sexta-feira, 23 de outubro de 2026

A democracia é uma contradição em termos, uma mentira e, no fundo, uma pura hipocrisia

 


A democracia é uma contradição em termos, uma mentira e, no fundo, uma pura hipocrisia


 
Ridha Klouche

15 de Maio de 2025 ·

 

O que faz com que [os democratas] sejam os representantes da pequena burguesia é que o seu cérebro não consegue ir além dos limites que o pequeno burguês não ultrapassa na sua própria vida, e que, por conseguinte, eles são, teoricamente, levados para os mesmos problemas e para as mesmas soluções às quais o interesse material e a situação social empurram, na prática, os pequenos burgueses. Este é, de forma geral, o relacionamento que existe entre os representantes políticos e literários de uma classe e a classe que eles representam.

Karl Marx, Le 18 Brumaire de Louis Bonaparte,

« A democracia é uma contradição em termos, uma mentira e, no fundo, uma pura hipocrisia [...]

A liberdade política é um simulacro e a pior forma de escravidão possível; essa liberdade fictícia é o pior servilismo.

O mesmo se aplica à igualdade política: é por isso que será necessário despedaçar a democracia tanto quanto qualquer outra forma de governo. »

- Friedrich Engels, Progresso da reforma social no continente, 1843

« A autonomia da mercadoria está na raiz da ditadura da aparência. O pseudo-evento pré-fabricado que aí domina e orienta o real, é um evento que já não é visível pelo que contém, mas que não tem outro conteúdo senão ser visível. »

- Internacional situacionista, A independência da mercadoria, 1966 

As máscaras intercambiáveis personificam esse ídolo que só queria beber o néctar do lucro no cérebro das suas vítimas 

Há no dinheiro o suor e o trabalho não pago dos SEM-RESERVAS 

As máscaras intercambiáveis do capital POR KARL MARX: 

«uma nova variedade de parasitas sob a forma de promotores, especuladores e simples administradores nominais; todo um sistema de fraude e trapaça através da promoção de empresas, emissão de acções e especulação bolsista». (O Capital) 

----- AMADEO BORDIGA CROSTA TERRESTRE E ESPÉCIE HUMANA

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.......O imenso rio da história humana também tem as suas cheias irresistíveis e ameaçadoras. Quando o caudal sobe, ele ruge entre os dois diques que o aprisionam. À direita, está o dique conformista, para a conservação das formas existentes e tradicionais – uma passagem contínua de padres que cantam salmos em procissão, polícias e guardas em patrulha, mestres de escola e charlatães despejando as mentiras oficiais e a escolástica de classe. À esquerda, o dique reformista: aí amontoam-se os homens dedicados ao povo, os profissionais do oportunismo, os parlamentares e os líderes das organizações progressistas. Trocando insultos de um lado para o outro da corrente, os dois cortejos presumem possuir a receita para fazer com que o poderoso rio continue o seu curso reprimido e forçado. Mas no grande virar da história, a corrente rompe todas as barreiras, sai do seu leito e «salta», como o Pó em Guastalla e no Volano, numa direcção inesperada, arrastando ambas as margens sórdidas na vaga irresistível da revolução, derrubando as antigas barragens de todo tipo, e dando à sociedade como à terra uma face nova. 

Todas as nações não passam de um superestrutura do capital. 

A nacionalidade do operário não é francesa, nem inglesa, nem alemã, é o trabalho, a escravidão livre, a venda de si próprio. 

O seu governo não é francês, nem inglês, nem alemão, é o Capital. A sua atmosfera natal não é francesa, nem inglesa, nem alemã, é a atmosfera da fábrica. O solo que lhe pertence de facto não é francês, nem inglês, nem alemão; encontra-se alguns pés abaixo da terra.

