sexta-feira, 31 de julho de 2026

Oslo 30 anos depois (1/4)

 


Oslo 30 anos depois (1/4)

 René Naba / 4 de setembro de 2023  / em Décryptage


Le président américain Donald Trump a annoncé le 31 juillet la conclusion d'un accord concernant Gaza, prévoyant le désarmement de la formation para militire islamiste palestinien.

L'OLP avait déjà renoncé à la lutte armée en 1993 à l'occasion des accords d'Oslo.

Errare  humanum est, perseverare set diabolicum

L'erreur est humaine, sa répétition est diabolique

Retour sur les maléfiques accords d'Oslo

René Naba

 

"A mensagem do mundo para Israel foi que a limpeza étnica da Palestina era aceitável, como compensação pelo Holocausto e por séculos de anti-semitismo na Europa. A Palestina foi destruída em doze meses, mas a Nakba dura há 75 anos." Ilan Pappé, historiador israelita.

·         https://www.middleeasteye.net/fr/opinion-fr/palestine-detruite-nakba-continue-nettoyage-ethnique-israel-sionistes-pappe

https://www.madaniya.info/  publica um dossiê em quatro partes por ocasião do 30.º aniversário dos Acordos de Oslo israelo-palestinianos, que supostamente deveriam pôr fim ao conflito e conduzir à criação de um Estado palestiniano independente. 


Nota do Editor

Em trinta anos, Israel recorreu a todos os artifícios e subterfúgios para esvaziar os acordos israelo-palestinianos de Oslo da sua substância e libertar-se dos seus compromissos ao abrigo deste arranjo, que se revelou, em retrospectiva, uma armadilha monumental consistindo em obter da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) uma renúncia à luta armada em troca de um Estado palestiniano. Um estado ilusório... num estado de miragem.

Além disso, Israel eliminou 50 jornalistas e realizou 430 assassinatos anti-palestinianos direccionados desde 2000 (mais precisamente 2.700 assassinatos direccionados desde a ocupação da Cisjordânia-Gaza em 1967).

Só em 2022, Israel matou 231 palestinianos, cujas histórias se anexam.

·         https://www.bdsfmontpellier.org/231-palestiniens-ont-ete-tues-en-2022-voici-leurs-histoires-et-leurs-visages/

Com o objectivo constante de decapitar a liderança palestiniana e silenciar a exigência nacional palestiniana. Em vão. A reivindicação sustenta-se no sentido de que, segundo o conhecido ditado, enquanto um reclamante permanecer, um direito não se perde.

Os principais líderes palestinianos foram certamente eliminados por assassinatos extra-judiciais, tanto Yasser Arafat, chefe da Organização para a Libertação da Palestina (por envenenamento), como os seus dois adjuntos Khalil Al Wazir, também conhecido como Abu Jihad, n.º 2 da OLP e chefe da sua ala militar, e Salah Khalaf, também conhecido como Abu Iyad, chefe dos serviços de segurança. ambos na Tunísia, bem como os dois líderes históricos do Hamas, Sheikh Ahmad Yassin e Abdel Aziz Al Rantissi.

A Fatah e o Hamas pagaram assim o preço mais alto por este massacre, pois os assassinatos direccionados do ramo palestiniano da Irmandade Muçulmana visaram tanto os dois líderes históricos do movimento como os líderes militares em Gaza e na Cisjordânia.

A amizade intensa do Emir do Qatar na altura, Hamad Ben Khalifa Al Thani, com o mais pró-israelita dos presidentes franceses, Nicolas Sarkozy, e a sua parceria na destruição do mundo árabe (Líbia, Síria) não o ajudaram, nem sequer a visita espetacular do Emir a Gaza, num passo óbvio de reconhecimento do facto israelita.

A decapitação da liderança do Hamas, que em 2011 tinha quebrado a sua solidariedade estratégica com a Síria para se alinhar com o Qatar, não provocou o menor comentário do Mufti da NATO, sediado no Qatar, o pregador televisivo da Al Jazeera Youssef Qaradawi, que é mais rápido a apelar ao bombardeamento da Síria pela NATO do que a denunciar a política errática do seu soberano e benfeitor.

