"A HISTÓRIA DA HUMANIDADE É A HISTÓRIA DA LUTA DE
CLASSES."
30 de Maio de 2026 Robert Bibeau
Por Normand Bibeau.
«A HISTÓRIA DA
HUMANIDADE TEM SIDO A HISTÓRIA DA LUTA DE CLASSES."
("Manifesto do Partido Comunista," Karl Marx e Friedrich Engels).
Ao contrário das fantasias
"civilizacionais" dos "Nacional-Socialistas" chineses, dos
neo-czaristas russos e dos seus fanáticos do BRICS+, a história da humanidade não foi
"a
história da luta das civilizações", nem a da "luta das raças", nem a da "luta das religiões" ou de toda a conversa
fiada da burguesia e das classes reaccionárias: "A
história da humanidade é a história da luta de classes [...] senhores e
escravos; barões e servos; burgueses e proletários" e só o derrube da
classe reaccionária burguesa pela classe revolucionária proletária trará paz,
prosperidade e felicidade à humanidade.
Como ideólogos autênticos da burguesia: o "filho do céu" do Reino do Meio, Xi Jinping, o seu "amigo ilimitado" de quem compra hidrocarbonetos a preço reduzido para tirar partido das "sanções" dos U$ YANKEES, o sucessor do czar Nicolau II, Vlad Putin e o seu mensageiro propagandista, Pepe l'Escobar, (ver aqui: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: A corrida russo-chinesa para a multipolaridade – declaração conjunta de 20 de Maio de 2026 (Pepe Escobar)) esforçam-se por negar "a luta de classes" substituindo-a pela teoria goebelliana demagógica das "civilizações" reaccionárias, feudais e capitalistas, proprietárias de escravos, que seriam o futuro "radiante" da humanidade, que Hitler, Mussolini, Tojo, Eisenhower, Churchill, de Gaulle e toda a escória burguesa que conduziu a humanidade ao abismo da Segunda Guerra Mundial invocaram com todos os seus desejos em nome da "sua" civilização. Por vezes "ariano", por vezes "romano", "otomano", "anglo-saxão", "patriota", "nacionalista" e tutti quanti, ad nauseam, amén e os seus 70 milhões de mortos, centenas de milhões de feridos, aleijados, deficientes, viúvas, órfãos e indigentes.
Marx, Engels e Lenine analisaram a noção de
"civilização" cientificamente, ou seja, à luz do materialismo dialéctico
e histórico, protegidos dos mitos reaccionários das classes dominantes, que em
todos os momentos reivindicaram demagogicamente o "valor universal"
da sua "civilização", que na realidade não era mais do que religiosa,
sexual, moral, cultural, jurídica, etc. promulgada por eles para servir a sua
ditadura de classe e escravizar as classes dominadas.
Marx e Engels demonstraram que toda "civilização" depende do desenvolvimento das forças
produtivas e das relações sociais de produção em cada momento da sua evolução
histórica, e em nenhum caso se trata de "qualquer estado harmonioso de um
povo e do seu estado" sob a égide de uma "elite" benevolente...
Em todos os momentos, as "civilizações" corresponderam a uma fase
histórica no desenvolvimento das forças produtivas e das relações sociais de
produção que surgiram com:
– a divisão do trabalho (agricultura, pecuária,
ofícios, guerras, religiões);
– a família (patriarcal);
– propriedade privada (de terras e meios de produção);
– classes sociais (escravos; senhores; artesãos; militares)
– o Estado (proprietário de escravos; feudal; burguês);
– exploração económica, política e ideológica.
Apenas os marxistas fornecem uma análise
científica das diferentes fases da evolução das sociedades humanas:
– comunismo primitivo (sociedades de
caçadores-recolectores nómadas sem propriedade privada);
– esclavagismo (escravatura);
– feudalismo (servidão);
– capitalismo (trabalho assalariado);
– socialismo ("a cada um segundo o seu mérito");
– comunismo ("a cada um segundo as suas necessidades", "de cada
um segundo a sua capacidade").
Essencialmente, o que Xi, Putin e
Escobar chamam de «civilização» não é na realidade senão o surgimento da
sociedade dividida em classes sociais antagónicas… nomeadamente burguesia
capitalista / proletariado…
ENGELS expôs cientificamente a evolução das «civilizações» em: «A
Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado», uma obra
magistral que todos deveriam estudar para compreender a evolução das sociedades
humanas, a qual foi inspirada nos trabalhos revolucionários do antropólogo
Lewis Morgan, onde ele distingue as várias etapas da evolução das sociedades
humanas da seguinte forma:
– a selvageria;
– a barbárie;
– a civilização, então impõe-se a divisão do trabalho, a família, a propriedade
privada, o Estado, as desigualdades e a exploração: da mulher e das crianças
pelo homem, depois dos homens por outros homens, destes homens sobre o Estado e
finalmente do Estado sobre toda a sociedade em nome destes homens: a classe
dominante.
