Internacionalismo proletário e derrotismo
revolucionário
Por Révolution ou Guerre, Internationalisme prolétarien et défaitisme révolutionnaire – Révolution ou Guerre
Le numéro 34, septembre 2026, est disponible en fichier PDF ici:rg34
A posição política que as forças revolucionárias devem adoptar
face à guerra imperialista torna-se uma questão central no período actual.
Esclarecê-la da melhor forma determinará a capacidade das forças comunistas,
grupos e do futuro partido, de avançar orientações e palavras de ordem junto do
proletariado como um todo frente à guerra imperialista generalizada que se
aproxima; e, na própria guerra, caso, «por azar», o proletariado internacional
estivesse incapacitado de se opor a ela e de destruir o seu fomentador, o
capitalismo e a cadeia internacional dos Estados burgueses. Além disso, os
posicionamentos sobre esta questão constituirão também um dos critérios de
selecção das forças e correntes políticas proletárias que participarão na
constituição do partido de amanhã. A batalha de hoje sobre a questão do
internacionalismo proletário, particularmente no seio do campo proletário, é
apenas um momento, entre os mais importantes, do combate histórico pelo
partido.
Para já, ela concentra-se nos lemas específicos que o
internacionalismo proletário deve desdobrar, ou aplicar, conforme as situações;
como o de «derrotismo revolucionário» ou ainda o de «transformação da guerra
imperialista em guerra civil», para citar apenas estes dois. O primeiro já hoje
é objecto de confronto dentro do campo proletário entre aqueles que o adoptam
hoje e os que o rejeitam. De facto, a Correente Comunista Internacional é a
principal, senão a única, força organizada a mostrar abertamente o seu
«anti-derrotismo».
A palavra de ordem do derrotismo
revolucionário só é tratada, ou mesmo considerada, no caso de uma guerra já ter
estalado. Ora, se a palavra de ordem «transformar a guerra imperialista em
guerra civil» só se pode aplicar a uma situação de guerra aberta, seria um erro
reduzir a aplicação da primeira a essa única situação. No entanto, este é o
primeiro argumento do CCI: «a dinâmica actual do capitalismo mundial não
corresponde de forma alguma àquela no quadro da qual a palavra de ordem do
‘derrotismo revolucionário’ foi lançada. Hoje em dia, ela em nada tende à
formação de blocos visando uma terceira guerra mundial, nem à mobilização de
dezenas de milhões de proletários na frente.»
[1] Devemos dar crédito ao CCI e à sua lógica: se, como
defende desde o seu 15º congresso de 2003, já não há risco de guerra
imperialista generalizada, de Terceira Guerra Mundial, nem mesmo de uma
dinâmica nesse sentido, então a palavra de ordem do derrotismo não faz sentido.
Lógico. O problema está resolvido.
Além disso, o CCI não se fica por aqui. Ele rejeita o derrotismo
também em caso de guerra, sejam elas as de ontem ou aquela, improvável segundo
ele, de amanhã. Ao fazer isso, vamos ver que ele se aproxima do campo dos
«pacifistas» e dos «centristas» da 2.ª Internacional durante a 1.ª Guerra
Mundial. E que ele abre a porta à deserção da luta de classes, senão à sua
futura traição.
Permitimo-nos aqui uma precisão
para todos. O CCI continua a ser para nós uma componente a todo o título do
campo proletário [2], mesmo que consideremos que
ele constitui a sua ala oportunista de direita. Apresenta a «grande vantagem»,
por assim dizer, pois o perigo é ainda maior, de expressar e expor abertamente
a influência das ideologias burguesa e pequeno-burguesa dentro das forças
comunistas por um lado e do proletariado como um todo por outro – como as
ilusões sobre um capitalismo que poderia «voltar ao normal» das décadas
anteriores, permanecer sem guerra e cuja exploração continuaria «suportável».
Quantos proletários e até mesmo revolucionários fazem a política do avestruz e
não querem ver de frente o abismo que se abre sob os nossos pés?
A crítica que se segue visa em
primeiro lugar não o CCI em si, mas armar da melhor forma os militantes de hoje
e de amanhã – e, portanto, as suas organizações – perante o furacão e os dramas
que vêm; e para que possam resistir à pressão, também permanente, do
oportunismo e à sua penetração nas fileiras proletárias e comunistas.
