sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Internacionalismo proletário e derrotismo revolucionário

 


Internacionalismo proletário e derrotismo revolucionário

A posição política que as forças revolucionárias devem adoptar face à guerra imperialista torna-se uma questão central no período actual. Esclarecê-la da melhor forma determinará a capacidade das forças comunistas, grupos e do futuro partido, de avançar orientações e palavras de ordem junto do proletariado como um todo frente à guerra imperialista generalizada que se aproxima; e, na própria guerra, caso, «por azar», o proletariado internacional estivesse incapacitado de se opor a ela e de destruir o seu fomentador, o capitalismo e a cadeia internacional dos Estados burgueses. Além disso, os posicionamentos sobre esta questão constituirão também um dos critérios de selecção das forças e correntes políticas proletárias que participarão na constituição do partido de amanhã. A batalha de hoje sobre a questão do internacionalismo proletário, particularmente no seio do campo proletário, é apenas um momento, entre os mais importantes, do combate histórico pelo partido.

Para já, ela concentra-se nos lemas específicos que o internacionalismo proletário deve desdobrar, ou aplicar, conforme as situações; como o de «derrotismo revolucionário» ou ainda o de «transformação da guerra imperialista em guerra civil», para citar apenas estes dois. O primeiro já hoje é objecto de confronto dentro do campo proletário entre aqueles que o adoptam hoje e os que o rejeitam. De facto, a Correente Comunista Internacional é a principal, senão a única, força organizada a mostrar abertamente o seu «anti-derrotismo».

A palavra de ordem do derrotismo revolucionário só é tratada, ou mesmo considerada, no caso de uma guerra já ter estalado. Ora, se a palavra de ordem «transformar a guerra imperialista em guerra civil» só se pode aplicar a uma situação de guerra aberta, seria um erro reduzir a aplicação da primeira a essa única situação. No entanto, este é o primeiro argumento do CCI: «a dinâmica actual do capitalismo mundial não corresponde de forma alguma àquela no quadro da qual a palavra de ordem do ‘derrotismo revolucionário’ foi lançada. Hoje em dia, ela em nada tende à formação de blocos visando uma terceira guerra mundial, nem à mobilização de dezenas de milhões de proletários na frente.»1 Devemos dar crédito ao CCI e à sua lógica: se, como defende desde o seu 15º congresso de 2003, já não há risco de guerra imperialista generalizada, de Terceira Guerra Mundial, nem mesmo de uma dinâmica nesse sentido, então a palavra de ordem do derrotismo não faz sentido. Lógico. O problema está resolvido.

Além disso, o CCI não se fica por aqui. Ele rejeita o derrotismo também em caso de guerra, sejam elas as de ontem ou aquela, improvável segundo ele, de amanhã. Ao fazer isso, vamos ver que ele se aproxima do campo dos «pacifistas» e dos «centristas» da 2.ª Internacional durante a 1.ª Guerra Mundial. E que ele abre a porta à deserção da luta de classes, senão à sua futura traição. Permitimo-nos aqui uma precisão para todos. O CCI continua a ser para nós uma componente a todo o título do campo proletário.[1], mesmo que consideremos que ele constitui a sua ala oportunista de direita. Apresenta a «grande vantagem», por assim dizer, pois o perigo é ainda maior, de expressar e expor abertamente a influência das ideologias burguesa e pequeno-burguesa dentro das forças comunistas por um lado e do proletariado como um todo por outro – como as ilusões sobre um capitalismo que poderia «voltar ao normal» das décadas anteriores, permanecer sem guerra e cuja exploração continuaria «suportável». Quantos proletários e até mesmo revolucionários fazem a política do avestruz e não querem ver de frente o abismo que se abre sob os nossos pés? A crítica que se segue visa em primeiro lugar não o CCI em si, mas armar da melhor forma os militantes de hoje e de amanhã – e, portanto, as suas organizações – perante o furacão e os dramas que vêm; e para que possam resistir à pressão, também permanente, do oportunismo e à sua penetração nas fileiras proletárias e comunistas.

