, em nome do pagamento de uma dívida ilegal, ilegítima e odiosa, como é o exemplo da venda da Cimpor, uma empresa estratégica que qualquer país que queira ser independente nunca lançaria num processo de privatização.
Esta situação deriva, também, da contracção no sector da construção civil que se reflecte na diminuição drástica das obras públicas, derivadas da crise deste sistema capitalista e que atinge dramaticamente os países do sul da Europa, como Portugal. Naturalmente esta contracção tem provocado milhares de despedimentos como foi denunciado no “Manifesto dos Cem Mil”, tendo sido decretado a morte deste sector, nas costas dos trabalhadores da construção civil e obras públicas, provocando um verdadeiro cataclismo no mesmo e uma vaga de desemprego e de miséria nunca visto que já se cifra em cerca de 300 mil trabalhadores.
Esta posição da Cimpor, que conta com a complacência canalha do governo de traição nacional PSD/CDS, tem como cenário pagar uma dívida pública que nenhum de nós contraiu, não autorizou, nem dela beneficiou. O governo paralisa, um após outro, todos os sectores da actividade industrial do país, atirando os trabalhadores e o povo português para a maior pobreza e a maior miséria de todos os tempos.
Não existe outra saída para os trabalhadores da Cimpor senão, em conjunto com os milhares de operários da construção civil, juntarem esforços com todo um povo explorado e oprimido que tem sido espoliado pelas medidas draconianas e terroristas do governo de vendidos aos ditames da Tróica, impondo em seu lugar o mais que premente Governo Democrático Patriótico, governo esse que tem de implementar uma política ao serviço do desenvolvimento e independência nacional, ao serviço do trabalho contra o grande capital.
Não existe outra saída para os trabalhadores da Cimpor senão, em conjunto com os milhares de operários da construção civil, juntarem esforços com todo um povo explorado e oprimido que tem sido espoliado pelas medidas draconianas e terroristas do governo de vendidos aos ditames da Tróica, impondo em seu lugar o mais que premente Governo Democrático Patriótico, governo esse que tem de implementar uma política ao serviço do desenvolvimento e independência nacional, ao serviço do trabalho contra o grande capital.
Retirado de:
http://lutapopularonline.org/index.php/pais/92-movimento-operario-e-sindical/586-lutar-contra-despedimentos-e-encerramento-de-unidade-da-cimpor
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