·         https://www.madaniya.info/2021/11/10/430-assassinats-cibles-anti-palestiniens-depuis-lan-2000/


Resumo

A estratégia de desestabilização de Israel tem sido constante, implacável, como mostra a cronologia seguinte. A coincidência do calendário nem sempre é afortunada. Por vezes é premeditada.

Desde o ataque ao aeroporto de Beirute Khalde em Dezembro de 1968 até à destruição da central eléctrica iraquiana de Tammuz em Junho de 1981, para saudar a vitória do Presidente socialista francês François Mitterrand e, ao mesmo tempo, dissuadi-lo de prosseguir a cooperação franco-iraquiana no campo nuclear, até à anexação das Colinas de Golã sírias e Jerusalém, às duas invasões israelitas do Líbano, às incursões na Tunísia para eliminar os dois principais colaboradores de Yasser Arafat, o chefe militar Abu Jihad e o chefe da segurança, Abu Iyad, Israel deu carta branca à sua fúria, com o apoio das potências ocidentais, para grande satisfação das monarquias árabes.

A impunidade de Israel durante este período levou, trinta anos após Oslo, a uma "democracia ilusória" governada por supremacistas, num país outrora descrito como "a única democracia do Médio Oriente", agora acusado de praticar "crimes de apartheid". A extraordinária conivência ocidental em relação ao Estado judeu torna aqueles que se auto-denominam "grandes democracias ocidentais" sujeitos à acusação de cumplicidade no crime de sociocídio contra o povo palestiniano.

Um registo mórbido digno das piores ditaduras em contexto de total impunidade, gerando um sintoma de megalocefalite (síndrome da cabeça grande), como o predador de Hollywood Harvey Weinstein e os criminosos financeiros americanos, Bernard Madoff e Marc Rich, amigo perdoado de Bill Clinton.

·         https://www.lemonde.fr/archives/article/2001/01/31/la-grace-du-milliardaire-marc-rich-dernier-scandale-de-bill-clinton_4155944_1819218.html

E um comportamento digno de um verdadeiro «Estado pária», com uma enxurrada de escândalos de repercussão mundial, desde as práticas mafiosas de fraude até ao imposto sobre o carbono, envolvendo um bando de vigaristas franco-israelitas de alto nível, alguns dos quais se refugiaram em Israel para «escapar à justiça»: Cyril Astruc, Fabrice Sakoun, Michel Keslassy (refugiado em Israel), Eddie Abittan, radicado em Ra’ananna, perto de Telavive, e, por fim, Mardoché Mouly, Claude Dray e Albert Taieb. Uma fraude colossal ao IVA no mercado dos «direitos de poluição»; Sobrepondo-se ao escândalo Pegasus, que revelou  um sistema mundial de espionagem através de um poderoso software espião da empresa israelita NSO; Por fim,  o escândalo Team Jorge, cujo nome deriva da empresa que se dedicou a uma vasta operação de desinformação orquestrada por uma agência israelita que venderia os seus serviços em todo o mundo, tendo a BFM sido o alvo desta operação em França.

A liberdade de expressão, fundamento da democracia, não pode constituir uma forma de anti-semitismo. A menos que se viva num sistema totalitário, ninguém pode escapar à crítica. Ninguém pode isentar-se de qualquer crítica, nem um indivíduo, nem um poder, nem muito menos um Estado — sobretudo um Estado, detentor do monopólio da violência legítima. E a acusação de anti-semitismo não pode tornar-se uma arma de destruição maciça para silenciar qualquer crítica a Israel.

«Não foram os fascistas que levaram à ruína a República de Weimar, mas sim a falta de democratas. No século XX, lembremo-nos disso, os Estados falharam na época do nazismo e do fascismo, cedendo à pressão de pequenos grupos minoritários» (Richard von Weizsäcker, Presidente da República Federal da Alemanha de 1984 a 1994). Fim da nota

Voltemos a esta mistificação.


