A QUESTÃO PARLAMENTAR NA INTERNACIONAL COMUNISTA
Ridha Klouche
A QUESTÃO PARLAMENTAR NA INTERNACIONAL
COMUNISTA, edições « Programme
Communiste », Marselha, 1967.
Na altura em que somos convidados, mais
uma vez, a participar no circo eleitoral e, desta vez, ao nível europeu, é
oportuno revisitar os debates dentro da I.C., sobre esta questão do tempo em
que ainda era uma organização revolucionária viva (II congresso, 1920). Mais de
um século depois, a questão está amplamente resolvida pelas experiências desastrosas
dos operários e pelo espectáculo completo de indecência e de inutilidade
evidente da participação, mesmo crítica, neste jogo de enganos para toda a
classe operária. Apenas o abstencionismo e a crítica radical da democracia
estão em conformidade com o programa revolucionário.
Além disso, os resultados dessa farsa já são conhecidos de forma geral e não farão mais do que confirmar a tendência histórica da burguesia para a guerra e para a ascensão dos nacionalismos (grandes ou pequenos) liderados pelos «populistas» e outros proto-fascistas. O terreno do parlamentarismo e das eleições é exclusivamente o terreno do capital e dos seus próprios protectores, mesmo e sobretudo aqueles com «boas» intenções reformistas ou activistas. «É necessário quebrar a mentira burguesa que quer que todo conflito entre os partidos adversários, toda luta pelo poder, aconteça dentro do mecanismo democrático, através de eleições e debates parlamentares, e que se possa fazê-lo sem romper com o método tradicional que consiste em chamar os operários a votar – lado a lado com os membros da classe adversária – sem pôr fim ao espetáculo de delegados do proletariado a trabalhar no mesmo terreno parlamentar que os seus exploradores.» A. Bordiga, Fracção abstencionista Italiana, p.24. A democracia é a arte de dividir; o comunismo é a de se unificar!
Rasgar as máscaras intercambiáveis não basta para acabar
com todos os estados bem como com todos
os SACRIFÍCIOS económicos, políticos, militares, jurídicos, filosóficos e
religiosos
A relação de todos os estados e das
formações sociais é determinada pelo modo de produção capitalista mundial e não
por máscaras intercambiáveis
Para que as máscaras intercambiáveis
deixem de poder personificar qualquer coisa
é absolutamente necessário que os SEM-RESERVAS fraternizem e lutem como
classe, ou seja, como partido comunista que, pela sua função, é planetário de
forma a dissolver à escala planetária:
Todos os estados
Depois
O processo de produção
O processo de circulação
O processo de reprodução de todo o lixo
Dissolução também
De todos os SUPERDÉFICES económicos,
políticos, militares, jurídicos, filosóficos e religiosos
Quem tem ferro
Tem pão
Fonte: página do Facebook de Ridha
Klouche


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