Para ENGELS, a "civilização", ao desenvolver riqueza, ciência e
tecnologia, também gerou exploração de classes, opressão, alienação e guerras
intermináveis, como a história de todas as "civilizações" e as
guerras intermináveis que travaram testemunha claramente.
Cada classe dominante sempre apresentou "a sua" civilização como:
– universal;
– racional;
– progressista;
– naturalmente superior.
Para a burguesia, a "sua"
"civilização" assenta:
– sobre escravatura salarial;
– a exploração do proletariado;
– Darwinismo Social;
– 'relativismo';
– idealismo fenomenológico
– colonialismo;
– imperialismo;
– domínio económico mundial;
seria o resultado final da evolução humana. (sic)
Lenine prosseguiu analisando a "civilização" capitalista e
demonstrou que o capitalismo atingiu o seu "estágio mais elevado de
desenvolvimento" com o imperialismo, caracterizado pela:
– dominação do capital financeiro nascida da fusão do
capital bancário e industrial;
– o nascimento de empresas monopolistas que dominam o mundo sem partilha;
– guerras imperialistas que presidem ao "roubo, pilhagem e saque" dos
recursos humanos e naturais do planeta.
Para Lenine, as "grandes potências" que afirmam promover a
"civilização" apenas perpetuam a exploração de classes e propagam
guerras e dominação imperialista.
Marx escreveu em "A Ideologia Alemã": "Em todos os momentos,
as ideias dominantes são as ideias da classe dominante" e, portanto,
"civilização" é apenas uma construção histórica ligada a um dado modo
de produção ao serviço da classe dominante que explora esse modo de produção.
Ao apresentar a "civilização"
como "universal" e "histórica", Xi, Putin, Escobar e toda a
escória burguesa tentam, de forma desajeitada, substituir a teoria nazi das
"raças" por uma teoria igualmente reaccionária: a das "civilizações".
O que podem ter em comum os proletários
modernos, instruídos e no comando de máquinas-ferramenta altamente perfeitas,
com os escravos da Roma antiga, iletrados, trabalhando sob o chicote com
picaretas e pás para quebrar pedras na Via Ápia, além da sua exploração
impiedosa pelas mãos dos seus exploradores: ontem, os esclavagistas, hoje, os
capitalistas?
Como poderia um proletariado moderno, ávido por conhecimentos científicos,
estar sujeito às escritas arcaicas de sacerdotes ignorantes que acreditavam que
deuses ora maléficos, ora benevolentes comandavam os elementos naturais?
O que pode ter em comum uma democracia popular onde todos, mulheres e homens,
têm direito de voto, com uma “democracia” esclavagista onde apenas os “homens
livres”, excluindo mulheres, escravos e estrangeiros, ou seja, 90% da
população, têm direito de voto?
Tudo nesta apologia das «civilizações» reaccionárias feita por Pepe Escobar – (ver aqui: Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: A corrida russo-chinesa para a multipolaridade – declaração conjunta de 20 de Maio de 2026 (Pepe Escobar)) não passa de farsa, mentiras e propaganda. Pepe Escobar, tal como os "Nacional-Socialistas" chineses e os czaristas russos, são inimigos do proletariado, são apenas uma variante "suave" da ditadura da burguesia em conflito com a sua variante tr0mpista "soft", mas o proletariado não se deve deixar enganar: "é só boné castanho e chapéu castanho", as duas faces da mesma moeda imperialista e as "soft" estão apenas à espera do seu momento para dar carta branca à sua natureza hegemónica.
Para aqueles que querem mudar o mundo completamente, convidamo-lo a ler o
nosso livro:
Da Insurreição Popular à Revolução Proletária – Robert Bibeau,
Khider Mesloub
Versão em Língua
Portuguesa:
Que
o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: Da Insurreição popular à revolução
proletária
Fonte: «L’HISTOIRE
DE L’HUMANITÉ EST L’HISTOIRE DE LA LUTTE DES CLASSES». – les 7 du quebec
Este artigo foi traduzido para Língua
Portuguesa por Luis Júdice

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