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9 de Outubro de 2009
Após os casos de Daniel Cohn-Bendit, Roman
Polanski e Frédéric Mitterrand, entre outros (suspeitos de pedofilia, turismo
sexual ou até mesmo estupro de menores, no caso de um deles, que supostamente
drogou a sua vítima), e considerando o apoio espontâneo, massivo e imediato que
esses supostos inocentes receberam de grande parte dos porta-vozes da classe
dominante, é natural questionar os costumes sexuais da elite mundial, ou pelo
menos de alguns dos seus membros. Para responder parcialmente a essa questão,
apresentamos o depoimento dos filhos de Roche, que falam sobre o seu pai, um
magistrado de alto escalão, Dominique Baudis, Dominique Perben e vários outros
aspectos relacionados com o caso designado por "Allègre" pela media,
como forma de criar um bode expiatório. Esse caso ocorreu em Toulouse pouco
antes do escândalo Outreau, o que nos leva a questionar se o seu único
propósito não era fazer com que as pessoas se esquecessem do escândalo de
Toulouse.
Clique no link
para assistir ao vídeo.
Lembremos que, logo no início do seu famoso livro "Os 120 Dias de Sodoma", o divino Marquês de Sade afirma claramente que descreverá as práticas sexuais de um segmento da classe dominante da sua época. O seu livro foi censurado na França durante pelo menos 150 anos, pois os senhores do mundo consideraram muito perigoso que tal denúncia caísse nas mãos daqueles que exploravam e subjugavam com uma moral que eles próprios estavam longe de respeitar — muito pelo contrário.
Outra boa maneira de censurar Sade era
rotular as práticas sexuais que ele denunciava como "sadismo".
Sade emergiu do esquecimento graças ao
filme "Uivo a favor de Sade", do cineasta Guy Debord, em 1952. Em
seguida, foi publicado por Jean-Jacques Pauvert em 1956. Mas Pauvert foi
condenado por ousar publicá-lo e, assim, torná-lo acessível aos mortais comuns.
Vale a pena ressaltar também que Stanley
Kubrick morreu antes de terminar o seu filme de denúncia "De Olhos Bem
Fechados"; "eles" terminaram-no em seu lugar. "Stanley
Kubrick morreu de causas naturais?" é uma pergunta que a imprensa
não fez.
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Tudo de bom para vós,
do,
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Este artigo foi traduzido para Língua
Portuguesa por Luis Júdice

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