Nem súplica nem indignação: 2026 deve ser o ano da
emancipação social.
4 de Janeiro de 2026 Robert Bibeau
Por Khider Mesloub .
O ano de 2025 está a encerrar-se como um
ano desastroso, afogado em guerras, miséria social globalizada e o sangue dos
povos, especialmente dos palestinianos, vítimas de um genocídio metódico
perpetrado sob o olhar cúmplice das potências imperialistas e dos países árabes
do Golfo.
Sob a ditadura capitalista mundial, as sociedades em todo o mundo estão a ser
militarizadas, os direitos sociais são sacrificados e as populações são
lançadas para um empobrecimento absoluto.
O capital, um criminoso social planetário, transformou nações em cemitérios
económicos e trabalhadores em cadáveres ambulantes, sobrevivendo em cidades
desumanizadas, reduzidas ao seu único valor de mercado, agora permanentemente
supervisionadas pelas forças da lei e da ordem prontas para reprimir qualquer
dissidência, especialmente nos chamados países democráticos onde toda
manifestação ou expressão de solidariedade com o povo palestiniano é suprimida
e sufocada.
No alvorecer de um novo ano anunciado como ainda mais brutal e sangrento, a esperança só pode nascer de uma fraternidade humana proletária activa, de uma solidariedade sem fronteiras e de um compromisso total ao lado dos povos oprimidos e martirizados.
A miséria do nosso irmão de classe proletária deve alimentar a nossa revolta, aguçar a nossa exigência de justiça social e reavivar a nossa luta pela batalha final mundial. Pois jamais a História gerou uma classe dominante que voluntariamente renunciasse aos seus privilégios: apenas as irrupções populares, de 1789 (França) a 1917 (Rússia), de 1949 (China) a 1954 (Argélia), arrancaram rupturas emancipatórias e desviaram o curso do mundo.
Hoje, lenta mas seguramente, em todos os lugares os povos despertam e contestam
uma ordem capitalista que já não governa senão pela força, pelo interdito, pelo
terror e pelas guerras, revelando assim a sua falência histórica.
Os sacrifícios impostos em nome do «interesse geral» servem apenas os interesses estreitos das classes dirigentes apátridas, subordinadas à finança, aos complexos militar-industriais e às multinacionais.
Os protestos ritualizados, enquadrados por mediações sindicais cúmplices,
transformam a rua em cortejo fúnebre da dignidade social. As participações nos
circos eleitorais infantilizam homens e mulheres, reduzidos, como autómatos, a
reconduzir alternadamente as mesmas cliques mafiosas rivais no poder.
Já não é tempo de implorar nem de indignação estéril, mas sim de entrada em
luta consciente e organizada do proletariado mundial, o único capaz de
aniquilar um sistema capitalista moribundo, de enterrar as suas guerras
genocidas, o seu universo repressivo e concentraccionário, a sua dominação
mortal.
Na véspera de 1789, nenhum político apostaria um escudo no fim definitivo do milenar regime aristocrático francês.
Na véspera de 1917, nenhum militante apostaria um copeque no derrube da secular monarquia czarista. Na véspera de 1954, nenhum político no mundo apostaria um franco no fim do colonialismo na Argélia, derrubado pela gloriosa guerra de Libertação Nacional. Nestes três ilustres e nobres acontecimentos históricos, apenas a entrada na luta do «povo oprimido», o proletariado, permitiu imprimir uma orientação revolucionária à História.
Em 2026, da resolução de cada um em seguir os
passos dos nossos emblemáticos gloriosos revolucionários mártires, dos nossos
exemplares militantes falecidos, depende a inversão da correlação de forças.
Por conseguinte, o fim das relações de dominação. Portanto, a recuperação da
dignidade social dos proletários argelinos, franceses, venezuelanos,
americanos, russos, chineses, canadianos. De toda a comunidade humana oprimida,
hoje profissionalmente precária, socialmente empobrecida, politicamente
tiranizada.
A emancipação dos oprimidos será obra dos próprios oprimidos, ou não o será.
Feliz Ano Novo ao povo argelino! A todos
os proletários do mundo!
Khider MESLOUB
Fonte: Ni
imploration ni indignation : 2026 doit être l’année de l’émancipation sociale –
les 7 du quebec
Este artigo foi traduzido para Língua
Portuguesa por Luis Júdice

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