A posição e os argumentos do CCI

Para o CCI, «o lema de ‘derrotismo revolucionário’ foi, de facto, defendido por Lenine durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, ele procurava então denunciar as hesitações dos elementos ‘centristas’ que, embora concordassem ‘em princípio’ em rejeitar qualquer participação na guerra imperialista, recomendavam, no entanto, esperar que os operários dos países ‘inimigos’ estivessem prontos para enfrentar a guerra antes de chamar os do ‘seu’ próprio país a fazer o mesmo. A favor desta posição, avançavam o argumento de que, se os proletários de um país se antecipassem aos dos países inimigos, estariam a favorecer a vitória destes últimos na guerra imperialista. Perante este ‘internacionalismo’ condicional, Lenine respondia com razão que a classe operária de um país não tinha qualquer interesse comum com a ‘sua’ burguesia, precisando, em particular, que a derrota desta não poderia senão favorecer a sua luta, como já se havia visto durante a Comuna de Paris (resultante da derrota frente à Prússia) e com a revolução de 1905 na Rússia (derrotada na guerra contra o Japão). A partir dessa constatação, ele concluía que cada proletariado devia 'desejar' a derrota da 'sua' própria burguesia. Esta última posição já era errada na época, pois levava os revolucionários de cada país a reclamar para 'seu' proletariado as condições mais favoráveis à revolução proletária, enquanto que era a nível mundial e, num primeiro momento, nos grandes países avançados (que estavam todos envolvidos na guerra) que a revolução deveria ocorrer. (...) Em Lenine, a fraqueza desta posição nunca levou a uma revisão do internacionalismo mais intransigente (foi mesmo esta intransigência que o levou a tal 'derrapagem'). Em particular, nunca teria ocorrido a Lenine a ideia de apoiar a burguesia do país 'inimigo', mesmo que, logicamente, tal atitude pudesse decorrer dos seus 'desejos'." E o CCI denunciava "a visão nacional da revolução incluída na palavra de ordem de ‘derrotismo revolucionário’.

Finalmente, « O velho esquema do derrotismo revolucionário, segundo o qual a derrota do próprio governo favorece o desenvolvimento da revolução, foi refutado pelo facto de que a divisão entre nações vencedoras e nações vencidas cria divisões profundas no proletariado mundial, como se viu mais claramente logo após a guerra de 1914-18. » 

Três argumentos, portanto:

- o primeiro argumenta que o «derrotismo revolucionário» rompe com o internacionalismo ao «desejar» condições mais favoráveis para o «seu» proletariado em detrimento dos outros;

- o segundo critica a visão nacional, e não internacional, que sustenta o «desejo» da derrota da sua própria burguesia e que logicamente levaria ao «apoio à burguesia do país ‘inimigo’»;

- o terceiro afirma que a experiência histórica, o pós-guerra de 1918-1919, refutou o valor do derrotismo revolucionário pelo facto de a derrota de algumas potências imperialistas e a vitória de outras terem criado uma divisão entre os proletariados dos países vencedores e derrotados.

A experiência histórica provaria, portanto, o perigo do derrotismo revolucionário para a unidade do proletariado. E a visão nacional que está na sua base – a derrota da própria burguesia, e portanto a «vitória» dos rivais imperialistas – levaria, logicamente, ao apoio à burguesia inimiga e à traição de classe. Vamos dizê-lo sem demora: Lenine já respondeu a estes argumentos, em 1918, tanto no fundo como na forma, em A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky. Tentemos, à nossa vez, e de forma mais modesta, submetê-los ao crivo da crítica de hoje.

