Irão: «Não queremos nem um rei nem um clérigo: o poder nas mãos dos conselhos.»
Retirado do mural de Facebook de Ernesto Róman
«Os actuais Estados islâmicos, dominados por poderes militares e por corporações financeiras e empresariais, apoiam-se numa tradição milenar de submissão religiosa e burocracias corruptas, e vivem da porção que o imperialismo lhes concede, quer directamente (os rendimentos do petróleo) ou indirectamente, através da concessão de créditos com elevados juros.»
Daí que, com o crescimento demográfico imparável, a urbanização selvagem, a penetração dos costumes e valores ocidentais, sem falar dos efeitos da crise mundial em sociedades pouco capitalizadas e com uma tecnologia muitas vezes arcaica, surjam situações sociais explosivas e, em situações extremas, ideias e comportamentos extremos que só uma repressão feroz consegue conter».
Serge Bricianer, “Une étincelle dans la nuit, islam et révolution en Iran
1978-1979” (“Uma faísca na noite,
islamismo e revolução no Irão 1978-1979”), Ab irato 2002.
«O que está a acontecer hoje no Irão é a
forma nua do domínio capitalista num momento de perigo. O regime islâmico, como
a forma dominante actual do poder capitalista, defende uma ordem cuja
sobrevivência está ligada à exploração da força de trabalho e à repressão
constante, através do corte de comunicações, da implementação prática da lei
marcial e do disparo directo contra o povo.
Esta violência não é uma excepção nem uma desviação; é a lógica natural do capital em crise. Os monárquicos e as forças fascistas da sua mesma família, com total descaramento, tentam apresentar-se como uma "alternativa". Não são uma força nova nem uma resposta à situação actual; são os restos de uma ordem falida que só podem respirar em condições de matança e instabilidade.


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