A repartição do Capital activo – especialmente energético – entre as classes sociais em luta
15 de Maio de 2026 Robert Bibeau
Por Normand Bibeau .
O que é crucial saber AGORA sobre o Gasoduto Transcaspiano (
TCGP), que levaria gás
natural turcomano, a um preço reduzido, sem passar pela Rússia ou pelo Irão,
para uma Europa com energia escassa, à beira do colapso económico, político e
diplomático, e à beira de possíveis guerras civis, através do Corredor Sul de Gás,
para complementar o gás russo e iraniano barato e sua substituição pelo gás
liquefeito de xisto (GNL) proibitivamente caro dos EUA, é que não há data
oficial para o início da construção do seu segmento crucial sob o Mar Cáspio –
entre o Turcomenistão e o Azerbaijão – e que as negociações diplomáticas,
políticas e financeiras para a sua conclusão, ao custo exorbitante de
aproximadamente 40 mil milhões de dólares, estão paralisadas
(interfaxKazakhstan, 17/02/2025; REUTERS). 22/02/2026), devido às grandes
diferenças estratégicas entre a aliança ocidental EUA/União
Europeia/Turcomenistão/Turquia/Israel/British Petroleum BP e a aliança oriental
Rússia/Irão/China, após o retumbante fracasso do Lebensraum neo-nazi EUA/OTAN…
em tomar os recursos naturais da Rússia (principalmente gás natural e petróleo)
derrubando a camarilha czarista pró-Ásia que reina no Kremlin sob o governo do
Czar Putin, uma reedição do Lebensraum nazi de 1941 contra a
URSS e do “golpe” palaciano de Gorbachev em 1991.
Considerando que o gás natural azerbaijano
já circula "amplamente" no mercado europeu através da Turquia, de
leste a oeste, pelo Gasoduto Trans-Anatoliano ("TANAP", com
aproximadamente 1.800 km de extensão) e pelo Gasoduto Transadriático
("TAP", via Grécia > Albânia > Mar Adriático > Itália,
pertencentes à SOCAR do Azerbaijão, à BOTAS da Turquia e à BP, com capacidade
de 30 mil milhões de m³), os ditadores do Azerbaijão, Turcomenistão, Estados
Unidos e Rússia estão a jogar um jogo duplo: namoriscando, ora com os
euro-nazis/sionistas israelitas, ora com os czaristas russos e os aiatolás
iranianos, e ora com o sultão Erdogan, o "Filho do Céu do Reino do
Meio" XI , e com as ditaduras
militares regionais, à custa dos idiotas úteis europeus e chineses. "Um
ninho de víboras" que só a espada do deus da guerra pode cortar.
Então, considerando que este projecto TCGP está paralisado, porque é que Korybko o considera uma questão urgente no contexto geopolítico mundial actual? Essa é a pergunta. (Veja o artigo dele aqui: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O gasoduto transcaspiano: a próxima fonte de conflito no Oriente Médio. )
Em primeiro lugar, é preciso considerar
que Korybko é um "amigo" dos czaristas russos e do movimento oriental
"multipolar" - o "3º alinhamento dos não alinhados", um
caldeirão de "desafiantes" com os braços partidos, a lutar para
conquistar um lugar ao sol do capitalismo mundial diante dos potentados, dos
multibilionários mundiais organizados em torno dos encontros de Davos e do
imperialismo colectivo ianque/ocidental.
Dito isso, cabe observar que Korybko
aborda a questão de um gasoduto, ou seja, matéria-prima, o "trunfo",
o "activo" que os "desafiantes multipolares de braços partidos"
(os czaristas russos, os mulás iranianos), além da produção "manufactureira"
do seu "aliado" e "amigo ilimitado", o nacional-socialista
chinês, que negocia com o agente laranja do capital ocidental, o odioso
bilionário Trump (em peregrinação a Pequim nestes dias), opõem aos seus
adversários imperialistas " unipolares ": os ianques americanos, os
euro-nazis, a OTAN e seus mercenários, os ucranianos apoiantes do Bandera de
Kiev e os sionistas israelitas, que por sua vez os enfrentam com o " dólar americano ", o
sistema financeiro "SWIFT", a "dívida" ianque americana, o
capital financeiro e a Inteligência Artificial ("IA") na guerra dos
ricos que travam pela redistribuição da "mais-valia" extorquida da
exploração bárbara e desumana do proletariado global. (Veja nosso artigo sobre
o colapso do dólar: Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: O petrodólar, a arma suprema dos
Estados Unidos… até hoje! ).
