As sondagens reflectem a prontidão para a guerra das populações do oeste da Ucrânia e de outras regiões
29 de Agosto de 2026
Robert Bibeau
Por Normand Bibeau e Robert Bibeau.
Nesta entrevista Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: A realidade da
NATO em guerra na Ucrânia... sem a Polónia (Douglas Macgregor),
o
Coronel MacGregor refere-se à
"vontade do russo médio" sobre o futuro
da guerra por procuração entre a NATO e a Rússia na Ucrânia. A vontade do russo
ou do ocidental médio não tem absolutamente nenhuma importância na elaboração
das políticas imperialistas dos ricos deste mundo. As sondagens que
analisaremos abaixo reflectem o estado de preparação perante a militarização e
a guerra de opinião pública das populações ocidental e russa.
O "russo médio" assim como o "ocidental médio" não passam de "contrapontos" usados
pela burguesia para justificar a sua ditadura implacável e mortal, como
demonstra a análise das sondagens "mentirosas".
No final de Agosto de 2026, sob legislação militarista extremamente repressiva, "a maioria (62%) dos russos quer agora negociar a paz", segundo a mais recente sondagem russa do Centro Levada realizada entre 21 e 28 de Julho de 2026, entre 1.612 russos adultos, em 50 regiões com uma margem de erro de + ou – 3,4% para um resultado próximo dos 50%, revela:
62% dos russos querem avançar para as negociações;
28% querem continuar as operações militares;
50% consideram que a "operação militar especial" foi um sucesso;
50% acham que a "operação militar especial" é um fracasso.
(re:levada.ru,08/06/2026; direct@levada.ru, 03/03/2026).
Esta sondagem mostra que a «opinião pública russa» que pensa que esta
«operação militar especial» é um «sucesso» diminuiu 19 pontos desde Julho de
2025, enquanto a percentagem de quem considera que é um «insucesso» aumentou 11
pontos.
Estes números preocupantes para o governo de Putin são ainda mais
desastrosos entre os jovens com menos de 25 anos, dos quais 76% querem
negociações, e entre as mulheres, onde 70% querem passar às «negociações».
Apenas aqueles que não podem ser mobilizados, os com 55 anos ou mais, a 69%,
apoiam a intensificação dos ataques à Ucrânia numa guerra que não irão lutar.
E quanto ao «europeu médio», pelo menos segundo os inquéritos?
O inquérito europeu mais recente é o do «Standard Eurobarómetro 105», realizado, em Março-Abril de 2026, nos países da União Europeia («UE»).
Segundo esta sondagem enviesada pela sua questão mentirosa com o efeito: «É
a favor de a UE continuar a apoiar a Ucrânia até se alcançar uma paz justa e
duradoura?»:
56% dos europeus inquiridos apoiam «o financiamento militar europeu da
Ucrânia», contra 59% na Primavera de 2025;
75% o «apoio humanitário»;
70% as «sanções económicas» contra a Rússia.
Esta sondagem "mentirosa" à opinião pública europeia pode ser complementada por outras sondagens de estados individuais. Assim, segundo o "YouGov" de Fevereiro de 2026:
~ 42% dos "franceses";
~ 42% dos alemães;
~ 42% dos espanhóis;
~ 56% dos italianos;
~ 32% dos polacos;
~ 24% dos britânicos;
prefere uma "paz negociada" à continuação dos combates.
Em suma, apesar do constante entusiasmo mediático sobre a opinião pública russa e europeia, a "população" a favor da guerra está a diminuir a favor de uma solução negociada do conflito, que está obscurecida por todos os comentadores e pelos auto-proclamados especialistas licenciados e auto-proclamados da burguesia.
Perante a recusa dos europeus, tanto na
UE como na Rússia, a um confronto militar directo para a concretização do
LEBENSRAUM EURONAZI 2.0, com o objectivo de "roubar, saquear e pilhar "
as riquezas naturais inestimáveis da Federação Russa, a burguesia europeia é
reduzida a intensificar a sua "guerra económica" para "fazer o povo russo sofrer" e assim realizar um "golpe de Estado
eleitoral" contra a facção "pró-Oriente" da burguesia russa
representada por Putin nas eleições dos 450 deputados dos 5 diferentes partidos,
para a Duma, de 18 a 20 de Setembro de 2026.
Esta "guerra económica" consiste em bombardear a infraestrutura
energética e comercial russa com drones em profundidade para fazer a
"população" russa sofrer, de modo a eleger candidatos
pró-"Ocidente".
Com a exclusão judicial do único partido
abertamente anti-guerra: o IABLOKO e a condenação a
11 anos e 1 mês de prisão do seu líder, Lev Schlossberg, pelas suas
"declarações anti-guerra", os 5 partidos "autorizados" a
candidatar-se, na tradição "democrática" russa, são todos
"oficialmente" pró-guerra, mas em graus variados de intensidade e,
acima de tudo, pró-comércio com aqueles que matam soldados russos com o seu
próprio petróleo... Capitalistas ocidentais.
A RÚSSIA UNIDA, que é o partido no
poder cujo presidente "titular" é Dmitry Medvedev, não está a seguir
uma política de "guerra a todo o custo", mas sim uma política de
"negociação a partir de uma posição de força" e a continuação das
relações comerciais com o Ocidente, incluindo a venda de petróleo aos inimigos
da Rússia.