(Karl Marx, «Crítica da Economia Política» 1845) "O capital é um trabalho morto que se reveste de vida, como um vampiro, ao absorver o trabalho vivo; e quanto mais vive, mais teme". (O Capital, Livro I, cap. VIII "A jornada de trabalho")

Há no dinheiro o suor e o trabalho não pago dos SEM-RESERVAS. É necessário dissolver todos os estados, assim como todas as funções do dinheiro, e não apenas deslocá-las. Marx fez a necrologia do carácter duplo, ou seja, bifurcado, da força de trabalho dos SEM-RESERVAS, que é uma mercadoria, e a necrologia do carácter duplo do trabalho contido na mercadoria e no capital. Os SEM-RESERVAS possuem apenas uma mercadoria: a sua força de trabalho, que tem um carácter duplo — uma utilidade, ou seja, um valor de uso para o capital, e um valor de troca. Os SEM-RESERVAS só recebem um salário se produzirem e reproduzirem O TRABALHO NÃO PAGO. A MERCADORIA CONTÉM O CARÁCTER BIFURCADO DA FORÇA DE TRABALHO, DO CAPITAL CONSTANTE E DA MAIS-VALIA. VEJA A CARTA DE MARX A ENGELS DE 8 DE JANEIRO DE 1868.

1. Opondo-me a toda a economia anterior que, desde o início, trata como dados os fragmentos particulares da mais-valia com as suas formas fixas de renda, lucro e juro, eu trato primeiro DA FORMA GERAL DA MAIS-VALIA..........

2. "......uma coisa bem simples escapou a todos os economistas, sem excepção, é que se A MERCADORIA TEM O DUPLO CARÁCTER DE VALOR DE USO E DE VALOR DE TROCA, é necessário que o trabalho representado nesta mercadoria possua também este duplo carácter; enquanto que a única análise do trabalho SEM DÚVIDA tal como a encontramos em Smith, Ricardo ETC., depara-se fatalmente em todos os lugares com problemas inexplicáveis. ESTE É NA VERDADE TODO O SEGREDO DA CONCEPÇÃO CRÍTICA.

3. pela primeira vez, o salário é apresentado como a forma fenomenal IRRACIONAL DE UMA RELAÇÃO QUE ESTA FORMA OCULTA.

PS: ....enquanto a determinação do valor pelo tempo de trabalho continuar tão pouco "determinada"

Que em Ricardo, ele próprio,ela não faz as pessoas tremerem. POR OUTRO LADO, assim que é colocada exactamente em correlação com o dia de trabalho e AS SUAS VARIAÇÕES, eles veem acender-se um candelabro que lhes é muito desagradável..............

https://m.facebook.com/story.php...

« O capital é ele próprio a contradição como processo, na medida em que se esforça por reduzir o tempo de trabalho ao mínimo, enquanto que, por outro lado, define o tempo de trabalho como a única medida e fonte da riqueza. 

É por isso que diminui o tempo de trabalho sob a forma de trabalho necessário para o aumentar sob a forma de trabalho supérfluo; e coloca, assim, de forma crescente, o trabalho supérfluo como condição – questão de vida ou morte – para o trabalho necessário. 

Por um lado, dá vida a todos os poderes da ciência e da natureza, assim como aos da combinação social e do comércio social, para tornar a criação de riqueza independente (relativamente) do tempo de trabalho nela aplicado. 

Por outro lado, quer medir o tempo de trabalho dessas forças sociais gigantescas assim criadas, e aprisioná-las nos limites exigidos para conservar como valor o valor já criado.»

As forças produtivas e as relações sociais – sendo ambos lados diferentes do desenvolvimento do indivíduo social – só surgem para o capital como meios, e não são para ele senão meios de produzir a partir da base fundamental limitada que ele possui. Mas, na verdade, elas são as condições materiais para fazer saltar essa base ..."

Karl Marx, Manuscritos de 1857-1858 (« Grundrisse »), Les Éditions sociales, Paris, 2011, Tradução de Jean-Pierre Lefebvre, p. 660

 

Fonte: Retirado da página de Facebook de Ridha Klouche

Este texto foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




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