A posição e os argumentos do CCI
Para o CCI, «o lema de ‘derrotismo
revolucionário’ foi, de facto, defendido por Lenine durante a Primeira Guerra
Mundial. No entanto, ele procurava então denunciar as hesitações dos elementos
‘centristas’ que, embora concordassem ‘em princípio’ em rejeitar qualquer participação
na guerra imperialista, recomendavam, no entanto, esperar que os operários dos
países ‘inimigos’ estivessem prontos para enfrentar a guerra antes de chamar os
do ‘seu’ próprio país a fazer o mesmo. A favor desta posição, avançavam o
argumento de que, se os proletários de um país se antecipassem aos dos países
inimigos, estariam a favorecer a vitória destes últimos na guerra imperialista.
Perante este ‘internacionalismo’ condicional, Lenine respondia com razão que a
classe operária de um país não tinha qualquer interesse comum com a ‘sua’
burguesia, precisando, em particular, que a derrota desta não poderia senão
favorecer a sua luta, como já se havia visto durante a Comuna de Paris
(resultante da derrota frente à Prússia) e com a revolução de 1905 na Rússia
(derrotada na guerra contra o Japão). A partir dessa constatação, ele concluía
que cada proletariado devia 'desejar' a derrota da 'sua' própria burguesia.
Esta última posição já era errada na época, pois levava os revolucionários de
cada país a reclamar para 'seu' proletariado as condições mais favoráveis à
revolução proletária, enquanto que era a nível mundial e, num primeiro momento,
nos grandes países avançados (que estavam todos envolvidos na guerra) que a
revolução deveria ocorrer. (...) Em Lenine, a fraqueza desta posição nunca
levou a uma revisão do internacionalismo mais intransigente (foi mesmo esta
intransigência que o levou a tal 'derrapagem'). Em particular, nunca teria
ocorrido a Lenine a ideia de apoiar a burguesia do país 'inimigo', mesmo que,
logicamente, tal atitude pudesse decorrer dos seus 'desejos'." E o CCI
denunciava "a visão nacional da revolução incluída na palavra de ordem de
‘derrotismo revolucionário’.
Finalmente, « O velho esquema do derrotismo
revolucionário, segundo o qual a derrota do próprio governo favorece o
desenvolvimento da revolução, foi refutado pelo facto de que a divisão entre
nações vencedoras e nações vencidas cria divisões profundas no proletariado mundial,
como se viu mais claramente logo após a guerra de 1914-18. »
Três argumentos, portanto:
- o primeiro argumenta que o «derrotismo
revolucionário» rompe com o internacionalismo ao «desejar» condições mais
favoráveis para o «seu» proletariado em detrimento dos outros;
- o segundo critica a visão nacional, e
não internacional, que sustenta o «desejo» da derrota da sua própria burguesia
e que logicamente levaria ao «apoio à burguesia do país ‘inimigo’»;
- o terceiro afirma que a experiência
histórica, o pós-guerra de 1918-1919, refutou o valor do derrotismo
revolucionário pelo facto de a derrota de algumas potências imperialistas e a
vitória de outras terem criado uma divisão entre os proletariados dos países
vencedores e derrotados.
A experiência histórica provaria,
portanto, o perigo do derrotismo revolucionário para a unidade do proletariado.
E a visão nacional que está na sua base – a derrota da própria burguesia, e
portanto a «vitória» dos rivais imperialistas – levaria, logicamente, ao apoio
à burguesia inimiga e à traição de classe. Vamos dizê-lo sem demora: Lenine já
respondeu a estes argumentos, em 1918, tanto no fundo como na forma, em A
Revolução Proletária e o Renegado Kautsky. Tentemos, à nossa vez, e de
forma mais modesta, submetê-los ao crivo da crítica de hoje.
