quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Mais Um Passo Rumo ao Massacre Imperialista

 


Mais Um Passo Rumo ao Massacre Imperialista

Neste momento de crise do capitalismo mundial, as principais potências imperialistas tornam-se cada vez mais desesperadas por consolidar a sua posição. A investida de Trump na Venezuela e a tentativa de derrubar Nicolás Maduro são uma expressão da crise imperialista, juntamente com as guerras de Israel no Médio Oriente, a invasão da Rússia à Ucrânia e os preparativos da China para tomar Taiwan. Mas o que significa a agressão americana para a classe operária? Apenas levará a mais operários a ser massacrados em nome do lucro.


Nenhum operário com cérebro pode acreditar que este ataque seja uma resposta ao "tráfico de drogas" da Venezuela. Este ataque deve ser visto como um aviso contra a China, principal rival imperialista dos EUA. Os EUA estão a tentar assegurar a sua posição nas Américas em preparação para uma confrontação contra a China e os seus aliados, que constituem a única ameaça séria ao poder dos EUA.

Os operários em todo o mundo têm visto o que “a nossa nação” pode fazer por nós. Da austeridade e inflação aos raptores do ICE, a classe operária nos Estados Unidos tem sido perseguida por agentes do capital democratas e republicanos. Na Venezuela, os operários estão presos entre dois grupos de saquearores apoiados por potências mundiais rivais enquanto o seu padrão de vida se deteriora. No final do dia, a classe operária não tem país!
Os ataques à classe operária fazem parte da crise capitalista aprofundada, que tem a sua conclusão numa guerra mundial imperialista. Todos os estados são levados para guerras como alternativa a uma crise interminável provocada pela estagnação e colapso dos lucros. A classe operária tem de lutar como classe por nós próprios antes que os nossos patrões descarrilem e provoquem outro massacre imperialista mundial.

A nossa luta no local de trabalho deve ser concretizada pela nossa própria força de classe e armada com política internacionalista. Nunca poderemos relegar esta luta a qualquer governo, quer se pinte como anti-imperialista ou não, ou os sindicatos, que estão ligados ao sistema capitalista por um milhão de fios, como o aparelho de planeamento e regulação do Estado. Com esta luta, a classe operária pode pôr fim à guerra imperialista dando aos capitalistas uma guerra civil!


O proletariado tem de liderar o caminho nestas lutas à medida que a luta continua e formar um partido político destinado à transformação revolucionária da sociedade. Guerras, repressão estatal e o nosso declínio do nosso padrão de vida só podem terminar quando a classe operária tomar o poder político. Só o comunismo, uma sociedade sem Estado e sem classes onde não há fronteiras nem guerras entre estados, é a solução para pôr fim a este sistema e evitar que os operários sejam conduzidos para o beco sem saída reformista que só parece modificar o sistema capitalista.

NÃO À GUERRA SENÃO A GUERRA DE CLASSES

Internationalist Workers’ Group- U.S. Section of the ICT

2ª Feira, 5 de Janeiro de 2026

 

Fonte: Another Step Towards Imperialist Slaughter | Leftcom 

Este artigo foi traduzido para Língua Portuguesa por Luis Júdice




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