terça-feira, 28 de abril de 2026

(PANFLETO) POR UM 1º DE MAIO REVOLUCIONÁRIO (2026)

 

(PANFLETO) POR UM 1º DE MAIO REVOLUCIONÁRIO (2026)

Em 1889 a Segunda Internacional aprovou a declaração do primeiro de maio como um dia em que se coordenariam, à escala internacional, lutas pelas reivindicações de classe do proletariado. Era a consequência da repressão, em 1886, da greve de 200.000 trabalhadores, em consequência da qual o Estado tinha desencadeado uma repressão brutal que deixou um rasto de mortos e feridos, e na revolta que se seguiu, executando quatro anarquistas. Naqueles dias, toda a imprensa burguesa declarava horrorizada os grevistas como gente cuja demência residia em querer parar a indústria “justamente agora”.

Hoje ainda, esta última declaração continua a ser uma constante. Para a esquerda e a direita do capital, nunca foi um bom dia para a luta de classes. Seja porque põe em risco os interesses da nação, porque desestabiliza o governo progressista face à direita, porque em plena crise agrava as condições para os empresários, a greve é sempre vista como um grande crime. Deste modo, o primeiro de maio foi convertido (graças aos sindicatos, que deixaram de ser órgãos de luta para se tornarem o veículo que integra a classe com o Estado, desarmando-a) de um dia contra a exploração assalariada, de auto-organização da classe, para um dia de celebração, de batucadas, de reivindicação de direitos, de um “salário justo” e de defesa dos interesses da manutenção da indústria e dos serviços públicos (que nem por serem públicos deixam de ser capitalistas): de um dia vermelho a um dia democrático-nacional, de um dia de classe a um dia de Estado.

Em momentos como os actuais, onde vivemos uma aceleração na tendência à guerra imperialista, é muito importante dirigir a luta de classes contra todas as burguesias e Estados capitalistas: da Espanha à Rússia, dos Estados Unidos ao Irão, da Ucrânia a Cuba ou Venezuela. É por isso que declaramos:

1. Pela luta auto-organizada da classe operária, fora e contra os sindicatos.

2. Contra a opressão e a exploração, pela unidade da classe operária e a união dos autênticos internacionalistas.

3. Por uma sociedade em que os Estados, o trabalho assalariado, a propriedade privada, o dinheiro e a produção com fins lucrativos sejam substituídos por um mundo de produtores livremente associados.

4. Contra os ataques económicos e políticos que as guerras actuais, e as futuras, desencadearão sobre a classe operária.

5. Contra o capitalismo, o imperialismo e todos os nacionalismos. No actual contexto de rearmamento e aumento de conflitos imperialistas, é essencial rejeitar qualquer apoio aos capitais nacionais, aos “males menores” e aos Estados em formação. Pela derrota revolucionária e pela guerra de classes contra as guerras do capital!

 

Fonte: balance_y_avante barbaria@riseup.net

Este panfleto foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice








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