PANDEM(IA)ÓNIO VIRAL E ESQUERDA
DO CAPITAL
Estamos às portas de uma possível
terceira guerra mundial e estas campanhas de encenação de pandemias virais
fazem parte do plano desenhado pelo capitalismo mundial para neutralizar a
revolta do proletariado mundial. Não devem os proletários do mundo ter qualquer
ilusão quanto a este propósito do capitalismo.
Todo o mundo capitalista (ao contrário
do que afirma a propaganda burguesa não há países socialistas ou comunista no
mundo) sempre estará unido e a aplicar de forma sincronizada as mesmas medidas,
quer se trate de pandemias ou a reprimir acções de lutas operárias. Não convém
aos imperialistas lidarem com um proletariado revoltado quando estão a preparar
a terceira guerra mundial. Precisam de o ter sob o seu controlo e obediente.
Precisam de mobilizar o proletariado para a
linha da frente do campo de batalha nesta guerra entre capitalistas em que os
operários e todos os escravos assalariados são sempre a carne para canhão.
Todos os anos morrem pessoas cuja morte
é atribuída a vírus, inclusive ao Hantavírus,
sem pânico, porque é que nesta altura, com pouco mais de meia dúzia de casos (casos
não significam infecções, são resultado de testes falsos de PCR) estão a tentar
- OMS e Media – lançar uma campanha de pânico como lançaram em 2020?
A intenção dos capitalistas é clara.
Com a ameaça de que algo invisível anda por aí e nos põe a vida em risco se não
se obedecermos às autoridades, o que pretendem é asfixiar a luta do
proletariado contra as guerras imperialistas; impedir que o proletariado
transforme a guerra imperialista numa guerra de classes; e mobilizá-los para a
guerra com o argumento de “defesa da pátria”. Que o proletariado não deve
arriscar morrer por um suposto vírus, mas morrer na guerra a defender os
interesses das suas burguesias, já pode. Isto é ridículo!
Os capitalistas querem mobilizar os
operários e os demais escravos assalariados para guerras imperialistas com a
certeza de que as suas mulheres e filhos ficarão trancados em casa e não virão
para a rua protestar contra a guerra. Não queremoso, neste texto, falar do
“surto do hantavírus” nem do do “norovírus”, que são certamente falsos
surtos virais.
Uma coisa é a doença, a doença existe,
outra coisa é a evidência do suposto agente que a provoca. Mais uma vez estamos
perante uma tremenda desonestidade e uma dramatização mediática da “comunicação
social” para captar likes, obter subsídios de apoio do Estado, como em 2020
durante o Covid, 15 milhões de euros de apoio dados pelo governo, fora as
doações camufladas de patrocínios das indústrias farmacêuticas bilionárias.
Com os fantoches da OMS corrompidos
pela indústria farmacêutica e ao serviço dela. A relação entre o político e o
cientista ou entre a ciência e o poder. Existe uma relação entre o cientista e
o político. O cientista precisa do político para obter subsídios para as suas
pesquisas e para o futuro da sua carreira profissional. Por sua parte, o
político precisa do trabalho do cientista para, por exemplo, o aplicar para
obter riqueza, para controlar a população e até para a progressão, também, da
sua carreira política. Ambos precisam um do outro. A menos que o político tenha
uma formação académica em ciência, este não se transforma em cientista. Já um
cientista pode ser um político e exercer a actividade política.
Vários cientistas, alguns deles bons
charlatões e reaccionários, que durante a falsa pandemia Covid-19 fizeram parte
dos conselhos técnicos das instituições do Estado e se apresentaram como comentadores
na comunicação social, foram eleitos - ou fizeram parte das listas de
candidatos - nas eleições autárquicas de 2021 e nas de 2025, presidentes de
Câmaras Municipais, presidentes de Juntas de freguesia e deputados na
Assembleia da República.
Alguns médicos também fizeram parte das
listas de candidatos e foram eleitos. Promoveram a sua imagem para ingressar na
carreira política, enquanto divulgavam uma falsa ciência e aterrorizavam o
povo. A história diz-nos que muita da boa ciência veio de fora do sistema. E
que muitos desses cientistas eram perseguidos e condenados pelos tribunais do
sistema devido às suas pesquisas científicas. Uma parte muito significativa da“ciência”é falsa e foi aliada ou
colocou-se directamente ao serviço do sistema.
A esquerda capitalista finge ter
esquecido que as farmacêuticas, quando produzem um medicamento, não têm em
vista a doença, mas sim o lucro. Também aí, na produção de medicamentos,
funciona o capitalismo. Produzir algo que possa satisfazer uma necessidade, que
tenha um valor de uso, para ganhar dinheiro. Ninguém compra umas calças se não
precisar de andar vestido. E, na produção capitalista a produção é orientada em
torno da acumulação, não para satisfazer necessidades.
Os bens ou mercadorias, neste caso em
particular os medicamentos, não são produzidos pela sua utilidade, a sua
capacidade de satisfazer a necessidade do doente, mas pela possibilidade de
serem vendidos e proporcionarem lucro. Se não houver lucro o fabricante não
produz. Tudo o que não poder ser patenteado, que não poder ser propriedade, é
afastado, mesmo na medicina. O capitalista, seja ele um fabricante de
medicamentos ou um fabricante de automóveis, ao invés do que pensa a esquerda
capitalista, não quer salvar os doentes, quer engordar a sua carteira e
aumentar o seu património.
O capitalista olha para o corpo humano
como o proprietário de uma jazida de petróleo olha para o subsolo de onde o
extrai e só pensa nos barris que pode extrair e no preço a que o vai vender. A
esquerda capitalista ou esqueceu ou ignora a natureza social dos capitalistas e
do capitalismo e, por isso, vimo-la em 2020, na falsa pandemia do Covid-19, e vemo-la
ainda agora, lado a lado com a direita, mesmo com a direita fascista, a
defender acerrimamente o sistema capitalista, a falsa pandemia e a insultar os
que a ousam questionar.
Quem foram e ainda são, os cientistas,
médicos e comentadores das supostas pandemias e surtos virais? Salvo uma ou
outra pessoa, uma boa parte deles tem grandes conflitos de interesses por
ligações com as grandes farmacêuticas, nomeadamente e para citar duas, com a
Pfizer e a Novartis, e os milhares de euros que têm recebido dessas empresas
também é publicamente conhecido, e se dúvidas houver quanto a isso podem consultar
directamente o próprio INFARMED ou a imprensa alternativa. A esquerda abandonou
o critério de questionamento em ciência e toma algo como certo desde que esse
algo seja dito por uma “autoridade”. A esquerda capitalista deixou de ler a literatura
científica e transformou-se num dos braços da direita.
Valentim Martins
12 de
Maio de 2026


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