O derrotismo dividiria o proletariado
Comecemos pelo terceiro argumento, que
nos parece no mínimo surpreendente do ponto de vista dos factos históricos,
para não dizer mentiroso. Ao precipitar as derrotas militares dos imperialismos
russo e alemão, verificando assim a validade da palavra de ordem de derrotismo
nessas situações, as insurreições operárias russas de Fevereiro de 1917[3]
e alemãs de Novembro de 1918 abriram, antes
de mais nada, uma dinâmica de vaga revolucionária internacional na qual o
proletariado mundial, inclusive dos países vencedores, se reconheceu e na qual
tenderam a unir-se. O facto é tanto mais notável do ponto de vista de classe,
em termos de ruptura e tendência histórica, por ter surgido na sequência das
divisões reais dos quatro anos de mobilização e de mortos nas trincheiras. O
que marca este pós-guerra, portanto, não é a divisão, mas a dinâmica de unidade
do proletariado internacional. O valor do derrotismo revolucionário em acto,
portanto, não foi desmentido pelo pós-guerra como afirma o CCI, mas pelo
contrário, amplamente confirmado. Não é a divisão, mas a afirmação da unidade
internacional do proletariado que resultou do derrotismo revolucionário
efectivamente realizado na Rússia e na Europa Central. Nem que seja na
constituição da Internacional Comunista em 1919, após o sucesso da insurreição
operária e o exercício da ditadura do proletariado na Rússia – a não ser que se
acredite que a sua constituição não foi a expressão mais alta da unidade
internacional do proletariado depois de quatro anos de massacres. Que depois as
burguesias dos países vencedores tenham conseguido controlar e dominar mais
facilmente as vontades revolucionárias do seu proletariado do que na Alemanha
«derrotada» certamente não é o factor determinante, nem sequer um dos factores
determinantes do fracasso da vaga revolucionária…
A
experiência histórica diz-nos exactamente o contrário do que afirma o CCI [4].
O derrotismo opor-se-ia ao
internacionalismo proletário
Continuemos. É surpreendente ver como os dois primeiros
argumentos contrapõem « derrotismo revolucionário » e internacionalismo
proletário. O primeiro parte de uma visão apresentada como « nacional », o
segundo como « internacional ». Para criticar Lenine e o derrotismo, o CCI
clama em alto e bom som que « é ao nível mundial e, num primeiro momento, nos
grandes países avançados (que estavam todos envolvidos na guerra) que a
revolução deveria ocorrer. » A frase soa verdadeiramente internacionalista e
revolucionária… excepto que a revolução não aconteceu « onde deveria acontecer
», mas na Rússia « atrasada ». Isso soa ao seu esquema de tipo… menchevique,
que impede qualquer revolução proletária na Rússia devido ao seu atraso
histórico. Do ponto de vista do proletariado e da sua luta, é « uma daquelas
exclamações vãs e sem significado », segundo Lenine no seu texto em defesa do
derrotismo revolucionário. [5]. E ela esconde mal o seu
oportunismo político. O marxismo sempre foi claro desde o Manifesto Comunista,
que a luta internacional do proletariado passava pela luta de cada proletariado
contra «a sua própria burguesia», ou seja, num quadro nacional, contra o
aparelho de Estado burguês que é, por definição, nacional: «A luta do proletariado contra a burguesia,
embora não seja, na essência, uma luta nacional, reveste, no entanto, em
primeiro lugar, essa forma. É óbvio que o proletariado de cada país deve
acabar, antes de tudo, com a sua própria burguesia.»
Portanto, definir orientações e palavras
de ordem para as lutas proletárias num quadro nacional, aqui a «derrota da sua
própria burguesia», está totalmente em consonância com os princípios
proletários em geral e o internacionalismo em particular.
Por outro lado, separar e opor de forma
absoluta, metafísica, o quadro nacional da luta proletária ao seu carácter
internacional e internacionalista é típico de uma visão – de um raciocínio –
que se afasta do terreno da luta de classe internacional, tal como ela se
desenvolve na realidade do capitalismo. A defesa e, sobretudo, a aplicação do
princípio do internacionalismo proletário em caso de guerra imperialista não
pode permanecer «geral», abstracta, e esperar pela sua tradução em acto «a
nível mundial», como diz o CCI. Como se pudesse aplicar-se por decreto ou
pela vontade do Espírito Santo ao mesmo tempo, simultaneamente e em todo o
lado. Esta visão, que se veste com a bandeira da rejeição de «qualquer
concessão» de ordem nacional, esconde mal o seu anarquismo e o mito da greve
geral. No dia D, cruzamos os braços todos juntos. Em todos os países ao
mesmo tempo.
