A democracia é uma contradição em termos, uma mentira
e, no fundo, uma pura hipocrisia
Ridha Klouche
O que faz com que [os democratas] sejam
os representantes da pequena burguesia é que o seu cérebro não consegue ir além
dos limites que o pequeno burguês não ultrapassa na sua própria vida, e que,
por conseguinte, eles são, teoricamente, levados para os mesmos problemas e
para as mesmas soluções às quais o interesse material e a situação social
empurram, na prática, os pequenos burgueses. Este é, de forma geral, o relacionamento
que existe entre os representantes políticos e literários de uma classe e a
classe que eles representam.
Karl Marx, Le 18 Brumaire de Louis
Bonaparte,
« A democracia é uma contradição em termos, uma mentira e, no fundo, uma pura hipocrisia [...]
A liberdade política é um simulacro e a
pior forma de escravidão possível; essa liberdade fictícia é o pior servilismo.
O mesmo se aplica à igualdade política:
é por isso que será necessário despedaçar a democracia tanto quanto qualquer
outra forma de governo. »
- Friedrich Engels, Progresso da reforma
social no continente, 1843
« A autonomia da mercadoria está na raiz da ditadura da aparência. O pseudo-evento pré-fabricado que aí domina e orienta o real, é um evento que já não é visível pelo que contém, mas que não tem outro conteúdo senão ser visível. »
- Internacional situacionista, A independência da mercadoria, 1966
As máscaras intercambiáveis personificam
esse ídolo que só queria beber o néctar do lucro no cérebro das suas
vítimas
Há no dinheiro o suor e o trabalho não
pago dos SEM-RESERVAS
As máscaras intercambiáveis do capital
POR KARL MARX:
«uma nova variedade de parasitas sob a
forma de promotores, especuladores e simples administradores nominais; todo um
sistema de fraude e trapaça através da promoção de empresas, emissão de acções
e especulação bolsista». (O Capital)
----- AMADEO BORDIGA CROSTA TERRESTRE E
ESPÉCIE HUMANA
: ....
.......O imenso rio da história humana
também tem as suas cheias irresistíveis e ameaçadoras. Quando o caudal sobe,
ele ruge entre os dois diques que o aprisionam. À direita, está o dique
conformista, para a conservação das formas existentes e tradicionais – uma
passagem contínua de padres que cantam salmos em procissão, polícias e guardas
em patrulha, mestres de escola e charlatães despejando as mentiras oficiais e a
escolástica de classe. À esquerda, o dique reformista: aí amontoam-se os homens
dedicados ao povo, os profissionais do oportunismo, os parlamentares e os
líderes das organizações progressistas. Trocando insultos de um lado para o
outro da corrente, os dois cortejos presumem possuir a receita para fazer com
que o poderoso rio continue o seu curso reprimido e forçado. Mas no grande
virar da história, a corrente rompe todas as barreiras, sai do seu leito e
«salta», como o Pó em Guastalla e no Volano, numa direcção inesperada,
arrastando ambas as margens sórdidas na vaga irresistível da revolução, derrubando
as antigas barragens de todo tipo, e dando à sociedade como à terra uma face
nova.
Todas as nações não passam de um
superestrutura do capital.
A nacionalidade do operário não é
francesa, nem inglesa, nem alemã, é o trabalho, a escravidão livre, a venda de
si próprio.
O seu governo não é francês, nem inglês,
nem alemão, é o Capital. A sua atmosfera natal não é francesa, nem inglesa, nem
alemã, é a atmosfera da fábrica. O solo que lhe pertence de facto não é
francês, nem inglês, nem alemão; encontra-se alguns pés abaixo da terra.