Ao analisar cientificamente os campos de
batalha económicos, políticos e ideológicos da "luta de classes",
força motriz da história, segundo o materialismo dialéctico e histórico,
torna-se necessário identificar os INTERESSES GERAIS DE CADA UMA DAS CLASSES EM
GUERRA E AS DIVISÕES DENTRO DE CADA UMA DESSAS CLASSES SOCIAIS.
Classes
sociais na guerra mundial
Considerando que a população mundial é de
8,2 mil milhões de seres humanos, as "classes sociais" estão
distribuídas da seguinte forma:
A burguesia mundial, ou seja, a
classe social que detém os meios de produção, financeirização e comunicação, e
que obtém o seu rendimento da mais-valia extraída do trabalho assalariado sob a
forma de dividendos, ganhos de capital e rendas fundiárias e financeiras
subtributadas, equivale a:
1- Bilionários: aproximadamente 3.000 indivíduos;
2- "Ultra-ricos": aproximadamente 300.000 indivíduos (com mais de 50 milhões de dólares em activos);
3- Milionários: 60 milhões de indivíduos.
(ref.: Credit Suisse)
O PROLETARIADO, ou seja, "a
classe social" que, privada da propriedade dos meios de produção e
subsistência, se vê reduzida a "alugar" a sua força de trabalho:
Escravos assalariados: aproximadamente 5,5 mil milhões de indivíduos (operários, funcionários do sector de serviços, funcionários de escritório, servidores públicos, desempregados temporários, etc.)
Entre essas duas classes sociais
fundamentais, existem, em graus variados, duas "classes sociais" que
Marx e Engels definiram como a pequena burguesia e o lumpemproletariado, dependendo se
possuem os seus modestos meios de produção: a pequena burguesia profissional,
comercial e artesanal, ou se são excluídos da produção devido a doenças ou
deficiências permanentes: o lumpemproletariado.
Pequena burguesia e lumpemproletários: aproximadamente 1,5 mil milhão de indivíduos (agricultores, camponeses, comerciantes, artesãos, profissionais liberais, artistas, desempregados permanentes, beneficiários de assistência social, doentes crónicos, etc.).
Como ensinaram MARX, ENGELS e LENIN: " O proletariado não tem pátria", assim como a grande burguesia e os INTERESSES da burguesia dominante do Grande Capital, a dos 0,001% (56.000 a 60.000 indivíduos) que sozinhos possuem "3 vezes mais riqueza (e, portanto, poder) do que a metade mais pobre de toda a humanidade (~ 4 mil milhões de indivíduos)" ("Relatório Mundial da Desigualdade" 2026; The Guardians, 10/12/2025); à frente dos 0,01% (820.000 indivíduos) e dos 0,1% (8,2 milhões de indivíduos) que juntos controlam de 43 a 45% dos activos financeiros e imobiliários mundiais, contra os restantes 99% (aproximadamente 8,199 mil milhões) que partilham os restantes 55%, dos quais os "50% mais pobres" (4,1 mil milhões de indivíduos) partilham a insignificante parcela liliputiana de aproximadamente 1 a 2% da riqueza mundial.
Os 3.028 bilionários , que representam 0,000037% da população mundial e que, sozinhos, detêm 16,1 triliões de dólares, o que corresponde a aproximadamente 5% de toda a riqueza mundial, incluindo a riqueza pública, estão distribuídos indiscriminadamente segundo "nacionalidades" e interligados entre si no capital social de empresas capitalistas monopolistas mundiais da seguinte forma:
CONTINUA.
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice

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