VENEZUELA: intervenção imperialista dos Estados Unidos é um novo ponto de
inflexão na dinâmica rumo à guerra!
Retirado do mural do Facebook de Ernesto Róman
O comunicado de Delcy Rodríguez inscreve-se nas negociações que poderão ter ocorrido entre uma parte do aparelho chavista e o imperialismo norte-americano. Este pacto negociado, anterior ou actual, simplesmente demonstra o carácter burguês do regime bolivariano e como toda a retórica anti-imperialista não é senão uma máscara ideológica. Por isso, a única posição comunista e de independência de classe é aquela que chama a combater tanto a agressão imperialista dos EUA como o regime chavista.
Não se deve enganar a si mesmo. Apelar à solidariedade de forma abstracta com a Venezuela, e não a uma oposição frontal também ao regime bolivariano, significa na prática colocar-se sob as suas mesmas bandeiras e cartazes. É necessário opor-se frontalmente ao imperialismo norte-americano e à boliburguesia chavista.
Por fim, é importante inscrever novamente a actuação do imperialismo
norte-americano na crise da hegemonia mundial do capital estadunidense. O
unilateralismo agressivo e imperialista de Trump é, na realidade, mais uma
demonstração de fraqueza do que de força. Uma dinâmica que o isola de possíveis
aliados e que, sobretudo, alerta a China para a necessidade de se armar e
preparar seriamente para o conflito com os Estados Unidos. Essa é a dinâmica
dos factos para além da vontade dos sujeitos: uma tendência para a guerra que
se inscreve na crise mais geral do capital e no declínio norte-americano
perante a ascensão chinesa.
Neste contexto, a intervenção imperialista dos Estados Unidos é um novo ponto de inflexão na dinâmica rumo à guerra. Por isso, neste contexto marcado pela guerra capitalista e imperialista generalizada (que envolve todos os actores políticos estatais independentemente do seu tamanho), a única posição invariável dos comunistas é a defesa do derrotismo revolucionário contra todas as burguesias e blocos imperialistas em formação. A crise do capital e a sua tendência para a guerra é um incentivo à luta de classes generalizada, como acontece actualmente no Irão. É nesta dinâmica de confrontos abertos entre classes que a política do derrotismo revolucionário revela todo o seu valor: pelo comunismo, contra o capital mundial e todas as suas burguesias nacionais. Para aprofundar, veja-se o texto sobre o nosso momento histórico:
Que o Silêncio dos Justos não Mate Inocentes: NOTAS SOBRE O NOSSO MOMENTO HISTÓRICO
P.S.: O rei está cada vez mais nu, a política de Trump marca o futuro mundial na luta pela riqueza capitalista mundial. Se a Rússia o faz com a Ucrânia, os Estados Unidos com a Venezuela: quando o fará a China com Taiwan?
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