O derrotismo dividiria o proletariado

Comecemos pelo terceiro argumento, que nos parece no mínimo surpreendente do ponto de vista dos factos históricos, para não dizer mentiroso. Ao precipitar as derrotas militares dos imperialismos russo e alemão, verificando assim a validade da palavra de ordem de derrotismo nessas situações, as insurreições operárias russas de Fevereiro de 19172 e alemãs de Novembro de 1918 abriram, antes de mais nada, uma dinâmica de vaga revolucionária internacional na qual o proletariado mundial, inclusive dos países vencedores, se reconheceu e na qual tenderam a unir-se. O facto é tanto mais notável do ponto de vista de classe, em termos de ruptura e tendência histórica, por ter surgido na sequência das divisões reais dos quatro anos de mobilização e de mortos nas trincheiras. O que marca este pós-guerra, portanto, não é a divisão, mas a dinâmica de unidade do proletariado internacional. O valor do derrotismo revolucionário em acto, portanto, não foi desmentido pelo pós-guerra como afirma o CCI, mas pelo contrário, amplamente confirmado. Não é a divisão, mas a afirmação da unidade internacional do proletariado que resultou do derrotismo revolucionário efectivamente realizado na Rússia e na Europa Central. Nem que seja na constituição da Internacional Comunista em 1919, após o sucesso da insurreição operária e o exercício da ditadura do proletariado na Rússia – a não ser que se acredite que a sua constituição não foi a expressão mais alta da unidade internacional do proletariado depois de quatro anos de massacres. Que depois as burguesias dos países vencedores tenham conseguido controlar e dominar mais facilmente as vontades revolucionárias do seu proletariado do que na Alemanha «derrotada» certamente não é o factor determinante, nem sequer um dos factores determinantes do fracasso da vaga revolucionária… A experiência histórica diz-nos exactamente o contrário do que afirma o CCI [2].

O derrotismo opor-se-ia ao internacionalismo proletário

Continuemos. É surpreendente ver como os dois primeiros argumentos contrapõem « derrotismo revolucionário » e internacionalismo proletário. O primeiro parte de uma visão apresentada como « nacional », o segundo como « internacional ». Para criticar Lenine e o derrotismo, o CCI clama em alto e bom som que « é ao nível mundial e, num primeiro momento, nos grandes países avançados (que estavam todos envolvidos na guerra) que a revolução deveria ocorrer. » A frase soa verdadeiramente internacionalista e revolucionária… excepto que a revolução não aconteceu « onde deveria acontecer », mas na Rússia « atrasada ». Isso soa ao seu esquema de tipo… menchevique, que impede qualquer revolução proletária na Rússia devido ao seu atraso histórico. Do ponto de vista do proletariado e da sua luta, é « uma daquelas exclamações vãs e sem significado », segundo Lenine no seu texto em defesa do derrotismo revolucionário.[3]. E ela esconde mal o seu oportunismo político. O marxismo sempre foi claro desde o Manifesto Comunista, que a luta internacional do proletariado passava pela luta de cada proletariado contra «a sua própria burguesia», ou seja, num quadro nacional, contra o aparelho de Estado burguês que é, por definição, nacional: «A luta do proletariado contra a burguesia, embora não seja, na essência, uma luta nacional, reveste, no entanto, em primeiro lugar, essa forma. É óbvio que o proletariado de cada país deve acabar, antes de tudo, com a sua própria burguesia.» 

Portanto, definir orientações e palavras de ordem para as lutas proletárias num quadro nacional, aqui a «derrota da sua própria burguesia», está totalmente em consonância com os princípios proletários em geral e o internacionalismo em particular.

Por outro lado, separar e opor de forma absoluta, metafísica, o quadro nacional da luta proletária ao seu carácter internacional e internacionalista é típico de uma visão – de um raciocínio – que se afasta do terreno da luta de classe internacional, tal como ela se desenvolve na realidade do capitalismo. A defesa e, sobretudo, a aplicação do princípio do internacionalismo proletário em caso de guerra imperialista não pode permanecer «geral», abstracta, e esperar pela sua tradução em acto «a nível mundial», como diz o CCI. Como se pudesse aplicar-se por decreto ou pela vontade do Espírito Santo ao mesmo tempo, simultaneamente e em todo o lado. Esta visão, que se veste com a bandeira da rejeição de «qualquer concessão» de ordem nacional, esconde mal o seu anarquismo e o mito da greve geral. No dia D, cruzamos os braços todos juntos. Em todos os países ao mesmo tempo.

