quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Uns dias de protesto não vão parar o rolo compressor capitalista! Contra todas as guerras imperialistas: luta de classes!

 


Uns dias de protesto não vão parar o rolo compressor capitalista! Contra todas as guerras imperialistas: luta de classes!

 

Folhetos distribuídos pelo TCI durante a recente greve do setor público em França e manifestações no terceiro aniversário de 7 de outubro em Itália.

 

Alguns dias de protesto não vão parar o rolo compressor capitalista! A única resposta à degradação das nossas condições de vida é a luta autónoma e organizada do proletariado!

 

Fomos avisados. A burguesia está desesperadamente à procura de 54 mil milhões de euros em poupanças para o seu orçamento de 2027. Foi isto que o governo Lecornu anunciou com grande alarido no dia 17 de Setembro. Cuidado com o que dizes: não é um orçamento de 'austeridade', mas sim de 'rigor' e 'justiça', segundo o ministro!

O neo-linguajar da burguesia pouco faz para esconder a dura realidade com que a classe operária se depara, presa entre o aumento do custo de vida e a diminuição dos salários. O objectivo é claro: fazer a classe operária pagar não só pela redução do défice do Estado para satisfazer os mercados financeiros e as agências de rating, de modo a limitar o aumento da taxa de juro da dívida, mas sobretudo empurrar os operários a aceitar estes sacrifícios em nome do interesse nacional, ou seja, o interesse da burguesia, que é avançar para o rearmamento e a re-militarização. É neste contexto que o orçamento prevê um aumento de mais de seis mil milhões de euros em despesas militares. A burguesia procura transformar a economia francesa numa economia de guerra, com o apoio de todos os partidos políticos, desde a extrema-direita à extrema-esquerda, para se preparar para os futuros conflitos inter-imperialistas entre os blocos Atlântico e Russo-Chinês. Vemos os primeiros sinais com os conflitos na Ucrânia ou no Irão, manifestações perigosas da marcha para a guerra em que todas as burguesias imperialistas se estão a precipitar, com o objectivo de redistribuir os despojos a seu favor.

Perante estas crises, a burguesia quer intensificar os seus ataques de austeridade contra os operários: congelar os salários dos funcionários públicos, congelar os apoios à habitação e vários outros benefícios, desindexar as pensões, reduzir as baixas médicas e os despedimentos por acordo mútuo, atrasar o acesso a certos benefícios para as populações imigrantes. Segundo estes senhores, o capital contribuiu demasiado para a solidariedade colectiva: agora é a nossa vez de pagar.

E aqui os sindicatos, como de costume, procuram conter o movimento. Propondo dias simbólicos de greve, e apenas para o serviço civil, e alguns protestos sonolentos sem futuro, isolados do resto da classe operária por palavras de ordem puramente corporativistas, estas organizações dividem e enfraquecem a classe. A luta deve ser levada a cabo fora destas instituições reaccionárias, organizando-nos em Assembleias Gerais e em comités de greve, procurando generalizar e estender a luta a todos os sectores em torno de palavras de ordem unitárias, incluindo toda a classe operária, tanto no sector público como no privado. 

Não devemos apenas defender-nos contra os ataques da burguesia às pensões, à saúde, aos subsídios de desemprego, devemos acima de tudo tomar as nossas lutas nas nossas próprias mãos para impor uma nova dinâmica de poder, obter uma redução do tempo de trabalho e um aumento dos salários.

Em todo o mundo, a guerra de classes levada a cabo pela burguesia contra a classe operária está a intensificar-se. Na Alemanha, Finlândia, Estados Unidos, Argentina, Canadá ou Bélgica, todos os governos, sejam de esquerda ou de direita, procuram reanimar a economia explorando o proletariado até ao osso, sendo o impulso de restaurar a rentabilidade do capital o seu único guia.

Mas não vamos deixar que passem por cima de nós. Perante a degradação das nossas condições de vida e de trabalho, intrinsecamente ligada à crise estrutural do capital, devemos resistir a estes ataques. Em Espanha, os operários da Airbus mostram-nos o caminho ao confrontar o capital assim como os sindicatos colaboracionistas, tal como os operários na Bolívia e na Índia alguns meses antes. Mesmo que este renascimento da actividade da classe operária seja hesitante e não esteja isento de limites, mostra, no entanto, que a classe operária, como classe revolucionária, é a única capaz de resistir à decadência do capitalismo e à sua queda na barbárie.