(Karl Marx, «Crítica da Economia
Política» 1845) "O capital é um trabalho morto que se reveste de vida,
como um vampiro, ao absorver o trabalho vivo; e quanto mais vive, mais
teme". (O Capital, Livro I, cap. VIII "A jornada de trabalho")
Há no dinheiro o suor e o trabalho não pago dos SEM-RESERVAS. É necessário dissolver todos os estados, assim como todas as funções do dinheiro, e não apenas deslocá-las. Marx fez a necrologia do carácter duplo, ou seja, bifurcado, da força de trabalho dos SEM-RESERVAS, que é uma mercadoria, e a necrologia do carácter duplo do trabalho contido na mercadoria e no capital. Os SEM-RESERVAS possuem apenas uma mercadoria: a sua força de trabalho, que tem um carácter duplo — uma utilidade, ou seja, um valor de uso para o capital, e um valor de troca. Os SEM-RESERVAS só recebem um salário se produzirem e reproduzirem O TRABALHO NÃO PAGO. A MERCADORIA CONTÉM O CARÁCTER BIFURCADO DA FORÇA DE TRABALHO, DO CAPITAL CONSTANTE E DA MAIS-VALIA. VEJA A CARTA DE MARX A ENGELS DE 8 DE JANEIRO DE 1868.
1. Opondo-me a toda a economia anterior que, desde o início, trata como dados os fragmentos particulares da mais-valia com as suas formas fixas de renda, lucro e juro, eu trato primeiro DA FORMA GERAL DA MAIS-VALIA..........
2. "......uma coisa bem simples escapou a todos os economistas, sem excepção, é que se A MERCADORIA TEM O DUPLO CARÁCTER DE VALOR DE USO E DE VALOR DE TROCA, é necessário que o trabalho representado nesta mercadoria possua também este duplo carácter; enquanto que a única análise do trabalho SEM DÚVIDA tal como a encontramos em Smith, Ricardo ETC., depara-se fatalmente em todos os lugares com problemas inexplicáveis. ESTE É NA VERDADE TODO O SEGREDO DA CONCEPÇÃO CRÍTICA.
3. pela primeira vez, o salário é apresentado como a forma fenomenal IRRACIONAL DE UMA RELAÇÃO QUE ESTA FORMA OCULTA.
PS: ....enquanto a determinação do valor pelo tempo de trabalho continuar tão pouco "determinada"
Que em Ricardo, ele próprio,ela não faz
as pessoas tremerem. POR OUTRO LADO, assim que é colocada exactamente em
correlação com o dia de trabalho e AS SUAS VARIAÇÕES, eles veem acender-se um
candelabro que lhes é muito desagradável..............
https://m.facebook.com/story.php...
« O capital é ele próprio a contradição
como processo, na medida em que se esforça por reduzir o tempo de trabalho ao
mínimo, enquanto que, por outro lado, define o tempo de trabalho como a única
medida e fonte da riqueza.
É por isso que diminui o tempo de
trabalho sob a forma de trabalho necessário para o aumentar sob a forma de
trabalho supérfluo; e coloca, assim, de forma crescente, o trabalho supérfluo
como condição – questão de vida ou morte – para o trabalho necessário.
Por um lado, dá vida a todos os poderes
da ciência e da natureza, assim como aos da combinação social e do comércio
social, para tornar a criação de riqueza independente (relativamente) do tempo
de trabalho nela aplicado.
Por outro lado, quer medir o tempo de
trabalho dessas forças sociais gigantescas assim criadas, e aprisioná-las nos
limites exigidos para conservar como valor o valor já criado.»
As forças produtivas
e as relações sociais – sendo ambos lados diferentes do desenvolvimento do
indivíduo social – só surgem para o capital como meios, e não são para ele
senão meios de produzir a partir da base fundamental limitada que ele possui.
Mas, na verdade, elas são as condições materiais para fazer saltar essa base
..."
Karl Marx,
Manuscritos de 1857-1858 (« Grundrisse »), Les Éditions sociales, Paris, 2011,
Tradução de Jean-Pierre Lefebvre, p. 660
Fonte: Retirado da página de Facebook de Ridha
Klouche
Este texto foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis
Júdice



Sem comentários:
Enviar um comentário