Contra a repressão, a
austeridade e a guerra: pela união dos trabalhadores e dos estudantes na luta!
Pelo Grupo Revolucionário Internacionalista (GRI). Em Contre la répression, l’austérité et la guerre : pour l’union des travailleurs (…) – Révolution ou Guerre
Publicamos abaixo o panfleto assinado pelo Grupo Revolucionário Internacionalista, uma organização afiliada à TCI, por ocasião das manifestações de rua em França a 13 de Outubro (cf. nosso comunicado de 10 de Outubro [1] e aqui Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: As revoltas populares chamam a atenção do proletariado: elas colocam-no perante a sua responsabilidade histórica). Mais uma vez, como fizemos para o dia de acção sindical de 29 de Setembro, decidimos associar-nos a este panfleto e divulgá-lo com o GRI. Alguns podem estranhar ver-nos reproduzir panfletos publicados por outro grupo comunista. No entanto, não é a primeira vez. Já reproduzimos panfletos do PCI-O Proletário e até, embora mais raramente, do CCI. Só o fazemos desde que partilhemos as suas orientações gerais e as suas palavras de ordem de luta, mesmo que isso não seja necessariamente o caso para todas as formulações. O facto de a mesma orientação — neste caso, a expansão da luta e a entrada de sectores da classe operária nela — ser destacada, adoptada e difundida com uma só voz, ou pelo menos com uma voz comum, só pode ajudar a torná-la conhecida e a reforçar a sua ressonância dentro da classe — por mais pequena que ainda seja a minoria envolvida. Não é isso o essencial? Teremos oportunidade de voltar a esta questão e às condições que determinaram a nossa escolha. Contra a repressão, a austeridade e a guerra: pela união dos trabalhadores e estudantes na luta!
Contra a repressão, a austeridade e a
guerra: pela união dos trabalhadores e dos estudantes na luta!
Há mais de duas semanas, os alunos do
liceu e da universidade estão a lutar por condições de estudo decentes. Estas
mobilizações, apesar de uma repressão de uma violência rara por parte do Estado
e dos seus capangas, só podem ser saudadas com vigor. Enquanto o governo
investe massivamente no exército à espera de uma próxima guerra geral que se
desenha diante dos nossos olhos, a juventude proletarizada parece mostrar o caminho
a seguir: face à militarização
acelerada, nem um euro para o exército, a urgência está noutro lado! (Ver
este artigo Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Invistam o dinheiro na educação em
vez de armamento!, NDÉ).
Longe de serem só francesas, estas
mobilizações acontecem em todos os países. Na Alemanha, em Itália ou na
Bélgica, muitos seguem o exemplo francês; isso só pode reforçar a luta! Contra o veneno nacionalista, apoiemos, em
todo o lado, os camaradas e jovens proletários que se estão a bater!
Mas as mobilizações de liceus e
universidades ainda são insuficientes; os bloqueios e manifestações, mesmo
massivos, não podem levar à vitória. O governo e os capitalistas pouco se
importam se um liceu ou uma universidade estiver bloqueada: alguns até o fazem
preventivamente! Para esperar ir mais longe e vencer esta luta, é preciso
atacar o nervo da guerra nesta sociedade capitalista: o lucro.
É através da aliança com os
trabalhadores que este movimento poderá alargar-se e mostrar toda a sua força
real! Em vez de ficar sozinho à frente do liceu ou da faculdade, é preciso estender a luta ao mundo do trabalho,
organizar-se em Assembleias Gerais, enviar delegações para o mundo operário nas
fábricas e nos armazéns! Só com a extensão da luta é que o governo
cederá, porque então serão os interesses dos capitalistas que estarão
ameaçados!
Não nos enganemos: a missão da Escola não
é permitir a todos a ascensão social através do conhecimento e da cultura. É
fazer uma selecção entre uma minoria de privilegiados que ocupam os bons
lugares e a maioria dos proletários destinados a ser explorados. Pela sua
revolta, os estudantes do secundário mostram que não são ingénuos quanto à
mentira republicana e que rejeitam esse futuro feito de miséria e guerra.
Os partidos de esquerda burgueses como o
LFI fazem, no entanto, tudo para canalizar o movimento: muito mais do que uma
oposição frontal ao Estado, eles actuam como mediadores, como conciliadores; e
claro, no final, é sempre a burguesia que vence! A intersindical, por seu lado,
adia as mobilizações várias semanas para sufocar melhor a luta! Perante esta
realidade, uma coisa é certa: além de
confrontar os capitalistas, protegidos pelo Estado, será também necessário
atacar os sindicatos e os partidos de esquerda chamados 'reformistas'!
Estudantes do
ensino secundário, universitários, juntem-se à classe operária, chamem-na a
participar na luta, levem palavras de ordem unitárias: contra a austeridade e a
degradação das condições de vida e de trabalho, contra um orçamento
militarizado que vai atingir os mais precários!
Trabalhadores e trabalhadoras, juntem-se aos estudantes no seu movimento,
lancem-se na luta! Solidariedade com os estudantes e secundaristas reprimidos!
Grupo
Revolucionário Internacionalista (GRI), grupo afiliado à Tendência
Comunista Internacionalista
Nota:
[1] .
https://igcl.org/Communique-international-sur-les
Comunicado traduzido para Língua Portuguesa por Luis
Júdice



Sem comentários:
Enviar um comentário