sexta-feira, 3 de abril de 2026

As questões que se impõe serem colocadas pela classe operária

 


As questões que se impõe serem colocadas pela classe operária                     

É notório - mesmo escrevendo muito pouco por cá ou noutro lado qualquer, e não tenho outro "lado qualquer", é apenas este lado - que tenho uma opinião diferente da opinião dos meus amigos sobre a situação actual no mundo em alguns aspectos.

Os pontos de onde parto são estes: Coloco a mim mesmo estas questões:

·         O que é o capitalismo (capitalismo que é a sociedade em que vivemos) ?;

·         o que é o imperialismo? O que é a classe operária e trabalhadora?

·         Que guerras são estas que existem no mundo?

·         São levadas a cabo por quem?

·         Com que objectivos?

·         Quem ganha com elas e quem são as vitimas destas guerras?

·         Estas guerras interessam aos operários e restantes escravos assalariados?

·         Que posição devem os operários e escravos assalariados tomar sobre estas guerras?

Estes são alguns dos pontos de onde parto, outros surgem durante a reflexão, e a partir daí formo a minha posição. Já durante a falsa pandemia Covid-19 foi igual e por isso tenho hoje uma posição diferente sobre aquilo que para mim foi um "crime contra a humanidade".

A minha linha política é o Internacionalismo Proletário, isto é o Marxismo. "Os operários não tem pátria" (Karl Marx e Friedrich Engels).

O capitalismo é um sistema mundial sendo as guerras o meio que utilizam para dominar outros países e redistribuir entre as grandes potências os recursos económicos e naturais dos países. É a burguesia de cada um dos países que mutuamente se atacam.

Nós operários, como Marx e Engels nos ensinou, não temos pátria ou nação para defender. A nossa guerra só pode ser uma guerra de classes. A guerra do proletariado contra a burguesia.

Nas guerras dos capitalistas, guerras imperialistas, os operários e restantes escravos assalariados servem para encher os cemitérios e valas comuns com os seus corpos transpassados por bombas.

Não deve ser do interesse de operários e escravos assalariados, apoiar quer as suas burguesias, as burguesias nos seus países, quer as burguesias de outros países. A vitória das burguesias nacionais são um reforço nas repressões contra os operários e restantes escravos assalariados nas suas lutas.

A burguesia e a esquerda reformistas sempre procuram amarrar os operários e os trabalhadores a um dos beligerantes. A esquerda, como diz Khider Mesloub, já não pergunta mais: "Quem oprime?". A esquerda, reformista está sempre disposta a abandonar os operários e restantes escravos assalriados do país com quem simpatiza à respectiva burguesia e a amarrá-los aos interesses dessa burguesia. Se a esquerda apoia a burguesia de um dado país, ela abandona os operários e restantes escravos assalariados desse país.

Operários e escravos assalariados, o mundo não pode ser reformado como pensa a esquerda reformista e vos tenta amarrar a esse pensamento, o mundo precisa de ser transformado.

Transformaremos esta guerra imperialista numa revolução social proletária triunfante!

 

Valentim Martins

Abril de 2026




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