domingo, 28 de junho de 2026

A propósito do CORGOV – o comentário!

 


A propósito do CORGOV – o comentário!

No passado dia 18 de Junho, o camarada Normand Bibeau  - nos termos do texto que dá título a esta nota, comentou o artigo escrito pelo operário comunista e internacionalista português, Valentim Martins, que havia sido publicado, primeiro, no blogue Que o Silêncio dos Justos Não Mate e Inocentes e, mais tarde, reproduzido, em Língua Francesa, no webmagazine Les 7 du Quebec.

Ver artigo em francês neste link: https://les7duquebec.net/archives/305868

Ver o artigo em português neste link: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: A propósito do CORGOV

 

A HISTÓRIA ENSINA QUE AS MESMAS CAUSAS GERAM OS MESMOS EFEITOS.

(Albert Einstein, génio socialista e antissionista).

 

Camarada Martins, como escreves com razão: «A esquerda em Portugal é mais à direita do que a própria direita», uma realidade histórica que é igual em todo o mundo capitalista, onde cada sector do capital compete em barbárie para obter os favores e prebendas dos seus mestres: os capitalistas.

HISTORICAMENTE, a distinção: «direita-esquerda» fez parte da propaganda burguesa «monopolística» para descrever aqueles que, no hemiciclo parlamentar da Assembleia Nacional criada após a revolução burguesa francesa de 1789, se sentavam à «direita» do presidente da assembleia para apoiar os «conservadores», daqueles que se sentavam à sua «esquerda» para apoiar os «liberais», na implementação da ditadura da burguesia para a adopção de leis e orçamentos servindo aos seus mestres burgueses, prova física de que desde o seu nascimento esta "divisão" não passava de faces aparentemente opostas da mesma moeda: a ditadura burguesa.

Nem esta «direita conservadora burguesa», nem esta «esquerda liberal burguesa» alguma vez representaram os interesses do proletariado revolucionário, uma vez que nem uma nem outra alguma vez quiseram abolir a exploração do proletariado pela burguesia, abolindo a propriedade privada dos meios de produção, de financeirização, de comercialização e de comunicação, fundamentos da sua ditadura de classe.

Pelo contrário, elas empenharam-se, cada uma à sua maneira: «conservadorismo contra liberalismo» criando uma oposição fictícia para servir o capital e perpetuar este modo de exploração capitalista que ambas veneram como o «summum» insuperável da evolução humana, assim como antes delas, os «conservadores esclavagistas, depois os conservadores feudais» e os «liberais esclavagistas, depois liberais feudais» afirmaram que o seu modo de produção «esclavagista, depois feudal» era o «summum» insuperável da civilização humana, o que as revoluções feudal, depois burguesa, e depois proletária provaram nas primeiras e provarão na revolução proletária, sendo reaccionários e contrários à evolução da humanidade.

MARX, ENGELS e LENINE no seu tempo também se confrontaram com esta propaganda burguesa reaccionária: «esquerda-direita», representada por «democratas radicais», «republicanos», «socialistas utópicos», «anarquistas», ou mesmo alguns «comunistas» que na realidade não eram senão «esquerdistas-estalinistas-burgueses» que se disfarçavam de «progressistas».

A burguesia, rica em milhares de milhões e hoje mesmo num “trilião”, como no caso de Elon Musk e do seu império militar Starshields, no exercício do seu poder pleno e da sua ditadura, investiu montantes ilimitados para infiltrar o movimento proletário e subvertê-lo internamente em seu benefício: “roubando, saqueando, assaltando” e, acima de tudo, deformando a ideologia proletária, o materialismo dialéctico e histórico MARXISTA, chegando mesmo a criar partidos “nacional-socialistas” e “nacional-comunistas” à moda soviética, francesa, chinesa, arco-íris, feminista e tudo o mais, ad nauseam, amém, como demonstra o camarada Martins no caso de Portugal.

No MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA, MARX e ENGELS ensinaram que «o proletariado não tem pátria», que ele é INTERNACIONALISTA por natureza e que qualquer tentativa de o dividir com base em alguma «nação» ou «pátria», que QUALQUER NACIONALISMO, PATRIOTISMO é essencialmente reaccionário, oposto ao proletariado e ao serviço da burguesia.

É uma característica própria de cada um dos partidos burgueses disfarçados de partido «popular», tanto de «direita» como de «esquerda»: promover o «nacionalismo» ou o «patriotismo»; jurar servir «Portugal», a «França», o «Canadá», o «Québec», a «China», etc., realidades «nacionais» e «patrióticas» patenteadas e adulteradas, nascidas do «mercado capitalista» ao serviço da ditadura da burguesia para dividir o proletariado, a fim de o conduzir do campo de batalha industrial onde é «carne para patrões», ao campo de batalha capitalista onde é feito «carne para canhões» para o enriquecimento da burguesia e a sua dominação hegemónica.

