As condições objectivas e subjectivas da revolução proletária
19 de Setembro de 2026
Robert Bibeau
Por Normand Bibeau
Doug Macgregor dizia, há pouco tempo,
que a Europa estava à beira de uma «Revolução Bolchevique» devido à bancarrota
do império «YANKEE U$/OTAN/EURONAZI/UKRONAZI
BANDERISTA KIEVIANO» perante a imperial Rússia, e ele tinha razão.
Obviamente, é muito provável que os seus «amigos analistas» lhe tenham indicado que não era «adequado» que um dos seus fizesse a propaganda dos «bolcheviques» moscovitas putinianos, mesmo estando ele certo quanto aos riscos de «revolução» que essas derrotas militares na Ucrânia e no Médio Oriente poderiam representar para o grande Capital mundial.
Revolução Burguesa e Derrube da Ordem Aristocrática (1848-1870)
Como um 'bom' marinheiro dos EUA,
ex-coronel, condecorado de guerra e conselheiro militar YANKEE, Macgregor voltou à linha e
'releu' a sua história para identificar um período 'revolucionário' mais
favorável para os seus 'amigos' da burguesia 'nacionalista', em rivalidade com
a facção 'mundialista/globalista', que ele considera responsável por esse
fracasso e hoje faz referência às revoluções burguesas de 1848 na Europa,
enquanto as burguesias 'nacionais'
francesa, italiana, austríaca, alemã, húngara, polaca e romena derrubaram a ordem aristocrática que as prendia sob o seu
peso reaccionário e o capital instaurou as suas ditaduras burguesas impiedosas,
esmagando no
sangue as insurreições operárias (A
luta de classes em França (1848-1850), Karl Marx).
Seja o que for o que diga o ex-coronel Macgregor e quaisquer que sejam as analogias históricas que ele possa fazer, nunca poderá fazer recuar a economia política burguesa: o «mercado mundial» é irreversível; a indústria capitalista tem uma necessidade irresistível de energia, de terras raras, de IA e de escravos assalariados; os Estados «nacionais» não têm todos esses recursos e têm de os obter onde estão disponíveis, pelo mundo fora, todo o resto não passa de propaganda goebeliana para enganar as massas trabalhadoras sobre a verdadeira finalidade destas guerras sem fim: o «roubo, o saque e a pilhagem» sem fim.
No entanto, estas guerras intermináveis de «roubo, pilhagem e banditismo» das potências imperialistas «dominantes» para se apoderarem dos recursos «indispensáveis» à sua hegemonia às custas dos Estados «desafiadores/emergentes» colocam um grande desafio: alguns possuem arsenais nucleares como a Rússia e a China ou mísseis balísticos hipersónicos imparáveis como o Irão, e pelo seu carácter «existencial», apresentam riscos apocalípticos que uma facção da burguesia «nacionalista» se recusa a assumir, como demonstram Macgregor, Ritter, Ferreira, Carresse, Baud e vários especialistas militares.
Para que uma revolução social aconteça
Lenine, em "O Colapso da Segunda Internacional" (1915), descreveu os "sinais
de uma situação revolucionária" nestes termos premonitórios:
"Para que uma revolução ocorra, geralmente não basta que as 'camadas
inferiores' ('nizy') já não queiram viver como antes; Ainda é necessário que as
camadas superiores ("verkhi") já não possam governar como antes (...)
Por outras palavras, a revolução é impossível sem uma crise nacional (que afecte
tanto os explorados como os exploradores)" e deve haver um agravamento dos
sofrimentos das classes oprimidas e um aumento considerável da actividade
política das massas trabalhadoras guiadas pelo seu próprio partido
revolucionário proletário (re:Oeuvres, vol. 21, pp. 213-214, Obras Completas).
Assim, Lenine acrescentou que as condições objectivas não são suficientes
para fazer uma revolução, devem também existir condições
subjectivas: um partido revolucionário capaz de trazer à classe revolucionária, ao
proletariado, a consciência de ser "uma classe em si e
para si" que conduza as "insurreições populares de massas" a
desorganizar e quebrar a ditadura da burguesia e do seu Estado (polícia,
tribunais e exército). Sobre as condições objectivas e subjectivas da revolução
proletária; ver a obra de Robert Bibeau e Khider Mesloub: "DA INSURREIÇÃO POPULAR À REVOLUÇÃO PROLETÁRIA". 220 páginas. Para comandar: Da Insurreição Popular à Revolução Proletária –
Robert Bibeau, Khider Mesloub.(Versão em português:
Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: DA INSURREIÇÃO POPULAR À REVOLUÇÃO
PROLETÁRIA)
Já Marx, no "Prefácio à Contribuição para a Crítica da Economia Política", anunciou este fim inexorável do modo de produção capitalista (MPC), nestes termos:
«Numa certa fase do seu desenvolvimento, as forças
produtivas materiais da sociedade entram em contradição com as relações de
produção existentes. Começou então uma era de revolução social [...] De formas
de desenvolvimento, estas relações tornam-se obstáculos."
Assim, enquanto a produção se torna cada vez mais social e colectiva (e mundial),
a apropriação dos produtos (do Capital) resultante desta produção social e colectiva
(e mundial) permanece privada (e nacional), acumulando pobreza entre as massas
trabalhadoras mundiais despossuídas na base da pirâmide e acumulando riqueza
(Capital) nas mãos de "proprietários" "nacionais" cada vez
mais minoritários, ricos, poderosos, apátridas e desesperados.
Continua.
Fonte: Les conditions objectives et subjectives de la révolution prolétarienne – les 7 du quebec
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice

Sem comentários:
Enviar um comentário