Por trás da frase revolucionária que envolve a revolução “a nível mundial” a partir do esquema da greve geral anarquista, encontra-se a mesma lógica que a dos centristas pacifistas da 2.ª Internacional. Estes últimos “esperavam” que nenhum país fosse invadido para aplicar o internacionalismo proletário mesmo com a guerra imperialista em curso e múltiplos territórios “ocupados pelo inimigo”. “Contar com a revolução europeia é obrigatório para um marxista, sempre que nos deparamos com uma situação revolucionária. Kautsky, tornando-se renegado, teve medo de colocar esta questão obrigatória para um marxista. Ele raciocina como um pequeno burguês típico ou como um camponês ignorante: a ‘revolução geral na Europa’ eclodiu ou não? Se sim, ele também está pronto para se tornar revolucionário.[4] ! » O CCI, por sua vez, espera que a revolução aconteça «a nível mundial e, num primeiro momento, nos grandes países avançados (que estavam todos envolvidos na guerra)…» Uns e outros encontram-se, com mais de cem anos de distância, na rejeição ao derrotismo revolucionário. A sua preocupação não é o desenvolvimento da luta proletária tal como pode acontecer concretamente frente à guerra, e, portanto, qualquer que seja o destino de cada burguesia. Não, a lógica do seu raciocínio oportunista faz da vitória ou da derrota da «sua» burguesia o critério para destacar as palavras de ordem concretas do internacionalismo proletário. Por trás, mal disfarçada, surge a angústia do pequeno-burguês perante as consequências pessoais de uma derrota imperialista da «sua» própria burguesia.

O princípio do internacionalismo proletário só pode ser aplicado e transformado em ordens concretas em ligação com o próprio processo da luta de classes; por outras palavras, com o fenómeno da greve de massas, tal como nos ensinaram a Revolução Russa de 1917 e, mesmo se derrotada, a Revolução Alemã de 1918. Ora, ao contrário da «greve geral» anarquista, a greve de massas é um processo em que certos sectores do proletariado, e portanto também algumas fracções territoriais [ou «nacionais»] do proletariado, se engajam antes dos outros na luta. Historicamente, foi o proletariado russo que se lançou nesse combate contra a sua própria burguesia em plena guerra mundial, precipitando assim a derrota da burguesia russa primeiro ao nível imperialista e depois político, com a insurreição operária de Outubro de 1917. Dessa forma, longe de « reivindicar para si mesmos as condições mais favoráveis à revolução proletária » em detrimento das outras fracções internacionais do proletariado, os operários russos liderados pelo partido bolchevique favoreceram, pelo contrário, as condições para o surgimento internacional do proletariado e aceleraram o aparecimento da vaga revolucionária internacional que atingiu toda a Europa e a maioria dos continentes.

Derrotismo proletário ou derrotismo burguês?

Desejar que a sua própria burguesia seja o mais fraca possível levaria logicamente ao apoio à burguesia inimiga, diz o CCI. O seu raciocínio parte da seguinte consideração: se um imperialismo perde, o outro ganha. Novamente aqui, ele não se coloca do ponto de vista do proletariado e da luta de classes. « Este não é o raciocínio de um socialista, nem de um internacionalista, nem de um proletário revolucionário, mas de um nacionalista pequeno-burguês. Pois neste raciocínio desaparece a luta de classe revolucionária do operário contra o capital, a apreciação da guerra no seu conjunto, do ponto de vista da burguesia mundial e do proletariado mundial, ou seja, desaparece o internacionalismo e só fica um nacionalismo rabugento e vergonhoso. [5]. » Noutras palavras, é o esquecimento da luta de classes como fundamento do raciocínio, próprio da ideologia pequeno-burguesa, que vira as costas ao internacionalismo proletário; e não a consideração do quadro nacional no qual a luta de classes se desenvolve e que O Manifesto do Partido Comunista põe em destaque