Por trás da frase revolucionária que
envolve a revolução “a nível mundial” a partir do esquema da greve geral
anarquista, encontra-se a mesma lógica que a dos centristas pacifistas da 2.ª
Internacional. Estes últimos “esperavam” que nenhum país fosse invadido para
aplicar o internacionalismo proletário mesmo com a guerra imperialista em curso
e múltiplos territórios “ocupados pelo inimigo”. “Contar com a revolução
europeia é obrigatório para um marxista, sempre que nos deparamos com uma situação
revolucionária. Kautsky, tornando-se renegado, teve medo de colocar esta
questão obrigatória para um marxista. Ele raciocina como um pequeno burguês
típico ou como um camponês ignorante: a ‘revolução geral na Europa’ eclodiu ou
não? Se sim, ele também está pronto para se tornar revolucionário.[6] ! » O CCI, por sua vez, espera que a revolução aconteça «a nível
mundial e, num primeiro momento, nos grandes países avançados (que estavam
todos envolvidos na guerra)…» Uns e outros
encontram-se, com mais de cem anos de distância, na rejeição ao derrotismo
revolucionário. A sua preocupação não é o desenvolvimento da luta proletária
tal como pode acontecer concretamente frente à guerra, e, portanto, qualquer
que seja o destino de cada burguesia. Não, a lógica do seu raciocínio
oportunista faz da vitória ou da derrota da «sua» burguesia o critério para
destacar as palavras de ordem concretas do internacionalismo proletário. Por
trás, mal disfarçada, surge a angústia do pequeno-burguês perante as
consequências pessoais de uma derrota imperialista da «sua» própria burguesia.
O princípio do internacionalismo proletário só pode ser aplicado
e transformado em ordens concretas em ligação com o próprio processo da luta de
classes; por outras palavras, com o fenómeno da greve de massas, tal
como nos ensinaram a Revolução Russa de 1917 e, mesmo se derrotada, a Revolução
Alemã de 1918. Ora, ao contrário da «greve geral» anarquista, a greve de
massas é um processo em que certos sectores do proletariado, e portanto
também algumas fracções territoriais [ou «nacionais»] do proletariado, se
engajam antes dos outros na luta. Historicamente, foi o proletariado russo que
se lançou nesse combate contra a sua própria burguesia em plena guerra mundial,
precipitando assim a derrota da burguesia russa primeiro ao nível imperialista
e depois político, com a insurreição operária de Outubro de 1917. Dessa forma,
longe de « reivindicar para si mesmos as condições mais favoráveis à
revolução proletária » em detrimento das outras fracções internacionais do
proletariado, os operários russos liderados pelo partido bolchevique favoreceram,
pelo contrário, as condições para o surgimento internacional do proletariado e
aceleraram o aparecimento da vaga revolucionária internacional que atingiu toda
a Europa e a maioria dos continentes.
Derrotismo proletário ou derrotismo
burguês?
Desejar que a sua própria burguesia seja o mais fraca possível
levaria logicamente ao apoio à burguesia inimiga, diz o CCI. O seu raciocínio
parte da seguinte consideração: se um imperialismo perde, o outro ganha.
Novamente aqui, ele não se coloca do ponto de vista do proletariado e da luta
de classes. « Este não é o raciocínio de um socialista, nem de um
internacionalista, nem de um proletário revolucionário, mas de um nacionalista
pequeno-burguês. Pois neste raciocínio desaparece a luta de classe
revolucionária do operário contra o capital, a apreciação da guerra no seu
conjunto, do ponto de vista da burguesia mundial e do proletariado mundial, ou
seja, desaparece o internacionalismo e só fica um nacionalismo rabugento e
vergonhoso. [7]. »
Noutras palavras, é o esquecimento da luta de classes como fundamento do
raciocínio, próprio da ideologia pequeno-burguesa, que vira as costas ao
internacionalismo proletário; e não a consideração do quadro nacional no qual a
luta de classes se desenvolve e que O Manifesto do Partido Comunista põe
em destaque.
