terça-feira, 12 de maio de 2026

PANDEM(IA)ÓNIO VIRAL E ESQUERDA DO CAPITAL

 


PANDEM(IA)ÓNIO VIRAL E ESQUERDA DO CAPITAL

Estamos às portas de uma possível terceira guerra mundial e estas campanhas de encenação de pandemias virais fazem parte do plano desenhado pelo capitalismo mundial para neutralizar a revolta do proletariado mundial. Não devem os proletários do mundo ter qualquer ilusão quanto a este propósito do capitalismo.

Todo o mundo capitalista (ao contrário do que afirma a propaganda burguesa não há países socialistas ou comunista no mundo) sempre estará unido e a aplicar de forma sincronizada as mesmas medidas, quer se trate de pandemias ou a reprimir acções de lutas operárias. Não convém aos imperialistas lidarem com um proletariado revoltado quando estão a preparar a terceira guerra mundial. Precisam de o ter sob o seu controlo e obediente.

 Precisam de mobilizar o proletariado para a linha da frente do campo de batalha nesta guerra entre capitalistas em que os operários e todos os escravos assalariados são sempre a carne para canhão.

Todos os anos morrem pessoas cuja morte é atribuída a vírus, inclusive ao Hantavírus, sem pânico, porque é que nesta altura, com pouco mais de meia dúzia de casos (casos não significam infecções, são resultado de testes falsos de PCR) estão a tentar - OMS e Media – lançar uma campanha de pânico como lançaram em 2020?

A intenção dos capitalistas é clara. Com a ameaça de que algo invisível anda por aí e nos põe a vida em risco se não se obedecermos às autoridades, o que pretendem é asfixiar a luta do proletariado contra as guerras imperialistas; impedir que o proletariado transforme a guerra imperialista numa guerra de classes; e mobilizá-los para a guerra com o argumento de “defesa da pátria”. Que o proletariado não deve arriscar morrer por um suposto vírus, mas morrer na guerra a defender os interesses das suas burguesias, já pode. Isto é ridículo!

Os capitalistas querem mobilizar os operários e os demais escravos assalariados para guerras imperialistas com a certeza de que as suas mulheres e filhos ficarão trancados em casa e não virão para a rua protestar contra a guerra. Não queremoso, neste texto, falar do “surto do hantavírus” nem do do “norovírus”, que são certamente falsos surtos virais.

Uma coisa é a doença, a doença existe, outra coisa é a evidência do suposto agente que a provoca. Mais uma vez estamos perante uma tremenda desonestidade e uma dramatização mediática da “comunicação social” para captar likes, obter subsídios de apoio do Estado, como em 2020 durante o Covid, 15 milhões de euros de apoio dados pelo governo, fora as doações camufladas de patrocínios das indústrias farmacêuticas bilionárias.

Com os fantoches da OMS corrompidos pela indústria farmacêutica e ao serviço dela. A relação entre o político e o cientista ou entre a ciência e o poder. Existe uma relação entre o cientista e o político. O cientista precisa do político para obter subsídios para as suas pesquisas e para o futuro da sua carreira profissional. Por sua parte, o político precisa do trabalho do cientista para, por exemplo, o aplicar para obter riqueza, para controlar a população e até para a progressão, também, da sua carreira política. Ambos precisam um do outro. A menos que o político tenha uma formação académica em ciência, este não se transforma em cientista. Já um cientista pode ser um político e exercer a actividade política.

Vários cientistas, alguns deles bons charlatões e reaccionários, que durante a falsa pandemia Covid-19 fizeram parte dos conselhos técnicos das instituições do Estado e se apresentaram como comentadores na comunicação social, foram eleitos - ou fizeram parte das listas de candidatos - nas eleições autárquicas de 2021 e nas de 2025, presidentes de Câmaras Municipais, presidentes de Juntas de freguesia e deputados na Assembleia da República.

Alguns médicos também fizeram parte das listas de candidatos e foram eleitos. Promoveram a sua imagem para ingressar na carreira política, enquanto divulgavam uma falsa ciência e aterrorizavam o povo. A história diz-nos que muita da boa ciência veio de fora do sistema. E que muitos desses cientistas eram perseguidos e condenados pelos tribunais do sistema devido às suas pesquisas científicas. Uma parte muito significativa daciênciaé falsa e foi aliada ou colocou-se directamente ao serviço do sistema.


A atitude da esquerda com a ciência e com o capitalismo
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A esquerda capitalista finge ter esquecido que as farmacêuticas, quando produzem um medicamento, não têm em vista a doença, mas sim o lucro. Também aí, na produção de medicamentos, funciona o capitalismo. Produzir algo que possa satisfazer uma necessidade, que tenha um valor de uso, para ganhar dinheiro. Ninguém compra umas calças se não precisar de andar vestido. E, na produção capitalista a produção é orientada em torno da acumulação, não para satisfazer necessidades.

Os bens ou mercadorias, neste caso em particular os medicamentos, não são produzidos pela sua utilidade, a sua capacidade de satisfazer a necessidade do doente, mas pela possibilidade de serem vendidos e proporcionarem lucro. Se não houver lucro o fabricante não produz. Tudo o que não poder ser patenteado, que não poder ser propriedade, é afastado, mesmo na medicina. O capitalista, seja ele um fabricante de medicamentos ou um fabricante de automóveis, ao invés do que pensa a esquerda capitalista, não quer salvar os doentes, quer engordar a sua carteira e aumentar o seu património.

O capitalista olha para o corpo humano como o proprietário de uma jazida de petróleo olha para o subsolo de onde o extrai e só pensa nos barris que pode extrair e no preço a que o vai vender. A esquerda capitalista ou esqueceu ou ignora a natureza social dos capitalistas e do capitalismo e, por isso, vimo-la em 2020, na falsa pandemia do Covid-19, e vemo-la ainda agora, lado a lado com a direita, mesmo com a direita fascista, a defender acerrimamente o sistema capitalista, a falsa pandemia e a insultar os que a ousam questionar.

Quem foram e ainda são, os cientistas, médicos e comentadores das supostas pandemias e surtos virais? Salvo uma ou outra pessoa, uma boa parte deles tem grandes conflitos de interesses por ligações com as grandes farmacêuticas, nomeadamente e para citar duas, com a Pfizer e a Novartis, e os milhares de euros que têm recebido dessas empresas também é publicamente conhecido, e se dúvidas houver quanto a isso podem consultar directamente o próprio INFARMED ou a imprensa alternativa. A esquerda abandonou o critério de questionamento em ciência e toma algo como certo desde que esse algo seja dito por uma autoridade. A esquerda capitalista deixou de ler a literatura científica e transformou-se num dos braços da direita.

Valentim Martins

12 de Maio de 2026

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