segunda-feira, 13 de abril de 2026

A guerra é, antes de tudo, uma questão comercial, industrial e financeira.

 


A guerra é, antes de tudo, uma questão comercial, industrial e financeira.

13 de Abril de 2026 Robert Bibeau



Por Normand Bibeau .


FAÇA A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE construindo a FORTALEZA AMÉRICA/ MAGA INC./ UNIPOLAR . (Veja aqui:  Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: A construção da Fortaleza América em preparação para a Terceira Guerra Mundial.)

Trump, assim como Biden e seus antecessores, proclamou claramente: " As guerras na Ucrânia e no Médio Oriente criam empregos lucrativos (leia-se: lucros) nos Estados Unidos ."

Assim, segundo estimativas desde Fevereiro de 2022, o Congresso dos EUA aprovou gastos de aproximadamente 175 mil milhões de dólares, dos quais cerca de 106 mil milhões foram destinados à Ucrânia e aproximadamente 69 mil milhões foram gastos nos próprios EUA, o que significa que 40% desse gasto permaneceu no país. Entre 15 mil milhões e 20 mil milhões de dólares foram alocados para a guerra no Médio Oriente, gastos quase que integralmente nos EUA. Esses gastos geraram aproximadamente 995 mil milhões em actividade económica até 2024, representando 1,04% dos empregos nos EUA.

Setenta cidades americanas beneficiaram directamente dessa bonança  militar . Estima-se que, até 2025, 844.000 empregos nos EUA foram sustentados por esse aumento exponencial nos gastos militares. De acordo com os princípios económicos clássicos, 1 milhar de milhões de dólares em gastos militares gera entre 5.000 e 10.000 empregos directos e indirectos.

O orçamento "adicional" de 200 mil milhões de dólares solicitado pelo Secretário da Guerra deve sustentar entre 1 milhão e 5 milhões de empregos "remunerados" (leia-se: lucros expressivos) e o orçamento recorde de 1,5 triliões de dólares para 2026, ainda mais.

A esse aspecto de "criação" de empregos "remunerados" (leia-se lucro) no complexo militar-industrial ianque, devemos adicionar a criação de empregos "remunerados" (leia-se lucro com hidrocarbonetos) no sector da energia com o ataque terrorista EUA/Dinamarca/Noruega/Ucrânia contra o gasoduto franco-alemão-russo Nord Stream , estimado em até ~750 mil milhões de dólares em compras de energia pelos EUA em apenas alguns anos, incluindo um aumento de 141% nas compras em 2022, de 3 a 4 vezes mais do que em 2021, entre ~10 e ~30 mil milhões de euros por ano, em suma, uma jogada de mestre para os empresários ianques e uma falência para os euro-idiotas.

Com o encerramento do Estreito de Ormuz e a consequente privação do mercado mundial de energia dos seus 20 milhões de barris por dia (b/d), o preço disparará para entre aproximadamente 100 e 170 dólares por barril, enriquecendo a indústria petrolífera americana e seus "aliados/concorrentes" (Noruega, Brasil, Canadá, Venezuela, Rússia) com lucros adicionais anuais entre 170 mil milhões e 340 mil milhões de dólares. Ao destruir a oferta, os americanos e seus "aliados/concorrentes" aumentam o valor dos seus produtos comerciais e, consequentemente, os seus lucros.

A esses lucros gigantescos, manchados de sangue, pedaços da carne para patrão e carne para canhão dos "sacrificados", devemos também adicionar as transferências forçadas de empresas para os EUA, impostas pelas guerras na Ucrânia e no Leste, mais as sobretaxas da guerra tarifária, mais as sanções kamikaze, mais os subsídios da Lei de Regulamentação da Inflacção, mais a Lei de Chips, mais a privação de energia = segundo estimativas realistas, a criação de aproximadamente 450.000 a 850.000 empregos "remunerados" nos EUA.

Quem consegue superar isso?

Descubra quem beneficia com o crime e encontrará o seu autor.

 

Fonte: La guerre est d’abord une affaire commerciale, industrielle et financière – les 7 du quebec

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




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