1- Da Noruega

Aluna exemplar dos Estados Unidos, a Noruega apresenta-se como um grande país humanitário. É certo que a Noruega é um local carregado de um simbolismo particularmente forte. Oslo, a sua capital, local onde é atribuído o mais prestigiado Prémio Nobel, o «Prémio Nobel da Paz», ficou na história por ter servido também de cenário às negociações que conduziram aos primeiros acordos directos entre Israel e a Palestina, os Acordos de Oslo, a 13 de Setembro de 1993. Mas Oslo é também o local de um terrível massacre, em Julho de 2011, sintoma dos desvios do pensamento intelectual ocidental, na medida em que revelou ao mundo a aliança entre a extrema-direita europeia e Israel: uma impostura moral da aliança entre os descendentes das vítimas do genocídio hitleriano e os herdeiros espirituais dos seus antigos carrascos.

 

·         Ver este link. https://www.renenaba.com/le-carnage-doslo-un-symptome-des-derives-de-la-pensee-intellectuelle-occidentale/

Apesar da sua reputação de exemplaridade, a Noruega não hesita em recorrer a práticas tortuosas, à semelhança dos regimes autocráticos que tanto denuncia. A Noruega participou assim na sabotagem dos gasodutos Nord Stream que transportam gás russo para a Europa Ocidental, segundo o jornalista norte-americano Seymour Hersh, vencedor do Prémio Pulitzer e autor das revelações sobre o massacre de Mỹ Lai no Vietname, os actos de tortura em Abu Ghraib (Iraque) ou ainda o falso ataque com gás sarin na Síria.

Não é irrelevante notar, neste contexto, que o cargo de secretário-geral da OTAN foi ocupado pelo antigo primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, de Outubro de 2014 a Setembro de 2023, ou seja, durante o período da Guerra da Crimeia e, posteriormente, da Guerra da Ucrânia. Sem dúvida devido ao facto de a Noruega, para além da sua grande proximidade estratégica com os Estados Unidos, dispor de 112 km de fronteira marítima com a Rússia, que constitui, além disso, uma das fronteiras externas do Espaço Schengen. A fronteira entre a Noruega e a Rússia é a fronteira que separa o condado de Finnmark, o condado mais setentrional do Reino da Noruega, e a região de Murmansk, da Federação da Rússia. Situada para além do Círculo Polar Ártico, no norte da Lapónia, é a fronteira terrestre europeia mais setentrional.

2- O plano Ariel Sharon para o torpedeamento dos Acordos de Oslo.

Dov Weisglass, antigo chefe de gabinete do primeiro-ministro israelita Ariel Sharon, confirmará numa entrevista ao diário Haaretz que a evacuação dos colonatos de Gaza e do norte da Cisjordânia tinha como objetivo impedir indefinidamente a criação de um Estado palestiniano, e isso com o consentimento de Washington. Trata-se de uma nova etapa do projecto de Ariel Sharon destinado a alterar a realidade do conflito com os palestinianos, que começou a ser implementado logo após a sua eleição para a presidência do Conselho, em Fevereiro de 2001. Preparado em pormenor pelo general da reserva Meir Dagan, na altura seu conselheiro para assuntos de segurança, o plano de Sharon, posto em prática logo após a sua eleição para a presidência do Conselho, em Fevereiro de 2001, previa em pormenor a neutralização de Arafat, «um assassino com quem não se negocia», e a destruição do Acordo de Oslo, «a maior desgraça que se abateu sobre Israel». Uma operação de intensidade crescente visava isolar progressivamente o presidente palestiniano, tanto a nível interno como diplomático. Ver este link

·         https://www.liberation.fr/tribune/2004/10/20/sharon-fera-la-paix-quand-les-palestiniens-seront-finlandais_496526/

 

Desiludido por não ter conseguido capturar Yasser Arafat durante o cerco de Beirute em Junho de 1982, Ariel Sharon chegou mesmo a ponderar abater um avião comercial que suspeitava transportar Yasser Arafat. Veja este link

·         https://www.renenaba.com/quand-ariel-sharon-projetait-dabattre-un-avion-civil-transportant-yasser-arafat/

Visceralmente hostil aos palestinianos, diz-se que Ariel Sharon envenenou o líder palestiniano. Esta tese foi apoiada pelo jornalista israelita Amnon Kapeliouk, autor de uma investigação notável sobre os massacres nos campos palestinianos de Sabra Shatila, nos subúrbios sudeste de Beirute, que apoiou na qualidade de Ministro da Defesa e força autorizada por trás da invasão do Líbano. Veja este link: As perspetivas de Amnon Kapeliouk

·         https://www.monde-diplomatique.fr/2005/11/KAPELIOUK/12894

 

3- A contribuição de Benyamin Netanyahu para o fracasso dos Acordos de Oslo.