Quem, sem ser um infame renegado dentro do movimento proletário, ousaria negar que em cada etapa das crises de sobreprodução do capitalismo: 1880-1914, depois em 1929-1939 e mais perto em 2008-????, a burguesia moribunda recrutou e recrutará o “povo”, dentro de partidos burgueses, tanto de “direita” como de “esquerda”, por promessas falsas e ameaças mortíferas e genocidas para outra guerra mundial, a fim de promover apenas os seus próprios interesses de classe, do sangue e da carne desse “povo” que se matará entre si sem se conhecer para enriquecer milionários que se conhecem e não se matam uns aos outros, mas enriquecem.

Quem se esqueceu de que TODOS os «socialistas-caviar» de «esquerda» europeus votaram os créditos de guerra e a entrada em guerra do seu Estado com a burguesia: o Partido Social-Democrata Alemão (SPD); a Secção Francesa da Internacional Operária Francesa dentro da «União Sagrada» nacional; o Partido Operário Belga; o «Labour Party» britânico; o Partido Social-Democrata dos Trabalhadores da Áustria-Hungria; os mencheviques russos.

LENINE expôs e denunciou os partidos «socialistas» europeus que votaram nos créditos de guerra e na entrada em guerra do seu Estado burguês, o que ele chama de «traição» ao proletariado ao serviço da burguesia, demonstrando que «a política deve ser analisada segundo os interesses de classe e nunca de acordo com os rótulos que os políticos e os seus partidos assumem para enganar melhor o “povo” e mobilizá-lo ao serviço do seu inimigo de classe irreconciliável: a burguesia e fazê-lo matar-se entre si.

(re: LENINE: «Que fazer?»; «O Estado e a revolução»; «O ´esquerdismo’: a doença infantil do comunismo»).

Quem se esqueceu de que, na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a conjuntura internacional se tinha aparentemente "complexificado" devido à Revolução de Outubro de 1917 na Rússia czarista e ao advento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas ("URSS"), que a burguesia mundial chamava falsamente de: "a pátria dos trabalhadores", uma aldrabice de propaganda goebbeliana, para esconder que desde 1928 e a imposição da "Nova Política Económica" (a "NEP"), a URSS tinha sido subvertida internamente por um "golpe palaciano" que levou ao poder a burguesia "soviética" disfarçada de aparatchik do Partido Bolchevique, associada à pequena burguesia camponesa rica e aos capitalistas compradores para tirar a economia russa do neo-feudalismo comprador e elevá-la ao nível de uma economia capitalista moderna, o que foi feito com a estreita colaboração do capital financeiro alemão para contornar as condições injustas do Tratado de Versalhes, os partidos "de esquerda" burgueses distinguiam-se entre os «a favor da guerra» patriótica e os «contra a guerra» imperialistas.

No entanto, o teste final da Guerra Mundial, como o MARXISMO tinha demonstrado, revelou a natureza de classe de TODOS os partidos políticos burgueses, tanto da «direita» como da «esquerda» do espectro da propaganda capitalista, e é notável constatar que, tal como na Primeira Guerra Mundial genocida, a Segunda Guerra Mundial dividiu os partidos políticos não de acordo com a propaganda demagógica goebeliana: «direita-esquerda», mas «proletário-burguês». Assim, os mesmos partidos «socialistas», «Labour», «sociais-democratas», «trabalhistas», «operários», «nacionalistas operários», «patriotas», etc., desde o «Labour Party» britânico, a «Secção Francesa da Internacional Operária», o «Partido Operário Belga», o «Partido Trabalhista Norueguês», enfim, TODOS os partidos burgueses de «esquerda» que apoiaram a Primeira Guerra Mundial juntaram-se a TODOS os partidos burgueses de «direita» («nacional-socialistas operários alemães», fascistas italianos, conservadores canadianos, australianos, japoneses, etc.) para votar os créditos de guerra e declarar a Segunda Guerra Mundial como genocida, provando que «as mesmas causas»: o capitalismo gera as mesmas consequências: a Guerra Mundial e, a menos que se seja louco ou um mentiroso convicto, o capitalismo vai gerar a 3.ª Guerra Mundial e TODOS os partidos burgueses de «esquerda» como de «direita» vão unir-se ao votar os créditos de guerra, como fazem actualmente dentro da NATO, na China, na Rússia e em todo o mundo capitalista, e que vão votar a 3.ª Guerra Mundial, a menos que o proletariado derrube a sua ditadura genocida, destrua o capitalismo, privatize os meios de produção, de financeirização, de comercialização e de comunicação, exproprie a burguesia de toda a sua riqueza e dos seus meios de subversão e instaure o socialismo científico.

PROLETÁRIOS DO MUNDO INTEIRO, UNAM-SE E SALVEM A HUMANIDADE DA SUA DESTRUIÇÃO INSTAURANDO O SOCIALISMO CIENTÍFICO.

 

Fonte: https://les7duquebec.net/archives/305868

Este comentário foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




Sem comentários:

Enviar um comentário