A Rússia Unida procura relações
económicas "normais" com o Ocidente e recusa-se a depender apenas do
mercado chinês. Além disso, historicamente, a Rússia Unida queria fazer da
Rússia o "posto de gasolina da Europa" e o ponto de passagem terrestre
do mercado chinês para o mercado europeu (vz.ru, 24/08/2015), que os EUA têm
combatido. Ao fazer da Rússia o "posto de gasolina" da Europa, Putin
tornou a Rússia dependente do Ocidente e encorajou a burguesia europeia a
orquestrar um LEBENSRAUM EURONAZI 2.0. Ao transformar a
Rússia de "bomba de gasolina da Europa" vítima de um LEBENSRAUM
EURONAZI para "bomba de gasolina da China", Putin está a incentivar
uma LEBENSRAUM SINONAZI sobre a Rússia, o que não é muito melhor no final (re:
cdn.er.ru, 22/08/2026; kalmyk.er.ru, 29/08/2036).
O LDPR de Leonid
Slutsky, que a 1 de Junho de 2026 realizou um comício eleitoral sob o slogan
belicista: "[V]itória rápida e decisiva na SVO", que rejeitou o
congelamento do conflito; qualquer trégua simples ou solução temporária e
promovia ataques massivos e decisivos à Ucrânia. Este partido burguês, que
afirma ser "nacionalista (chauvinista)", é muito
favorável ao comércio com a Europa apesar da sua hostilidade, que atribui à
interferência da U$ (re:kbr.ldpr.ru,02/06/2026).
O KPRF, o Partido
"Comunista" da Federação Russa, apoia plenamente a SVO. O seu 1.º vice-presidente, Louri Afonin, declarou a 6 de Agosto de 2026
que era necessário "intensificar os ataques com mísseis e drones para
forçar os Estados Unidos e a Europa a negociar uma paz duradoura e segura para
a Rússia" e "desnazificar" a Ucrânia.
Apesar de se auto-denominar "comunista", este partido centralizador
favorece relações económicas com a Índia "nacionalista" em vez da
China "comunista", geograficamente preocupada com a China e os seus
interesses de expansão no Extremo Oriente russo (re:msk.kprf.ru, Partido
Comunista da Rússia; kprf-irkutsk.livejournal.com).
JUST-FOR-TRUTH RUSSIA de Sergei
Mironov, que declarou, a 1 de Maio de 2026, que as negociações com a Ucrânia
eram inúteis e que apenas uma vitória decisiva no campo de batalha, "nos
nossos termos", garantiria a segurança duradoura da Rússia. Muito
orientada para o Oriente, a Justiça Rússia, por sua vez, favorece os BRICS e o mercado eurasiático, porque para o seu líder, Mironov, o
"congelamento dos activos russos e as sanções económicas" são uma
"declaração de guerra económica" do Ocidente contra a Rússia
(re:russian.cgtn.com.06/2026).
O NEW PEOPLE de Alexei
Nechaev/Vladislav Davankov apresenta-se como a única oposição "real"
a Putin e o único partido "liberal" e "moderno". Embora
tenha aprovado todas as leis "pró-guerra" e tenha afirmado que era
necessário "lutar até à destruição da Ucrânia como estado hostil",
falam mais de "negociações", "modernização", "relações
económicas" e "abertura à sociedade civil". Este
"novo" partido é, de longe, o mais favorável à colaboração com a
Europa e ao capitalismo, longe de Yabloko ter sido excluído das eleições que
propuseram um "cessar-fogo" imediato na linha da frente; o
destacamento de uma força internacional da ONU e o restabelecimento das
relações económicas com a Europa em termos ocidentais.
A expulsão judicial do partido "IABLOKO" a pedido da "RODINA", um partido nacionalista pró-Putin com
motivos absurdos:
1- "utilização de obras protegidas por direitos de autor" na sua
publicidade;
2- "Financiamento estrangeiro indirecto" "presumido";
3- 'publicações em plataformas estrangeiras';
complementado pela prisão do seu vice-presidente, Lev Schlossberg, por 11 anos
e 1 mês, constituem um "golpe de Estado" judicial que reafirma a
determinação da facção pró-BRICS de manter a sua dominação do aparelho estatal
russo, desafiando a opinião pública russa que favorece a "negociação"
em vez da guerra na Ucrânia.
Enquanto o exército russo ganha terreno e continua a sua guerra de atrito contra os UKRONAZIS BANDERISTAS DE KIEV, cujas "forças mobilizáveis" diminuem como "pele de cabra", e sinais consideráveis de insurreições populares se multiplicam na Ucrânia, é muito provável que a última tentativa de um "golpe eleitoral" contra o regime pró-oriental de Putin tenha sucesso mínimo, pelo contrário, a eleição para a Duma obrigará Putin a escalar a guerra para acabar com isto, e o estado cloaca ucraniano que subsistir será entregue aos seus vizinhos próximos, tal como a Polónia foi parcialmente entregue à Alemanha nazi e parcialmente à URSS, segundo o "pacto de não-agressão germano-soviético" de 1939, o último prelúdio da Segunda Guerra Mundial.
A Europa capitalista está madura para uma militarização acelerada e a
tomada do poder político pelos "Nacional-Socialistas" e "Nacional-fascistas" ao serviço do capital, na preparação
final para a apocalíptica Terceira Guerra Mundial termonuclear ou para a
revolução proletária através de grandes insurreições populares, a humanidade
encontra-se numa encruzilhada.
PROLETÁRIOS DE TODO O
MUNDO, UNÍ-VOS
E SALVEM A HUMANIDADE DA SUA DESTRUIÇÃO TOTAL
Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice

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