Numa entrevista de 2001, sem saber que as câmeras estavam a gravar, Benyamin Netanyahu gabou-se de ter sabotado os Acordos de Oslo através de falsas declarações e ambiguidades. Ele disse: «Vou interpretar os acordos de tal forma que será possível pôr fim a este entusiasmo pelas linhas de armistício de 1967. Como o fizemos? Ninguém tinha definido precisamente o que eram as zonas militares. As zonas militares, eu disse, são zonas de segurança; assim, para mim, o Vale do Jordão é uma zona militar.» Cf. estes links: Glenn Kessler, «Netanyahu: ‘America is a thing you can move very easily’»,The Washington Post, 16 de Julho de 2010 (ler online[arquivo]). Vídeo Netanyahu a gabar-se de ter sabotado os acordos de paz de Oslo [arquivo].

 

4- Um olhar para trás sobre as revelações mais recentes do Haaretz.

Trinta anos após a assinatura dos acordos de Oslo, a censura israelita autorizou a publicação dos bastidores dessas negociações através de fugas de informação para o jornal Haaretz, cujo site online «Ar Rai Al Yom» garantiu a tradução para árabe, em 14 de Fevereiro de 2023.

«Israel nutria fortes reservas em relação a Yasser Arafat e procurava contorná-lo criando canais secretos de negociação, cuja existência o chefe da OLP desconhecia», escreve, nomeadamente, o diário israelita. Shimon Peres, na altura ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, qualificava o Sr. Arafat como uma «raposa», duvidando do seu «sério empenho» na busca pela paz. «Podemos confiar nele?» questionava o Sr. Peres insistentemente aos seus colaboradores.

Uri Sapir, director-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, considerava, por sua vez, o Sr. Arafat «estranho, risível e desligado da realidade». A 28 de Julho de 1993, durante uma conversa privada, dirigiu-se assim aos seus colaboradores: «Estamos a lidar com uma raposa. Estou preocupado. Este homem é sério? Não quero ser vítima disto», expressando o receio pelo fracasso das negociações, pois «um fracasso desses seria embaraçoso para mim, já que provaria que a delegação israelita e eu somos idiotas que agiram com ingenuidade». Dez dias antes, ao confiar-se ao mediador norueguês, Tari Larsen, Shimon Peres confidenciou-lhe: «Muitos nos aconselham a não negociar com Arafat, porque não é possível confiar nele. Ele muda constantemente de opinião quando deveria inspirar confiança», acrescentou o Sr. Peres.

Segundo Uri Sapir, Ahmad Qorei, que mais tarde seria o primeiro-ministro palestiniano da Autoridade Palestiniana, e o seu adjunto Hassan Asfour, apresentavam Yasser Arafat como uma «figura simbólica, mas cujo egoísmo desperta, no entanto, alguma pena». «É exagerado dizer que Yasser Arafat é uma personalidade central do movimento palestiniano, já que a sua centralidade é um tanto exagerada, não mostrando realismo na área económica, sem a menor indulgência para com os seus críticos», acrescentou. E concluiu: «Arafat é uma personagem estranha, ridícula, egoísta, a quem falta concentração».

Paradoxalmente, outros documentos divulgados pelo Haaretz revelam outro aspecto da personalidade do líder palestiniano: «Arafat exerce uma influência marcante sobre a liderança palestiniana e sobre todo o povo palestiniano. Ele dispõe de um poder ilimitado capaz de criar ou de proibir um evento sobre a população palestiniana; o único capaz de pôr ordem nas fileiras palestinianas", lê-se.

Referindo-se a altas personalidades palestinianas, Uri Sapir afirma que os seus interlocutores lhe disseram que «o papel histórico de Yasser Arafat era assegurar o retorno do poder palestiniano na Cisjordânia e em Gaza. Uma vez cumprido esse objectivo, os seus sucessores, guiados pelo pragmatismo, veriam com mais facilidade a cooperação com os israelitas».

