sábado, 17 de outubro de 2026

NEM UM CÊNTIMO PARA O ARMAMENTO, TODO O DINHEIRO PARA A EDUCAÇÃO!

 


NEM UM CÊNTIMO PARA O ARMAMENTO, TODO O DINHEIRO PARA A EDUCAÇÃO!

17 de Outubro de 2026 Robert Bibeau



Por Normand Bibeau.

«NEM UM CÊNTIMO PARA O ARMAMENTO, TODO O DINHEIRO PARA A  EDUCAÇÃO

BALANÇO PARCIAL DO DIA DE MOBILIZAÇÃO DOS ESTUDANTES, TRABALHADORES E COLETE AMARELOS.

Hoje, 17 de Outubro de 2026, a insurreição dos liceus e universidades atingiu um novo objetivo:

MOBILIZAR TODOS OS OPRIMIDOS NA LUTA CONTRA O ESTADO BURGUÊS e A SUA POLÍTICA DE MILITARIZAÇÃO DA SOCIEDADE.

 

Com os objetivos de combater através da mobilização e contra a capitulação e a colaboração de classes, o sub-financiamento da educação para financiar a militarização da sociedade francesa, desviando o dinheiro dos impostos e taxas dos trabalhadores (aumento de +78% do orçamento da guerra contra 5% para a educação), CAUSA a falta de professores, a degradação das infraestruturas escolares e o endurecimento do Parcoursup para forçar os jovens a entrar no exército como único futuro. A revolta dos liceus e universidades, já na sua 4ª semana de lutas contra o Estado burguês e a sua polícia e magistratura terrorista, organiza a mobilização de todos para combater a queda do poder de compra, dos salários, das reformas e dos serviços públicos devido à inflação provocada pelo desvio de fundos públicos para a militarização da economia e para a guerra na Ucrânia e no Médio Oriente para enriquecer os bilionários genocidas do complexo militar-industrial e os seus mensageiros mediáticos e políticos. (re:les7duquebec.net; unef.fr; cgt.fr,12/10/2026;snjgt.fr,17/10/2026).

♦ 140 concentrações e desfiles estão organizados por toda a França: Paris, Marselha, Lyon, Bordéus, Toulouse, Rennes, Niort, La Rochelle, toda a França é convocada para a luta de resistência popular;

♦ Espera-se 150.000 manifestantes fora da região parisiense e 50.000 em Paris. 

Os 140 encontros convocados marcam a convergência entre estudantes do liceu, universitários, trabalhadores, reformados e coletes amarelos, segundo os próprios meios de comunicação mainstream dos bilionários, mobilizados para atacar o movimento e desacreditá-lo, difamando-o e mostrando a violência da polícia terrorista contra os manifestantes para os acusar e aterrorizar. (re: lemonde.fr, 17/10/2026).

À PARIS

Após as traiçoeiras agressões da polícia de capacete, armada e autorizada a usar armas letais, granadas de gás lacrimogéneo e bombas sónicas (ordem do fascista Nūnez) e uma resistência heroica de grupos de jovens determinados a manifestar-se apesar da repressão e da difamação, um grande e poderoso cortejo «proteiforme» de várias dezenas de milhares de manifestantes — estudantes do secundário, universitários, trabalhadores, reformados e coletes amarelos — começou a avançar desde a Place de la République em direcção à Place de Clichy (cortejo sindical e coletes amarelos) e Place de la Nation (cortejo estudantil, de secundários e Interfac Îles-de-France);

Na maioria das cidades de França, logo nas primeiras horas da manhã, a polícia fascista lançou-se por todo lado em cargas e ataques com gás contra os protestos, mas sem sucesso. Por toda a parte, os manifestantes, longe de fugirem, enfrentaram corajosamente os fascistas em uniforme e infligiram-lhes derrotas significativas:

Vandalizando uma esquadra em Marselha; entrando no átrio da câmara municipal; instalando barricadas em Lyon, na intersecção Gambetta e boulevard dos Tchecoslovacos; na tradição dos Coletes Amarelos, ocupando rotundas em Rennes; bloqueando comboios e rotundas em Toulouse; manifestando em Guéret, Valenciennes, La Rochelle, Niort, Rouen, Langon, Marmande, Angers…

A França POPULAR e PROLETÁRIA está em toda a parte em protesto contra o «custo de vida» e a degradação dos serviços sociais: educação, saúde, pensões e apoios sociais, causados pelo desvio de fundos públicos para o armamento e a repressão mediática, política e policial gerada pelo capitalismo e pela ditadura da burguesia para militarizar a sociedade em preparação da sua 3.ª Guerra Mundial termonuclear apocalíptica.

Os proletários franceses devem juntar-se ao movimento insurreccional e ensiná-lo sobre a ÚNICA SOLUÇÃO HISTÓRICA para as crises sistémicas do capitalismo que já conduziu a humanidade a duas guerras mundiais genocidas e a centenas de confrontos e crises mortíferas sem fim: a REVOLUÇÃO PROLETÁRIA que abolirá a propriedade privada dos meios de produção, de financeirização, de comercialização e de comunicação, fundamentos da exploração do homem pelo homem.

 

PROLETÁRIOS e ESTUDANTES, UNÍ-VOS E DERRUBEM A DITADURA DA BURGUESIA.

NEM UM CÊNTIMO PARA O ARMAMENTO, TODO O    DINHEIRO PARA A EDUCAÇÃO

 

Fonte: PAS UN CENTIME POUR L’ARMEMENT, TOUT L’ARGENT POUR L’ENSEIGNEMENT ! – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




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