(PANFLETO) POR UM 1º DE MAIO REVOLUCIONÁRIO (2026)
Em 1889 a Segunda Internacional aprovou
a declaração do primeiro de maio como um dia em que se coordenariam, à escala
internacional, lutas pelas reivindicações de classe do proletariado. Era a consequência
da repressão, em 1886, da greve de 200.000 trabalhadores, em consequência da
qual o Estado tinha desencadeado uma repressão brutal que deixou um rasto de
mortos e feridos, e na revolta que se seguiu, executando quatro anarquistas.
Naqueles dias, toda a imprensa burguesa declarava horrorizada os grevistas como
gente cuja demência residia em querer parar a indústria “justamente agora”.
Hoje ainda, esta última declaração
continua a ser uma constante. Para a
esquerda e a direita do capital, nunca foi um bom dia para a luta de classes.
Seja porque põe em risco os interesses da nação, porque desestabiliza o governo
progressista face à direita, porque em plena crise agrava as condições para os
empresários, a greve é sempre vista como um grande crime. Deste modo, o
primeiro de maio foi convertido (graças aos sindicatos, que deixaram de ser
órgãos de luta para se tornarem o veículo que integra a classe com o Estado,
desarmando-a) de um dia contra a exploração assalariada, de auto-organização da
classe, para um dia de celebração, de batucadas, de reivindicação de direitos,
de um “salário justo” e de defesa dos interesses da manutenção da indústria e
dos serviços públicos (que nem por serem públicos deixam de ser capitalistas):
de um dia vermelho a um dia democrático-nacional, de um dia de classe a um dia
de Estado.
Em momentos como os actuais, onde vivemos uma aceleração na
tendência à guerra imperialista, é muito importante dirigir a luta de classes
contra todas as burguesias e Estados capitalistas: da Espanha à Rússia, dos Estados Unidos ao Irão, da Ucrânia a
Cuba ou Venezuela. É por isso que declaramos:
1. Pela luta auto-organizada da classe
operária, fora e contra os sindicatos.
2. Contra a opressão e a exploração,
pela unidade da classe operária e a união dos autênticos internacionalistas.
3. Por uma sociedade em que os Estados,
o trabalho assalariado, a propriedade privada, o dinheiro e a produção com fins
lucrativos sejam substituídos por um mundo de produtores livremente associados.
4. Contra os ataques económicos e
políticos que as guerras actuais, e as futuras, desencadearão sobre a classe
operária.
5. Contra o capitalismo, o imperialismo
e todos os nacionalismos. No actual
contexto de rearmamento e aumento de conflitos imperialistas, é essencial rejeitar qualquer apoio aos
capitais nacionais, aos “males menores” e aos Estados em formação. Pela
derrota revolucionária e pela guerra de classes contra as guerras do capital!
Fonte: balance_y_avante barbaria@riseup.net
Este panfleto foi traduzido para Língua
Portuguesa por Luis Júdice
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