O internacionalismo proletário não consiste em recusar-se a tomar partido por um ou outro dos campos imperialistas. Isso é a posição do pacifismo burguês e pequeno-burguês. O internacionalismo proletário consiste em «preparar a revolução proletária mundial, único meio de salvação contra os horrores da matança mundial. Não é do ponto de vista do ‘meu’ país que devo raciocinar (porque seria aí o raciocínio de um parvo, de um pequeno-burguês nacionalista, que não percebe que é um brinquedo nas mãos da burguesia imperialista), mas do ponto de vista da minha participação na preparação, na propaganda, nos trabalhos preparatórios da revolução proletária mundial[6]. »

A formula parece-nos muito clara... Mas para aqueles que estariam de má-fé ou não soubessem ler, permitimo-nos esclarecer: é do ponto de vista da preparação da revolução proletária mundial, e não do ponto de vista do «meu» país, que devo considerar a luta proletária contra a «minha» burguesia e o seu aparelho de Estado.

Actualidade do derrotismo revolucionário

Para o proletariado internacional, hoje não se trata de transformar uma guerra imperialista que ainda não aconteceu numa guerra civil. Por outro lado, é preciso elevar-se, resistir e opor-se à dinâmica para a guerra, à sua preparação que todas as burguesias mundiais procuram acelerar e sobretudo impor. No entanto, toda luta operária hoje só pode, de facto, contribuir para enfraquecer e dificultar a preparação da guerra de cada burguesia nacional contra os seus inimigos imperialistas. Ao fazer isso, toda a luta de um sector ou de uma fracção do proletariado contém em si, em devenir, a derrota imperialista da «sua» burguesia. Ignorar esta realidade é apenas uma manifestação de um internacionalismo incompleto, inconsistente e que conduz ao pacifismo. In fine (No final), ela revela pânico – para os elementos e forças políticas que ainda permanecem sinceros – face às consequências e implicações do confronto de classes feroz que a guerra, assim como a sua preparação, provoca. Isso traduz-se frequentemente no plano político por uma ou outra forma de pacifismo, directo ou indirecto, perante a guerra – quando não conduz à traição de classe aberta. Pois que ninguém duvide: qualquer período de guerra ou preparação para a mesma exerce uma pressão – e repressão – terrível não só sobre o proletariado como um todo, mas também sobre as forças, organizações e militantes revolucionários, à qual é difícil resistir. Especialmente se não estiverem suficientemente armados no plano político, teórico e dos princípios comunistas. Enfraquecer a preparação para a guerra da própria burguesia? É trair a pátria e a nação ao aplicar o derrotismo revolucionário, ou se preferirmos, o derrotismo proletário.

 

Agosto de 2026

 

Fonte: www.igcl.org

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice






[1]. Quantas vezes tivemos de defender isso junto de militantes jovens e menos jovens e de outros grupos comunistas, ao ponto de defender, muitas vezes sozinhos e contra a opinião unânime dos outros organizadores, a sua participação e o seu convite para reuniões públicas e outras.

[2].  Deixaremos aqui de lado o facto de que o argumento do CCI segundo o qual o derrotismo leva logicamente ao apoio ao país 'inimigo' dá a sua aprovação à infâmia, ainda presente nos dias de hoje, lançada contra Lenine em relação ao seu regresso da Suíça a Petrogrado no comboio selado durante o seu percurso pela Alemanha. Seria a prova de que ele era um agente da Alemanha.

[3]. Da derrota do seu próprio governo na guerra imperialista, 1915.

[4]. Lenine, A revolução proletária e o renegado Kautsky, 1918, (https://www.marxists.org/francais/lenin/works/1918/11/vl19181110h.htm )

[5]. Idem.

[6]. Idem.

Sem comentários:

Enviar um comentário