Para nos prepararmos para os futuros conflitos de classe decisivos, devemos organizar-nos hoje e participar na construção do partido internacional do amanhã, o partido de classe necessário ao proletariado para a sua vitória. É esta tarefa que nos propomos cumprir, apesar das dificuldades, conscientes da urgência da situação.

Guerra contra a guerra, guerra contra a burguesia!

Grupo revolucionário internacionalista

 

Contra Todas as Guerras Imperialistas: Luta de Classes!

Agora já se passaram três anos de massacre e violência sangrenta em Gaza e na Cisjordânia enquanto o mundo observa. Ou melhor, a burguesia internacional – os seus Estados e blocos imperialistas – está profundamente implicada na carnificina desencadeada por Israel após o horrível massacre perpetrado pelo Hamas a 7 de Outubro de 2023. O governo fascista-fundamentalista de Israel sabia o que estava para acontecer, mas deixou que acontecesse, procurando um pretexto para ocupar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia – assumindo efectivamente o controlo de ambos – com o objectivo final de exterminar os palestinianos. 

O Hamas – uma força fascista-islamista – tem usado consistentemente os fundos das burguesias do Médio Oriente não para o povo de Gaza, mas para avançar a sua própria estratégia político-militar. O dia 7 de Outubro foi mais uma confirmação – e a mais mortal de todas – já que o Hamas não podia ignorar que o ataque iria desencadear a fúria genocida de Israel.

O sofrimento indescritível dos palestinos despertou, com razão, a indignação de muitos contra a gangue criminosa liderada por Netanyahu e pelo seu chefe em Washington; no entanto, a alternativa não é a criação de um estado palestiniano. Tal estado serviria apenas como um braço do bloco imperialista rival – China, Rússia e Irão – que não é menos opressivo. Representaria o domínio da classe burguesa palestiniana, ansiosa por explorar “o seu próprio” proletariado sem partilhar os despojos – ou partilhando o mínimo possível – com outras burguesias.

Ainda assim, só uma guerra mais ampla poderia realmente concretizar o cenário de “dois povos, dois estados”. Seria uma guerra em que, como sempre, a classe operária e os despossuídos pagariam a conta, enquanto a burguesia colhe os lucros.

A perspectiva de uma guerra expandida – ou mesmo generalizada – é mais real do que a de um Estado palestiniano. A crise estrutural do capitalismo está a conduzir os eventos nesse sentido, e os conflitos – do Sudão à Ucrânia, e por todo o Médio Oriente – surgem precisamente das dificuldades que a burguesia enfrenta em revitalizar a sua economia, apesar da intensificação da exploração, da precariedade e do empobrecimento a que sujeita a classe operária mundial. E apesar do saque e da devastação acelerada do eco-sistema. 

Não, o fim da barbárie na Palestina e em todo o lado não passa pela criação de um novo Estado burguês, mas pela luta contra as causas profundas desta selvajaria: contra o capital e todos os Estados. 

Só a classe assalariada tem poder para fazer isto, pois a sociedade burguesa assenta na sua exploração.

Uma luta contra a exploração e a opressão em todas as suas formas – fora e contra a 'Esquerda' burguesa, e fora e contra o sindicalismo, seja ele integrado no Estado ou os chamados sindicatos 'de base', que são inevitavelmente forçados a curvar-se aos ditames do capital. 

A luta de classes tem de vir de baixo, organizada através de corpos de luta que surgem directamente da própria luta. Ao lado de um partido revolucionário, alimentado por estas lutas e actuando como seu guia político. 

Este tem de ser o nosso caminho; a alternativa é um mergulho desenfreado rumo ao abismo.

NÃO à guerra imperialista, SIM à guerra de classes!

Battaglia Comunista

Quarta-feira, 7 de Outubro de 2026

 

Fonte: A Few Days of Protest Will Not Stop the Capitalist Steamroller! Against All Imperialist Wars: Class Struggle! | Leftcom

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




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