O internacionalismo proletário não consiste em recusar-se a
tomar partido por um ou outro dos campos imperialistas. Isso é a posição do
pacifismo burguês e pequeno-burguês. O internacionalismo proletário consiste em
«preparar a revolução proletária mundial, único meio de salvação
contra os horrores da matança mundial. Não é do ponto de vista do ‘meu’ país
que devo raciocinar (porque seria aí o raciocínio de um parvo, de um
pequeno-burguês nacionalista, que não percebe que é um brinquedo nas mãos da
burguesia imperialista), mas do ponto de vista da minha participação na
preparação, na propaganda, nos trabalhos preparatórios da revolução proletária
mundial [8]. »
A formula parece-nos muito clara... Mas
para aqueles que estariam de má-fé ou não soubessem ler, permitimo-nos esclarecer:
é do ponto de vista da preparação da revolução proletária mundial, e não do
ponto de vista do «meu» país, que devo considerar a luta proletária contra a
«minha» burguesia e o seu aparelho de Estado.
Actualidade do derrotismo revolucionário
Para o proletariado internacional, hoje
não se trata de transformar uma guerra imperialista que ainda não
aconteceu numa guerra civil. Por outro lado, é preciso elevar-se,
resistir e opor-se à dinâmica para a guerra, à sua preparação que todas as
burguesias mundiais procuram acelerar e sobretudo impor. No entanto, toda luta
operária hoje só pode, de facto, contribuir para enfraquecer e dificultar a
preparação da guerra de cada burguesia nacional contra os seus inimigos
imperialistas. Ao fazer isso, toda a luta de um sector ou de uma fracção do
proletariado contém em si, em devenir, a derrota imperialista da «sua»
burguesia. Ignorar esta realidade é apenas uma manifestação de um
internacionalismo incompleto, inconsistente e que conduz ao pacifismo. In
fine (No final), ela revela pânico – para os elementos e forças políticas
que ainda permanecem sinceros – face às consequências e implicações do
confronto de classes feroz que a guerra, assim como a sua preparação, provoca.
Isso traduz-se frequentemente no plano político por uma ou outra forma de
pacifismo, directo ou indirecto, perante a guerra – quando não conduz à traição
de classe aberta. Pois que ninguém duvide: qualquer período de guerra ou
preparação para a mesma exerce uma pressão – e repressão – terrível não só
sobre o proletariado como um todo, mas também sobre as forças, organizações e
militantes revolucionários, à qual é difícil resistir. Especialmente se não
estiverem suficientemente armados no plano político, teórico e dos princípios
comunistas.
Enfraquecer
a preparação para a guerra da própria burguesia? É trair a pátria e a nação ao
aplicar o derrotismo revolucionário, ou se preferirmos, o derrotismo
proletário.
Agosto
de 2026
[1] . Révolution internationale #507, Os revolucionários devem avançar o lema do
derrotismo revolucionário ?, (https://fr.internationalism.org/content/11757/revolutionnaires-doivent-ils-avancer-mot-dordre-defaitisme-revolutionnaire)
[2]. Quantas vezes tivemos de defender isso junto de
militantes jovens e menos jovens e de outros grupos comunistas, ao ponto de
defender, muitas vezes sozinhos e contra a opinião unânime dos outros
organizadores, a sua participação e o seu convite para reuniões públicas e
outras.
[3] . O argumento segundo o qual Lenine deixou de usar
a palavra de ordem « derrotismo revolucionário » depois de Fevereiro não é
válido para negar a sua importância. A partir do momento em que o czarismo é
derrubado e se abre um período revolucionário, especialmente de «duplo poder»
entre o governo burguês e os sovietes de operários e soldados, a palavra de
ordem deixa de ser actual.
[4]. Deixaremos aqui de lado o facto de que o argumento
do CCI segundo o qual o derrotismo leva logicamente ao apoio ao país
'inimigo' dá a sua aprovação à infâmia, ainda presente nos dias de hoje,
lançada contra Lenine em relação ao seu regresso da Suíça a Petrogrado no comboio
selado durante o seu percurso pela Alemanha. Seria a prova de que ele era
um agente da Alemanha.
[5]. Da derrota do seu próprio governo na guerra
imperialista, 1915.
[6]. Lenine, A revolução proletária e o renegado Kautsky,
1918, (https://www.marxists.org/francais/lenin/works/1918/11/vl19181110h.htm
)
[7]. Idem.
[8]. Idem.
Fonte: Internationalisme
prolétarien et défaitisme révolutionnaire – les 7 du quebec
Este texto foi traduzido
para Língua Portuguesa por Luis
Júdice



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