Um documento datado de 27 de Julho de 1993, mencionando o parecer do conselheiro jurídico da delegação israelita, Yoel Singer, qualifica Ahmad Qorei como um «homem inteligente, astuto, que mente a toda a gente para alcançar os seus objectivos, a ponto de Shimon Peres se questionar como poderia confiar num homem desses».

O Haaretz afirma que um dos documentos secretos atribui a Ahmad Qorei a garantia de que o Direito de retorno, um direito fundamental da reivindicação palestiniana, seria caducado ipso facto caso Israelitas e Palestinianos chegassem a um acordo permanente. «Não tenham receio quanto a este ponto», diz-se que Quoreih disse aos seus interlocutores israelitas.

Noutro documento, Shimon Peres propõe que Gaza se transforme em Singapura, com a perspectiva de que o enclave palestiniano se torne «A Suíça do Médio Oriente». Shimon Peres, assim como o primeiro-ministro Itzack Rabin, eram contra o regresso de Yasser Arafat aos territórios palestinianos ocupados com o título de chefe da OLP, sugerindo a alteração do seu título e que ele renunciasse ao título de chefe da luta palestiniana. Conseguirão o que queriam: Arafat regressará à Cisjordânia com o título de «Presidente da Autoridade Palestiniana».

A versão árabe deste texto pode ser encontrada neste link

Para aprofundar o tema da propaganda israelita, veja estes links:

 

Sobre os Estados Unidos e Israel, veja estes links.

 

Ilustração: NEWSCOM/SIPA

 

René Naba

Jornalista-escritor, antigo chefe do Mundo Árabe e Muçulmano ao serviço diplomático da AFP, depois conselheiro do director-geral do RMC Médio Oriente, chefe de informação, membro do grupo consultivo do Instituto Escandinavo de Direitos Humanos e da Associação Euro-Árabe de Amizade. De 1969 a 1979, foi correspondente rotativo no escritório regional da Agence France-Presse (AFP) em Beirute, onde cobriu a guerra civil jordano-palestiniana, o "Setembro Negro" de 1970, a nacionalização de instalações petrolíferas no Iraque e na Líbia (1972), uma dúzia de golpes de Estado e sequestros de aviões, bem como a Guerra do Líbano (1975-1990) a 3.ª guerra árabe-israelita de Outubro de 1973, as primeiras negociações de paz egípcio-israelitas em Mena House, Cairo (1979). De 1979 a 1989, esteve à frente do mundo árabe-muçulmano no serviço diplomático da AFP, depois conselheiro do director-geral do RMC Médio Oriente, responsável pela informação, de 1989 a 1995. Autor de "Arábia Saudita, um reino das trevas" (Golias), "De Bougnoule a selvagem, uma viagem pela imaginação francesa" (Harmattan), "Hariri, de pai a filho, empresários, primeiros-ministros" (Harmattan), "As revoluções árabes e a maldição de Camp David" (Bachari), "Media e Democracia, a captura do imaginário um desafio do século XXI" (Golias). Desde 2013, é membro do grupo consultivo do Instituto Escandinavo para os Direitos Humanos (SIHR), sediado em Genebra. É também Vice-Presidente do Centro Internacional Contra o Terrorismo (ICALT), Genebra; Presidente da instituição de caridade LINA, que opera nos bairros do norte de Marselha, e Presidente Honorário do 'Car tu y es libre' (Bairro Livre), que trabalha para a promoção social e política das áreas periurbanas no departamento das Bouches du Rhône, no sul de França. Desde 2014, é consultor no Instituto Internacional para a Paz, Justiça e Direitos Humanos (IIPJDH), sediado em Genebra. Desde 1 de Setembro de 2014, é responsável pela coordenação editorial do site https://www.madaniya.info  e apresenta uma coluna semanal na Rádio Galère (Marselha), às quintas-feiras das 16h às 18h.

Todos os artigos de René Naba

 

Fonte: Oslo 30 ans après (1/4) - Madaniya

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




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