sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Após o movimento dos liceus, todos em luta contra a austeridade e os sacrifícios destinados a preparar a guerra generalizada!

 


Após o movimento dos liceus, todos em luta contra a austeridade e os sacrifícios destinados a preparar a guerra generalizada!

A situação económica, social e política é crítica; o navio está a meter água por todo o lado, e à primeira vista, é difícil ver qualquer saída de emergência. 

Por um lado, nos liceus e colégios, os ratos correm nas salas de aula, o aquecimento não funciona no inverno e os edifícios sem isolamento transformam-se em fornos assim que a temperatura sobe. Os alunos, especialmente nos bairros operários, não têm professores porque não são substituídos em caso de ausência. E quando tentam opor-se, o Estado envia-lhes a sua milícia, sem hesitar em cegar ou mutilar.

Por outro lado, os salários não acompanham a inflação, os orçamentos cada vez mais austeros apertam cada vez mais violentamente o nó à garganta dos trabalhadores, e enquanto a indústria de armamento se farta, corta-se o orçamento da segurança social. Os capitalistas parecem ter feito a sua escolha: prefere-se investir em máquinas de matar do que em cuidados de saúde. 

Na verdade, é em todos os países que a miséria e a exploração explodem precisamente no momento em que o capitalismo prepara a guerra generalizada, correndo o risco de destruir a civilização industrial moderna e devastar ainda mais o ambiente do qual dependemos para sobreviver. É em todos os países que a raiva e a revolta tendem a explodir. O futuro que o capitalismo em crise nos prepara é sombrio. Toda a gente está mais ou menos consciente disso.

A manifestação deste sábado, 17 de Outubro, pode ser um ponto de viragem na dinâmica de mobilização que acontece há várias semanas; pode significar a entrada em cena dos trabalhadores e trabalhadoras. É uma necessidade vital para que a porta aberta pelos alunos do secundário não se feche, e, pelo contrário, se abra de par em par.

Não é apenas juntos que temos de nos envolver, mas sobretudo é a totalidade da classe que produz riquezas, a classe operária, os assalariados, o proletariado, que deve comprometer-se e tomar a direcção das revoltas, dando-lhes uma perspectiva de luta tanto contra os ataques imediatos às nossas condições de vida como… contra o capitalismo, para, no fim, o derrubar. Não há outro caminho perante a miséria primeiro e a guerra depois.

Neste sentido, as mobilizações em França e em todo o lado chamam a atenção do proletariado como um todo: colocam-no diante da sua responsabilidade histórica. Esta constatação não se limita a França; aplica-se também às manifestações contra a explosão das rendas em Espanha, às manifestações estudantis e outras na Bélgica, em Itália que estão a decorrer neste momento...

As mobilizações de liceais e estudantes deixadas por conta própria estão num beco sem saída; só poderão ter uma saída de emergência através de uma acção massiva dos trabalhadores, que só poderá ocorrer no terreno da classe. Simpatizar e apoiar os liceus e estudantes não basta. É preciso mobilizar-se e procurar entrar em luta e em greve colectivamente. As referências a Maio de 1968 são partilhadas por muitos. A força de Maio de 1968 deveu-se precisamente ao facto de os trabalhadores terem entrado em luta massiva na sequência das manifestações estudantis e, convém salientar, apesar e, muitas vezes, contra a opinião dos sindicatos. Encorajamos todos aqueles que se reconhecem nesta constatação e desejam «fazer algo», a agirem em conjunto e formar comités de luta, ou qualquer outra forma de agrupamento activo e militante, para poder:

- intervir coletivamente em manifestações e assembleias;

- preparar a entrada em luta e greve sobre as reivindicações mais amplas e unitárias possíveis;

- e ir aos locais de trabalho e outros para expandir e generalizar a luta.

O capitalismo prepara a guerra generalizada entre blocos imperialistas armados com armas nucleares. Para isso, tem de impor cada vez mais sacrifícios e miséria a todas as populações, principalmente ao proletariado, e isso em todos os países. Perante esta perspectiva bárbara, só existe um caminho: resistir colectivamente a todos os ataques às nossas condições de vida e de trabalho. Contra a austeridade e os sacrifícios generalizados, contra o aumento da miséria, trabalhadores, empregados do sector público e privado, reformados, estudantes, liceais, desempregados, trabalhadores «não-imigrantes» e imigrantes, mulheres e homens, todos em luta!

O GIGC-Révolution ou guerre, 16 de Outubro de 2026 (www.igcl.org, intleftcom@gmail.com )




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